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Fluminense “surta” e chega perto do G4

 

Chapecoense 2×1 Fluminense. Fim de jogo, de sonho, de qualquer expectativa.  O torcedor contesta Levir, os “eu avisei” comemoram nas redes sociais e “o ano acabou”.

Três rodadas depois o Fluminense vence Gremio e Corinthians fora, algo inimaginável até mesmo para o mais otimista dos tricolores, e garante os 3 pontos com o Sport em casa.  Pronto, o G4 é logo ali. E se bobear, vai ter G5.

O ano morto renasce. O que ‘acabou’ começa de novo e “agora é pra valer”.  Tem pessimista falando em título, outros pedem Levir em 2017 após pedirem sua cabeça há 2 semanas.  Esse é o futebol, e o futebol, sabemos, é uma das boas crias do Flu.

Não há nenhum argumento aceitável que faça o tricolor imaginar não vencer o Santos e o Flamengo nesta sequência. Nem mesmo insinuar que o Scarpa não seja o melhor jogador da América do Sul.

O que sabemos ainda é que o Fluminense é um time altamente dependente de lances individuais. E os encontrou hoje mais uma vez.   Tal qual o rival, o Flu precisa do Maracanã para decidir o ano.  Esse negócio de jogar “por aí” dá até algum lucro mas não dá identidade e sensação de “dono da casa”.

O Fluminense pode sonhar com G4. Desde que tenha em mente que não pode nem ousar pensar em título.

abs,
RicaPerrone

Exagerados

Palmeiras e São Paulo convivem com seus exageros há algum tempo.  As vezes pro bem, ora pro mal, mas os dois clubes tem em seu território algumas semelhanças.

Do conceito de genialidade precoce dada a um treinador aos ídolos fanfarrões, do qual o Palmeiras já se desfez, diga-se.  Da idéia de que os “mitos” do gol não devem parar até que sejam devidamente contestados para isso. De diretorias recentes catastróficas mas com uma carinha de séria impressionante.

Palmeiras e São Paulo se parecem nos últimos anos.

Em campo, hoje, não mais. O Palmeiras lembra muito o SPFC tricampeão que pouco jogava mas muitos pontos fazia. O São Paulo de hoje é um time ousado, que privilegia o risco e por isso talvez não faça todos os pontos “previsíveis” que poderia fazer.

Tanto faz. Em mais um jogo confuso no Morumbi o São Paulo foi melhor, mereceu o gol e não é possível dizer que não mereceu o empate que sofreu. Afinal de contas, o erro se repetiu pelos mesmos pés, contra o mesmo time, sob o mesmo ar arrogante de quem não pode ser “mortal”.

Rogério Ceni decidiu o clássico e, aos 42 anos, quando espera-se que a maturidade já tenha conflitado com a soberba, nota-se que sua não aposentadoria está bem fundamentada se for esperar por isso.

“Demos azar”, disse o goleiro.

É realmente constrangedor porque é tão simples sair dali, pedir desculpas, dizer que errou, que faz parte e descer pro vestiário que fica complicado entender porque Rogério Ceni reage tão mal ao fato de ser humano.

Mas, enfim. O Palmeiras que muito cruza e pouco toca a bola conseguiu se manter no G4 num dia que jogou mal.  Outro dia fez 4×1 no Maracanã e também jogava mal.

Ficamos naquela dúvida terrível: Vence porque joga mal ou joga mal e vence porque é tão bom que quando jogar bem goleia?

Hoje, mal de novo, teve tantas chances claras de gol quanto o São Paulo, que jogou bem mais.  É a diferença entre o que gostamos e o que funciona. Não precisamos comprovar que não funciona para não gostarmos. Nem que funciona para adorarmos.

Eu não gosto do futebol que joga o Palmeiras. E tenho credencial pra isso a partir do momento que achei tosco o futebol do SPFC tricampeão brasileiro do Muricy.

Mas nunca discuti o quanto funcionava.

abs,
RicaPerrone

Os fantasmas de Flamengo e Galo

Atenção Flamengo! És agora um “favorito”!  E buuuuuuu! Lá vem o fantasma da obrigação interromper a reação baseada na deliciosa condição de desafiante.  E tome gol do Coxa, e tome mais 4 do Galo.

