renato

Medo de que?

Caros colegas revoltados, qual o motivo do temor?

Quando Renato diz na coletiva que vai expor os jornalistas que mentem e causam problemas ao clube ele está ameaçando fazer com fatos o que nós temos a prerrogativa de fazer há décadas sem fato algum.

Ou seja, você fala o que quer, acusa quem quer, mas tem consequência. Ou será que das centenas de vezes que jogadores foram ameaçados e até agredidos na rua não foi também consequência de mentiras e suposições midiáticas sobre o que cada um faz da sua vida, por exemplo?

Foi um recado simples para os não burros ou corporativistas: se for ao contrário vocês também estão expostos. E sim, estamos. Bem mais que jogadores inclusive. Só que ninguém tem coragem de peitar a maior massa de manobra do país que é a imprensa por motivos óbvios.

Ninguém ali sugeriu violência. Apenas colocou de forma não muito fofinha que assim como mentiras os expõem ao torcedor, eles também podem fazer o mesmo combatendo essas mentiras.

Justo? Justíssimo, ué.

Porque nós temos o direito de inventar, supor e insinuar sem uma autorregulação por autoproteção com consequências a terceiros e não podemos arcar com as nossas?

Vivemos num país violento. Quando um canalha qualquer segue um jogador na folga dele pra publicar uma foto dele bebendo e no outro dia a organizada vai lá e ameaça o cara você fez parte dessa equação. Não é seu trabalho a vida pessoal de ninguém.

Quando você noticia que um jogador tem amante, qual seu papel nisso? Ou quando expoe supostos salários e premios num país violento? Quem nos deu o direito de falar, perseguir e decidir quem vai ter uma vida em paz ou não?

Quantas vezes jornalistas e influenciadores abusaram do seu papel de torcedor fingindo ser imprensa e geraram uma teoria mentirosa que prejudicou o trabalho de um clube? Milhares? Milhões? E porque eles não tem o direito de rebater mentiras expondo o mentiroso a uma sociedade também violenta?

O mal do jornalista é que ele acredita na idéia de que por manipular milhões de tolos não há os pensantes. E a diferença de Deus pra um jornalista é que Deus não se acha jornalista.

Dito isso, olhemos mais pro lado pra ver as bostas que estamos fazendo ao invés de olhar pra reação com nojinho. Se nem da nossa profissão a gente cuida e exige profissionalismo que moral temos pra encher tanto o saco de clubes, dirigentes e jogadores?

Passou da hora de fechar porta, censurar veiculo e processar jornalista. Só que pra fazer isso tem que saber das consequencias. E elas serão, invariavelmente, as piores possíveis por retaliação a quem não segue a cartilha imposta por um bando de barbudo revolucionário que acha que entende de tudo sem nunca estudar sobre nada.

Mentira é fake news. Vocês não eram contra elas outro dia, ou quando atinge a classe é ameaça?

E vocês, clubes, deixem de ser burros. Voltem a zona mista e parem com coletiva. Assim os profissionais escolhem com quem falar e quem mentir volta pra casa sem material. Rapidinho ele para e começa a agir com fatos e não com o maldito e inescrupuloso “direito a preservar fonte” pra falar o que ouve como se fosse verdade.

RicaPerrone

O bem casado

O torcedor do Grêmio é, hoje, um homem casado querendo fazer merda. 

Ele sofre antes de fazer, quer fazer, pensa em fazer, mas não consegue. E se conseguir vai demorar menos de 1 semana pra ver a merda que fez e voltar chorando para os pés “dela”. 

Ele sofre porque não aceita desejar outra. E sofre mais ainda por não se livrar do amor que tem pela sua. 

Ele queria tudo, mas a vida não permite. Fidelidade é uma palavra forte, mas lealdade nem tanto. 

Toda vez que o gremista para e pensa com a razão ele não encontra motivos para trocar de esposa. Mas no mesmo dia ela deixa uma toalha molhada na cama e ele já cria uma nova narrativa para, quem sabe, se conformar e ter razão em larga-la. 

O que já disse aos amigos que quer deixa-la tem que bancar. E mesmo que ela faça o café e leve na cama ele não pode mais dar o braço a torcer e reconhecer que, queira ou não, ela é a mulher da sua vida.

O que disse que nunca largaria também tem repulsa em encontrar motivos. Ela é perfeita e ponto final. 

Dois tipos tolos, mas que dividem o mesmo problema: amar a esposa. 

Se ela é boa, bonita, inteligente, tão sua, dedicada, educada, aceita pela sua família e lhe trouxe tanta alegria, porque abandona-la? 

Ah mas a outra parece mais gostosa! 

Calma, ela pode ser só mais novinha. Não se empolga, você não tem mais idade pra isso. 

Aceite seu drama. É normal não querer amar tanto alguém que te prende e mais ainda entender que sem ela você vive pior. 

Renato é sua mulher, gremista.  Casamento sério, família constituída, com idas e vindas, brigas e abraços, mas no final ainda é a mulher da sua vida. 

