Jogador tem uma pendência financeira com o Cruzeiro que empata qualquer discussão sobre a sua volta pro Flu por enquanto. Não há nem acerto, quanto mais data de apresentação conforme foi dito por aí.
Jogador tem uma pendência financeira com o Cruzeiro que empata qualquer discussão sobre a sua volta pro Flu por enquanto. Não há nem acerto, quanto mais data de apresentação conforme foi dito por aí.

Antes de escrever sobre o aniversário do Fluminense, me perguntei o que era o Fluminense? E ao tentar chegar numa definição, notei que me refiro a um clube que é história, pioneirismo, patriotismo, elite, povo, sofrimento, humilhação, glórias, superação e fidalguia.
Que me referiria a um clube centenário que foi à série C, voltou, e a América por pouco não conquistou.
Roubado, ajudado, ora invejado, ora “safado”. O Fluminense é único porque não quer ser de todos.
Enquanto alguns comemoram ser “todos menos alguns”, o Tricolor se satisfaz e se coloca sendo o clube de “alguns”. Não é pra todos.
Nesta mesma data, aniversariante, quando completava seus pré-adolescentes 12 anos, o Fluminense emprestou seu estádio para o primeiro jogo da história da nossa seleção. E mais do que ser o palco inicial da mais vencedora e poderosa história do futebol mundial em todos os tempos, o primeiro gol foi de um Tricolor. Oswaldo Gomes.
“Somos a história”, eles adoram dizer.
Sim, pra caralho. Fizeram o estadual, abriram o primeiro estadual. Venceram o jogo, o campeonato, os quatro seguintes. Ao contar a história do futebol brasileiro, ou fala do Fluminense, ou minta.
Pode-se dizer que o Tricolor ajudou a parir o próprio rival. E então, numa relação paternal eternamente mal resolvida, discutem até hoje em campo naquilo que chamo de “maior clássico do mundo”. E quase sempre, quando decisivo é, “papai” leva a melhor.
Torcedor do Fluminense tem dinheiro. Não passa fome, nem anda de camisa velha pirata. São a elite, o filé do Rio de Janeiro. Não podem gozar de ter uma torcida nacional. É pequeno, é local, quase exclusivo. E o curioso é que vivemos num país onde não ser o “fodido” é quase crime.
Talvez por isso seja atribuido ao Flu crimes que ele não cometeu. Apenas se beneficiou deles. Ou será que há um benefício real em carregar rótulos que não lhe cabem por delitos cometidos por terceiros?
E hoje o futebol brasileiro sorri, olha para trás e agradece. Não fosse o Fluminense, não sei como seria. Sei como foi. E foi através dele que tudo isso começou a acontecer.
Se temos 5 estrelas no peito, o Fluminense ajudou a borda-las. E se o Flu ostenta 4 estrelas douradas, é porque as mereceu e conquistou.
Talvez você não goste do Fluminense. Talvez tenha até raiva. Pode ser que a mídia tenha conseguido fazer em seu cérebro a lavagem cerebral que te faz enxerga-lo como um canalha.
Talvez você não saiba a verdade.
Sou novo, não vi o Fluminense fazer a maior parte dessa história que contei aqui. O que vi foram 3 Brasileiros, 1 Copa do Brasil, uma Libertadores épica, algumas quedas, a adoção de um Papa, a formação de um ídolo, a reviravolta das arquibancadas, os mosaicos históricos e as frustrações dolorosas de ter ido ao fundo do poço.
Dizem que “time grande não cai”. Eu lhes digo que cair, todos caem. Ir ao fundo do poço, ser decretado como morto e voltar gigante, conheço poucos. Um faz aniversário hoje.
“Vence o fluminense,
Usando a fidalguia.
Branco é paz e harmonia.
Brilha com o sol da manhã,
Qual luz de um refletor.
Salve o tricolor!!!”
abs,
RicaPerrone

Grande é quem primeiro se eterniza num campeonato para depois saber se o campeonato se eternizará.
