engenhão

Em mais uma vitória rubro-negra, Botafogo dá lição aos rivais


Foi por pouco. O Botafogo de fato quase conseguiu a proeza de vencer o Flamengo galático e imbatível de 2019. Chances aconteceram, o jogo foi equilibrado até a expulsão, mas o que me chamou atenção ficou menos no resultado e mais no estádio.

Explico.

Primeiro a mobilização para não dar ao rival, mesmo que por dinheiro, a condição de mandante. Dinheiro é importante mas posicionamento também é. Por isso defendi que Pedro não fosse vendido ao Flamengo e concordo inteiramente com o Botafogo negar aumentar a carga de ingressos ao adversário.

Porque?

Porque o que se viu ontem no Nilton Santos foi um Botafogo extremamente inferior ao Flamengo peitando e se colocando, junto da sua torcida, como um rival deve se colocar.  Coisa que Fluminense e Vasco esse ano não tem feito, especialmente quando colocam um bloquinho de 3 mil torcedores contra 40 do Flamengo no Maracanã.

Clássico você disputa desde as 9 da manhã na padaria.

O Botafogo soube fazer deste jogo desigual um jogo disputado e com chances pros dois lados.

Ah, bateu!

Bateu. Jogou duro. Foi até burro as vezes. O Carli por exemplo terminou o jogo em campo por piedade do árbitro.  Mas existe o artifício da falta, da intimidação e o juiz pra punir. Graças a essa lógica, inclusive, o Flamengo venceu o jogo. Não fosse a força exagerada dos jogadores do Botafogo talvez ninguém tivesse sido expulso.

No 11 x 11 estava bem complicado.

Defendo o direito ao drible. O direito ao pontapé. E a consequência óbvia do cartão. Os três estão no contexto do jogo.

O Botafogo não tem futebol e time pra peitar o Flamengo. Mas ontem teve atitude, ambiente e mobilização pra isso.

Em 4 jogos o Flamengo teve 3 dificuldades contra times ruins. Isso não é um alerta de mau futebol, mas sim de que o foco é a Libertadores já.

Vitórias de time campeão. Não a espetacular, mas a quando você não vai bem. Não estar num grande dia e vencer é sintoma de título.

E o Botafogo, que acho que cai por ter um time muito ruim, ontem mostrou ao menos mobilização e posicionamento de rival, não de time pequeno aceitando o rebaixamento moral de status diante do Flamengo.

RicaPerrone

Difícil até opinar

Existem alguns momentos no futebol onde procuramos explicação com boa fé mesmo contra sua própria fé. O Flamengo que tocou a bola e jogou bem hoje contra o Fortaleza é rigorosamente o mesmo time do Abel, com os mesmos jogadores e formação tática.

Mesmo se o novo treinador fosse de fato Jesus Cristo, não teria feito absolutamente nada em 2 dias que pudesse alterar de forma tão significante a maneira com que o time atuasse.

E se não foi tático, menos ainda técnico… ?

Os caras fizeram manifestação de apoio do treinador ao final do jogo contra o CAP. Não era preciso, bastava ir pro vestiário. Se estavam tão com ele assim, porque bastou ele sair pra que a postura mudasse?

Não, não acreditem que o Abel gritava “toca errado!” na beira do campo.  Você pode até tentar me convencer que o ambiente de pressão estava atrapalhando e aliviou a saída dele.

Ok! Temos um ponto. Ainda assim, difícil contar com um time que não funciona sob pressão. A pressão vai existir. E aí? Faz o que?

Gostei de ver que não houve “revoltinha de parça”, ou seja, ninguém fazendo corpo mole porque queria o treinador anterior. Mas fiquei muito surpreso em ver o quanto se jogou a mais sem qualquer novidade pra isso.

Talvez o Abel tenha saído não só pela diretoria. Talvez você acredite que o “Fera” em 3 treinos e nenhuma mudança tenha feito um milagre.

