Montillo

Mas é claro que valeu!

Com gol espírita a favor e contra, pressão, contusão, golaço e casa cheia, o Botafogo não pode considerar nada ruim o resultado desta noite contra o Colo Colo.

Primeiro porque os chilenos estão em meio de temporada, nós no começo. Depois porque o Botafogo, alguns esquecem, segue sendo um azarão. Ele não montou um timaço de dezembro pra cá que mudasse seu conceito de surpresa no torneio.

Depois e principalmente porque era fundamental vencer e jogar a responsabilidade pra lá.  Agora “tomou um aqui”, ok, o empate é do Botafogo. Tá no lucro.

Perdeu Airton no momento que não podia, mas para a sorte do time já estava 2×0. Pensou se perde o Airton com o jogo empatado ainda?

Niltão estava lindo, 40 mil pessoas, e mesmo aquele já tradicional “vai dar merda” de todo botafoguense de raiz, a bola não entrou.

Pênalti? Sim. Originado por uma falta absurda. Então, vamos lá… zero a zero.

Agora o Fogão vai ao Chile não mais para fazer milagre, mas sim como favorito à vaga.  Mesmo com o Roger…

abs,
RicaPerrone

No caminho

Eu tenho certo receio quanto ao Botafogo a médio prazo. E não me refiro a time, elenco, estádio. Me refiro ao posicionamento do clube entre os grandes.  Porque? Porque sua dívida é uma das maiores e seu faturamento um dos menores entre eles. Tem uma torcida que custa a se envolver (menor sócio torcedor dos 11 grandes da série A de 2016), e não tinha uma base integrada funcionando.

Hoje, embora ache ainda que os cenários continuam preocupantes, o Botafogo parece ter uma direção.  Talvez entendendo que não seja um grande que possa comprar, resolveu finalmente focar em fazer. Em 2016 o Botafogo sub 20 chegou em tudo que é final, ganhou títulos e etc.

Você tem duas formas de fazer futebol. Ou você cria ou compra. Jogador não dá em árvore.  O Botafogo criava mal, tinha pouco recurso pra comprar.  Parece ter definido que seu foco é comprar o que for possível e fazer o melhor possível em casa.

A médio prazo isso pode começar a dar frutos financeiros interessantes, o que obviamente será consequencia de bons resultados em campo.

O Fogão que cairia em 2016 chega na Libertadores de estádio novo, bonito, reforçado, confiante e com um futuro real, em campo, vencendo e convencendo nas categorias de base.

O único erro do Botafogo para 2017 até agora foi a relação do Engenhão com o Flamengo.  Você não pode se negar a faturar uma grana considerável em virtude de fazer média pro torcedor sendo “inimigo” do rival.   Essa grana podia virar um zagueiro, que podia evitar gols decisivos.  Mas virou um “chupa urubu” em rede social que acaba em 20 dias.

Enfim. O rumo foi corrigido. O Botafogo parece ter entendido sua condição financeira desfavorável dentre os 12 grandes e resolveu criar futebol, não mais comprar ou esperar que dê em árvore.

abs,
RicaPerrone

Montillo lá e cá

montillo_treino_vip_6

Lá, no Cruzeiro, era um ídolo pouco contestável. Aqui, no Santos, será um jogador cobradíssimo pela novela que foi contratá-lo.

Lá era tido como um craque, aqui não espera-se nada abaixo disso do argentino. Portanto, se lá não foi fácil, aqui será menos ainda.

E não, não foi por ser, muitas vezes, a estrela solitária de um Cruzeiro irreconhecível que chegou onde chegou. Merece o rótulo de grande jogador, a euforia pela contratação e a tristeza dos mineiros.

Mais do que os santistas sorri Muricy, que “perdeu” um camisa 10 que pára o jogo e conseguiu mais um pra contra-atacar e poder fazer o Santos jogar ainda menos futebol, porém, ser ainda mais letal.

Para Ganso funcionar o time precisa da bola. Para Montillo, basta retomá-la.  O argentino corre com ela, o brasileiro pára e faz ela correr.

Pro Santos do Muricy, nada mais perfeito que Montillo. Pro Cruzeiro, alguns milhões que se bem investidos podem trocar um time mediocre de uma só estrela por um bom time de alguns bons jogadores.

abs,
RicaPerrone