Criciuma

Pouco, mas suficiente

Era só o Criciúma em pleno Morumbi.  Com o time titular em campo espera-se do São Paulo um pouco mais do que uma vitória. Talvez, futebol.

Apresentação sofrível, com raros lances trabalhados e muito bico pra Oswaldo correr.  O Criciúma, coitado, nem o bico acertou.  Mas ainda assim teve lá seus momentos de perigo.

A classificação é merecida, incontestável.  Mas é pouco.

O São Paulo tem, no papel, o melhor ataque do país. São 6 jogadores de frente que vestiram a camisa da seleção brasileira nos últimos 3 anos. Não dá pra aceitar o mínimo.

Talvez pela Era Muricy, talvez por uma nova mentalidade. Mas a torcida apoia esse tipo de resultado custe o que custar, venha como vier. Eu não.

Era só o Criciúma, tudo bem. Mas do outro lado não pode ser “só” o São Paulo.

Faltou futebol pra valer o ingresso. Sobrou pra passar de fase.

abs,
RicaPerrone

Insista!

Cristovão colocou um Fluminense em campo ontem que não deu tão certo. Mas mesmo com o resultado me desmentindo e até alguns momentos do jogo onde não se finalizava mesmo com a bola quase o tempo todo, eu não posso virar as costas para o que ele tentou fazer.

Após uma Copa onde todos notaram que precisamos voltar a jogar nosso futebol pelo chão e de toque de bola, Cristovão colocou um Fluminense em campo sem cabeças de área e nem de bagre.

Dois volantes sendo eles Jean e Cícero é algo que não vemos por aqui há algum tempo. Nenhum deles é daqueles volantes que jogam menos do que destroem. Pelo contrário, os dois jogam bem mais do que destroem.

Mas como em outros exemplos que queremos seguir, um meio campo moderno ataca e defende com todas as peças, não mais com um volante fixo para fazer o trabalho sujo e depois ter que procurar quem saiba jogar bola para continuar a jogada.

Cristovão tentou um time técnico e de toque de bola. Ontem, também por um erro do arbitro no pênalti, acabou não dando certo.

Mas insista, Cristovão! Por favor, insista!

abs,
RicaPerrone

E agora?!

Senhores, nada mudou.  A regra de tirar os pontos possíveis (3) de um time que escalou jogador irregular está sendo novamente colocada em prática, o que é bom, afinal, mostra alguma coerência.

Ajuda o Flamengo?

Hein?

Enfim. São 9 rodadas. Acreditar que este tipo de punição seja para “ajudar” alguém e não para cumprir um regulamento ultrapassa um pouco a lógica de quem tanto acredita em complôs e algo do tipo.

Porque agora a mídia não fala da perda de pontos do Criciúma?!

Porque não é ultima rodada, não “beneficia” ninguém ainda e porque tem Copa amanhã.

Claro, o que fizeram com o Fluminense foi próximo do absurdo. Concordo. Colocaram nele a culpa de um erro da Portuguesa sem que soubessem ou pudessem nos informar de nada que não soubéssemos.

Isso sim é nojento.

Mas não vão repetir desta vez. Não porque criaram juízo ou porque “beneficia o Flamengo”.  Mas porque não beneficia ninguém em especial.

Segue o jogo. Desde que com a mesma regra pra todos.

Como neste caso.

abs,
RicaPerrone

E se…?

De possível rebaixado a “veja bem, vamos aguardar”, o Botafogo gera dúvidas e supera as expectativas do mais otimista dos torcedores, se é que há algum.

Não porque venceu o Criciúma, mas porque encontrou Daniel, jovem de 20 anos que era uma promessa na base do Cruzeiro e o Fogão foi busca-lo em 2013 para aguardar a hora certa de lançar.

Não foi hoje sua estréia. Mas foi, também.

Qualquer um pode vencer o Criciúma. Por 6×0, nem todos. E isso causa um delicioso desconforto em quem avalia as reais possibilidades do clube na temporada.

Rebaixamento, como muito se falou? Já não sei mais. E se…?

E se o Carlos Alberto jogar bola? E se o Daniel for um novo grande craque?  E se este trio, que se completa com Sheik, surpreender todo mundo?

E se for apenas um surto de bipolaridade e o “rebaixado” volta aos campos semana que vem?

Não sei. Nem você sabe mais.

E isso, por si só já torna tudo mais interessante.

Porque não é pra ser. Nem diria que será.  Apostar? Nem pensar.

Mas vai que…

abs,
RicaPerrone