Talvez. Vai saber…

RicaPerrone

Roda gigante

Algumas coisas no futebol acontecem para manter a ordem. Algumas partidas parecem ser jogadas como que num roteiro para que não se quebre a escrita, a tradição e as mentiras bem contadas que movem o futebol.

É claro que o Flamengo empolgado pela Libertadores seria o ideal pro Fluminense. Que auto-afirmação haveria em bater no rival cambaleando? Eles gostam assim.

Do centenário, favorito, em maioria. Se há uma receita para o Fluminense vencer o Flamengo é a inferiorização de véspera. E não, ela não pariu do rubro-negro. Partiu dos fatos. E contra eles, azar deles.

Só há um clube no mundo que faz a megalomania rubro-negra desaparecer. Está no hino, no ar, na cidade inteira. O Flamengo ostenta uma marra deliciosa de assistir. Ela está presente contra o Barcelona no Camp Nou. Mas nunca está presente no Fla-Flu.

É o dia do ano que rubro-negro olha de frente e não pra baixo. Seja quem for do outro lado, se com aquele uniforme, eles respeitam. É uma das relações mais bonitas do futebol mundial. E toda vez que o Fluminense ameaça se apequenar, é diante do Flamengo que ele se reafirma.

Pois se és tão grande, poderoso e independependente, porque tanto lhe incomodo? E incomoda. É fato. Nem mesmo Zico recusa.

Há no Fla-Flu um ingrediente sobrenatural. E ele com certeza veste 3 cores.

Se ser o Fluminense do Flamengo não é um sinal de grandeza infinito, não sei o que pode ser.  E sim, pro Flamengo só há um Fluminense. O resto ele esnoba, com ou sem razão.

abs,
RicaPerrone

Não se perde o que não é seu

Eu não sei quanto tempo o Flamengo vai demorar pra ganhar uma Libertadores de novo. Sei que não acontecerá enquanto o clube entender que vai a campo para evitar vexame e não para conquista-la.

Toda vez que o Flamengo joga uma partida de Libertadores ele tem mais medo de fazer merda do que de acertar. É uma síndrome que o Corinthians levou décadas pra superar, e só com um time cascudo conseguiu.

O Flamengo não briga para conquistar a Libertadores. Ele tenta evitar sair dela. Não há qualquer possibilidade de um campeão surgir dessa forma.  O medo e a vontade podem andar juntos mas a segunda tem que ser maior sempre. E não é o caso.

Com 2×1 o Flamengo jogava como quem pedisse a Deus para que não tomasse o empate. Tomou. Óbvio.  Vai tomar sempre que pedir a Deus pra não acontecer, porque se Deus existir e gostar de futebol é fato que na Libertadores ele não interfere.

Esse campeonato se ganha desafiando, não sendo desafiado. Não é “por uma boa campanha”, é pela glória suprema de levantar a América. É pra ganhar sorrindo, dividir de cara feia e entender que a derrota é rotina. Não vai mudar nada se perder mais uma vez.

95% das vezes que um time joga a Libertadores ele “perde”. Seja ele qual for. Então porque diabos justo o Flamengo, que nem tem um histórico favorável no torneio, entre todo ano morrendo de medo de fazer outro vexame?

Não te falta jogador, torcida, camisa, nada. Te falta raiva. Te falta levar pro continente o prazer que tens de ser arrogante na sua cidade.

O Flamengo não é Flamengo quando joga Libertadores. É um moleque assustado. E enquanto for assim, não vai ganhar.

Libertadores se conquista. Não se evita perder o que não é seu ainda.

abs,
RicaPerrone

O chororô é o menor dos problemas

O Botafogo tem dois problemas graves: um é dinheiro, o outro a mentalidade de time pequeno, coisa que não é.  A primeira se resolve buscando mais formas de receita, a segunda não se resolve tão fácil.

Quando a segunda impede a primeira, o Botafogo tem mais um problema: a burrice.

