primeiro gol

Isso não é Palmeiras

Não sei bem por onde começar o texto. Menos ainda por onde passar e onde terminá-lo. É uma vontade tremenda de dizer aos palmeirenses que tudo acabou bem, que deu tudo “certo” e que em 2015 o clube poderá tentar sua retomada ainda na série A.

Mas é inaceitável que esse não rebaixamento seja uma vitória. Até porque, nem pra isso esse time serviu. Empataram um jogo amistoso contra 11 cones de rodinhas que no segundo tempo não estavam nem aí pro jogo. Ainda assim o Palmeiras não conseguiu vencer.

É constrangedor buscar algo a se exaltar quando o Palmeiras entra em campo pra atropelar um time reserva de férias em nome de sua honra e chega a jogar recuado, sem buscar o gol durante mais de 45 minutos.

Só não me sinto realmente estúpido em dizer isso num dia “feliz” pois quando acabou a partida e o Santos salvou o Verdão os próprios palmeirenses, a exemplo dos vascaínos no Maracanã, conseguiram controlar seu alívio e expor apenas sua revolta.

Sem vergonha, sim senhor! Time sem alma, sem referência, sem qualidade e sem capacidade pra vestir a camisa do Palmeiras. Diretoria, idem. Mas aí não chega a ser novidade.

Reeleitos, talvez por falta de opção talvez por mero gosto pela dor, o “novo Palmeiras” não tem nem rascunho ainda. Mas tem em sua torcida uma gente que não se rendeu a mediocridade recente do clube e que não comemora qualquer porcaria.

Sem vergonha, sim!

E que o Allianz Parque saiba que não foi apresentado ainda ao seu dono de fato. Como não teve seu primeiro gol, ou sequer um sonoro aplauso merecido a um de seus protagonistas.

Isso não é Palmeiras. E que bom que eles sabem.

abs,
RIcaPerrone

Esse é seu dono

Apresentar a casa aos seus donos e frequentadores é algo bastante comum. Demora, na verdade, é pra casa conhecer o dono, não o contrário.

Neste domingo de festa, onde as piadas acabaram, os sonhos viraram concreto e o povão foi conhecer sua mansão, tudo podia dar errado. Uma chuva, uma derrota, um gol dos adversários, nenhum do Corinthians.

Eles não sabem ainda como é ver a Arena pulsar. Vão continuar sonhando com a primeira vitória “em casa”, na casa própria. Por mais 2 meses vão imaginar como e de quem será o primeiro gol do Corinthians na “Arena”.

O que são 2 meses, no entanto, pra quem esperou 10 anos?

O maior vexame da história do clube? Hum, por um momento, pensei que sim.

Mas se Arena e Corinthians querem construir uma grande história de amor, que seja baseada em verdades e não em mitos. Verdade é que o Corinthians deste domingo era favorito. O que o torna quase zebra.

Não há vitória fácil e não haveria hora pra Arena descobrir que conviverá com as mais incríveis histórias de superação e também com as mais absurdas tardes e noites de revolta e dor.

Ser Corinthians é ser sofredor, lembra?

Maloqueiro, agora, talvez não caiba mais. É chique, moderno, novo, caro.  Mas ser “sofredor”,  não tem como mudar. E a Arena conheceu sua Fiel torcida no estado que mais odeiam estar, mas que não sabem viver sem:  Sofrendo.

A Fiel queria conhecer sua casa nova e conheceu.  Bonita, imponente, novinha em folha.  Mas a Arena quis conhecer o Corinthians, e então, deu Figueirense.

Afinal, era muito fácil pra não ser sofrido. E sem sofrimento não há Corinthians.

Lar, doce lar. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Agora sim, até que a morte os separe.

abs,
RicaPerrone