O Fluminense ajudou a criar o estadual e venceu o primeiro. Repete a dose na Primeira Liga, que é novo, mas já é disparado o torneio que mais mudou de peso durante 3 meses.
Veja você que de janeiro a abril na medida em que times eram eliminados ela passava a “não valer mais tanto assim” exatamente para as mesmas pessoas cujo clube havia deixado o torneio. Curioso. Coincidência, eu diria.
No mesmo período o primeiro “eliminado” virou classificado e até alguns de seus novos “ateus” tiveram que glorificar em pé a tal da Liga.
A primeira liga. Quem liga?
Não sei. Mas até perder, todos ligavam. Sobraram só tricolores abraçados a causa, que talvez venha de brinde na taça.
Taça que, histórica, primeira, épica e ainda única, foi pro endereço mais provável: as Laranjeiras.
É lá que o futebol gosta de guardar as coisas.
Quanto vale a Primeira Liga? Mais que estaduais, provável, já que soma o filé de vários deles. Menos que a Copa do Brasil, sem dúvida. Então é a terceira competição do país? Ou um torneio teste que não passará de ensaio? Um inter-estadual com mais convidados?
Eu não sei. Você provavelmente não saiba e diria que nos próximos meses não saberemos. Mas é porque não somos tricolores.
Porque eles, e só eles, agora sabem.
abs,
RicaPerrone
O ano de 2016 parece bastante concentrado no clássico Fla-Flu para escolher ali o “melhor do Rio”. O Vasco na série B, o Botafogo com sérios problemas financeiros, acabam sobrando os elencos de Flamengo e Fluminense para maior destaque.
Embora com menos barulho do que mereça, mais críticas do que oba-oba por parte da sua exigente torcida, o Fluminense já tem hoje, sem a janela se fechar, e considerando a notícia do acerto com Henrique real, um time bastante interessante.

Não coube dupla opção na imagem:
Edson / Cícero
Oswaldo / Marcos Jr.
Destes acima o Fluminense tem um grande goleiro, um grande zagueiro e o jovem zagueiro mais promissor do país. Um lateral experiente de bom nível, dois volantes bons sendo um de seleção, um meia armador raro no futebol brasileiro, dois atacantes/meias rápidos e um centroavante que destoa da maioria.
Chamar de “time comum”, hoje, onde todo mundo está perdendo seu elenco pra China, tem uma dose de despeito.
Aí você me pergunta o impossível: “vai dar certo?”.
Diria que as chances de funcionar um time assim são maiores do que um time que se fragiliza em posições carentes no ano anterior. O Fluminense sentiu falta do meia, trouxe. Falta de zagueiro, trouxe.
Falta elenco? Talvez. Acho que não tem reposição pra Diego e Scarpa. E talvez o clube tenha esses nomes sem que eles sejam conhecidos do torcedor.
Mas hoje, em 5 de janeiro, quando todos eles voltam a treinar, o Fluminense tem as melhores perspectivas dos 4 cariocas.
abs,
RicaPerrone

Hoje, 12 de novembro, é o “Dia do Fluminense”. E exatamente por isso, em homenagem a este dia, gostaria de me dirigir a quem não é tricolor.
Embora neguem até a morte, todo tricolor tem dentro de si um sentimento amargo de injustiça quando lhe rotulam como o “time que virou a mesa” do futebol brasileiro pra não disputar série B.
Veja você, justo ele, o único dos grandes a jogar a série C.
Elitizado desde sempre, o Fluminense é também alvo da cultura nacional de se odiar os ricos e bem sucedidos. Ao não incorporar o “povão”, o Flu se torna “inimigo”, “antipático” e um alvo fácil.
Conheço dezenas de não tricolores que odeiam o Fluminense por mera desinformação propagada pela mídia que, num processo simples, prefere omitir a verdade e lesar a “menor torcida dos 12 grandes”(segundo pesquisas) do que atingir outras massas para desmistificar os rótulos.
