defensor

Vocês sabem como é

Parece obrigação, mas não é. O campeonato mais difícil do mundo não pode ter sua análise a palavra “obrigação”, e se existe um clube que pode exemplificar isso com sua própria história é o Atlético em sua conquista da América.

Poderia ser mais fácil aqui. Mas também poderia ser bem mais complicado lá. Esperar que o time dê um baile na ida e na volta num mata-mata de Libertadores não é análise tática ou técnica. É quase desconhecimento de causa.

Haverá expulsão, perrengue, uma bola que entra do além, outra que deixa de entrar por um milagre.  E ainda tem o juiz, inimigo número um dos brasileiros na Conmebol.

O Galo jogou menos que podia, não vi os sustos que alguns viram em perder o jogo, nem um futebol que justificasse qualquer euforia. Apenas uma partida burocrática de quem queria passar e nada mais.

Aí sim podemos ter uma questão: o “nada a mais”.

Pra ser campeão da Libertadores você tem que ter tudo e “algo mais”. O Galo tem um bom time, fez dois bons jogos fora de casa, passou hoje sem inspiração, sem ousadia mas também sem sustos.

Não, não é hora ainda de encontrar isso. Estamos saindo da pré temporada, organizando os elencos e times e portanto esperar qualquer brilho neste momento é um exagero enorme.

Passou. Missão cumprida. Agora o Galo tira das costas a obrigação e parte pro sonho. E desde que me entendo por gente não vi ninguém fazer de um sonho tão real quanto o próprio Atlético na Libertadores de 2013.

Não ousarei ensinar o padre a rezar uma missa.  Mas agora a missa está confirmada.

Dizem que ir a missa é pra quem tem fé. E ter fé é acreditar.

Deus que me livre falar sobre isso com atleticano.

RicaPerrone

Eu não sei do que vocês estão falando

As vezes eu vejo tv em programas esportivos. Não gosto, vejo 99% das vezes pra rever gols e lances, mas a gente pesca uma coisa ali, outra aqui.  Ao Galo ouvi críticas. Fui numa rede social e li criticas.

Não entendi bem.

Assisti apenas a 4 jogos no ano, é verdade. Mas foram 3 de Libertadores, um no estadual com time titular. Eu gostei do que vi. Teve altos e baixos, normal. Estamos em fevereiro. Mas o Atlético fez dois jogos na Libertadores onde o primeiro tempo parecia um treino.

Se enrolou no segundo.

Hoje, de novo, parecia dono do jogo. O campo parece sempre mais largo quando o Galo ataca. As chances surgem, o time adversário tem raros surtos no jogo e o controle é quase todo do Galo.

Mesmo fora de casa, mão na vaga de novo.

No estadual, embora ninguém se importe, é líder com melhor ataque e defesa.

Há momentos de muito bom futebol. Há também alguns apagões. Mas não há motivos para críticas e cobranças exageradas.

O Galo vai muito bem, obrigado.

RicaPerrone

A continuação

Acabou como se fosse um turno. Descansa-se, prepara e volta pro mesmo torneio, do mesmo jeito, com o mesmo favoritismo e o mesmo futebol.  O Grêmio estreou na Libertadores de 2018 jogando exatamente como em 2017.

Óbvio, isso não pode ser ruim.

O time viaja pro Uruguai e tem 79% de posse de bola. Toques curtos, mais de 700 passes trocados. Número atingido hoje por Bayern, Barcelona e se não me engano City. O restante do mundo troca menos de 500 por partida em média.

O Defensor, pra se ter idéia, trocou menos de 200 passes.

Não se transforma esses números em placares elásticos porque é parte da limitação técnica do Grêmio essa forma de atuar. Inteligente, sabendo que no confronto aberto tem time mas não tem uma seleção imbatível, ele fica com a bola e tenta errar pouco.

O baile de números não se transforma em gols. Nem dá. Falamos de Cícero, Everton, Ramiro.Na frente só tem um jogador de fato goleador: o Luan. E que hoje atua mais recuado. Mas exatamente por ter nestes jogadores o toque de bola e a movimentação, troca-se passes o tempo todo até achar o espaço.

O Grêmio volta com um ponto e é bom. Poderia sair com 3 mole, não fosse a bobeira de deixar um jogador cabecear sem sair do chão dentro da área.  Um erro grotesco de marcação que custou 2 pontos.

Mas são 2 pontos num cenário pouco perigoso. O Grupo é ruim, o Grêmio vai se classificar e portanto não fará tanta falta.

A estréia do Tricolor é a continuação de 2017.  Quem sabe os resultados também sejam?

abs,
RicaPerrone

Lendas 2×0 Cruzeiro

Se fosse em Governador Valadares, contra o América MG, mesmo com o público do jogo de hoje, o Cruzeiro entraria em campo olhando do alto e ganharia o jogo.

A única coisa discutível após o jogo é se foi pênalti. Tanto faz, Dagoberto perdeu. Mas não, não achei pênalti. Achei jogada pra 2 lances, talvez.  No máximo.

As lendas da Libertadores mantém viva não apenas a competição, mas também alguns clubes da América do Sul, que hoje dependem de raríssimas jogadas individuais ou de pressão e pedrada de torcida para conseguir igualar o jogo com os brasileiros.

Mas conseguem. Parte pelo peso de suas camisas, parte pela lenda que carregam com elas.

O Defensor é um time pra lá de comum. Sem torcida, sem ambiente, um jogo daqueles que desvaloriza a Libertadores.  Mas é “uruguaio”, e é “lá”. Pronto, falamos 3 palavras que, juntas, ainda nos causam alucinações.

E não pense que reclamo disso. Pelo contrário. Acho que não fosse o fator “lenda” o futebol sulamericano seria uma série C do Brasileirão há anos, e a Libertadores estaria quebrada, como aliás, até dizem estar pelo que paga ao campeão.

Não lotamos estádios pra ver o adversário difícil. Lotamos “porque é Libertadores”.  E então, sim, vivemos de lenda.

Se o Cruzeiro jogar a volta sem notar que é Libertadores, que são uruguaios e que sabem “catimbar”, faz 4×0 nos caras.  Mas a graça é essa.

Futebol é futebol. Libertadores é Libertadores.

Não que isso faça algum sentido. Mas é a mais pura verdade.

abs,
RicaPerrone