engenhão

Alívio e missão cumprida

Ao Vasco, o título que virou “obrigação”.  Ao Botafogo, a digna derrota que o isenta de qualquer pressão. E assim, a final da Taça Rio que não servia pra nada, serviu para aliviar a crise num dos lados, para fortalecer o grupo em outro.

Deu Vasco.  E é natural que tivesse sido assim, já que o adversário chegou de viagem tarde, deixou 9 titulares fora do jogo, focado em outro torneio e vindo de uma partida dura na quinta. Além da expulsão no segundo tempo.

O Vasco “tinha” que ganhar.  E ganhou.

O Botafogo tinha que não fazer feio, e não fez. Peitou, jogou até onde conseguiu correr, dificultou o jogo e até levou algum perigo. Correu até risco de ser “campeão”.  Mas o Vasco foi melhor, mereceu, ponto.

Essa final não deveria ter acontecido. É quase um desrespeito com os clubes obriga-los a jogar uma decisão que não tem mais função na tabela. Ou seja, não é decisão de nada.

Mas, já que os gênios da Ferj conseguiram invalidar uma final, que sirva pra alguma coisa. E dentro do que podia servir, acho que os dois sairam muito bem. Um campeão, com o gol que teimava em não vir do Luis Fabiano, e o outro com o grupo fortalecido.

Agora sim, vai valer. E esse título coloca o Vasco numa situação diferente, mais leve, menos pressionado e iguala as semifinais.

Pelo menos pra isso, serviu.

abs,
RicaPerrone

Ninguém tem tantos motivos

Todo mundo quer ganhar a Libertadores. Do mais favorito ao mais vira-latas dos candidatos, todo torcedor em algum momento se pega pensando em “como seria se…”.

Eu já fui em muito jogo na vida e a maioria deles fico na arquibancada que é onde gosto de ver futebol. Já vi times ganharem e perderem a Libertadores, já vi campanhas e vivi, como torcedor, 3 títulos. Há uma receita pra se ganhar Libertadores.

Mais do que receita, há um ritual. Você deve fazer de cada jogo único. E o ambiente em volta dele deve ser absolutamente voltado para o apoio e a “guerra”.  Ninguém ganha Libertadores vaiando jogador. Nunca aconteceu, nem vai.

É como um jogo narrado pelo Galvão. Ele se torna mais importante só de você ouvir o “bem amigos”. Jogo de Libertadores tem que ter algo que te faça sentir que não é “mais um jogo”, e o Botafogo tem feito isso com muita competência.

Da chegada a saída, dos fogos na entrada aos adereços que levam a torcida a condição de parte da vitória, a noite no estádio pode remeter a qualquer coisa parecida com futebol, mas que é claramente uma Libertadores.

Mas não é a mesma coisa? Se pensa assim, não ganhará jamais.

Tem que querer. E querer não é nem 20% do caminho para conquista-la, mas eu diria que é a mais fundamental parte dele. Nunca houve um campeão de Libertadores apático ou que jogou “mais uma Libertadores”. Ou se joga “a última” ou nem entra em campo.

E esse Botafogo que não tem um timaço, nem sequer corre na lista dos favoritos, tem uma coisa a mais que todo mundo:  motivos.

Porque nunca ganhou, porque não é favorito, porque sofre, porque é o time grande há mais tempo sem um grande título após as boas conquistas recentes do Galo.

Porque sua camisa nunca foi devidamente glorificada como merecia pela ausência de títulos tão representativos no seu momento mais glorioso.

Porque sim.

Porque eram chacota, viraram surpresa, depois desafiantes, agora já são mais do que coadjuvantes e porque não, “candidatos a título”?

Não sei sei haverá elenco, técnica, tática ou força pra isso. Mas eu sou capaz de apostar que ninguém hoje tem mais motivos para querer quanto o botafoguense. E se você duvida, sente-se entre eles por 90 minutos.

