gavioes

Cuidado com a “culpa” dos dirigentes

É mais um dia onde um enorme tumulto foi causado por uma organizada num estádio. E mais uma vez vemos debates vazios e pouco fundamentados sobre.  Um dos que mais gosto e me preocupa é a do “dirigente que dá o ingresso”.

Clube algum deveria ajudar esses caras, menos ainda facilitar ingressos. Mas clube é clube, dirigente é dirigente. Fulano, na figura de presidente ou seja lá o cargo que for, não vai ser o machão de ir na frente de uma gangue e dizer que ele é o cara que está dizendo não pra eles sozinho.

Esse cara tem filhos, mulher e cu, pra ser grosseiramente claro.

Se os clubes todos fecham numa de ninguém dá mais nada, com o Ministério Publico ajudando a proibir, vá lá. O cara pode dizer que tá proibido. Agora, esperar que um sujeito num cargo alto do clube peite um grupo de marginais que nem a polícia é capaz de segurar, é um pouco utópico.

Entre a realidade e a teoria há muita coisa. Uma delas é o bom senso.  É mole ir no dirigente e condená-lo por dar ingressos. O duro é perguntar qual dirigente tem coragem de dizer “não” pra um grupo terrorista que há 30 anos brinca com a polícia, a justiça e com os clubes que tomaram de assalto pelo medo.

Não individualize uma decisão que um homem só, de clube algum, tem tamanho pra tomar.

abs,
RicaPerrone

O crime organizado, uniformizado e escoltado

Todo mundo sabe quem são, o que querem e os reais interesses. Ninguém fala, porque todo mundo tem medo.  Torcidas organizadas deixaram de ser um grupo de apaixonados por um clube há muitos anos.

Tirando essas novas, que fatalmente a médio prazo também serão tomadas por pessoas com o ego maior que a paixão, as torcidas todas são movidas pelo terror. Os gritos, os gestos, a postura. Tudo é rodeado pelo “poder de guerra”.  Não precisa ser genial pra saber que isso vem da liderança e se vem de cima nada pode se esperar do que está abaixo.

Torcedor quando briga é afastado pela torcida? Não. Vira diretor.  Logo, é nítido que não se trata de futebol mas sim de uma facção. Tem de tudo envolvido, até carnaval.  O curioso é que torcedores de bem se envolvem nisso na maior cara de pau e se fazem de vítimas quando pagam o pato coletivo.

Eu prefiro a punição individual, sempre. Mas quando escoltados vão todos. Quando em reunião de crianças num colegio pra prometer não brigar com amiguinho, respondem por você.  Você sabe o que veste, com quem anda e os riscos que corre.

A polícia tem mil defeitos, mas ela não sentou a mão em nenhum pai que levou o filho pra ver jogo no Maracanã. Ela se atraca com marginal, simplesmente porque só um marginal vai pra cima de um policial para agredi-lo.

O Corinthians abraça a causa “é nóis” e erradamente defende “os seus”.  Seus? Esses caras são “seus”?  Não deveriam. E se são, azar o seu.

Pouco me importa se Gaviões, Independente, Jovem, Mafia, etc. Elas não são formadas só por marginais e nem são os únicos que causam problemas no futebol. Nem todo torcedor organizado é de briga. Mas toda briga é de uma organizada.

Deserde-os. Dos clubes, do torcedor comum, dos ídolos e estarão entregues. Eles vivem da nossa devoção e do nosso medo. Afastem-se deles, e eles deixarão nossos estádios em paz.

O que não existe é um bando organizado, com cnpj, sede e representantes agredir um pm e voltar pra casa como se nada fosse.

“Tamo junto”?  Então fiquem juntos…  Eu não estou junto. E você?

#paz

abs,
RicaPerrone