dividas

Dívidas: A proporção

Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema.

Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando que é apenas um cenário de um ano, que pode mudar com uma venda mais cara ou outra. Enfim.

O importante é notar a discrepância entre a receita do clube e a dívida. Assim saberemos se a dívida, mesmo alta, é realmente tão preocupante assim ou se é algo controlável se bem administrada.

O que esse quadro mostra?

Que o Botafogo e o Galo tem receitas bem mais comprometidas com dívidas. Que esses dois clubes tendem a ter mais dificuldade em paga-las, se enrolar com juros e outros fatores que deixam as dívidas ainda maiores com o passar dos anos.

O Flamengo e o Palmeiras, por exemplo, com 10% da sua receita anual pagam a dívida em 7 anos.

Enfim. Há diferença entre dever 500 ganhando 500 e dever 500 ganhando 100. E essa diferença é uma ponderação após o post de ontem mostrando apenas o valor bruto das dívidas.

RicaPerrone

Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

 

As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve.

Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem situação menos desconfortável com dívidas.

Não por acaso são os 3 que nos últimos anos estão quitando as dívidas e não aumentando.

Os dados são do ITAU BBA e do SportsValue.

RicaPerrone

O “menor” momento do Botafogo

Quando um assunto me deixa muito próximo de ser um pessimista profeta do apocalipse, costumo ignora-lo.  Assim tenho feito com o Botafogo desde a volta a série A em 2015.

Porque não gosto de falar de problemas enquanto todos comemoram, porque acho que as férias podiam trazer boas surpresas, porque sempre espero algo melhor.

Mas hoje, em 27 de janeiro de 2016, o Botafogo vive um momento altamente preocupante e não me refiro apenas a dinheiro.

O clube voltou da série B.  Ok, bacana.  Mas pra mim, sendo um dos 12 grandes, é o mínimo.

Estão com problemas no estádio, o perderão em 2016, o time tem problemas de salários (de acordo com a Globo.com), a diretoria não tem dinheiro, o clube é o maior endividado dos 12 grandes sendo também o de menor faturamento.

Tem um treinador a quem tenho enorme respeito mas considero muito fraco no cargo. Assim como um elenco que, hoje, se colocado inteiro com a camisa do América MG, ninguém estranharia.

O Botafogo que sondou título, trouxe Seedorf e que flertou cm o protagonismo máximo há pouco, virou isso. Por culpa desse, daquele, pouco me importa.  O que me incomoda é a falta de perspectiva.

O que fará o Botafogo?

A única ação fora de campo do clube de impacto nacional até agora foi apoiar Eurico e Ferj, ou seja, nem “simpático” ele é mais. Virou “inimigo” de muito torcedor do Rio que não quer, por motivos óbvios, estar no mesmo barco de Eurico e Ferj.

Perde jogadores na justiça com facilidade, além de ter visto algo incomum, que é jogador de time grande trocar de time para outro grande do país. Ou seja, o Botafogo começa a não ser mais fim, mas sim “meio”.

São sintomas. Você pode ser o botafoguense mais apaixonado do mundo e achar que tudo bem, que mesmo a soma de todos os fatores estarem indo mal ao mesmo tempo não indica algo pior do que já visto antes.

Eu nunca vi o Botafogo tão figurante.

E não gostaria de continuar vendo. Entendo que time grande tem tudo:  torcida, mídia e camisa. Basta querer e acertar meio time que o título é realidade.  Mas e quando nem essa expectativa existe mais? Não é estranho?

O Botafogo começa 2016 com um time fraquíssimo, nenhuma perspectiva de grandes reforços, nenhum dinheiro em caixa, a maior dívida de todas, sem estádio, posicionado ao lado de Eurico e Ferj num momento onde o futebol busca seriedade e cobra-se por isso.

Eu não cobraria e nem priorizaria um centroavante…

abs,
RicaPerrone