Eles não cantam, berram. E quando a bola entra, não comemoram. Desabafam, socam o ar como quem dá na cara de alguém que duvidou e espancam o peito dizendo “isso aqui é Botafogo, porra!”, como quem responde a um menosprezo.

É muita coisa entalada. Por incompetencia do próprio clube, em partes, diga-se. Mas não há um torcedor que olhe pro céu e pense “como seria” com mais brilho no olhar que o botafoguense nessa Libertadores.

Não basta. Mas se bastasse, eu teria um favorito.

abs,
RicaPerrone

Que loucura!

É de confundir, no mínimo.  O Botafogo que raramente joga a Libertadores parece um veterano. Não entra na catimba, domina o jogo, vence, vai passando e convencendo.

O seu melhor jogador não pode jogar, o time mantém a calma e não muda a forma de tocar a bola e buscar o gol. Não há desespero, nem mesmo quando perdendo como contra o Colo-Colo.

Sua torcida está quase otimista, o que já tornaria o caso inacreditável.  E isso tudo acontecendo sem o seu principal jogador desde 2016. Quem diria?

Talvez seja o Jair. Talvez seja fase. Talvez um grupo muito bom escondido pela falta de grife. Talvez seja tudo tão real que custemos a acreditar. Mas fato é que o “quase morto” fadado ao rebaixamento e atolado em dívidas sem fim da gestão anterior achou uma maneira não apenas de sobreviver mas também de manter a pose.

O Botafogo que viveria anos difíceis goza de resultados de time grande, como sempre foi. Sem um arranhão.

É estranho ver esse Botafogo em campo meses após a montagem de um time que nos fazia esperar o pior. E pior ainda: parte deste time está em campo!

Até onde vai, não sei. Até onde já foi, se comparado ao que previmos para você, és o cala a boca da década já.

Que assim seja. O “erramos” mais gostoso possível.

abs,
RicaPerrone

E sobre “eles”, nada…

Essa foi a postagem do Flamengo após o jogo. Talvez sem saber da gravidade da briga ainda, talvez por ter feito a arte da imagem antes do jogo. Enfim, não faz muita diferença desde que tenhamos em mente que seja ela de mau gosto ou não, não foi feita com má fé.

É de um clubismo quase surreal imaginar que o Flamengo esteja debochando dos feridos numa guerra do lado de fora. Por mais irritado e rival que você seja, acho razoável imaginar que tenha sido uma piada fora de hora, não uma sacanagem com alguém morto ou ferido.

Feito. O Botafogo também não precisava ter inflamado ainda mais isso interpretado maldosamente. Podia ter telefonado. Mas eu entendo os dois no calor do jogo querendo postar e virou o que virou.

Meu problema é imaginar que só se fala disso agora. Enquanto uma duzia de marginais que passaram de carro e MATARAM uma pessoa com um tiro estão em casa vendo tv, de boa, tomando uma.

Porque o que eles são? “A torcida do”. É assim que vocês se tratam, que aceitam, que reclamam quando alvo e que tratam coletivamente isentando culpados. Antes do jogo flamenguistas e botafoguenses brigavam nas redes sociais pra saber “quem começou”.

Ora, que importa? Você realmente acha que isso é coisa de amigos nossos? De torcedores como eu e você? Passa pela sua cabeça pura que alguém vá ao estádio com uma arma para ver futebol como nós?

Não interessa se é Flamengo, Vasco, Bahia ou Ibis. As torcidas organizadas (as antigas especialmente) são gangues que escondem uma maioria boa mas que atrás dela está uma minoria CRIMINOSA. Gente do pior tipo que não pode ser tratada como “torcida do”.  Isso é bandido, não é “torcida de” nada.

É de uma perda de tempo tomar “lado” nisso que me constrange.  Você, botafoguense, flamenguista, é tão vitima dessa merda quanto o vascaíno, o tricolor, o corintiano, o gremista.  Nós temos medo de ir no jogo por causa da camuflagem que nós apoiamos em dar quando os tratamos clubisticamente.

