paulista

Quanto custa jogar o estadual?


Todo mundo já percebeu que os estaduais não são interessantes aos clubes. Diz a CBF que num país com tanto clube grande ele é bom pra aumentar o número de campeões na temporada.

Ok. Também tive dificuldade de aceitar 18 datas para deixar um campeão de um campeonato mediocre feliz. Era mais fácil dizer: “Se eu nao agradar federações não tenho votos” e estaria tudo mais claro.

Mas enfim.  A culpa não é dela. É do SEU time que assina e joga essa merda com 18 partidas no calendário.

Tem outra também: no dia da final a Globo estoura de audiência. Porque ela tem pra cada praça um jogo interessante, e portanto faz enorme audiência nacional. Só podiam avisar lá que se acontecer em 7 ou 18 rodadas a audiência não muda.

Você sabia que a Copa América esse ano é no Brasil? E que o Brasileirão não vai parar durante o torneio, sabia? Pois é.

Em virtude também das 18 datas dos estaduais, que se fossem resumidas a 7 por exemplo, nos daria não apenas a Copa América como também folga nas datas fifa não prejudicando nossos clubes. Ah! Falando nisso, vai ter data fifa na final da Copa do Brasil e também na rodada 35 do Brasileirão.

Mas não. Vamos pega o XV de alguma coisa domingão que é o que a CBF e as Federações gostam. Enquanto isso, Libertadores, Copa do Brasil e Sulamericana comendo solta, fazendo com que além de desinteressante por natureza seja também com time reserva.

Enfim. Outra idiotice do futebol brasileiro. Ao invés de ter um torneio de 7 datas interessante, curto, intenso e bom pro torcedor/clubes/tv, eles preferem um infernal processo de meses para chegar ao óbvio.

Das fórmulas dos estaduais (que aliás deviam ser padronizadas) a do Paraná é a melhor. Turno 1, semi, final. Repete no turno 2, os campeões se enfrentam e acabou.

Dos chatos 16 jogos do torneio, 6 serão decisivos. Mais um clássico ou outro, o que minimiza o sono que é esperar essa época acabar.

Que comecem os falidos, já mortos mas ainda mantidos vivos por pena, saudosismo e politicagem, Estaduais 2019. Até que alguém troque voto por futebol.

RicaPerrone

“Chato” e não roubado

O campeão paulista de 2018 é o mesmo de 2917. Nenhum deles era brilhante, mas os dois são extramente competentes e “chatos”. Chatos de ganhar. Chatos de irritar. Chatos de desequilibrar. E porque não, chatos de “roubar”.

O pênalti não aconteceu, e portanto não houve um “roubo” que determinou o título do Corinthians. Poderia haver um roubo determinante ao campeonato caso o Palmeiras fizesse o gol de pênalti, porque não houve.

Mas a polêmica não é essa. É a mesma do aborto.

Você sabe que tem, se preciso até é capaz de fazer ou no mínimo sabe quem faz. Não tem como interromper, sempre o farão. E ainda assim você quer fingir que não está acontecendo.

Está. Há muitos anos está. O juiz sabia do erro dele no intervalo por um telefonema pra casa. Hoje ele sabe olhando pra qualquer lado onde todos tem um celular na mão e já podem dizer se houve ou não o pênalti.

Entre mudar de ideia e mudar o jogo, eles mudam de ideia. Pode? Não. Mas eles fazem.  Já temos uns 30 casos de lances onde o juiz voltou atrás de um tempo pra cá, e antes disso, na história, nem 5.

Será que deu virose de mudança de ideia, ou alguém avisa eles?  Curioso como sempre que mudar de ideia eles acertam, né?  Isso sem contar o olhar biônico de bandeiras e árbitros auxiliares que conseguem ver o que nem na tv é claro num rápido replay.

Eu duvido que ele viu. Apostaria em mais um lance de interferência externa que jamais será provado e, portanto, o arbitro acabou “acertando”  em sua decisão final.

Independente do lance, o jogo foi ruim tecnicamente. Um Palmeiras cheio de qualidade tentando resolver tudo num passe profundo no primeiro tempo, e bem marcado no segundo. Um Corinthians chato ao extremo, que se arrisca pouco, dá pouco espaço pro adversário e me lembra até o Capitão Nascimento “voce vai manter a calma. Pode o pau ta quebrando voce vai manter a calma”.  Nada altera o Corinthians.

