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A compreensível lista de Dunga

A separar antes de qualquer coisa que gostar ou não do Dunga é uma coisa, avaliar suas ações é outra.  Então, um pouco de calma porque essa coisa de massacre de véspera, ou achar que porque não gosto de alguém tudo que ele faz é errado é um dos problemas do país atualmente.

Eu adoraria ganhar a Copa América do centenário. Seria minha prioridade porque acho Olimpíadas um evento que nem deveria ter futebol.

Porque futebol não é esporte? Não. Na verdade é porque o futebol é maior pro mundo que a soma dos outros esportes. Logo, tê-lo ali ofusca quem de fato interessa naquele evento e ainda desmerece o próprio ouro, porque é sub 23 e não os times principais.

Mas tem. E tendo, entendo que o Brasil queira ganhar em casa. Por não ter, por ser aqui, o escambau.

Assim sendo, Dunga chamou um time misto que testa garotos para as Olimpíadas enquanto disputa a Copa América.  Não vai ajuda-lo a se segurar no cargo, mas hoje ficou claro que ele não está nem aí pro cargo.

Convicção. Isso é chave de qualquer sucesso.  Se Dunga convocasse hoje Ganso, Thiago Silva e Marcelo, ele mostraria que não tem certeza do que está fazendo e acabaria ali.  Ao convocar o time olímpico ele não só mostra que tem um objetivo como também se coloca como alvo em caso de uma medalha que não seja ouro no Rio.

Nos últimos anos ganharam as Olímpiadas Nigéria, Camarões com seus times sub-35.  Também México, Argentina, União Soviética, Espanha (92)… ou seja: ninguém que tenha levado algo adiante. É um título que não condiz com o futebol real.

E Dunga sabe que, se ganhar, “não será parâmetro”, e se perder “que vergonha não ganhar esse ouro”. Logo, faça o que acredita até o fim. Porque o fim é óbvio.

A lista:

Goleiros
Alisson (Internacional), Diego Alves (Valencia), Ederson (Benfica)

Zagueiros
Miranda (Internazionale), Gil (Shandong), Marquinhos (PSG), Rodrigo Caio (São Paulo)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona), Fillipe Luís (Atlético de Madrid), Fabinho (Monaco), Douglas Santos (Atlético Mineiro)

Meio-de-campo
Luiz Gustavo (Wolfsburg), Elias (Corinthians), Renato Augusto (Beijing), Coutinho (Liverpool), Lucas Lima (Snatos), Willian (Chelsea), Casemiro (Real Madrid), Rafinha (Barcelona), Douglas Costa (Bayern)

Atacantes
Hulk (Zenit), Gabriel (Santos), Ricardo Oliveira (Santos)

abs,
RicaPerrone

Tá rindo de quê?

Daniel Alves joga no Barcelona. Campeão de tudo, cobra bem faltas, dá muito passe pro Messi, virou uma lenda no futebol por comer uma banana e é um sujeito carismático.

Em momento algum em qualquer descrição sobre Daniel há uma grande referência sobre o fato dele ser lateral direito.  Até porque, ele não é.

Daniel joga na “Zona Beckham”.  Entre a defesa e o ataque, sempre no setor direito, lançando e cruzando na área, as vezes driblando e arriscando algo mais. Mas sempre pra frente. Nunca como um marcador, no que aliás, é péssimo.

Só que na seleção ele joga de lateral. Ele cobre Paulinho, que sobe muito. Ele teria que levar o jogo a sério e evitar coisas como tentativas de chapéu na defesa empatando jogo de estréia de Copa. Ou, talvez, perceber após alguns anos jogando futebol quando e onde o adversário vai tentar a jogada.

Daniel perde todas as bolas lá atrás. Joga se divertindo, como se fosse contra o Getafe no poderoso Barcelona de 2 anos atrás que não perdia pra ninguém.

Isso aqui é Copa do Mundo, não a porcaria do campeonato espanhol onde se cobra alguma responsabilidade 2 vezes por ano no máximo em clássicos com o Real Madrid.

O que fez Daniel na estréia beira o deboche. Enquanto todos tentavam se virar pra conseguir empatar e virar o jogo, ele tentava enfeitar jogadas e não tomava conhecimento do que acontecia nas suas costas.

Um emblemático lance no primeiro tempo ele desiste da jogada e o jogador croata chega e consegue cruzar. É inaceitável.

Daniel veio a passeio, talvez pra falar de bananas. Talvez pra mostrar sua roupa nova divertida ou pra ser o amigão do Neymar. Mas ao contrário do craque da camisa 10, ele parece estar bem mais focado em “ser da seleção” do que fazer parte de um grupo vencedor.

Inaceitável a postura de Daniel Alves na estréia. Nunca confiei muito, agora então, já sairia com Maicon de titular na terça-feira.

Enquanto Oscar muda seu jeito de jogar para conseguir estar no time, Daniel brinca de ser lateral direito.

O pior em campo. O único jogador da seleção que conseguiu tirar a torcida do sério.  Não porque errou, já que todos podem errar. Mas porque se divertia errando.

Se liga, Daniel. Essa camisa amarela é coisa séria. Bem mais séria que a do Barcelona.

abs,
RicaPerrone