multa

Tuas idéias não correspondem aos fatos

Willian Arão é a mais nova prova viva de que nosso futebol jamais dará passos relevantes com o sistema de clubes sem dono.

A falta de dono envolve também a falta de filosofia e de um “amanhã”, afinal, amanhã nenhum deles será presidente de clube e dane-se o que vai ser do futebol.

O Flamengo, que prega ser o diferenciado, profissional e “novo”, acaba de assinar mais um atestado de que é mais um clube brigando pelo dele e foda-se o resto.

Não me importa se Arão está dando sopa ou não. Quando ele não cumpre um acordo que fez com o Botafogo e arruma algo no Flamengo o malandro se deu bem. E quando ele se dá bem todos os demais jogadores entendem que podem fazer o que for, inclusive com o Flamengo, que sempre haverá uma porta aberta ali do lado.

Burrice. O Flamengo está fomentando uma atitude que amanhã com absoluta certeza alguém usará contra ele.  É um ciclo, e ninguém sai ganhando, só o Arão.

Esse assina com o Bota, muda de idéia sobre o que assinou, muda de camisa e foda-se. “Malandro”, o Flamengo levou de graça.  “Mané”, o Botafogo perdeu o jogador.  E o futebol brasileiro segue assim, com um bando de gente fazendo discurso profissional agindo ainda pela malandragem da década de 80.

Ninguém é santo. Mas também podiam ser menos burros.

Parabéns, Arão! Tem dois clubes brigando por você, “malandrão” que descumpre o que assina.

abs,
RicaPerrone

O final “feliz” de uma aposta infeliz

Passa da uma da manhã, Ronaldinho e Fluminense acabaram de “romper” o namoro.  Serei bastante direto pra não fazer firula em jogo encerrado.

Não gosto do Ronaldinho.  Acho um profissional frouxo, pipoqueiro em decisões, de uma personalidade fraquíssima e controlado feito marionete pelo irmão.

Não conheço o Ronaldinho.  O que pode fazer enorme diferença na minha avaliação sobre ele. O que acho, acho do jogador. O sujeito, só ouço coisas boas.

Acho que ele foi um tremendo canalha com o Grêmio e um cara covarde com o Flamengo.  Acho que ele não foi “o cara” na Libertadores do Galo, embora tenha tido seu valor.

Acho, no entanto, que na sua melhor fase jogou mais que o Messi. Um gênio, um absurdo de jogador. Raríssimo.

Ele foi uma aposta do Fluminense. Riscos são proporcionais aos índices de acerto. Era mais fácil não dar certo, por isso muito arriscado. E não deu.

Ronaldinho e Fluminense entendem que é melhor pra ambos acabar com isso e não gerar nenhuma dívida de parte alguma. Ponto. Melhor impossível.

Um acordo bem tramado que termina sem prejuízo. Ou, se você for otimista, com o lucro de 10 mil sócios torcedores.  Ou, se pessimista, com 2 salários jogados fora.

A manchete de que saiu bom pra todo mundo não vende, logo, veremos alguns absurdos nas próximas horas. Mas no planeta que eu imagino ideal, quando duas partes não estão se entendendo não há nenhuma solução melhor do que um fim em comum acordo.

Segue a vida.  Sem teorias mirabolantes.

abs,
RicaPerrone