É mérito. Frio. Repito, quase “chato”. Mas pra quem não tem um timaço, as armas são diferentes do que esperamos. E o controle emocional e tático do jogo que o Corinthians tem são visíveis.

Como dizer que o título não fica em boas mãos após eliminar o SPFC aos 47 e o Palmeiras na casa deles, nos penaltis?

Se é de história pra contar que vive o futebol, teremos pra contar a mais surpreendente das possíveis neste campeonato.

abs,
RicaPerrone

Estaduais: Inteligencia rara

Os campeonatos estaduais são ruins. Ponto. É impossível um torneio recheados de clubes da série D e outros que nem série tem juntando com alguns tops fazerem um grande campeonato.

Politicamente existem porque o sistema quer assim. Enquanto os grandes não peitarem, nada mudará. Talvez porque esteja bom pra todos, talvez seja bom pra quem manda. Enfim. Temos estaduais longos e sem o menor apelo.

Quando o torcedor vai ao jogo é pelo time, a fase, o idolo. Não pelo jogo ou pelo torneio. Ou você acredita que algum palmeirense está indo ao jogo porque quer ganhar o Paulistão desesperadamente?  Sabemos que não.

O Grêmio está com técnico reserva. É surreal como conseguem arrumar um calendário onde o grande destaque de 2017 tem que começar o ano prejudicado por ter ido longe demais.

Mas de curioso fui ver as formulas de disputa. Procurar alguma que não seja estúpida, que entenda que já que é ruim, que seja breve e emocionante. De fato, carioca e paranaense entenderam isso. Os demais, não.

Paulista: 12 rodadas para termos 8 classificados dos quais 4 todos nós já conhecemos. Insuportável.

Mineiro: 12 times, 11 rodadas, 8 classificados. É tão emocionante quanto dançar com a própria irmã.

Carioca: 5 rodadas, semifinal e final. 6 rodadas, semifinal e final. A bobagem fica pro final onde entre o time de “melhor campanha no geral”.  Mas ainda assim, dura menos até ter jogos decisivos.

Paranaense (melhor formato): Igual ao carioca sem a bobagem do “melhor campanha”. Jogam os campeões e ponto.

Gaúcho: Igual ao Mineiro.

Catarinense: Esse merece o prêmio “Padre Baloeiro” de idéia ruim do ano. São 10 times, DEZOITO rodadas. Ida e volta. E então os dois primeiros jogam uma final.  Se alguém não dormir até lá, é claro.

Enfim. Se é pra ser ruim e o título pouco cobiçado, é razoável imaginar que encurtar a disputa e dramatizar o cenário sejam os caminhos óbvios para se tornar menos chato.

Carioca e Paranaense entenderam isso melhor que os outros. Em 1 semana haverá decisão em ambos enquanto em algumas semanas os demais passam a cumprir tabela sabendo da classificação óbvia dos grandes.

Enquanto isso não acaba ou se limita a um mês, oremos para que sejam o menos sonolento possível.

abs,
RicaPerrone

Comparando as decisões

As quatro decisões regionais mais importantes do país e só uma delas com um pequeno envolvida. Números básicos dos jogos para se comparar as partidas.

Estamos driblando pouco, cruzando um pouco demais e tocando pouco a bola entre a defesa e o ataque. O caminho é curto. Tentamos num lance mais técnico do que no coletivo.

Real Madrid e Atlético de Madrid, por exemplo, teve 26 chutes a gol. Só que 20 de um time só. Teve 63 passes errados, 700 trocados. Um pouco mais do que a média de nossas finais, conforme alertei no paragrafo anterior.

28 faltas. Um pouco abaixo da nossa média também. Mas nada absurdo.

5 dribles apenas. Eis uma média que retrata legal nossa tentativa de jogo diferente do padrão do filé europeu, a Champions League.

Desmistificando uma dose das informações erradas passadas hoje na televisão de que “na Europa se faz 9 faltas num jogo”.  Mentira. A média não é essa.

Sabe porque brasileiro acredita em Papai Noel? Porque ele é do Polo Norte. Se fosse de Santa Catarina não haveria nem Natal nesse país de vira-latas.

abs,
RicaPerrone