juiz de fora

Quem liga?

Grande é quem primeiro se eterniza num campeonato para depois saber se o campeonato se eternizará.

O Fluminense ajudou a criar o estadual e venceu o primeiro.  Repete a dose na Primeira Liga, que é novo, mas já é disparado o torneio que mais mudou de peso durante 3 meses.

Veja você que de janeiro a abril na medida em que times eram eliminados ela passava a “não valer mais tanto assim” exatamente para as mesmas pessoas cujo clube havia deixado o torneio. Curioso. Coincidência, eu diria.

No mesmo período o primeiro “eliminado” virou classificado e até alguns de seus novos “ateus” tiveram que glorificar em pé a tal da Liga.

A primeira liga. Quem liga?

Não sei. Mas até perder, todos ligavam. Sobraram só tricolores abraçados a causa, que talvez venha de brinde na taça.

Taça que, histórica, primeira, épica e ainda única, foi pro endereço mais provável: as Laranjeiras.

É lá que o futebol gosta de guardar as coisas.

Quanto vale a Primeira Liga?  Mais que estaduais, provável, já que soma o filé de vários deles. Menos que a Copa do Brasil, sem dúvida.  Então é a terceira competição do país? Ou um torneio teste que não passará de ensaio? Um inter-estadual com mais convidados?

Eu não sei. Você provavelmente não saiba e diria que nos próximos meses não saberemos.  Mas é porque não somos tricolores.

Porque eles, e só eles, agora sabem.

abs,
RicaPerrone

 

Momentos

wrrverreeO Flamengo tem muito mais time que o Botafogo.  Uma partida entre eles, embora seja um clássico, deve ter hoje o time rubro-negro tomando conta do jogo não apenas com a posse de bola, mas com alguma produtividade.

Dentro do que se propôs, que foi se defender e achar bolas de contra-ataque, o Botafogo cumpriu seu papel e conseguiu um bom empate.  Dentro do que precisava o Flamengo, que era vencer ou vencer, um empate bem amargo, embora justo.

Partida decidida em momentos.  Num lance de bola parada que o goleiro bate cabeça com o beque, num lance onde o beque desvia e sobra pro empate num chute fora de série.

Num pênalti que não se fazia necessário, e num cruzamento sem destinatário definido na hora do abafa.

Poderia ter dado Flamengo. Poderia ter dado Botafogo.  Minutos antes do gol de empate final, Ribamar teve um contra-ataque desenhado e como todo jogador bem brasileiro, tentou o lado mais difícil.

Seria um momento pra lá. Outro pra cá.  O interessante e preocupante é que o Botafogo tem time pra viver de momentos. O Flamengo não.

A seguir, o gráfico de intensidade ofensiva do jogo:

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abs,
RicaPerrone