kleber

Mentira bem contada

Era uma vez um menino de algum talento.  Já integrado no time profissional como um futuro grande jogador, fez com que seu clube o vendesse rapidamente em virtude das inúmeras confusões que arrumava fora de campo.

Ainda nos juniores do SPFC, recebendo salário do clube, fez uma carteirinha de sócio na Gaviões da Fiel, conforme confirma a própria torcida.

Passou por 5 grandes clubes brasileiros, conseguiu chegar ídolo e sair detestado em todos eles.  Foi expulso nas mais diversas oportunidades, já tem 31 anos, não conquistou porra nenhuma e segue sendo tratado como um “fora de série”.

Até é. Pois a maioria dos jogadores não apresenta tão pouco, prejudica tanto seu clube e segue achando meios de se valorizar no mercado.  Kleber jogou ontem sob efeito suspensivo num clube onde acabou de chegar.  No intervalo, agrediu um adversário pela milésima vez na carreira.

Vai desfalcar o time, ganhar salário, arrumar encrenca e sair brigado como sempre saiu.

Por onde passa consegue ser ídolo da organizada, indo a festinhas, fazendo tipo de maloqueiro e ganhando intimidade com os líderes. Com o torcedor comum, porém, Kleber passa longe de ser ídolo.

Sua ida para o Vasco acrescenta tecnicamente num time que não tinha bons atacantes. Agora tem, paga por ele, e não poderá usa-lo. Afinal, pra variar, estará sempre suspenso ou pipocando em um jogo importante qualquer.

Kleber é a mentira mais bem contada da história do futebol brasileiro.

E olha que muito se mente por aqui.

abs,
RicaPerrone

Pragmático

Com um time titular de nomes até respeitáveis no cenário atual do futebol brasileiro, o Vasco não disputa exatamente uma série B.  Todo mundo sabe e espera que ele suba sem qualquer susto, mas que principalmente seja campeão e mostre algo promissor.

Se Douglas, Guinazu e Fabrício não podem formar um meio campo rápido e versátil, também não podem se contentar com 1×0 e recuar com medo do adversário, ainda mais em casa.

Ninguém quer show. Querem ver um Vasco sobrando, é o mínimo.

O time de Adílson entra, não joga mal, nem bem. Não faz muitos gols, nem sofre.  É a busca pelo 1×0 seja como for, sem sorrisos e ousadia, apenas um compromisso.

Não pode ser. O compromisso é pouco pro Vasco na série B. Esse time pode mais, precisa dar mais e não sei se é com Kleber, que dá um tapa no adversário aos 30 do segundo tempo precisando ganhar e com o jogo apertado, que se constrói algo pra um furuto próximo.

Thalles neles. Jogando bem, mal, marcando ou não. O futuro do Vasco passa por jogadores como ele. Acho que já deu tempo suficiente pra se cobrar mais do que o “minimo possível”, não?

Então. Mais. Bem mais do que isso.

abs,
RicaPerrone

Muito melhor

Não para causar suspiros e nem mesmo para deixar o torcedor seguro. Mas o suficiente para golear o Santa Cruz e jogar muito mais do que jogava quando parou para a Copa do Mundo.

Se Thalles não marcou, continua sendo muito mais lúcido que Edmilson e Reginaldo, prendendo a bola quando preciso e não chutando de qualquer jeito. Kleber, ainda sem ritmo, fez o dele de pênalti apesar da má atuação.

E é exatamente por não ter ido bem num dia de 4×1 que o vascaíno pode se animar. Afinal, imagine quando for?

Um jogo de belos gols, com um pouco mais de calma por parte do meio campo do Vasco, que até outro dia parecia dopado de tão rápido que perdia a bola.  Adilson escalou André na lateral e com 20 minutos tirou. A polêmica do jogo é essa.

Eu não tiraria. Não porque não merecia, mas porque não sei o quanto é prejudicial a um jogador sacá-lo do time claramente o condenando pelo gol sofrido. Mas funcionou, e o Vasco virou o jogo.

Fabrício e Guinazu não correm o esperado mas a experiência compensa. Sabem prender, dar uma chegada mais forte quando preciso e não deixam o adversário se impor.

É estranho dizer isso, mas a seleção brasileira por exemplo, faltou um Guinazu. Não pelo futebol, longe disso, mas pela postura e cara feia.

Sábado o Vasco reencontra sua torcida. Talvez, os aplausos.

O de hoje os mereceu. Não por uma grande atuação, mas por um time muito melhor do que aquele que parou pra ver a Copa em junho.

abs,
RicaPerrone

NÃO!

Eu não suporto ver um clube de futebol pisar na sua camisa em troca de uns golzinhos. Já cansei de ver, no entanto, e acho vergonhoso como jogadores que falam e fazem o que querem de seus empregadores podem ter as portas abertas depois de algum tempo.

Kleber é cogitado no Flamengo e a notícia em si me soa inacreditável. Mas é pra acreditar, pois o contato existiu, não se sabe se pela diretoria do clube ou se por empresários de ocasião, coisa muito comum hoje no futebol.

Explicando: Empresário de ocasião é aquele que não empresaria nem o jogador e nem presta serviço pro clube. Ele vê uma oportunidade, liga pro jogador, vê quanto custa, liga pro clube e faz todo o processo levando um % meramente por ter unido as duas partes, sem ser empresário de nenhuma delas. 

Enfim, voltando. Antes de condenar qualquer tipo de contratação é fundamental que ela seja anunciada. Não é o caso.

Custo a crer, mesmo assim, que parte dos rubro-negros estejam de acordo e torcendo pra que isso tenha um final “feliz”.

Kléber é um jogador supervalorizado, ganha bem, joga pouco, vive expulso, nunca decidiu nada e por onde passa é festinha na chegada e porta dos fundos na saída.

Jogadorzinho. Aquele mesmo que usou o Flamengo pra fazer leilão e pedir aumento no Palmeiras, e em seguida fez uso da boa fé rubro-negra num fair play para quase marcar o gol da vitória palmeirense, quase agredido pelos possíveis futuros companheiros, diga-se.

Kleber é um jogador de organizada. Vive de carrinho, cotovelada, pontapés e festinhas de torcida. Puxa-saco de torcida, jogador mediocre, curriculo comum. Ganha um absurdo por ter fama de “gladiador”, jogador que tem raça, corre, briga.

Se quiserem um brigador contratem o Aldo, é mais rubro-negro e bate mais forte.

Aí vem um flamenguista e diz assim:  “Pra quem tem Nixon…”.

É, pois é. E por isso o Flamengo está como está. Por não respeitar sua camisa, sua grandeza em troca do imediatismo barato de ganhar ou salvar uma taça rio qualquer.

O “novo Flamengo” não é um lugar para Kleber. Mas se for, não me parece um “novo” Flamengo.

abs,
RicaPerrone