O Fluminense tem “3 viradas de mesa” na sua conta. Mas você realmente as conhece ou só repete a piada em tom de verdade absoluta porque ouviu dizer?
1996 – O Fluminense foi rebaixado. Em maio de 97, antes do Brasileiro começar, a Globo divulgou áudios que sugeriam um esquema de corrupção na arbitragem envolvendo Corinthians e Atlético PR. O tal o “um zero zero “, lembra? Pois bem. Para não validar qualquer injustiça, a CBF anulou o rebaixamento do ano anterior e em 97 fez um campeonato com 26 clubes, entendendo, como se repetiria em 2005, que se havia suspeita de compra de resultados, não poderia valida-los. Portanto, a “virada de mesa” de 1996 foi algo feito em virtude de um esquema de corrupção que envolveu os presidentes de Corinthians e Atlético PR, não o Fluminense, beneficiado por tabela tal qual o Bragantino.
2000 – Em 1999 o Fluminense subiu para a série B. Ele havia disputado a série C após cair em 97, repetir a dose em 98 e em nenhum dos casos ter tido ajuda de tapetão algum pra não sofrer as consequências. No final de 99 o Gama entrou na justiça porque o Caso Sandro Hiroshi (SPFC x Botafogo) não lhe parecia justo. A justiça comum deu ganho ao Gama, e proibiu a CBF de fazer um campeonato sem ele. Impossibilitada de fazer o campeonato, ela repassa ao clube dos 13, que por sua vez arma um Brasileirão com 116 clubes e obviamente beneficia por tabela 0 Fluminense que é um dos que sobe de divisão.
2013 – Não há qualquer evidência de que haja envolvimento do clube a ou b com o erro da Lusa em 2013. O que temos até agora é uma investigação que não disse nada, que não consegue encontrar um “corruptor” e nem comprovar a corrupção da Lusa. Neste caso, o Fluminense estaria sendo rebaixado e acaba se salvando pelo erro adversário. Não há qualquer mudança de regra para que ele fique na série A. Apenas o cumprimento da regra que a Portuguesa descumpriu. Passados muitos meses a FIFA dá razão ao STJD e mantém a punição ao Flamengo, o que torna o rebaixamento da Portuguesa uma salvação imediata, na tabela final, ao Flamengo e não ao Flu.
E o que pretendo com isso? Nada além de esclarecer a verdade para algumas pessoas que, por preguiça ou por acreditar no que tanto se repete como fato, jamais foram atrás de saber se o Fluminense “virou mesa” ou se foi beneficiado pelo erro dos outros.
Por incompetência dele, sem dúvida, estava constantemente envolvido em rebaixamentos. Logo, é um dos alvos mais fáceis nas mil viradas de mesa do futebol brasileiro até os anos 2000.
Hoje, de volta ao topo com todos os méritos e já tetracampeão brasileiro, o Fluminense não é mais aquele clube que trocava de divisões apostando em jogadores mediocres e trilhando um caminho tosco.
A verdade, meus caros não tricolores, é que o Fluminense é alvo de uma grande injustiça até que se prove o contrário.
Embora eu não tenha como mudar seu sentimento de indignação com este clube, devo aproveitar a data pra prestar a ele o serviço mais básico do mundo na minha profissão: dizer a verdade.
No Brasil é um pecado moral ser elitizado, não fazer questão de mudar, não ostentar a pobreza e se orgulhar de sua gente cheia de dentes.
É pecado ser Fluminense.
Que Deus os perdoe.
abs,
RicaPerrone
Ontem no Maracanã o Fluminense penou pra virar o jogo contra o Figueirense, mas, ao contrário das partidas anteriores, teve volume e não viveu de lampejos individuais apenas.
Longe do ideal, o Fluminense ainda não explodiu no campeonato. O que é ótimo, pois só ele e Corinthians não vieram ainda lua de mel com torcida e mídia, flertando com a insuportável cobrança de ser “o time da moda”.
