corinthians 2016

O óbvio, o drama e a falta de ousadia

Se sou treinador do Sport e o Corinthians me chama, faço o “óbvio”. Se a imprensa souber disso, questiona com toda a hipocrisia que um treinador contesta as demissões quando também optam pela troca fácil a qualquer momento. Então temos “o drama”.

O que não encontramos na contratação de Oswaldo é a ousadia.

Porque nada pode ser mais previsível e conservador do que ir no mercado pegar um técnico conhecido, que não é um grande vencedor, mas que é um cara com alguns bons trabalhos e que tenha uma marca no clube.

Mas então eu te pergunto: O Corinthians tem time para ter apenas um treinador a frente dele ou precisa ousar para buscar algo que nem merece pelo elenco que tem?

Cadê o novo? Cadê a tentativa de fazer um Roger, ou um Ricardo (Flamengo)? Porque voltar a 1999 se em 2016 o futebol clama por ousadia e renovação de mentalidade?

Oswaldo é um cara que não faria esse papel? Não acho.  Aos 65 anos, rico, não sei se é o perfil do que buscamos para mudar as coisas. Pode até conduzir o time, mas duvido que vá revolucionar algo tático, algum padrão de treinamento ou deixar algum legado para as próximas comissões técnicas do clube.

Oswaldo, hoje, é um tiro certo, mas é um tiro na coxa. Não mata, só arrasta o problema.

abs,
RicaPerrone

O medo será maior que o problema

O Corinthians perdeu a parte ofensiva toda do seu time e ainda tem risco de perder mais gente lá atrás. É óbvio que o “favorito” a Libertadores de 2016 agora se nivela e até pode perder na avaliação prévia de nomes.

Mas se há algo que acredito ter visto no Corinthians em 2015 não era exatamente um brilhantismo dos jogadores.  Havia padrão, coletivo, intensidade e comprometimento.

É óbvio que Renato, Love e Jadson fazem falta a qualquer time.  Mas o que espera-se do Corinthians sem esse trio me parece bem mais pessimista do que de fato acontecerá.

É um palpite. Um mero palpite.

Acho que o trabalho do Tite foi diferenciado por não fazer o Corinthians refém de nenhum talento individual. Acho que o grupo vai conseguir equilibrar os setores com esforço e outras características. Não espero o Corinthians de 2015, mas passo longe de achar que o time será um fiasco.

Aguardemos o estadual e o começo da Libertadores. Mas insisto: O segredo do campeão de 2015 era muito mais coletivo, intensidade, mentalidade e arena do que o brilhantismo individual dos que deixaram o clube.

abs,
RicaPerrone