Oswaldo Oliveira

O inexplicável Fluminense

Jogos de puro massacre. 200 chances de gol, 900 finalizações, euforia da torcida, e derrotas. A bola não entra.

Troca-se o treinador. A torcida reclama.

O futebol cai de produção consideravelmente. O rebaixamento bate à porta. No jogo seguinte, fora de casa, o Flu não pressiona, não joga daquela maneira que jogava e é, inclusive, inferior ao adversário. Algo que não acontecia em jogo quase nenhum.

Faz um gol e vence.

Nessas horas eu me lembro que futebol não tem lógica, e o Fluminense desafia até mesmo o futebol.

Dirão precipitadamente que é melhor assim. Outros entenderão que foi um golpe de sorte. Muitos irão ponderar a boa frase que Fernando Carvalho, ex-presidente do Inter me disse uma vez: “Ou você tem a bola ou espaço. Os dois não existe”.

E o torcedor dirá que prefere assim. Vencendo.

Como se jogar mal fosse premissa de 3 pontos e bem um risco de derrota iminente.

Se tivesse lógica nem haveria campeonato.

O Fluminense inexplica o futebol.

RicaPerrone

Rumos


O que fode o futebol brasileiro é a troca de poder nos clubes. Fossem empresas com dono teriam direção, não sendo se tornam um avião sem plano de vôo.  Hoje pra leste, amanhã pra oeste, a gasolina nunca acaba embora seja mal administrada.

Na real esse avião é movido a paixão e por isso nunca cai. Caso contrário, meus caros, já teriam caído (e não me refiro a divisão) os 300 aviões que nosso futebol ostenta.

Flu manda Diniz embora. Quer Oswaldo.  Troca brutal de conceito. Questionamos. E a resposta é óbvia: o conceito Diniz não foi uma opção dessa diretoria. Logo, não há incoerência pessoal embora seja brutal a institucional.

O Flu? Não. Pessoas. É assim que o futebol brasileiro funciona.

Entre a dúvida do novo e o limite conhecido do antigo, sou sempre a favor do novo. Prefiro pegar um treinador da série B do que um medalhão. Mas a gente conhece o Celso e o Mário de longa data. Se eles pudessem o Flu estaria em campo hoje com Marcão, Thiago Neves, Thiago Silva e Fred.

Ele tem a idéia de que o medalhão é quem garante resultado. Justa, foi assim que ele ganhou 2 brasileiros. Desatualizada, na medida em que hoje o Flu não tem um time capaz de decidir na técnica individual.

Gosto do Oswaldo, um puta sujeito. Não acho que seja o cara que o Flu precisa. Nem compreendo o escandalo da torcida já que as outras opções pra mim são muito parecidas: Mano e Dorival. Mais do mesmo.

Não compreender a mudança brutal de direção do Flu é não compreender como funciona o futebol brasileiro. E se der certo, amanhã entra outra diretoria e contratam o Parreira. E 6 meses depois outro diretor chama o técnico da base. E assim seguimos, sem entender nada nas mãos de quem muito entende mas pouco se alinha.

Pra mim a única chance de um time mediocre fazer algo diferente é através de um comando inovador. Caso contrário, na certeza da mediocridade técnica e e também do estilo já conhecido técnico, nada de diferente acontecerá. E talvez seja essa segurança que o Fluminense esteja querendo.

Boa sorte a ambos. Vão precisar.

RicaPerrone

Nada agradará o Corinthians hoje

Pode tentar, inventar, sugerir. Ninguém hoje preencherá o vazio no cargo de treinador do Corinthians e quem sentar ali sabe que, no máximo, estará “dando pro gasto”.

Porque? Porque não tem outro Tite hoje no Brasil. E não tendo, não adianta procurar.  O Corinthians acaba de sair de uma relação com a Cléo Pires. Pode dar qualquer atriz de malhação pra ele que não vai substituir.

Venha quem vier, é um “pós Cléo”.  É desfilar depois do Paulo Barros, é ser companheiro de equipe do Schumacher, ou a irmã da Gisele Bunchen.  Fodeu!

Quanto mais antigo, pior. E por isso Oswaldo não deu certo. Ele não representa e sequer sugere o novo, e portanto logo é rejeitado. Qualquer escolha que não seja alguém que causa ao menos a sensação de um “novo Tite” ao torcedor, já começa demitido.

Marcello Oliveira? Meu deus! É trocar a Cléo pela Dilma.