Virar o turno no G4 sem ter sido ainda a bola da vez te dá um crédito razoável para brigar por algo maior. E talvez forçado pela chegada de Cícero, o Enderson viu seu time mudar a forma de jogar um pouco.
Ronaldinho não veio pra ser ponta, mas sim um meia atrás do Fred. E o Cícero, que entrou no time “na vaga do Gérson”, não está jogando aberto lá na ponta quando o Flu retoma a posse de bola. Ele centraliza muito mais, dá espaço pro Wellington na direita e torna o time menos previsível.
Falta coletivo. O time é bastante mal treinado ofensivamente, não repete jogadas e depende demais do Fred. Mas o esquema de jogo mais centralizado deu equilibrio ao time. Veja abaixo o mapa de calor dos últimos dois jogos.

Fluminense x Figueirense

Fluminense x Inter
A bola ainda viaja demais pelo alto, o cruzamento ainda é prioridade. Mas tende a não ser com tamanha qualidade de passe no meio.
Aceitemos qualquer coisa deste Fluminense, menos falta de criação de jogadas com Cícero e R10 em campo.
A vitória de ontem é importantíssima, encerra um turno com o time acima do esperado em maio. Mas se baixar disso, agora estará abaixo do esperado em julho.
O segundo turno não é mais do Fluminense que ia fechar sem a Unimed. É do time que ia com certeza pra Libertadores com Cícero, Ronaldo e Fred.
abs,
RicaPerrone
Os resultados do Fluminense são bastante positivos e pouco contestáveis. O time briga no G4, monta um elenco aos poucos bastante competitivo e tem todos os argumentos para brigar pelo título brasileiro.
A questão não é a derrota pro Avaí em si, mas a forma com que o Fluminense tem se apresentado.
A impressão que dá assistindo aos jogos recentes é que o Enderson treina o time para se defender e quando tiver a bola alguém que ache um lance individual que desequilibre. Não há troca de passes rápida e jogadas repetidas. Não há um padrão ofensivo.
É a bola retomada, a disposição tática do time bem determinada e que alguém faça algo diferente. A bola tem que chegar no centroavante. Como? Não sei! Alguém dá um jeito.
Olha o mapa de calor, não tem Fluminense no setor intermediário ofensivo. É aberto pra cruzar ou lançar direto dos volantes pros atacantes.

Eu não posso dizer que ele pense assim, mas posso afirmar que esse tipo de jogo me lembra muito o do Muricy, que odeio. Um time focado em errar pouco e aproveitar as chances que tem. Funciona? Sim. Mas é coisa de time pequeno. O Fluminense tem time e camisa pra impor seu jogo especialmente em casa ou contra times menores.
Não tem acontecido.
E repito: Não me preocuparia com a derrota pro Avaí. Me preocuparia com a falta de criação e jogada ofensiva do Fluminense seja com Gerson, com Ronaldo, com Fred, sem Fred.
O vencedor tende a ser o que acerta mais, não o que erra menos. Embora nos pontos corridos a segunda também funcione.
abs,
RicaPerrone

O Fred vai te buscar
Na cozinha do clube, Simone e Mário resolvem abrir para o capitão do time a idéia. A reação de Fred, embora não seja oficial, é muito relevante. Ninguém conhece o grupo como ele e, portanto, o termômetro Fred é fundamental num projeto desses.
O capitão ouve, estende a mão e pega o celular. Eles ligam pro Assis. Já jogou com R10 na seleção e não apenas aprova a idéia como também faz questão de participar do projeto.
Pierre, seu companheiro no Galo, também fez questão de ajudar a convencer o craque de que seu lugar agora era no Fluminense.
A dica
O Fluminense lança as obras do CT. Mário e Peter vão ao evento, cheio de jornalistas, que termina na hora do almoço. Na saída, Mário e Peter vão almoçar para o presidente ouvir do seu vice de futebol que Ronaldinho é uma possibilidade real.