Hoje, amor. Amanhã, aquele “oi sumida” pro contatinho no insta. Não se culpe, eu te entendo. Todos te entendem. 

É foda ser o diferente. Mas entre um bando de mal amado que tem todas e nenhuma, é tão ruim assim ser o mais bem casado da turma? 

Renato é o Grêmio. E o gremista odeia amar o Renato. Mas ama. E muito.

RicaPerrone

O Grêmio do Renato não ganha de ninguém

A má vontade midiatica com determinados personagens do futebol é algo tão gritante que talvez nem a propria imprensa negue mais. Mas na duvida, nem vamos perguntar.

Renato volta ao Grêmio apos fazer no conturbado Flamengo algo no minimo igual ao que os demais treinadores que passam por lá desde 2020 fizeram. Mas estava cancelado, sabemos. E depois disso de nome pra seleção ele vira um fanfarrão animador de vestiário.

Impressionante como a imprensa consegue formar mais a imagem de alguém do que os fatos.

Bom, volta ao Grêmio. Vindo da série B, time mediano, sem investimentos absurdos. Em poucos meses o saldo é mais um titulo estadual, vitorias nos grenais, um futebol ofensivo e construído pelo chão (algo rarissimo hoje em dia), a vice liderança do Brasileiro e a semifinal da Copa do Brasil.

Final de jogo. Discussão: Onde o Diniz errou?

Final de jogo contra o São Paulo: Como o SPFC vacilou contra o Grêmio.

E na mesma linha de coerência surreal, as discussões sobre como o Grêmio do Renato perdeu pro Flamengo, que é muito mais time e que seria o “derrotado” se tivesse saido de la com empate.

Entende como não tem lógica, mas sim personagens queridos e outros nem tanto?

Se o Juan Villabuena, treinador gringo que acabo de inventar, fosse o treinador do Renato e o futebol apresentado pelo seu time mediano fosse o atual, vocês tem idéia do que estariam falando?

O Sao Paulo não chegou perto em 2023 de jogar o que o Grêmio já jogou. E o Dorival, querido, é referência de uma grande fase.

O Grêmio, quando perde, perdeu. Quando ganha, o outro é que perdeu. E parece que seus resultados são invisíveis porque a imprensa se nega a dar palco pra quem ela não colocou lá em cima.

Reconstrução, bom futebol, resultados e nenhuma loucura de investimentos.

Mas dizer isso é muito difícil pra quem analise até voto de treinador pra presidente. Então, seguimos tentando entender onde errou Diniz no sábado. E quem sabe semana que vem onde errou o Sampaoli, ou talvez o Santos.

Renato cometeu o crime de não usar terno e falar o que a imprensa quer. E o Grêmio de ser tão forte quanto ou mais do que muitos gigantes mesmo não estando no Rio ou São Paulo.

Prendam-nos! Porque aplaudi-los é muito pro nosso ego.

RicaPerrone

Cada um vê o jogo que quer

“À lá Grêmio”. Com todos os ingredientes que despertam nesse time já não tão esfomeado uma necessidade incrível de caçar. Com expulsão, drama, altos e baixos, vaias e aplausos, heróis e vilões e, óbvio, uma noite de copa vitoriosa.

Era 5 do segundo tempo quando Geromel, o mito, resolveu o jogo.

Notando a dificuldade de Renato Gaúcho em tirar seu centroavante, do Grêmio em entrar no jogo e da fase do Tardelli, o zagueiro “sentou a pua” no paraguaio e propositalmente foi expulso.

Foi expulso se sacrificando para forçar a saída de André. Pronto, agora o Grêmio continuava com 10.

Geromel é esperto. Ele sabia que o David era mais perigoso que ele no ataque. Sabia que sairia o André. Sabia que ele teria que repor atacante e que esse seria o Tardelli.

Com “um a menos”, o Grêmio passou de favorito a desafiado. E então surge o gremismo em estado puro. Jogo de Copa, situação complicada e a obrigação virou superação.

Gol de Tardelli, gol de Deivid. Renato em paz, Tardelli de volta, jogo resolvido, clima de Libertadores pra um Tricolor que as vezes parece distante daquela gana de 2017.

A parte mais importante do futebol é o direito que cada um tem de ver a mesma coisa de forma diferente. E se algum gremista não viu isso hoje, está cego.

RicaPerrone

Fidelidade


Enfim, o Grêmio voltou a jogar como funcionava. Foi fiel ao seu estilo de jogo, a posse de bola, a não queimar pro gol de qualquer jeito. E também por fidelidade, parou na defesa do Bahia.

Renato tem no André um desafio, não um centroavante.

Antes do jogo falavam que o Luan seria o “falso 9”.  Me desculpem mas “falso 9” é o Andre, que nem faz o gol nem o pivô.  Ou seja…

Renato hoje errou na escalação e mais ainda em insistir no erro. Mas ao final dos primeiros 45 minutos o Grêmio era merecedor da vitória e dos aplausos. Tomou um gol absurdo no começo do segundo tempo e desde então bateu na barreira do Bahia.

