lado maracanã

O problema sempre foi o lado


E você de que lado quer ficar? Do Vasco, do Fluminense, do sul, do norte, do contrato, da tradição ou da clara insuficiência intelectual que leva dois clubes perderem milhares de reais, credibilidade e foco positivo num espetáculo decisivo por conta de suas mentes mediocres?

Dias após o Vasco colocar a bandeira do Flamengo na camisa mostrando grandeza, seu conselho entrega uma carta a diretoria mostrando burrice. Em seguida Vasco e Fluminense não conseguem sentar numa mesa e resolver uma briga de 60 anos e levam isso ao torcedor, descredibilizando ainda mais o tosco campeonato estadual.

Custo a crer que haja tanta burrice e vaidade ainda no futebol. Que dois clubes em crise financeira não consigam chegar a um acordo que ambos possam lucrar. Que seja mais valioso pro vascaíno e pro tricolor a porra do lado no estádio do que o jogo em si.

“Ah mas foi combinado”, ok, ok! Eu concordo. Mas o Maracanã não é mais um estádio de uso do estado. É de uma empresa, o Vasco não é parceiro dessa empresa e portanto os contratos “tradicionais” perdem valor para os de fato.

“O mando é do Vasco”. Ok, aí temos um belíssimo impasse. Pois se o Vasco não pode mandar o jogo em seu estádio, então deveria ter a condição de mandante no Maracanã.

Mas quem assinou o regulamento dando a FERJ toda esse poder de determinar onde, quando e como? O Vasco.

Entende?

Os clubes são reféns de suas próprias idiotices. Brigam por fatias de um bolo pequeno ao invés de aumentar o bolo.  É de uma falta de bom senso inacreditável!

Independente de quem tem razão, e neste caso desconfio que ambos, mas como pode ser mais inteligente levar isso a público e impedir a venda de ingressos na véspera da decisão do que sentar e resolver logo após definida a data do jogo?

Vasco e Fluminense são dois vizinhos com as casas caindo aos pedaços e querendo gastar e construir um muro ao invés de reformar a calçada.

Pelo amor de deus! Joguem essa merda na moedinha. Ou fiquem sempre se humilhando sem elas.

RicaPerrone

Eurico da galera

Eurico assumiu o Vasco. Antes de qualquer coisa já foi pedir ao prefeito para vetar a Arena do Flamengo, já foi à FERJ pedir pra mudar de lado com o Fluminense no Maracanã.

Sem entrar no mérito de quem tem razão, de que lado deve ficar cada torcida e do quanto isso importa ou não, é muito fácil notar que o conceito de administração não mudou.

O Eurico de 1990 é o mesmo cara de 2014, que pra fazer o torcedor orgulhoso de seu time não necessariamente quer plantar sementes para um amanhã melhor e mais seguro. Mas de imediato, “vencer” os clássicos fora de campo.

O vascaíno vai cair feito um patinho se o Eurico ganhar o lado do Maracanã. Pra eles, ganharam um Fluminense x Vasco. Mas na real, em campo, daqui 2 meses, o jogo é outro e pouco importa o lado.

Haverá provocação, o que gosto e aprovo, diga-se. Mas não necessariamente um projeto apresentado para um novo Vasco. O que vejo desde o dia da sua candidatura é um convite a voltar a ser o Vasco que se tornou esse atual. Não há nada de novo, pelo contrário, é uma simples forma de manipular o sentimento do torcedor com vitórias de bastidores toscas e que geram um orgulho mentiroso de 15 minutos.

Se eu fosse o Fluminense daria o lado pro Vasco na base do “ok, ok… Senta lá”. Não porque o Vasco ache relevante aquele lugar, mas porque um dirigente quer fazer uso da única arma que tem, o bastidor, pra dizer pra torcida que “agora somos respeitados de novo”.

Ora, vascaino. Eu não vou te respeitar menos ou mais pelo que acontece na “calada da noite” como diz o próprio Eurico em documentário sobre a Copa União. Quero te ver grande, com salário em dia, um time forte, uma estrutura e crescendo de fato.

O lado do campo, o bastidor pra prejudicar o rival, a mania de brigar pela maior fatia de um bolo pequeno ao invés de aumentar o bolo… É só o mesmo Vasco que originou essa crise.

Não há novidade. O Vasco tentou andar pra frente, tropeçou, e ao invés de levantar e seguir voltou pra largada.

abs,
RicaPerrone