invasão

“Sabe de quem?”

 

Perdoe-me o ótimo Luis Roberto, mas eu não pensei em nada melhor.

Quando um grupo de marginais (torcedor é o caralho!) invade um CT, quebra patrimonio e vai conversar com jogador eu realmente não consigo ter outra reação que não a de perguntar pro coleguinha do lado: adivinha quem são?

Nem todo torcedor de organizada é violento. Mas todo caso de violência no futebol há uma organizada envolvida.

O que isso ajuda?  Acham mesmo que o Ganso vai olhar pro JP e dizer “vamos correr pq agora fudeu, a Young Flu ta puta”?

Cai na real, pelo amor de Deus. 2019 tem gente comprando influencer sem profissão, youtuber humorista fazendo militância, livro de “acredite nos seus sonhos” vendendo a rodo. E vocês, marginais qualificados de longa data, acham que isso dá algum resultado que não seja validar a rejeição a vocês?

Eu queria conhecer o diretor de marketing de uma organizada. Não há emprego mais difícil.

E segue o jogo. Porque eles acham que se ganhar do Grêmio reserva domingo foi porque “nóis colou nos cara lá, mané!”.  E todos vivem felizes pra sempre.

RicaPerrone

“Mato um, mato cem!”

Ó, que surpresa! Torcedores organizados foram ao CT sábado de manhã e quebraram, roubaram, agrediram e invadiram.  Quem diria?

A camisa de uma torcida organizada no Brasil representa o direito a ser julgado coletivamente e, portanto, livrar-se de qualquer punição por suas atitudes enquanto cidadão.

Você se veste de organizada e vira “a torcida do”.  Mas não. “A torcida do” São Paulo sequer vai no jogo, imagine num CT sábado de manhã. Vamos falar a real, é molezinha!

Uma turma que berra pra quem quiser que mata, que cheira, que é isso, que é Talibã e mais não sei o que não pode ter transito livre em lugar algum. Diria eu que nem nas ruas.

Aí esses caras vão com hora marcada e uniformizados para um protesto e surpreendentemente invadem, agridem e roubam.  Oh! Quem diria?

Senhores, individualizem os crimes e punam TAMBÉM a torcida. Não dêem aos caras o direito de ser “a torcida do”. Eles não são. Saopaulino somos nós, que putos ou não, jamais destruiríamos o patrimonio do clube, menos ainda agrediríamos pessoas por futebol.

Isso aí é gangue. Marginal. Bandido. Gente que tem que ser presa mas que sob o argumento de “eles fazem festa” ficam com direito a tudo.

A polícia vai lá, separa, não prende um e coloca mais um episódio na conta da “torcida do”. A mídia diz “lamentável”, não acha o nome de um boi e segue a vida.

Sabe na real porque?

Porque pro clube é bom que isso aconteça. O jogador reage, a mídia tem pauta negativa que é o que vende e em bando a polícia não tem que caçar ninguém.  É só culpar “a torcida do”.

Amanhã tem jogo no Morumbi. Eu duvido que esses caras vão pagar ingresso pra ir lá. Duvido!

abs,
RicaPerrone

A invasão

Eu estava entrando no exato momento da confusão. Do lado de fora torcedores do Chile não muito bem intencionados estavam parados ao lado de um portão qualquer. Não tinham ingresso e nem teriam como conseguir. Mas estavam em grupo ali esperando alguma coisa.

Não entendi. Até que entrei e segundos depois ouvi um barulho quando aparentemente alguém da equipe de uma ambulância tentou entrar no portão para trabalhar. As imagens abaixo explicam melhor do que eu.

 

Só que eles não entraram na arquibancada. Aquele portão levava a sala de imprensa.  Imagine você, 100 torcedores entrando correndo sem saber onde daria e dando de cara com a imprensa do mundo todo.

Correram, foram pegos, quebraram, tentaram, e foram em cana.

Um ato pensado e selvagem de uma duzia, que levou mais uns 80 na cola deles quando viram o portão aberto e gente entrando. No video acima você vê um policial dizendo pro chileno: “Voce tem filho porra!”, achando um absurdo um pai ter colocado a criança naquele risco por um jogo de futebol.

As fotos abaixo eu que fiz também.  A invasão, a sala de imprensa, o tumulto, enfim.  Um vandalismo estúpido. Mas causado por uma minoria. A enorme parte dos chilenos se comportou muito bem no Maracanã.

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