Não alugar o estádio pra final é rejeitar receita. Motivo? Dizer pra torcida que embora eu tenha hoje um time ruim, um planejamento que deu errado em 1 mes e uma perspectiva terrível, vou rejeitar dinheiro pra investir em melhorias pra ser torcedor e fazer birra.

Ou pior: pra me fazer de vítima por uma piada.

Ninguém do Flamengo meteu a mão no orgao genial e mostrou pra torcida rival. Apenas fez um simbolo de “choro”. Uma gozação, parte fundamental do futebol.

Então o Botafogo usa tal situação para, ao invés de revidar na primeira vitória sobre o rival, perder mais dinheiro e se firmar como o clube chorão que está publicamente assumindo o choro por uma brincadeira de aceitação popular enorme por parte das demais torcidas.

O que você quer, Fogão? Que não te sacaneiem porque você é “café com leite”, ou ser o grandão que sacaneia, ganha o jogo seguinte e revida?

Cadê o time que tomou a rebolada e meteu a bunda na cara da torcida do Vasco 1 semana depois com Gonçalves?

Achei que o problema fosse apenas ambição. Noto que também é noção. E pior: do próprio tamanho.

abs,
RicaPerrone

Fora da Libertadores

Há alguns meses sei que há uma dívida entre Botafogo e elenco.  Essa dívida não faz diferença se é salário, bicho, luva. O que é combinado entre as partes é devido. E se deve e não paga, vira dívida.

Toda dívida dá ao credor uma condição diferenciada.  Não há clube no mundo onde o elenco que tem algo a receber do time seja cobrado e tratado da mesma forma que quando em dia.  Clube, padaria, loja, tanto faz.  Quem deve, manda menos do que poderia.

Some o cansaço do ano, da temporada que começou antes do que todos os demais, a limitação absurda de elenco, a perda de peças e o descontrole sobre o elenco por dívidas, o Botafogo cairia de rendimento sem a menor dúvida.

Aconteceu. Foi por pouco, mas de fato dava pra ter se classificado. Como historicamente acontece, ficou fora da Libertadores e tratar isso como um absurdo é tipo o flamenguista revoltado com a má campanha na Libertadores. Acontece todo ano, e cobram como se fosse comum o contrário.

Não é comum o Botafogo ir a Libertadores. Então não façam cara de espanto quando ele não for.

A tristeza é aceitável. A raiva de ter visto nas mãos e perdido, idem. Mas a queda do time é absolutamente compreensível e dá pra listar fatores. O time do Botafogo que entrou em campo hoje é rebaixável no papel.  Não um time de alto desempenho.

Acostumar-se com o limite gera decepção. E o Botafogo que você se apaixonou jogou 8 meses no limite. Uma hora não resistiu.

Ano que vem tem tudo de novo. E nenhum desses 11 é culpado por 22 anos sem o título que vocês esperam.  Cobre da sorte, das diretorias passadas, mas não bata no filho de um assassino achando que isso é justiça contra o crime do pai.

Foi um ano que terminou mal, mas que você nunca mais vai esquecer tudo que viveu nele.

abs,
RicaPerrone

Quase iguais

Corinthians e Botafogo tem bem mais do que as cores em comum. Pelo menos em 2017 os dois foram movidos por combustível semelhante, atingiram o auge em momentos semelhantes e não conseguem que as pessoas entendam os preços a se pagar.

Os dois eram desafiantes. Ninguém esperava nada deles. Os dois fizeram um grande começo de ano, os dois inverteram a curva física, um deles por obrigação (pré-Libertadores) e o outro por inteligência, quando viu que seus concorrentes a título estavam focados em outros torneios.

Os dois fizeram a coisa certa.

Quem não está fazendo é quem os cobra pela exceção. Sim, nós estamos falando de dois times que você mesmo achava que não iam a lugar algum.  E que hoje os cobra pelo que apresentaram acima.  Mas pra ir acima é preciso ultrapassar limites, inclusive os físicos.

E mesmo que faça de conta que não há uma curva física que tende a ser diferente dos demais, há um fator psicologico determinante a times comuns: ser a surpresa.

