coritiba

Guerreiros com guerreiros…

Em 2009 o Fluminense passou por cima de todas as suas limitações e através de muita luta conseguiu permanecer na série A. Seu coadjuvante do último ato foi o Coxa, que hoje busca “milagre” parecido, ainda que mais real do que aquele.

O Couto Pereira recebeu mais água do que deveria. Cristovão escalou errado, consertou cedo, mas ao sofrer o gol e perder um jogador por contusão ficou preso com apenas uma troca nas mãos. Que aliás, demorou a usar e usou mal.

O Coxa é aquele Flu de 2009, que corre, se mata, não tem vergonha de dar chutão mas que não aceita a queda.  Lá, como cá, tem dado certo.

O Fluminense podia ter vencido pelo melhor time que tem. Mas entrou perdendo o meio, consertou perdendo o ataque.   Quando precisou, colocou a velocidade e não a boa finalização do Sobis.

Cristovão enxergou um jogo diferente do que aquele que aconteceu no gramado. E o Flu sai com uma derrota que não chega a ser zebra, mas que não era “inevitável”.

Inevitável é não reconhecer o esforço do Coxa pra evitar a queda anunciada.  Isso sim é notável neste sábado.

abs,
RicaPerrone

Tem que odiar

Eu sei como vão dormir os milhões de rubro-negros nesta noite.  Todo mundo sabe.  Todos já passaram por um dia de vitória com viradas épicas, polêmicas e pênaltis.

Todos sabem como é não ser Flamengo. Menos eles.

E talvez numa noite como estas seja impossível que eles possam entender o que sente um torcedor rival.  Mas é nítido, angustiante, quase divertido.

O índice de revolta a um pênalti mal marcado pro Flamengo é proporcional ao de um assassinato.  E sim, foi “mal marcado”. Ok, eu me rendo, usemos então a frase que todos os não rubro-negros estão loucos pra ler: “Foi roubado!”

O problema é que esse pênalti vai ser sempre um detalhe em meio a uma virada de 3×0, com time misto, em casa, com a torcida apoiando, após 40 dias gloriosos de um time mediocre que virou incrível.

As peculiaridades rubro-negras cansam a paixão alheia.  Uma delas é, de vez em quando, um apito amigo num lance decisivo. Mas calma lá! Todos tem, contra e a favor.  Mas os do Flamengo se destacam.

Talvez por serem maioria. Ou talvez meramente por serem mais incômodos.  O erro a favor do Flamengo grita mais alto.

Como a torcida deles, diga-se.

Um time misto, sem perspectiva, meio que “nem aí” pro jogo.  Um time que tem num reserva seu capitão.  Já viram isso?

Só no Flamengo.

Só que em meio a uma virada de 3×0 e uma disputa de pênaltis incrível, é uma questão de apego irracional focar no lance irregular.  Mas é o que resta.

Eu entendo. Juro que entendo.  Mas eles não.

Simplesmente porque a vida não lhes permite com a mesma frequência estar do lado de quem assiste o milagre. Rubro-negros estão quase sempre sendo parte dele.

Tem gente que não acredita em milagres.  E tem gente que torce pro Flamengo.

abs,
RicaPerrone

Muricy x Muricy

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Talvez o duelo mais inacreditável da noite no Pacaembu não tenha ficado por conta de SPFC e Coxa, menos ainda entre um zagueiro qualquer e um atacante perigoso.

Quando a escalação foi colocada a público Muricy desafiou a lógica. Em casa, contra um time do Roth, tirou o poder de criação da equipe.  Os dois meias foram pro banco e numa rara cara-de-pau entregou de véspera que iria jogar no cruzamento e nada mais.

Eram 4 homens na frente. Dois bem abertos, ninguém no meio.  Uma ligação desesperada entre volantes/zagueiros e atacantes. Bico pro alto, mais precisamente.

E em meio a alguns deles, um escanteio surgiu pra salvar o jogo da mesmisse.

Aí o Coxa virou enquanto o Tricolor brigava com a lógica.  Muricy colocou Ganso e Ademilson, corrigindo uma formação que ele mesmo havia inventado.

O time empatou num lançamento do Ganso para o Ademilson.

Bingo! Muricy mexeu bem, é gênio.  A ele, aplausos pelo empate.

A quem interessar, os créditos pela escalação absolutamente sem sentido e pela mania de tentar ganhar partidas de futebol sem necessariamente jogá-lo.

abs,
RicaPerrone

Nada mal

O resultado nem é dos mais interessantes. Dá até pra chamar de tropeço.  Mas a série de jogos do Flu mostra evolução, comprometimento e uma nova formação sendo, enfim, colocada em prática.

Luxemburgo não fez nenhum milagre. Mas aos poucos, usando garotos, mesclando, retomando a condição técnica de um ou outro, o time vai se tornando novamente competitivo.

Esse time não tem vocação pra ser defensivo e toda vez que o placar o obriga a entender isso, cresce.

O Flu só joga bola “sem ter nada a perder”. Interessante.

Medo de perder? Falta de confiança? Ou meramente uma mudança com Biro-Biro pra lá ou pra cá muda tudo isso?

O Coxa hoje defendeu minha tese sobre Muricy e outros retranqueiros por ai. Todo time, por pior que jogue, tem uma chance clara de gol. E se colocar 11 atrás, uma hora ela surge mesmo assim.

Isso pra times menores funciona. Imagina num grande.

O Coxa, quase grande, fez funcionar. Um segundo tempo lamentável abrindo mão da partida e rezando por um surto. Aconteceu. Mas não entrou, por justiça até.

Lutando ainda por nada, o Flu levou 35 mil pessoas ao Maracanã. A 20 reais, convenhamos, é o que vale o show no “mais barato” dos setores.

Resposta novamente clara a quem não quer enxergar.

E quem diria, São Paulo e Fluminense, os dois clubes mais “riquinhos” do país, foram os que deram a condição do pobre voltar ao estádio…

 

O resultado não é bom. Mas a reação do Flu é.

abs,
RicaPerrone

Bem-vindo, Brasileirão!

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Como procurar os “erros” que levaram a não vitória de Coxa e Flamengo neste sábado após um jogo tão bom?

Melhor exaltar o que houve de mais interessante, como o menosprezado Flamengo jogando boa partida contra o líder, e o líder que não é favorito mas também não está lá por acaso.

Os bons passes e jogadas, mostrando que o mês de “férias” ajudou no coletivo de ambas as equipes.

A linda jogada de Moreno, ou a ótima atuação de Alex. O penalti perdido, ou defendido, depende pra quem você torce.

O Flamengo que fez 2×0, ou o que deixou empatar.

O Coxa que saiu perdendo, ou o que foi buscar.

Depende.

É sua boa ou má vontade quem determinará o que tirar deste jogo.

Eu tiro um indício que o Brasileirão voltou com tudo, cheio de vontade, com a moral lá em cima e o torcedor, motivado pela seleção campeã, sem a síndrome de vira-latas que tanto nos acompanha.

O empate foi justo. E pelo jogo, até o valor do ingresso ficou aceitável.

abs,
RicaPerrone