copa america 2015

Jogo Rápido: Brasil 1×1 Paraguai

Seleção está eliminada da Copa América.  Mais uma vez nos pênaltis, mais uma vez nas quartas de final, mais uma vez para o Paraguai.

Se o Rica é o cara mais apaixonado pela seleção da mídia esportiva brasileira, imagine o estado do humor do rapaz após o jogo.  E então ele fez um vídeo pra dizer o que achava da eliminação, da seleção, da crise, dos próximos passos.

Será que é tão simples assim?

Será que se tirar o Dunga resolve?

E se problemas na seleção forem reflexo do futebol local, me explica o futebol inglês.

Confira ai!

Hoy, se puede!

E não precisa nem olhar a camisa. O futebol chegou num nível de competitividade, força, tática e inteligência em campo que qualquer time é capaz de enfrentar qualquer outro time, seja do nível que for.

Quando falamos de seleções, especialmente as que chegam a uma Copa, não existe mais o timinho, o timaço. Não existe na verdade quase nada além da mudança de cores nas camisas.

Todos jogam igual, correm tanto quanto e a técnica, onde se diferencia, não é mais o fator determinante do jogo. É coletivo, compacto e, depois, se der, técnico.

Peru e Bolívia fizeram um jogo com as estatísticas idênticas as de um Brasil x Argentina. Mesma troca de passes, mesmo percentual de acerto, chutes a gol.  É tudo muito parecido.

Não gosto. Acho que nos prejudica, já que nosso diferencial sempre foi técnico.  Acho que a FIFA tinha que rever regras com o passar dos anos.  Mas por outro lado eu não acho que o Chile na final da Copa América será menos favorito do que qualquer outro, seja Brasil ou Argentina.

Eu não acho um absurdo perder pra Colombia. Não entendo como “ganho” o jogo de sábado.

Porque se tem uma coisa que o futebol melhorou nos últimos anos é o equilibrio.  Você pode não ter 70 paraguaios bons de bola. Mas hoje tem 7. E bastam 11 pra formar um time.

Antigamente o Peru não tinha um jogador de qualidade. Hoje tem 4. E com 4 nesse futebol coletivo ele iguala qualquer partida.

Mais do que reclamar, acho que está na hora de revermos também a forma que analisamos futebol e o que esperamos de alguns times.

Ou você duvida a Colombia tirar a Argentina hoje?

abs,
RicaPerrone

O conceito de estratégia…

Todo grupo, vencedor ou derrotado, tem uma tática de guerra. Todo mundo traça uma meta, uma forma de busca-la e o que os separa do sucesso e o fracasso é exatamente o que é feito neste meio tempo.

Mas, em tese, no papel, todo mundo sabe como ganhar.

Eu não duvido, aliás, até acredito, que a seleção será campeã mais uma vez. Mas eu não concordo com a estratégia dela de “renovar” tudo a cada 4 anos.

Cansa. É burro, repetitivo, sem critério, sem argumentos, uma decisão baseada no medo que se tem no Brasil de ir contra a mídia, embora a gente aprenda dia após dia que a mídia não sabe porra nenhuma de assunto nenhum na maioria dos casos.

Porque temos que trocar uma geração toda vez que perdemos um jogo? Porque o Fred não pode estar na seleção?

Porque a mídia acha que ele é culpado pela seleção toda não ter feito uma boa Copa? Ou porque ele joga no Brasil e num país vira latas como esse vamos direto no pescoço do que é mais “nosso”?

Liga na Colombia e avisa: Quarta jogam Kaka, Robinho, Neymar e Fred.  Eu aposto que amanhã eles treinam com 3 zagueiros. E nós, por consequência, com um volante a menos.

É assim que funciona. Eles não tem medo da nossa juventude, da nossa velocidade e nem da parte tática. Eles temem nossa técnica. Porque diabos temos que trocar o que temos de mais “pesado” no papel para forçar uma renovação que não tem peças a altura?

É nosso jeito de jogar e vencer. Ou não notaram que mesmo copiando burramente europeus há 12 anos quem resolve pra nós é o Neymar e seu talento?

O conceito de estratégia…

Em alemão: coletivo

Em ingles: no apito

Em frances: em casa

Em portugues: no talento.

Cadê ele?!

abs,
RicaPerrone

A melhor Copa América

Durante muitos e muitos anos nós olhamos pra Copa América como um torneio de time reserva.  Nunca nos importamos, assim como a maioria dos nossos vizinhos.

Talvez faltasse ao torneio a “sorte” de ter numa edição todas as seleções com seus times principais para, enfim, termos uma grande Copa América e voltarmos a dar valor a ela.

Aconteceu.

Em 2015, muito provavelmente motivados pelas revanches da Copa e pela boa campanha dos sulamericanos, teremos uma Copa América com 5 times capazes de conquista-la.

Argentina, Uruguai, Colombia, Chile e o Brasil, óbvio.

Seleções que na Copa do Mundo foram protagonistas. Que reúnem alguns dos maiores craques do mundo, inclusive o maior deles na atualidade.

Sabemos que ela será avaliada de duas formas: Se perdemos, será uma grande Copa América. Se ganharmos, um torneio sem importância.

Fato é que quem decide a importância do torneio é o time. No caso, as seleções. E se elas toda dizem que vale força máxima, não sobra muito pra contestar.

Teremos nossa Copa do Mundo sem Itália e Alemanha!  Não é assim que eles chamam a Eurocopa? Uma Copa sem Brasil e Argentina?

Nossa vez de fazer um grande torneio sem eles.

abs,
RicaPerrone