Cada ponto dos dois era comemorado porque não eram cobrado. Era surpreendente. Então um dia eles passam a ser, com o mesmo time, já cansados, com os rivais se aproximando, cobrados por algo que fizeram acima do esperado.

E então o seu “algo mais” não é mais especial. É o mínimo exigido. E ele não virá, porque o físico não permite mais. E então você sabe que entra em campo para, na melhor das hipoteses, decepcionar pouco.

Acabam os sorriso, vira dever. Só cobrança. E a bola de neve gira ao contrário.

O Corinthians não tem time pra estar onde está. Nem o Botafogo pra ter feito a Libertadores que fez. Mas fizeram. E então, no final da reta, quando eles se penduram pra tentar manter, são cobrados como quem está em crise.

Entenda-os. Você está cobrando sua família pela festa surpresa do ano anterior. Só que se não fosse surpresa você tinha reclamado da falta de balões, do seu doce favorito e ainda teria se dado conta de cada “convidado” que não foi.

Aplauda-os. Empurre-os. Ou vão ter que levanta-los no fim.

abs,
RicaPerrone

“E eu fui ficando…”

Lembro o deboche, quase desrespeito
Se ficar na série A eu tô feito
E eu fui ficando…
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Liga a tv pra me secar
E eu fui ficando…

Diz que era sorte e na preliminar
O Colo Colo vai me eliminar
Ganhei uma aqui, empatei a outra lá
E eu fui ficando…

Do tricampeão você não vai passar
Gatito, Gatito
E eu fui ficando…
Contra o campeão aqui e lá
Não deu pra me segurar
E eu fui ficando…

Sai o Montillo, o Camilo pra me desmontar
Agora que o bicho vai pegar
Quero ver classificar
Duvida de novo, que eu fui ficando…
3 semanas pra você secar
6 minutos para você parar
E eu fui ficando…

Foi difícil de acreditar
Agora é pra fazer parar
Porque eu fui ficando…
Começa a secar, até rezar
Torce pro Gremio me tirar, porque se eu ficar…
Ah se eu ficar… Eu tô chegando…

(Eu tô voltando – Simone)

abs,
RicaPerrone

Só garotos

Hoje eu não ia no estádio. Estava num dia ruim, numa semana horrível. Nem queria ir, pra se ter idéia. Mas, meu amigo disse que não iria também se eu não fosse. Então, como que por instinto masculino de companheirismo eu logo disse que “então eu vou”.

Fomos.

Lá chegando pegamos nossos ingressos e fomos até a arquibancada do São Paulo. Tem um detalhe aí relevante pro contexto da história que quero contar.  O amigo em questão é o ator Caio Paduan, da Globo. E eu, num estádio, estou entre leitores. É o único lugar do mundo que sou “conhecido”.

É um pouco desconfortável. Por mais que seja frescura, você reage mais timidamente ao saber que pessoas te olham e te conhecem. Então, comportados, nos sentamos e assistimos ao jogo.

1×0. 1×1. 2×1. 3×1. Fudeu.

“Vamos cair”.

38 do segundo tempo. 3×1 pro Botafogo. O placar avisa: “Torcedor visitante, saia antes dos 40 minutos ou apenas após toda a torcida do Botafogo deixar o estádio”.

– Vamo?
– Vamo né? A gente tem que dar a volta pra pegar o carro…
– Só mais esse lance. Vai que…
– É, vai que…

Gol! Ficamos.

 

E nos 6 minutos seguintes não havia dois adultos sentados mais ali. Menos ainda qualquer cerimônia pelo fato de algumas pessoas saberem de quem se tratava.  Era pulo na cadeira, abraço no tio do sorvete, pica pra torcida adversária, gritos inconsequentes de músicas que nem sabíamos cantar.

Em determinado momento o hino ecoava pelo silencioso Nilton Santos. Nós cantávamos o orgulho de ter buscado o empate quando, no meio disso, Marcos Guilherme é lançado, Deus abre as nuvens sobre o estádio, aparece e grita “não cai, porra!”.

