Dudu

Intervalo

Eu posso imaginar os dois times no intervalo.  O SPFC tinha o jogo nas mãos e não me refiro ao placar. O Palmeiras estava desesperado em campo, irritado, sem saber o que fazer com a bola e pilhadíssimo.

O SPFC calmo, tocando, sem criar nada mas com 1×0 e sem ser ameaçado.   Aí você vai pro intervalo e o cenário é tão previsível que o segundo tempo surpreende pela virada, não pela postura.

Você sabe que o SPFC ganhando não joga mais futebol. É uma característica do Aguirre desde sempre. Quando ele faz 1×0, o time dele não faz mais nenhum esforço pelo gol. É o jogo pelo resultado e ponto final.

Aguerrido, time correndo e motivado. Mas…. é só por um gol. Dois, se sofrer o empate. E nada mais.

O Palmeiras voltou agressivo com cara de tudo ou nada. E neste caso o SPFC quase sempre toma o gol. Porque a chance do adversário sofrer o segundo é mínima, então que parta pra cima.

Sabendo disso ainda aproveita a péssima marcação do Reinaldo. Está desenhado o óbvio: Palmeiras atacando pela direita, SPFC só se defendendo, e se tomar um toma a virada.

Dito e feito.

Os dois times jogam consideravelmente menos do que podem pelos times que tem. No caso do SPFC sente-se o alívio de ter melhorado, pois o cenário era ainda pior. No caso do Palmeiras, a “revolta” da torcida que espera um futebol grandioso e vê quase sempre o mínimo possível.

Os dois devem futebol ainda.  Um porque não brilha e dele se espera. O outro porque não faz a menor questão de buscar o gol.

abs,
RicaPerrone

Entendeu agora?

Alexi, meu bom filho;

Por muito tempo tive que te preparar para o que você encontraria pela frente. Foi muito difícil te ver sofrer, sem entender, pedir, me ver negar e ainda assim ouvir um “obrigado” de ti.

Sua devoção e fé nunca me deixaram dúvidas de que eu preparava um cenário a quem merecia. E se eu pudesse escolher novamente, escolheria você.

Filho, quando aquele Botafogo não venceu era porque eu precisava te ensinar que o “impossível” acontece para os dois lados.  De alguma maneira você teve que ver, perdendo, que o que estava ganho não era tão certo assim.

E dessa forma, entendeu que ninguém ganha nada de véspera, mas que também não perde.

Precisei testar sua paciência ao extremo, idem ao seu merecimento.  Eu sabia que o que você suportaria na Libertadores do Galo não é pra qualquer mortal. Então me desculpe se exagerei na preparação, mas só alguém muito testado manteria a fé durante aquele campeonato que tanto tentou te fugir das mãos.

Alexi, meu filho, desta vez você está entendendo o porque de tanta espera pra começar a ganhar. Porque seu destino era lidar exatamente com o fim de grandes esperas e, para isso, teve que aprender a esperar.

Você sabe que será o campeão. Embora não tenha certeza do dia, aposto que fé não lhe falta. Afinal, se quando Riascos colocou aquela bola na marca do pênalti você não desistiu em 2013, não seria faltando 2 jogos em busca de um ponto que você pensaria no pior.

Você merece, filho.  E pelo menos agora, quando posso explicar os motivos, espero que me perdoe pela demora e por tanta espera.

Um beijo,
Aparecida

Os milagres de Cuca

No Fluminense, o já rebaixado que escapou. No Galo, naquela Libertadores, nem preciso contar as vezes em que o sobrenatural fez de Cuca um herói.  No Botafogo, com o que chamaram de “timinho”, fez um timão.   E no Palmeiras Cuca espera sua hora de brilhar.

A questão não é “se”, mas “quando”.  É muito difícil o Cuca passar por um lugar sem deixar uma história, no mínimo, memorável.

Precisa de um ponto de partida. De uma defesa do Victor, de uma virada contra o Cruzeiro lá, ou de uma vitória contra o Rosário nos pênaltis no Morumbi. Milagres frescos ainda na memória de atleticanos, tricolores, sãopaulinos…

O jogo de Cuca era esse. Parar o indiscutível Tite, comandar a partida e, com drama, vencer o rival e respirar no campeonato.  Pronto! Está feito.  Cuca estreou.