Não tem clube! Esses caras não são “flamenguistas” ou “botafoguenses”. Eles são criminosos perigosos.  E enquanto eles puderem fazer parte de uma facção que você apoia e/ou ignora para ter razão numa discussão sobre clubes, é o seu filho que ele vai colocar em risco amanhã.

Chega.  Abandonem as organizadas. Deixem nelas só quem não tem a boa fé de ver o futebol em paz e então identificaremos facilmente quem está afim do que. Seja sócio torcedor do seu CLUBE não da sua torcida. Seja um torcedor de futebol ANTES de ser um torcedor desse ou daquele.

Entenda de uma vez por todas que “a torcida do” não faz a menor diferença quando uma bomba vier na sua cabeça. Enquanto vocês estão procurando “qual time tem a torcida mais violenta” ou qual rede social possivelmente brincaria com a morte alheia, eles vão continuar.

Somos nós contra eles. Não nossa torcida contra outra torcida.

Houve um assassinato.  E eles não são nem notícia mais…

abs,
RicaPerrone

Madeirada

Aos gritos de “Ei, Eurico, vai tomar no cu!”, o Vasco assistiu o primeiro tempo do Fluminense.  2×0, poderia ter sido 4. Era um passeio.

Na segunda etapa, mais vontade, menos apatia, alguma “pressão” e os contra-ataques ali para lembrar que não basta sufocar, é preciso saber como fazer isso.

Poderia ter sido 5×0?  Poderia. O Fluminense teve a goleada nas mãos toda vez que retomava a bola na intermediária e não fez.  Por exagero, por gracinha ou erro mesmo, a bola não entrou. O que não isenta o time do Vasco de ter dado a um grande rival uma oportunidade de golea-lo la primeira rodada do campeonato.

Orejuela é um volante incrível. Corre, marca, sai jogando, antecipa meia adversário e se apresenta para o contra-ataque. Talvez tecnicamente não seja um fora de série, mas sabe exatamente tudo que precisa fazer em campo.

O Sornoza vai levar mais fama. Joga adiantado, e habilidoso, bom jogador. Mas olhe 20 metros atrás dele. Tem um equatoriano sem tanta grife jogando uma barbaridade.  Hoje, pra mim, o melhor em campo.

E segue o enterro. Ou o baile. Tanto faz.

O Vasco do Eurico tem a sua cara, e o time do Cristóvão a cara do treinador.  O Fluminense, nada com isso, deus as caras e fez o que quis no Engenhão.

abs,
RicaPerrone

O “menor” momento do Botafogo

Quando um assunto me deixa muito próximo de ser um pessimista profeta do apocalipse, costumo ignora-lo.  Assim tenho feito com o Botafogo desde a volta a série A em 2015.

Porque não gosto de falar de problemas enquanto todos comemoram, porque acho que as férias podiam trazer boas surpresas, porque sempre espero algo melhor.

Mas hoje, em 27 de janeiro de 2016, o Botafogo vive um momento altamente preocupante e não me refiro apenas a dinheiro.

O clube voltou da série B.  Ok, bacana.  Mas pra mim, sendo um dos 12 grandes, é o mínimo.

Estão com problemas no estádio, o perderão em 2016, o time tem problemas de salários (de acordo com a Globo.com), a diretoria não tem dinheiro, o clube é o maior endividado dos 12 grandes sendo também o de menor faturamento.

Tem um treinador a quem tenho enorme respeito mas considero muito fraco no cargo. Assim como um elenco que, hoje, se colocado inteiro com a camisa do América MG, ninguém estranharia.

O Botafogo que sondou título, trouxe Seedorf e que flertou cm o protagonismo máximo há pouco, virou isso. Por culpa desse, daquele, pouco me importa.  O que me incomoda é a falta de perspectiva.

O que fará o Botafogo?

A única ação fora de campo do clube de impacto nacional até agora foi apoiar Eurico e Ferj, ou seja, nem “simpático” ele é mais. Virou “inimigo” de muito torcedor do Rio que não quer, por motivos óbvios, estar no mesmo barco de Eurico e Ferj.