Sim, eu vi Deus. E ele falou “porra”. Juro.

Ali, naquele minuto, um jovem estreante que até ontem mal sabíamos o nome, fez dois adultos voltarem a ser apenas garotos.  Não havia mais qualquer problema na minha semana, e o Caio sequer sabia que precisava da voz pra gravar novela. Futebol em estado puro. Amor incondicional, real e surreal.

Jogos para sempre. Dias que valem a pena ter vivido. Momentos que colocam a vida no lugar.  Se eu tinha problemas, não lembro. Se por algum motivo eu pensei em sair com 40 do segundo tempo, foi por mera burrice e falta de memória de que se tratava de uma partida de futebol. Um surto.

Peço perdão aos deuses do futebol por tal absurdo ter passado em minha mente.

Fomos ao ônibus do time abraçar o Rodrigo Caio.  “Que que foi isso moleque!?”.  Não, não. Foi ele quem disse isso, não nós.

“O Hernanes joga pra caralho!”, idem. Foi ele.

Um garoto. Profissional, da seleção, rico, mas após um 4×3 desses, apenas um garoto vestindo a camisa que sonhou quando criança. E nós, ali, mais garotos ainda, olhando pra um ídolo mais novo que a gente.

Ainda ameaçado de cair, lhes informo: não cai!

Porque? Se eu ainda precisar explicar após este sábado é porque você não entendeu nada sobre o São Paulo. E se não entendeu hoje, eu nem vou tentar explicar.  É grande demais pra sua concepção.

Obrigado pelo dia de garotos. Garotos “que te amam ternamente”.

abs,
RicaPerrone

A história é de quem faz, não de quem conta

Eu notei certo incomodo dos botafoguenses com a falta de barulho da mídia com o jogo desta noite. Esperei porque achei que, na terça, ele existiria. E chegou a terça, o Real Madrid é capa dos portais, foi notícia do Jornal Nacional e o Botafogo… foda-se o Botafogo!

Gosto quando vejo diversos colegas fazendo textão em facebook lamentando a demissão de uma duzia num jornal qualquer. Acho engraçado, tenho vontade de questionar no próprio post. Mas seria falta de educação.

Gosto quando um jornal ruim fecha.  “Ah mas o mercado…”, que mercado? O que ignora o Botafogo fazendo história numa trajetória épica pra vender jornal pra pivete e ainda por cima diminuir o próprio produto? Não, esse mercado está em coma, sem chances de não morrer. Não me importo se ele morre hoje ou daqui 2 meses.

Vendemos pão frances e avisamos ao consumidor que engorda e seria melhor não comer. E um dia ninguém mais come pão frances. E então a gente quebra a padaria, sai na rua puto e chorando que “o mercado é foda”, “que país é esse?”, entre outros métodos comuns para se terceirizar a responsabilidade pelo fracasso.

O jornalista tem uma mania de merda de achar que é responsável pela verdade absoluta doa a quem doer quando se trata de entretenimento. Mas ele não entendeu ainda nem o que é entretenimento. Imagine como trata-lo.

Ninguém é inteligente ficando na porta da Disney avisando quem entra que dentro do Mickey há um anão chinês ganhando mal. Esse cara é burro, não revolucionário.

O Botafogo hoje classificado faz história. Sacaneia o flamenguista até amanhã a noite, e talvez até depois de amanhã. Depende.  Ele debocha dos outros dois rivais, cria um feito, gera o herói da classificação e imagens de um estádio lotado.

Ah mas a história da semifinal da Champions é mais legal!

Não é. A história é mais legal conforme a capacidade de quem a conta. E é mais fácil contar a do Real Madrid…  Tão mais fácil quanto culpar o jornal e fazer textão quando falido.

Boa sorte, Fogão! Faça-os falar de ti amanhã. Na marra.

abs,
RicaPerrone