flamengbo

Diagnóstico confuso

A medicina é mais simples. Você faz o exame, ele diz o que você tem, te dão as opções de cura e segue o jogo. No futebol as coisas  não são bem assim.

O Flamengo ontem foi parte de um jogo muito bom. Mas por mais que tenha sido bom, o adversário foi quem mandou na partida por 80% do tempo, fez 3 gols anulados, teve um lance de pênalti muito discutível e portanto esteve bem perto de decidir a vaga no jogo de ida.

Mas foi 1×1. Ótimo resultado pro Flamengo. Se olharmos as chances de gol, ainda melhor.

Melhorou do Flamengo do primeiro semestre? Sim. Teve uma proposta diferente. Cometeu muitos dos mesmos erros, voltou a fazer algo que detesto que é cera de time pequeno, como a ridícula cena do Gabriel rolando por uma bola na canela. Mas até aí, é escolha e não desempenho.

O fato é que você tem um grande jogo, uma leve melhora no desempenho e também uma possível goleada.

O Atlético reclama do pênalti. Eu também teria dado. Não achei falta no Rodrigo, achei trombada. Mas obviamente todo flamenguista vivo discorda disso. O que não dá pra discordar é que o Atlético esteve bem perto de fazer 5 ou 6 gols no Flamengo. E se metade dessas bolas entrassem hoje não haveria análise e sim protestos.

Se for pra escolher, fico com o meio termo. O CAP jogou muito bem. O futebol insiste há alguns anos em nos provar que a qualidade técnica é cada vez menos significante.   O Flamengo tem muita, se pressiona a cada reforço que anuncia, e se frustra a cada partida.

Um grande jogo.  Mas o rubro-negro que encheu os olhos não foi o Flamengo.

RicaPerrone

Um irrelevante clássico memorável

Um Fla-Flu maravilhoso desses precisa terminar com discussão sobre arbitragem. Não há clássico sem empurra-empurra e pelo menos um dos lados reclamando do juiz.

E desde já lhes digo que, com ajuda do VAR, o arbitro acertou em todos os principais lances do jogo.

O primeiro gol do Fluminense estava impedido sim, e o lance do Renê não é um novo lance. Ele está reagindo a bicicleta e não dominando facilmente pra sair jogando.

Os pênaltis, pênaltis!

As expulsões indiscutíveis.

O que se discute, então?

O Flamengo fazendo gracinha com 10 do segundo tempo e um a menos? Sim. Pediu pra tomar.

Mas aí se classificando, com o contra ataque aberto, o Flu não usa e recua até o Flamengo sufoca-lo no fim.

Roteiro fácil. Previsível.

Um Fla-Flu pra história. Um jogo que consegue se sobrepor a falta de importância que o regulamento tosco conseguiu criar.

Por mais força que façam os dirigentes, um Fla-Flu nunca será “só um Fla-Flu”.

RicaPerrone