Perde jogadores na justiça com facilidade, além de ter visto algo incomum, que é jogador de time grande trocar de time para outro grande do país. Ou seja, o Botafogo começa a não ser mais fim, mas sim “meio”.

São sintomas. Você pode ser o botafoguense mais apaixonado do mundo e achar que tudo bem, que mesmo a soma de todos os fatores estarem indo mal ao mesmo tempo não indica algo pior do que já visto antes.

Eu nunca vi o Botafogo tão figurante.

E não gostaria de continuar vendo. Entendo que time grande tem tudo:  torcida, mídia e camisa. Basta querer e acertar meio time que o título é realidade.  Mas e quando nem essa expectativa existe mais? Não é estranho?

O Botafogo começa 2016 com um time fraquíssimo, nenhuma perspectiva de grandes reforços, nenhum dinheiro em caixa, a maior dívida de todas, sem estádio, posicionado ao lado de Eurico e Ferj num momento onde o futebol busca seriedade e cobra-se por isso.

Eu não cobraria e nem priorizaria um centroavante…

abs,
RicaPerrone

O momento do jogo

Gosto de encontrar um momento na partida pra criar a partir dele um texto no final.  Hoje, por todos os motivos do mundo, não consegui fazer o post do jogo em cima de um lance. Eram muitos, tive que generalizar.

Mas guardei meu momento especial do clássico para um post só dele: o momento em que Bill caminha para cobrar seu pênalti.

Jobson havia feito sob muita pressão na cobrança anterior. Afinal de contas, se alguém era candidato a vilão naquela lista era ele, o ex-promessa que quer ser ex-problema.

Quando Bill começa a andar a torcida do Fluminense comemora. É constrangedor, mas a torcida do Botafogo sente rigorosamente a mesma coisa e se cala.

Por um momento o estádio teve certeza de estar diante do fim da disputa. E Bill, que é um atacante ruim, que cabe desconfiança e que na minha avaliação técnica não merece a 9 do Botafogo, vai mancando até a área.

Ele ajeita, manca, anda pra trás, mancando e pára.

Eu posso estar enganado, mas apostaria uma grana que as “mancadas” do Bill eram uma prévia justificativa de fracasso.  Ele podia andar, mas se andasse aumentaria sua “culpa”.

Aqueles segundos entre o apito e a cobrança devem ter durado uns 3 minutos. E Bill correu e não enfiou o pé. Bateu com categoria, de chapa, no canto.

Eu, se fosse Bill, enfiaria a porrada. Ou talvez tivesse tido um AVC indo pra bola. Ao marcar o gol, teria mandado as duas torcidas pra puta que pariu. Ele não.

Comemorou aliviado, sem rancor, e voltou pro meio.

Por mais que Renan tenha sido o nome do jogo, em nenhum momento foi colocado sobre seus ombros 10% da pressão que o atacante do Botafogo sentiu nesta noite.

Bill, que continuará sendo grosso e perdendo gols absurdos, mostrou hoje que pode não ter quase nenhuma habilidade. Mas teve uma personalidade e um sangue frio que os outros 21 jogadores no campo não teriam.

Meu cara do jogo: Bill. O grosso.

abs,
RicaPerrone

Estava impedido!

É de enlouquecer qualquer um. O time que sofre por não ter força política entra em campo como vilão do pobrezinho que nacionalmente carrega a fama de ser o mais forte de todos no “tapetão”.

Mando de jogo, ídolo suspenso, torcidas que não vão. Fé, arrogância, superação e um olhar especial pro gato, caso o peixe dê errado. Se passar do ponto, dou pro gato comer e a culpa é toda dele.

Não é. Claro que não é.  Mas o gato vai me absolver.

Porque estava impedido. E que incrível, o botafoguense sai do estádio numa decisão agradecendo a sorte e ao juiz!  Nos pênaltis, sem Jefferson, pelos “pés”  do goleiro reserva.