Vamos pra um meio termo. Talvez não haja duas Cléos, mas com certeza tem opções próximas a ela, basta olhar onde pouca gente olha: Lá na base onde se estuda e não se vive de só de status.

abs,
RicaPerrone

O óbvio, o drama e a falta de ousadia

Se sou treinador do Sport e o Corinthians me chama, faço o “óbvio”. Se a imprensa souber disso, questiona com toda a hipocrisia que um treinador contesta as demissões quando também optam pela troca fácil a qualquer momento. Então temos “o drama”.

O que não encontramos na contratação de Oswaldo é a ousadia.

Porque nada pode ser mais previsível e conservador do que ir no mercado pegar um técnico conhecido, que não é um grande vencedor, mas que é um cara com alguns bons trabalhos e que tenha uma marca no clube.

Mas então eu te pergunto: O Corinthians tem time para ter apenas um treinador a frente dele ou precisa ousar para buscar algo que nem merece pelo elenco que tem?

Cadê o novo? Cadê a tentativa de fazer um Roger, ou um Ricardo (Flamengo)? Porque voltar a 1999 se em 2016 o futebol clama por ousadia e renovação de mentalidade?

Oswaldo é um cara que não faria esse papel? Não acho.  Aos 65 anos, rico, não sei se é o perfil do que buscamos para mudar as coisas. Pode até conduzir o time, mas duvido que vá revolucionar algo tático, algum padrão de treinamento ou deixar algum legado para as próximas comissões técnicas do clube.

Oswaldo, hoje, é um tiro certo, mas é um tiro na coxa. Não mata, só arrasta o problema.

abs,
RicaPerrone

Jogo Rápido: Renê no Bota, Oswaldo no Palmeiras, Doriva no Vasco

15/12/2014

– Apresentação do novo programa
– Renê Simões no Botafogo
– Oswaldo Oliveira no Palmeiras
– Doriva no Vasco

Inscreva-se aqui:

Bom pra todos

Oswaldo saiu do Brasil com fama de um técnico “não tão bom” quanto parecia no começo. O Botafogo estava sonhando com uma vaga na Libertadores há 17 anos.

Os dois passaram 2 ótimas temporadas juntos, conseguiram se reerguer e entendem, agora, que devem seguir cada um seu caminho.

É bastante aceitável que um treinador esteja desgastado após 2 anos num clube. Mais inteligente ainda quando os dois notam isso internamente e tomam a decisão juntos, sem que nenhum dos lados seja “abandonado”.

Quase lá, o Fogão agradece ao Oswaldo pelo bom trabalho.  Recuperado, Oswaldo agradece ao Botafogo o status de treinador de alto nível novamente.

Não se pode achar muita coisa quando uma decisão é tomada de comum acordo.

Bom pra todos. Trabalho foi muito bem feito.

abs,
RicaPerrone

Outro “Loco”

botafogo-oswaldo-oliveira-640x480-fotoarenaDizem que acreditar no Botafogo é loucura. Que o time vai ameaçar, chegar e na hora de resolver vai perder mais uma vez.

Já convivo com botafoguenses que me descrevem com detalhes o ano que virá, mesmo em janeiro. Pessimismo que anda ao lado do passado recente, com uma dose de exagero, convenhamos.

O Fogão que entrou em campo hoje é bom time. O que vai entrar completinho dentro de alguns dias, ainda melhor. Falta um “Loco”, e não me refiro a posição de centroavante.

Pode até ser com a 9, pouco importa. Para acabar com o botafoguismo recente, só uma dose de marra e petulância pouco comuns ao ambiente. O Botafogo precisa de arrogância.

Uma característica que sequer o acompanha, mas que deveria. Dos grandes é disparado o menos arrogante. Com Abreu, em alguns momentos, causava aquela raiva saudável no adversário, seja pela cavadinha, a camisa por baixo, ou uma declaração pós jogo dando uma apimentada na vitória.

O “chororo” é uma piada que faz um efeito muito pior em campo do que o “mulambo”, ou o “bambi”.  O “mulambo” é social, o “bambi” sexual. Ambos esteriotipos, bobagem, piadinha, assim como o chororo. Mas o último tem causa e consequencia nas 4 linhas, não fora.

É como o “vice” do Vasco. Jogam contra o adversário e também contra a fama. Natural, ninguém tira a manchete negativa da cabeça sabendo que ela existirá.  A piadinha preocupa mais o corno do que a traição em si.

E alheio a tudo isso Abreu ensaiou um Botafogo mais marrento. Se foi, voltaram os discursos de “como sempre”, e que todo ano parecem esperar a hora para se repetirem.

Falta um “Loco”, ou “louco”, tanto faz.

Os sóbrios vivem mais, mas vivem menos intensamente.

Uma dose ao Fogão. Dupla, com gelo, e pode virar  fazendo cara feia.

É disso que o Botafogo precisa.

abs,
RicaPerrone