A primeira reunião com Assis está marcada para aquele dia, a tarde, logo após o almoço. E então Mário deixa o “CT”, entra eu seu carro e dá um boa tarde aos jornalistas. Um deles pergunta: “Vai pra onde?”. E ele responde, rindo: “Contratar um grande jogador”.
Ninguém leva a sério. Mas o maior “furo” do ano estava sendo anunciado em tom de brincadeira. E ninguém se tocou.
O primeiro encontro
Na mesma tarde Mário vai a casa de Ronaldo. Sentam Assis, Mário e Victor, o amigo empresário que aproximou as partes. Ronaldinho está na casa mas não na mesa. Mário explica o porque do interesse, dá seus argumentos para traze-lo e Assis gosta do que ouve.
A estratégia do Fluminense é muito clara desde a primeira reunião. Não é uma competição por dinheiro, pois não dá pra competir com China, Europa, etc. É por projeto.
Ronaldo vem à mesa. Mário diz pra ele tudo que disse ao Assis. Ronaldo ouve e gosta, se mostra simples. Mário coloca Fred e Enderson para falar com R10 ao telefone. Os dois fazem questão de mostrar pro jogador o quanto ele seria bem-vindo no grupo.
Falam então em número de camisa. Ronaldo diz não se importar. “Quero jogar bola”.
Dá pra pagar?
Então temos um negócio em andamento. Ronaldo ouviu, gostou, é possível. Mas e o dinheiro, dá? Enquanto Assis e Fluminense não falam em valores, é muito complicado para Mário e Simone saberem se estão negociando algo possível ou não. Mas durante todo o tempo Assis lhes coloca que isso é “secundário”. Marca-se uma segunda reunião.
A proposta
Domingo a noite, Assis joga futvolei com R10 e amigos quando chegam lá. Mário e Simone aguardam e ficam felizes em ver a forma física do jogador, até que Assis termina a partida e se senta com eles. Pela primeira vez o Flu apresenta valores na mesa.
É uma reunião muito relevante porque no momento em que o clube diz o quanto pode pagar, haverá uma reação natural. Ou a conversa esquenta ou se percebe ali que não estão na disputa.
Mais uma vez Assis coloca que isso não é o mais importante neste momento. O que os deixa confusos, mas também esperançosos, já que o Brasil não tem condições de brigar com outras moedas maiores.
Vazou
O Rio de Janeiro é um ovo. Aqui moram 5 mil pessoas e o resto é tudo figurante. É muito difícil que você faça algo no Rio e que isso seja segredo por muito tempo. Mas até que durou! Agora está na mídia: Há uma conversa entre Flu e Ronaldo.
Mas o que vazou naquela noite não foi só isso. Uma das pessoas que estava na casa do Ronaldo, torcedor do Flu, viu o que estava acontecendo e entendeu que tratava-se de uma proposta. Este se aproximou dos dirigentes do tricolor na saída e disse: “Boa sorte! Adoraria vê-lo no meu tricolor! Mas ó…. O Eurico esteve aqui ontem”.
A idéia
Há algum tempo Mário Bittencourt comentava que esse time do Flu precisava de mais um medalhão para blindar a garotada. Informalmente já pensou em muita gente, mas nada viável. Até que um dia, conversando com Victor, um empresário que por coincidência também é amigo do R10, surgiu a informação de que Ronaldinho poderia deixar o Queretano no meio do ano.
Foi o suficiente para tirar o sono de Mário. Com seus botões passou parte da madrugada imaginando o que significaria ter, talvez, quem sabe, um dia, o Ronaldinho Gaúcho no Fluminense.
Seria a maior contratação da história do clube ao lado do Romário, Deco e Fred. Seria um tapa na cara a quem ousou dizer que sem Unimed o Flu estava fora do mercado. Fred ficou, Ronaldinho chegando, a resposta era clara. Em diversos fatores, pro bem e pro mal, seria “foda”.