É o fim? Crise na Gávea? Ora, rubro-negro. Claro que não.

A derrota foi na quarta. Hoje cumpriram protocolo.  Quem ganha do Galo lá?  Quer você ter esse direito? Esqueça.

Atlético e Flamengo jogam uma partida única no país. Os atleticanos tem no Flamengo um grande rival e não é reciproco. É a mais curiosa relação de ódio unilateral do futebol brasileiro.

Não que o Flamengo não seja rival do Galo, mas num nível muito menor do que o contrário.  O que tem gerado uma sequência bastante constrangedora pro Mengão.

Só dá Galo!

E tudo isso passa pela insuportável dor de saber que “seria diferente se…”.  Mas acho que não seria.   Porque existe só um jogador no futebol brasileiro que tem o direito de cometer pênaltis sem ser criticado: Victor!  Afinal, ele pega.

Último homem, expulso? Talvez. Talvez a gente possa considerar essa reclamação.  Mas discutir 4×1 é tão constrangedor que é melhor não procurar motivos para discutir o óbvio.

Quando o Corinthians dá um passo importante como hoje cedo, lá vem o Galo e diz, no mínimo, que “ainda não!”.

E quem sabe, não mesmo? Ou você ainda dúvida quando eles gritam alto que acreditam?

abs,
RicaPerrone

Nós sabemos que sim

No princípio criou Deus os céus e a terra. Após todos os processos que levaram o mundo ao que é hoje, Deus se ocupa de pequenas tarefas mais voltadas para sua própria diversão do que na tentativa de corrigir os rumos que a Terra tomou.

Hoje, quarta-feira, por exemplo, Deus passou o dia planejando a rodada pro Flamengo.

Aí você pode contestar a religião, o uso de Deus para uma crônica com um tom mais descontraído ou até mesmo a sua existência! Mas não diga que ele ele não tem nada com isso, porque tem!

Tem fome na África, câncer no mundo, pudim de pão na mesa de muita gente e ele estava onde? Assistindo o Brasileirão.

Aceite, cristão tricolor, vascaíno e botafoguense. O cara gosta é deles!

Eu fico pensando se ele faz isso por mero prazer pessoal ou se para brindar a fé alheia.  Talvez de tanto ver gente acreditando em milagre ele faça um de vez em quando pra não fazer essa gente toda parecer maluca.

Talvez seja só de sacanagem.

Mas não diga que não tem nada com isso. Porque se tu não tem, “oh phaaai”,  então eu vou começar a acreditar que seu nome é Arthur e que isso também não é mais um “exagero” deles…

abs,
RicaPerrone

Faltam 7

O que eu mais gosto no Flamengo é falta de bom senso.  Bastaram duas vitórias e o Maracanã estava lotado contra o Santos, falando em G4, que era um sonho distante.

O Flamengo empatou, perdeu em Campinas e a série B ficou mais perto que o G4. Há um meio termo, uma zona de conforto, mas o flamenguista não consegue conviver com ela. Ele flerta o tempo todo com o perigo ou a glória, mas nunca aceita a condição de coadjuvante.

Hoje era dia pra cair treinador ou pra se estabelecer na zona intermediária. Em tese, se o Flamengo não fosse Flamengo, não teriam ambição neste campeonato.

Mas venceu. Fez 3, jogou com dois meias, levou lá seus 20 mil torcedores e pronto: O Flamengo está a 7 pontos do G4.

Eu olho a tabela e pergunto a você, rubro-negro:  Qual a diferença de estar 7 pontos do G4 para estar 7 pontos do Z4?

Os pequenos fazem conta pra baixo, os médios para evitar descer e os grandes só olham pra cima. Mesmo quando a distância é a mesma, entre o céu e o inferno, o rubro-negro sempre acredita no céu.

E tome Maracanã lotado semana que vem, G4, “fim do caô”, “deixou chegar fodeu…”, etc, etc, etc…

Faltam 7!

abs,
RicaPerrone