edmilson

O GPS funcionou

Adílson Batista, meu “Padre Baloeiro”.    Se durante os últimos meses só fiz critica-lo, hoje devo me render a seu bom sistema tático que determinou grande parte desta suada, sofrida e merecida vaga na decisão.

Não era tão simples, como nunca será um grande clássico. É claro que o Fluminense tem mais time, em tese. Claro, tão claro, que não soube o que fazer com ele.

Havia uma nítida diferença entre o time que entrou nas duas partidas para buscar uma vaga e o que entrou pra tentar não perdê-la.  Por todos os motivos do mundo este elenco rebaixado do Vasco queria responder. A mim, a você, ao futebol, ao clube.

E com enorme responsabilidade e comprometimento do primeiro ao ultimo minuto desta decisão de 2 jogos, foi melhor e incontestavelmente conseguiu voltar a uma final de estadual.

Um xadrez jogado de véspera.

É simples. O Fluninense entrou com 2 atacantes que se mexem pouco, são pesados, lentos. Um meia, e uma clara alternativa ao escalar 2 centroavantes e 3 volantes: Jogar com os laterais e cruzar na área.

Adílson, que considero sim um retranqueiro, fez o Vasco ir a campo com 3 atacantes, sendo 2 abertos, impedindo a subida dos laterais do Fluminense e numa escalação ofensiva resolvendo um problema lá atrás.

As únicas boas chances do Flu foram de bola parada, justamente cruzando na área.

O Vasco tinha na sua defesa uma situação de retomada de bola rápida e no seu ataque um antídoto contra o principal inimigo.  Funcionou o tempo todo.

Quando Renato foi pra cima, colocando Wagner, Sobis e até Biro Biro, Adílson teve nas mãos a decisão de aceitar o jogo do Fluminense ou se impor como um time grande.

E fez. Manteve 3 caras na frente (Douglas, Edmilson e Everton) e mesmo recuando um pouco com Felipe Bastos, não deixou o Fluminense a vontade pra apenas agredir. Ao contrário, cada bola retomada era uma chance de resolver a partida.

Não sei se chamo de ousadia, necessidade ou acaso. Prefiro, por justiça, dar os créditos quando funciona a quem entrego a culpa quando dá errado.

O Vasco olhou pra final o tempo todo. O Fluminense olhou pro Vasco.

Vasco e Flamengo se veêm no próximo domingo. O Flu, vê na Globo.

abs,
RicaPerrone

Quem não arrisca…

É como um jogo de xadrez. Você posiciona as peças e indica através de seus movimentos se quer atacar ou se defender a cada jogada.

Vasco e Fluminense entraram em campo com times parecidos na formação tática.  Jean não era bem um meia, nem Pedro Ken. E com os dois times atuando com praticamente 3 volantes e um armador, o Vasco fez 1×0.

Jogo bom, podia ter saído pra qualquer lado.

Só que uma grande vitória custa um pouco mais caro do que o mínimo possível.  Quem tinha que ganhar hoje era o Vasco. Pro Flu, o empate bastava pra se manter com a vantagem do empate nas semifinais.

Quando troca Diguinho por Biro-Biro, Renato dá o recado de que vai pra cima buscar o empate.  E em questão de minutos, consegue.

Dali pra frente, onde o Vasco tinha em Everton Costa seu melhor em campo, fica fácil imaginar que se alguém teria que ousar mais era o time do Adílson.

Pois o Flu continuou com 3 atacantes e o Vasco, trocou Everton por Thalles.

O time que parecia precisar do gol era o Flu.  Mas não era.

Adilson, de novo, prejudicou o Vasco com substituições erradas e falta de ousadia.  Se for pra morrer, morra atirando.  Sair do campo com os mesmos 3 volantes ali e ainda ver uma substituição aos 44 que saca um atacante e coloca um meia é debochar da lógica.

E então, ela venceu. Deu a lógica.  O Fluminense sai em vantagem para a rodada final.

abs,
RicaPerrone