No outro dia Mário conversa com Simone, diretor de futebol. Ele reage com surpresa, mas obviamente gosta da idéia. Conversam com Ricardo, do scout do clube, e é mais um que concorda que Ronaldinho ainda tem muito a acrescentar.
A partir dali Mário cria uma missão pra si mesmo: viabilizar o projeto R10.
O risco
Ronaldinho custa caro. É um para-raio de jornalista maldoso, uma notícia ambulante. Conforme o Fluminense começa a ganhar jogos, Ronaldinho passa de um arriscado negócio a uma possibilidade bem encaixada.
O time já briga por G4, pensa alto, sobe muitos garotos e sente cada vez mais a necessidade de ter outra referência além do Fred. A marca Fluminense precisa romper as fronteiras nacionais e ninguém daria mais cartaz ao Flu do que Ronaldinho.
É quando Mário e Simone começam a somatizar a importância do negócio. É marketing, é técnico, é uma resposta ao flui “sem Unimed”, é uma possibilidade de título no primeiro ano sem o patrocinador, é a marca lá fora, passar o Vasco em títulos nacionais…
Ronaldinho já não é mais um sonho. Agora é alvo.
O primeiro contato
Victor, o empresário que é amigo de Ronaldinho e fez este processo começar, vai nas Laranjeiras e conversa pessoalmente com o Flu. Eles lhe entregam uma apresentação feita pelo marketing do clube tentando explicar para o Ronaldinho e seu staff o porque desse flerte.
Na apresentação tem Libertadores, sócio torcedor, onde o clube quer chegar, o ambiente que ele teria e um trunfo bastante interessante: O Maracanã.
Ronaldinho nunca jogou no Maracanã como “casa”. Quando no Flamengo era Engenhão, e portanto o craque não tem seu nome marcado no maior estádio do mundo.
O Fred vai te buscar
Na cozinha do clube, Simone e Mário resolvem abrir para o capitão do time a idéia. A reação de Fred, embora não seja oficial, é muito relevante. Ninguém conhece o grupo como ele e, portanto, o termômetro Fred é fundamental num projeto desses.
O capitão ouve, estende a mão e pega o celular. Eles ligam pro Assis.
Você deve estar se perguntando: Qual a diferença entre Ricardo e Enderson Moreira? Eu lhe digo: Nenhuma.
O interessante neste processo que o Fluminense vive é a coragem dos caras em correr riscos.
Você tem um time com um cara que ganha um absurdo (merecido), outros tantos garotos que são promessas e podem vingar ou não virar nada. Você tem um diretor de futebol que veio da base, novo, que pode ou não aguentar a pancadaria em caso de derrotas.
Teve 3 treinadores no ano e nenhum deles é um cara consagrado. Todos apostas. Como Gérson, Robert, Kennedy. O Fluminense de 2015 é uma grande aposta.
Como toda aposta, corre-se o risco de ficar sem nada e também o de ter tudo. Muito mais, sempre, para ficar sem nada. Mas também é verdade que os mais belos gols são aqueles que tentaram fazer o que tinha menos chance de dar certo.
Vai fazer o que? Ligar pro Abel? Achar 600 mil pra dar pra um treinador? Chamar alguem caro e dizer pro elenco que está com alguns atrasados que “dinheiro pra técnico tem”?
É difícil ser Fluminense este ano. E talvez seja exatamente agora que se determine quem de fato o merece e quem se aproveita dele.
Isso cabe a jogadores, dirigentes e até torcedores.
Enderson é aposta. Não a minha preferida, mas também não consigo pensar em nada muito diferente disso.
Vem aí mais um ano dramático, do jeitinho que o tricolor gosta. Aos 44, sofrido, inacreditável, contra a lógica e o descrédito. Mas e se der certo?
abs,
RicaPerrone