Se o Palmeiras tivesse feito 3×0 no primeiro tempo, nada teria a ver com Cuca. No contra-ataque de um pênalti perdido pelo adversário, que me perdoem as mais evoluídas entidades, santos e orixás, mas é coisa de Cuca.

O Rosário já não é mais é um delírio. O estadual idem.  Qualquer “nem fodendo” virou “vai que…”.  E é assim que acontecem os milagres de Cuca.

Com fé, trabalho, drama, lágrimas e muita emoção.

Cuca estreou.  Abençoado seja o Palmeiras.

abs,
RicaPerrone

Um grande jogo

Captura de Tela 2016-03-13 às 12.57.17Perdoem-me os pessimistas, mas não vi nada de ruim no Pacaembu neste domingo.  Da boa atuação do time reserva do São Paulo ao segundo tempo do Palmeiras, nada me desagradou.

Intenso, rápido, com altíssima média de passes certos (85%). Não esperava.

Achei que o São Paulo foi até melhor na partida, teve um amplo domínio no primeiro tempo. Mas no fim o Palmeiras encaixou um contra-ataque já ensaiado minutos antes e fez o dele.  O segundo gol entra pra cota do Robinho contra o SPFC. É padrão já.

Alecsandro segue sendo o jogador “meia boca” mais interessante do país.  Ele é centroavante mas arma jogadas melhor do que finaliza. E a cada 3 gols na cara que perde, faz um golaço para balancear as críticas e confundir velhas verdades.

Hoje, o nome do jogo.

E que jogo bom de assistir.

Posicionamento estatístico médio:

abs,
RicaPerrone

Dudu é consequencia

É semana sem erro de arbitragem, e então o STJD rouba a cena pra ele.  Só que dessa vez, enquanto todo mundo condena o tribunal pela punição patética ao palmeirense, esquecem que ele está sendo apenas coerente, já que foi isso que fez com Petros.

A punição ao Dudu nada mais é do que manutenção de critério. Se Petros, que agrediu o árbitro por trás, levou 6 jogos, dá 4 pro Dudu, que pelo menos “assumiu” que agrediu e ficou no lance ao invés de simular um encontrão.

Cinco, seis, quatro. Tanto faz! Isso é mero detalhe. O árbitro não pode ser xingado que o jogador toma gancho. Imagine agredido!

Não existe argumento que faça qualquer pessoa de bom senso entender que isso não é caso pra, sei lá, uns 6 meses de gancho. É gravíssimo, raro, tosco.  E quando o STJD dá 6 jogos pro Petros ele diz pra todo mundo que dar uma porrada no árbitro é um erro para mais ou menos 6 partidas.

Ou seja, só se você jogar uma bomba na cara do juiz, matar uns 3 em campo e cuspir na súmula, talvez, você leve um gancho de verdade. Menos do que isso, 6 jogos e vamos em frente.

O Dudu? Ora, o Dudu é consequência.  O STJD não tem como dar 6 meses pro Dudu tendo dado 6 jogos pro Petros. O erro foi ali, no primeiro caso.

Agora repete-se, e repetirão sempre sob o argumento de que se um levou 6, outro também deve levar. E quem vai dizer que não?

STJD é a maior palhaçada do mundo. Mas eles gostam, pois até nas mais simples situações eles fazem questão de se vestir de palhaços e nos fazer rir. Porque chorar já não dá mais.

Eu vejo boa intenção em muita gente que cuida do futebol brasileiro. Mas a burrice de algumas pessoas é tão grande, o rabo preso é tão claro que não conseguem mexer no mais óbvio e incompetente setor do futebol.

Segue o jogo. Até que alguém de fato faça a bola parar de rolar. Enquanto isso, você acha graça quando seu time se dá bem, sem perceber que é só um precedente pra te tirar do sério amanhã.

