copa do brasil 2015

Então já era

São 120 anos de futebol no Brasil. Das coisas básicas que ele nos ensina, decoramos o pênalti, o impedimento, a regra de jogar com os pés e outras verdades absolutas que repetimos feito papagaios desde então.

“Quem não faz, toma”. “Clássico é clássico”.  “O jogo só termina quando acaba”, entre outras tantas.

Quando Palmeiras e Santos sairam pra final da Copa do Brasil eu vi o Palmeiras começar a ganhar o título no minuto seguinte.

“O Santos vai atropelar”.  “Goleada”. “Massacre”. “Sem chance”.

Vi jornalistas “cravando” em rede social que o Santos era campeão da Copa do Brasil. E vi um placar de 1×0 no jogo de ida que passa longe de significar algo resolvido. Ainda mais contra um Palmeiras.

Cada dia que passava antes da decisão eu tinha mais certeza que daria Palmeiras. Não porque o Santos tenha culpa no oba oba que fizeram com ele, mas porque o futebol se ofende e as vezes precisa se impor.

O futebol hoje era palmeirense.

Ele queria mais uma vez explicar que nós o amamos por não sabermos o que esperar dele, não porque ele é previsível, óbvio e justo.

Calado,  o Palmeiras assistiu a toda preparação para a festa do Santos. Cada virgula colocada na mídia motivava o Palmeiras e invertia o cenário do jogo.

Pobre Santos, encurralado por um adversário que nem estava na disputa.  Mas que acabou sendo decisivo.

O Palmeiras não entrou em campo hoje pra jogar uma partida. Entrou pra defender sua honra, pra calar a boca de muita gente e pra passar por cima de qualquer limitação que pudesse lhe atrapalhar.

O Santos não entendeu. Aqueles garotos pareciam olhar em volta sem conseguir dimensionar o que era aquele estádio cheio numa decisão contra eles.

Como é grande esse Palmeiras de perto, né?  Pelo jornal parecia tão menor…

abs,
RicaPerrone

Quase lá!

A grande diferença entre São Paulo e Santos hoje no Morumbi foi a fase de cada um deles.

Em 90 minutos o São Paulo criou 7 chances reais de gol, o Santos 4.  Veja você, 3×1 pro Santos.

E baseado neste fato, insisto em não determinar o confronto como encerrado.  Embora seja altamente previsível a classificação do Santos, que merece e que faz um trabalho brilhante com um time que ninguém acreditava, o futebol já nos ensinou que de véspera só ingresso.

Acho fácil jogar no treinador, num esquema tático ou num jogador. Tem time que entra em campo porque é pago pra isso, tem time que entra sorrindo e se diverte jogando.

Invariavelmente o que sorri enquanto joga, vence.

A grande arma que o SPFC tinha pra cima dos garotos do Santos era um Morumbi lotado e uma experiência nova pra eles, que era uma decisão numa casa cheia contra.  Ao pedir 80 reais na mais barata arquibancada, o SPFC cruzou pro Gabriel fazer o primeiro.

Na Vila, onde nem isso o SPFC terá a seu favor, terá apenas o gostinho de ser grande e franco atirador. Convenhamos, é uma raridade em clássicos e costuma causar algumas surpresas.

Acho que dá? Não. Acho que o Santos ganha de novo.

Então porque não crava que “já era”?

Porque eu respeito muito os motivos pelos quais me apaixonei por futebol o suficiente pra respira-lo até hoje.

abs,
RicaPerrone

Matou!

Quando Flamengo e Vasco foram se enfrentar pela Copa do Brasil eu comentei com alguém que não esperava nada diferente de uma eliminação do Flamengo ou uma paulada. Não haveria meio termo.

Deu Vasco, especialmente porque o Flamengo usou o mau momento do Vasco pra fazer gracinha ao invés de usar a seu favor.  Quando deu SPFC x Vasco no sorteio, disse rigorosamente a mesma coisa. Ou o SPFC passa o trator, ou o Vasco elimina o SPFC. Não haverá jogo apertado a favor do SPFC.

Simples. O emocional do Vasco está muito frágil. Quando um time como esses toma um gol ele tem tudo pra desmontar. Se tomar outro, vira goleada. O Vasco não vai se matar por um título complicado enquanto disputa por um não rebaixamento no Brasileiro.

O SPFC, diferente do Flamengo, entrou jogando sério e respeitando o Vasco como um adversário do mesmo nível, mesmo não sendo o caso nesse momento.  Resultado foi uma paulada no primeiro tempo que poderia ter sido maior. Com gols perdidos em série no começo do segundo tempo e um 3×0 que saiu até barato.

Matou o jogo com um 3×0 que só um daqueles acasos do futebol muito épicos pode reverter.  Mas pode, é claro! Trata-se de futebol.

Embora não haja motivos para acreditar numa reviravolta, o São Paulo precisa manter os pés no chão. Uma expulsão, um pênalti com 5 minutos e pronto. Um 3×0 vira um drama.

Santos e SPFC caminham pra semifinal. E aí sim, com dois dos mais irregulares times do país, teremos dois jogos sem o menor prognóstico.  Mas aguardemos. Por mais improvável que seja, Figueirense e Vasco ainda respiram.

abs,
RicaPerrone

Jogo Rápido: Tite no Corinthians

16/12/2014

– Tite no Corinthians
– Sorteados os confrontos na Copa do Brasil

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