
Verdade? Lenda? O que houve entre a colunista e o craque que não falava com a imprensa?

Verdade? Lenda? O que houve entre a colunista e o craque que não falava com a imprensa?

Há uma tendência em rejeitar e contestar os maiores mitos do país. Talvez o ser humano não saiba lidar com o inatingível, talvez seja mero “clubismo” de competir contra ele. Mas eu sou daqueles caras que adoro a Mangueira, o Corinthians, o Flamengo, o Rio de Janeiro…
E então voce me perguntará: “Voce acha que o Flamengo merece ser o maior time do Brasi? O Time X tem mais titulos…”.
Foda-se.
As lendas, os mitos e os clichês cercam nossa vida. Quando não fazem mal, que mal tem?
“O Zico não é tudo isso”. Qual problema dele ser? E se eventualmente ele não for? Qual necessidade de ser desmistificar uma lenda que não faz mal e só promove o tema?
A Mangueira carrega sobre seu ombro o rótulo de “maior escola de samba do planeta”, que ela mesma se deu. Mas ela é. Então, foda-se.
“Ah mas eu prefiro a Mocidade”. Tá, eu também. Mas jamais a minha escola causará no brasileiro a mesma coisa que causa o locutor quando ele diz: “vem aí Estação Primeira de Mangueira”.
Qual o problema com a democracia corintiana? “Ah não foi bem asssim”. A quem interessa a verdade que não acrescenta e diminui a historia contada?
Deixa ser.
A cultura brasileira passa por Mangueira, Flamengo, Corinthians, Rio de Janeiro.,. Goste você ou não. Te agride? Não. Te diminui? Não.
Eu adoro ter uma escola como a Mangueira pra disputar com a minha. E sim, ela é maior que a minha. Como Flamengo e Corinthians são maiores que o meu time, tal qual o Rio de Janeiro será sempre mais “a cara do Brasil” do que minha cidade.
E veja que mesmo não sendo nem Flamengo, nem Corinthians, nem Mangueira e nem carioca, não consigo encontrar qualquer problema em conviver com estes clichês e lendas que fazem deles nossas referências.
Quando a Mangueira pisa na avenida, é diferente.
Quando o Flamengo enche o estádio, é diferente.
Quando se é campeão pelo Corinthians, é diferente.
Visitar o Rio de Janeiro, é diferente.
Talvez não seja melhor. Talvez não seja pior. Mas se pra você é tão “foda” ir na Torre de Pizza, ver o Barcelona jogar, ir a Paris, porque diabos você tenta se esquivar dos seus pilares lendários?
A Mangueira fez marchinha. Entrou na Sapucai cantando cabeleira do Zezé em pleno 2018 onde os chorões ganharam mais voz que os seres humanos normais. Meteu o prefeito de Judas e mandou recado sem se preocupar se podia.
Sabe porque ela fez isso? Porque é Mangueira.
Outra não faria. E se fizesse, apanharia. É direito conquistado. Exceção cultural histórica.
Foda-se o que você acha. Sua raiva só confirma a lenda. E eu adoro competir com a Mangueira, porque ganhar dela me faz ainda mais especial. E perder, normal.
abs,
RicaPerrone
Essa é tão porca quanto genial. Mas, enquanto houver gente burra, haverá gente esperta. E neste dia, os espertos se deram bem.
Era última rodada do Brasileirão e um time grande precisava vencer um outro médio fora de casa para escapar. O menor não tinha motivação alguma, mas, era favorito pela má fase do quase rebaixado gigante. A diretoria pensou num jeito de comprar o jogo, mas achou arriscado. Resolveu tentar os pontos da forma mais discreta e “inteligente” possivel.
O jogo era na casa do time menor. Sábado, um dia antes, o time grande simulou uma festa a noite no hotel. No fim do dia, sexta, antes da festa, chamou 5 jogadores do adversário para conversar. Disseram a cada um deles que tinha interesse em ter o jogador no ano seguinte, que pagariam bem, e que voltariam a conversar na segunda-feira.
Mas, que não contassem pra ninguem ainda.
Fez isso com 5 ou 6 jogadores e convidou os caras pra festa no sábado a noite.
Durante a balada, contrataram putas e fizeram com que elas levassem os caras pro quarto e não deixassem eles sairem de la antes das 5 da manhã. E assim foi feito.
No dia do jogo, de manhã, mantiveram novo contato com os jogadores, simulando que o Dep. Juridico queria os dados para fazer proposta oficial. Os 5 se animaram com a chance de jogar no grandão, e obviamente não iam jogar a serie B ne?
Em campo, o time da casa andou. Perdeu o jogo pra um gigante acordado, enquanto a torcida, desconfiada, gritava que era marmelada. E era, mas não as claras.
Na segunda-feira o gigante, na série A, voltou pra casa e nunca mais ligou pros jogadores “que interessavam”.
Ao saber, a diretoria do clube demitiu 3 deles, que sumiram do cenário nacional. E o gigante ficou na série A, sem comprar ninguem.
abs,
RicaPerrone