Alguém por favor compre o futebol brasileiro.  É mais digno ser vendido do que usado. Pelo menos você cobrou.

abs,
RicaPerrone

Onde perde-se a credibilidade

As vezes eu tenho a impressão que não são exatamente incompetentes, mas sim burros. Os caras que cuidam dos “detalhes” do futebol no Brasil parecem não ter qualquer compromisso com o bom senso.

O Petros foi punido em 3 jogos por ter dado uma porrada num árbitro. Um absurdo! É um lance para 6 meses no mínimo, mas enfim, mudaram a pena pra aliviar pro jogador.

Passam os meses, um outro jogador faz a mesma coisa. Aplica-se, ainda que inicialmente, a pena de 6 meses.

E aí, senhores, eu pergunto a você: Não é óbvio que o palmeirense vai interpretar isso como uma injustiça favorável ao seu rival e tirar mais uma dose da credibilidade que ele tem no jogo?

Porque diabos uma decisão tomada há pouquissimo tempo precisa de tanta firula para ser repetida. Errada ou não, ela tem que ser igual. Não há qualquer motivo ou interpretação para diferenciar as duas atitudes.

O STJD não se ajuda. Tem momentos que basta não ser “burro” pra passar sem ser notado. Mas eles não conseguem. Nem mesmo as próprias decisões eles conseguem manter. Imagine uma linha.

Perde o futebol, mais ninguém. Porque o Dudu será aliviado pra 3 jogos também. Mas enquanto isso discute-se a honestidade do jogo.

Quem ganha? Ninguém.

abs,
RicaPerrone

Sr. Olhão avalia os reforços do Palmeiras

Amigos preparem-se, hoje falarei sobre o Palmeiras, e como foram contratados, 19 jogadores, ou seja quase 2 times inteiros serei breve com os jogadores mais conhecidos. Comecemos pelos menos conhecidos:

Ryder – atacante – surgiu na base do Bahia, fez uma taça SP muito boa em 2013 quando foi vendido à Fiorentina, ficou no Bahia 6 meses e se aventurou na Europa. É um atacante hábil, com boa condução de bola e passe. É técnico tabela e finaliza bem. Em seu empréstimo ao Cordoba na Espanha não foi bem.

Kelvin – atacante – foi titular e decisivo no Porto, perdeu um pouco de destaque por lesões e por alguns casos de indisciplina. É um atacante rápido e muito hábil, jogador agudo que vai para cima. Conduz bem a bola porem peca um pouco na finalização. Se conseguir ficar longe do DM é um bom reforço.

Andrei Girotto – volante – 2º. Volante com boa chegada a área adversaria e chute. Além de bom passador Andrei é bom marcador, rouba muitas bolas porém muitas vezes chega com muita saúde o que o leva muitas vezes a levar cartão. Otimo reforço tem tudo para suprir suspensões e lesões dos titulares.

Leandro Pereira – centroavante – É um atacante de área, daqueles muito grossos porém com bom posicionamento, será semelhante a Henrique, perde 5 mas faz 1. Alias, Rafael Marques é igualzinho só um pouco melhor no cabeceio.

Amaral – 1º. Volante – grosso e violento, aliás o Palmeiras tem os bons jovens Renato e Gabriel Dias, o que faz a contratação de Amaral desnecessária. Sinceramente para compor elenco eu prefiro prestigiar minha base.

Jackson – zagueiro – técnico, tem boa colocação em campo e velocidade. Surgiu na base do SPFC foi mal aproveitado no Inter, e se destacou no Goiás ano passado. É um zagueiro tranquilo que não costuma falhar. Bom de cabeça no ataque e na defesa.

Victor Hugo – zagueiro – era desconhecido da torcida até a falha feia no clássico, zagueiro lento, passa mal e é faltoso. Não tem boa colocação, outra contratação que não entendi.

Victor Ramos – zagueiro – é bom tecnicamente, sabe se posicionar, porém é muito lento e de cabeça não é tão preciso quanto se gostaria em um zagueiro. Ao lado de um zagueiro rápido vai bem.

