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Quem trocou mais passes no Brasileirão?

De todas as estatísticas possíveis, tirando as óbvias de gols, vitórias e pontos, a que mais aproximou a classificação real de um outro dado foi a dos passes trocados.

Os 4 primeiros são, não por acaso, os 4 primeiros do campeonato. Tal qual os dois últimos são os 2 últimos dos grandes na tabela.

Embora não pareça tão relevante num primeiro momento, a troca de passes não está exatamente ligada a posse de bola.  Quase todos eles oscilam entre 50 e 54% de posse. O único que destoa é o Galo, com 57%.

O Fluminense é o campeão da ligação direta.

abs,
RicaPerrone

Os números dos centroavantes do Brasil

Você já deve ter se perguntado se é impressão sua ou se o Luis Fabiano passa mesmo o jogo impedido. Se o Love é tão menos efetivo assim que os mais aclamados neste campeonato. E se o Guerrero tem ou não um papel fundamental no Flamengo em 2015.

Pois algumas de suas respostas podem estar neste quadro exclusivo com dados oficiais da Opta para os 6 principais centroavantes do campeonato.

Note:

  • Ricardo Oliveira e Love são os que mais fazem gols pela média de minutos jogados.
  • Pratto é o que mais chuta a gol.
  • Love é o pior passador entre os 6 escolhidos.
  • Guerrero é o que mais cria oportunidades proporcionalmente.
  • Love é, também, o que mais desarma.  O que menos bate.
  • E o Fred é o maior vencedor de bolas divididas entre os centroavantes.

abs,
RicaPerrone

Guerrero em 90 minutos

guerrero_gol_flaOs primeiros 90 minutos de Guerrero com a camisa do Flamengo não poderiam ser mais animadores. Vitória, um gol, uma assistência. E tudo isso fora de casa contra o semifinalista da Libertadores.

Mas vamos além.  O blog mostra  tudo que Guerrero fez em 90 minutos de Flamengo.

Quadrados são passes, circulos são chtes a gol. Triangulos retomadas de bola.

E tem mais.

Foram 61 toques na bola. 38 passes, 74% de aproveitamento.   Dois chutes a gol. Um gol.

19 disputas, ganhando 63% delas. 8 pelo alto, ganhando 83%.

Sofreu 4 faltas, esteve 4 vezes impedido.

E o mapa de calor do centroavante:

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Flamengo 2×1 Inter.  Guerrero estreou.

abs,
RicaPerrone

Os problemas, as qualidades e os fatos

Senhores, vamos acabar com o blá blá blá. Vamos também tentar evitar a idéia que fazemos de “futebol na europa” assistindo Real x Barcelona e ignorando a média. Ou, mais covardemente ainda, comparando Criciuma x Goiás com um Bayern x Real, como se fosse um jogo comum e semanal.

Peguei a última rodada com estatísticas da OPTA, que é a fornecedora OFICIAL de dados do futebol europeu e que agora está também no Brasil. O blog tem EXCLUSIVIDADE a estes dados no país.

Somei, tirei média, na mão. Jogo a jogo, a última rodada dos principais campeonatos do mundo. E não, meus caros, nós não “trocamos menos passes” e menos ainda “erramos muitos passes”. Ao contrário, somos junto da Itália o que menos erra passes.

Os valores próximos devem ser ignorados. Uma diferença de 850 passes pra 845 por exemplo significa que são iguais, afinal, rodadas alternam pra cá e pra lá um pouco.

O que devemos prestar atenção:

– Somos o campeonato com menos dribles por jogo. Isso é absurdo se tratando do futebol mais técnico do mundo.

– Somos a melhor média de gols. A média do italiano é 2,6. Nesta rodada houve um “surto” com 3 jogos de muitos gols e a média ficou bem acima do normal.

– Temos praticamente o mesmo índice de acerto da Itália em passes. A melhor do mundo proporcionalmente.

– Fazemos muitas faltas. Precisamos rever isso com urgência. O campeonato inglês é excelente nesse sentido.

– Chutamos a gol dentro da média. Nada absurdo e nem abaixo.

– O campeonato espanhol é o pior de todos, disparado. Ele tem TODOS os números abaixo da média.