Ah, vá! Não é possível!

É sim.  Tão possível quanto a reviravolta no jogo onde o treinador do Fluminense ganhava destaque no intervalo por corrigir os próprios erros.

E o Botafogo, cansado, não pode reclamar do calendário e do estadual inchado da sua “parceira” FERJ.

Ora, faça me o favor, Rica! Você não vai falar nada?

Tô falando! Tudo! O que somado não diz nada.

Há uma história a ser contada pra eternidade sobre este jogo no Niltão. Você pode contá-la como quiser. Com heróis e vilões, castelos e bruxaria, ou com o pragmatismo de quem passou mais de 2 horas no estádio e só conseguiu ver o que nem havia visto: um lance irregular.

Passa o Botafogo. Com 11 penaltis pra cada lado, sem pernas, machucado, se arrastando e sem um tostão quando começou o ano.

Talvez você realmente ache que foi tudo armado.  Talvez você acredite em Papai Noel.

Eu acredito. E mesmo que ele não exista, sempre há um presente na minha janela.

Adorei o de hoje. E viva o Botafogo!

abs,
RicaPerrone

Verdades e mentiras

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Verdade incontestável que o Vasco foi mais time, jogou mais, mereceu vencer e que 1×0 foi até pouco pela falta de oportunidades do Flu em 90 minutos.

Mentira que o Cristovão é o “novo Guardiola” e fará do Fluminense um time ofensivo e de toque de bola.

É bem verdade, porém, que o juiz podia ter expulsado o Guinazu logo no começo e o jogo seria outro.

Mas seria mentira dizer que isso determinou o resultado, já que até pênalti não marcado a seu favor o Vasco teve ainda no primeiro tempo.

Gérson, Thalles, Yago, Kennedy, tantos outros que nem sabem se amanhã serão verdade ou mentira no futebol.

Outros que, sabemos, são mentiras bem contadas como o argentino Guinazu. Violento, desleal, não fosse pela sua liderança em campo, diria até que desnecessário.

Mas num Vasco que busca voltar ao passado em glórias e em truculência fora de campo via seu personagem mais carismático e turrão, também tem em campo um reflexo disso. O grande ídolo da torcida, hoje, corre muito e bate bastante.

Mentira que #ORespeitoVoltou.  Ele voltará com futebol, não com pontapés de Guinazu, nem mesmo com canetadas de Eurico levando jogos grandes ao patamar de “joguinhos” por força política.

A verdade é que Cristóvão caminha a passos largos para ser uma mentira da nova geração de treinadores.

Um grande jogo, mentira!

Uma grande vitória do Vasco, verdade!

abs,
RicaPerrone

Uma grande vitória

Não pelo adversário, pelo campeonato, mas pelo enredo. O Botafogo colocou 13 mil pessoas num Niltão que só cabia 14. Ou seja, “lotou” o estádio pra ver um time de série B correr feito maluco pra ganhar mais uma no estadual.

Isso não é comum.

Também não é muito comum elogiar o Renê Simões, mas o farei.  Porque com todos os defeitos do time do Botafogo, ele tem uma cara. E mesmo limitadíssimo tecnicamente, ele consegue um equilíbrio e o controle da partida.

Jobson é o cara que mudou o time mediocre pro time que tem uma opção de desequilibrio.  É um puta jogador, pena que não se leva a sério. Mas tem todos os recursos pra ser “o cara”,  talvez não apenas do Fogão na série B. Mas de um futuro próximo e menos sofrido.

Hoje sofreu um gol numa linda arrancada que zagueiro nenhum pegaria. Passou o jogo inteiro atrás do empate e da virada, sem desespero, sem começar a dar chutão e tendo no mínimo 4 bolas tiradas por um milímetro antes da conclusão a gol.

Não trata-se de um espetáculo, nem de um time seguro e pronto. Mas um Botafogo que “enche” o estádio, vira um jogo complicado e sai do Niltão sorrindo e confiante é, no mínimo, uma novidade.

abs,
RicaPerrone