Robinho – meia – é um meia condutor de bola, típico formiguinha, trabalhador, dinâmico estará por todos os lugares do campo. Passa e tabela bem, chega a frente com facilidade. Porém quando marcado tende a sumir, e mais coadjuvante que protagonista.

Lucas – lateral direito – gosto bastante de Lucas, o vejo como um lateral que sabe chegar a frente e cruzar com precisão. Possui alguma habilidade, é técnico porém não muito veloz. Marca mais ou menos terá sempre que ter alguém de olho nas suas subidas.

Gabriel – volante – intercepta muitas bolas, não é um marcador no estilo carrapato, prefere cercar e diminuir os espaços. Tem muita qualidade na saída de bola ótimo passe e tabela. Fará um grande dupla com Arouca, alternando as saídas.

João Paulo – lateral esquerdo – o vi muito pouco para emitir uma opinião.

Zé Roberto – lateral esquerdo/volante – Vitalidade e Liderança,

Cleiton Xavier – meia – qualidade no passe e chute, veremos quanto tempo levara para se adaptar ao Brasil

Aranha – goleiro – falha muito e vive fora de forma, não entendi sua contratação.

Alan Patrick – meia atacante – hábil bom para abrir defesas, foi muito mal no Inter ano passado.

Arouca – volante – talvez o melhor volante em atividade no Brasil

Dudu – meia atacante – deixei o mais polêmico para o fim. Conduz bem a bola e tabela bem. Sinceramente acho o Dudu um jogador comum não vale o quanto foi disputado.

Ufa, chegamos ao fim. Penso que o Palmeiras exagerou muitas peças contratadas poderiam ser supridas com bons jogadores de base que estão sendo emprestados.

Críticas sugestões e opiniões mandem lá no @guimisantos.

Quem é o Sr. Olhão?

Guilherme Momensoh
10 anos de experiência no mercado do futebol
Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing
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A síndrome do “nem queria mesmo”

Como uma epidemia de Dengue a síndrome do “eu nem queria mesmo” atingiu as zonas sul e leste de São Paulo neste domingo.  Logo cedo, ao acordar os primeiros sintomas foram “raiva” e “inveja”.

Como tratamento caseiro já cultural em todo país a primeira tentativa de combater a doença é reavaliando o alvo.  Neste caso, aquele que acordou as 10 desejando Dudu, já repensava seu valor as 11h30. As 13h, se bem tratados com doses de reavaliação já eram capazes de praticar até algum deboche.

No fim deste domingo a cidade de São Paulo quase toda, excluindo as colônias italianas, já consideravam Dudu uma mentira bem contada. Um reforço fraco, e que o Palmeiras “os livrou” dele.

Mentira. Todo mundo queria um dos destaques do Brasileirão do ano passado. Não sei se pelo quanto pediram, pelo que o Palmeiras ofereceu. Mas queriam, brigaram por ele, levaram a público sua paixão e agora não podem fingir que “nem se importam” com o casamento “dela”.

Chapéu, dizem.  Eu acho golaço.  O chapéu é parte da jogada.

Primeiro porque não há nada de anti-ético em negociar com um jogador que está sendo negociado com diversos clubes.  Segundo que ele não pertencia a nenhum dos clubes. E mesmo se pertencesse, que diabos de cooperativa é essa que não estou sabendo onde os clubes brasileiros se ajudam e pensam no bem do futebol?

Faça-me o favor. Tudo farinha do mesmo saco.  Não tem ninguém em nenhum dos clubes brasileiros disposto a perder 1 minuto do seu dia para pensar no futebol ao invés do beneficio do seu clube apenas. Assim sendo, que seja como na selva.

Eu gosto do Dudu. Levo fé, acho que tem potencial.  Se eu fosse o São Paulo teria saido quando ele escolheu publicamente o rival. Se eu fosse o Corinthians teria logo fechado. Se eu fosse o Palmeiras teria feito exatamente o que ele fez.

E se eu fosse palmeirense, hoje, estaria rindo e debochando.  Como não sou, acho que vou reavaliar o Dudu e volto com outro post na terça-feira.

abs,
RicaPerrone