– E a última rodada do Italiano desconstruiu uma lenda que talvez explique as Copas do Mundo. A Itália perde mídia, dinheiro, craques, mas …

E ai? Esperava?

Quantas vezes você ouviu que se troca mais passes na Europa do que aqui? Quantas vezes discursaram pra vocês que no Brasil se erra muito passe?

Cuidado. O vira-latismo somado a falta de informação, multiplicado a burrice de ver o filé de fora e considera-lo padrão leva a análise a delírios.

O futebol MUNDIAL caiu de nivel. Muito. E nele existem 5 ou 6 times que destoam do resto. O resto, ou seja, 99,9%, é tecnicamente limitado e muito parecido.

Abs,
RicaPerrone

Inter passa mal e pouco

Emelec e Internacional fizeram um dos piores jogos da Libertadores tecnicamente. Mais do que uma opinião, os dados da partida, exclusivos da Opta no blog do Rica Perrone, indicam baixos índices de acerto e troca de passes.

Para comparação, usaremos os jogos dos outros brasileiros nesta mesma semana.

O Corinthians trocou 499 passes contra o Danúbio, acertando  81,4% deles.

O São Paulo trocou 606 passes contra o San Lorenzo, acertando 86,5% deles.

O Galo, contra o Independiente de Santa Fé, trocou 403 passes, acertando 73% deles, o que já é um percentual abaixo da média do futebol brasileiro.

O Colorado, que empatou com um homem a mais, trocou apenas 304 passes na partida, dos quais acertou apenas 63%. Um dos piores números nessa Libertadores.

Ainda com a má atuação e os problemas com a posse de bola, o resultado fora de casa não pode ser considerado ruim. O Inter segue firme na briga, mas suas atuações ainda não convenceram.

abs,
RicaPerrone

“A verdade vos libertará”

Eu acho graça quando vejo um bando de jornalistas burros incentivando a comparação entre a Champions League e o Brasileirão. Graça do emprego que eles vão perder em breve da crise no futebol brasileiro que eles mesmos ajudam a criar.

Mas engraçado mesmo é quando os números desmentem as lendas.

Você ouve dizer que nosso campeonato é ruim. Que o Inglês e o Alemão são perfeitos, e que o número de passes errados aqui é uma vergonha.

Basta ligar a tv pra algum gênio estar te passando isso como se fosse uma verdade absoluta. Mas não é. É apenas mais e mais do complexo de vira-latas ou da urgência em vender o campeonato que deu pra comprar com um orçamento de merda. No caso, os “europeus”.

Vou no filé. Serei cruel. Nem vou passar pela França, Escócia, Irlanda, Russia. Vou direto na Alemanha e na Inglaterra, os campeonatos que são de fato melhores que o nosso.

E aí tive acesso aos dados da Opta, que é quem cuida das estatísticas oficiais desses clubes e campeonatos todos na Europa. E veja você, meu caro “gol da Alemanha”, que impressionante é saber que erramos menos passes que os alemães, por exemplo.

Que erramos um pouco a mais apenas que os ingleses. E que a comparação cruel é distorcida entre os líderes, onde de fato os de lá são muito superiores, mas não ao nível do campeonato, onde o de cá é muito mais equilibrado.

Veja a tabela. Eles trocam mais passes, é natural, cultural. Nosso jogo é mais arriscado e menos de lado, menos passes curtos e óbvios. O que aliás, acho que deveriamos melhorar.

Mas proporcionalmente, erramos menos do que o super-mega-foda campeonato alemão.

Quem diria?

Entre os campeões há uma diferença grande. O que faz da Champions League algo inatingível, mas que também não é a verdade do “campeonato x”, ou do “futebol europeu”.

A verdade por exemplo é que entre os décimos colocados dos 3 campeonatos, o nosso erra metade dos passes que um deles erra. E isso é “campeonato”, não um time.

A média por jogo nos da 160 passes errados (longos ou curtos) por jogo. O deles, entre 170 e 193. E quando termina o jogo aqui, logo algum comentarista diz que “com esse número de passes errados, não dá”.

Dá, sim.  O que não dá pra é vender o peixe do vizinho e levar a nossa peixaria a falência a troco de nada.

Enfim, senhores…. números (oficiais) ! Eles erram mais passes que nós.

abs,
RicaPerrone