É muito curioso ver como o futebol passa longe da lógica. Bahia e Grêmio tem, respectivamente, os melhores jogadores da Libertadores 2016 e 2017. Ambos hoje no banco.

Empate é ótimo pro Bahia, que decide em casa. E o espaço que o Bahia vai ter que dar na volta é ótimo pro Grêmio, que não tem conseguido furar as defesas coletivamente.

Nada decidido. Apenas que a fidelidade as convicções as vezes ajuda, em outras atrapalha.

RicaPerrone

Não vale nada

O campeonato Gaúcho “não vale nada”.  Todo torcedor diz isso durante meses até que a óbvia final aconteça. Quando frente a frente Grêmio e Inter o que menos importa é pelo que estão brigando, mas sim quem ganhará a briga.

Briga é um termo feio. Mas Grenal nem é esporte.

Aos 8 minutos era claro que intimidar era mais importante que jogar. E que portanto ninguém jogaria.  Existe jogo truncado, jogo catimbado e o Grenal. Esse último nem jogo é.

Todas as expectativas foram atingidas. Sem gols, porque em Grenal destruir é o ato mais comemorado. Com cartões, porque tem que chegar mais duro que o normal. Com polêmica, porque mesmo se tivesse sido pênalti hoje haveria metade do Sul dizendo que não.

E com um final apoteótico. Porque Grenal é Grenal.

O Gauchão nada mais é do que um pretexto pra esse jogo acontecer decidindo algo. São meses protocolares até que se chegue o dia do confronto final, que as vezes sequer acontece.

Pois quando acontece, há um ritual. E nele já está incluso a provável expulsão do Dalessandro.  Provável e merecida. Porque no caso dele não é preciso ver o que ele fez pra saber que o cartão é justo. Dalessandro entra em campo merecendo a expulsão todo jogo. As vezes consegue, as vezes não.

Justo? Sim. O Grêmio é melhor ainda do que o Inter. Embora esteja bem abaixo do Grêmio dos últimos 2 anos, esse time fez um campeonato melhor do que o rival e jogou um pouco melhor ontem também.

Em boas mãos. Nas do cansado Portaluppi, que já virou ditato no céu. Por lá, meteoros e cometas brincam dizendo que “essa Estrela tem Portaluppi”.

Agora o Grêmio volta pra sua Libertadores sofrida. O Inter pra sua Libertadores tranquila. Em dias estarão dizendo que “isso é o que vale”.

Mas valeu. O estadual é briga de dois irmãos em casa de portas fechadas.  Pouco importa o que o mundo vai ver de nós. Desde quem a gente saiba aqui em casa quem bateu em quem.

RicaPerrone

Adorável ódio

Lados. O Grenal se trata de lados.

Como recentemente em todo país, não há meio termo. Ou você é uma coisa ou outra. E ser de um lado te obriga a odiar o outro, caso contrário está invalidada sua razão de ser.

Há um século Grêmio e Inter vivem e carregam o que hoje o Brasil tenta saber lidar.

Valia? Nada. Pelo prazer inenarrável de vence-los, está explicado. Não há contexto pra Grenal. Nenhum motivo consegue ser maior do que os lados frente a frente.  E sim, tem quem consiga se auto-humilhar diante deles. Por exemplo o campeonato estadual e sua federação.

Imagine que o jogo não vale nada, que o regulamento do torneio é uma piada onde 8 dos 12 se classificam. E aí você coloca os dois times titulares, eles brigam pra evitar uma crise e jogam naquela retranca e um 0x0 flerta com o jogo desde a semana passada.

Até que o Inter diz que vai de reservas e joga a pressão pra lá. O Grêmio muito esperto faz o mesmo e então os dois times transformam o grenal em algo divertido, pois “perder” não é mais um problemão. Vencer, por outro lado, seria uma prazer.

As vezes a vontade de vencer o outro lado se sobrepõe ao motivo e então se faz Papai Noel azul, Coca Cola sem vermelho, entre outros detalhes deste apaixonante ódio que nos rendeu 5 Libertadores, 2 mundiais e a descoberta de pelo menos 20 craques que nos orgulharam internacionalmente.

Hoje deu Grêmio, que precisava mais.  O Inter não terá problemas, porque na Libertadores, que é o que interessa, vai bem. E amanhã a gente não sabe.  O que sabemos é que não importa quem está dentro daquelas camisas. Quando Grêmio e Inter entram em campo o campeonato é só um pretexto.

O que eles querem mesmo é manter a paixão por esse ódio. E se você não acha isso possível, meu caro amigo… você não entendeu nada sobre o que tal “futebol”.

RicaPerrone

Coming soon

O Flamengo tem sido há algum tempo a propaganda de um filme de alto orçamento. O filme é bom, mas a propaganda é tamanha que invariavelmente as pessoas saem do cinema esperando mais.

E então dizem: “é ruim”, porque o ser humano é meio radical. Ou algo o surpreende ou ele acha uma porcaria. E o Flamengo se coloca ano após ano na condição consensual de frustrador de massas.

Quando ele se diz muito rico, espera-se um timaço. Qualquer bom time é rejeitado pela torcida porque o esperado era um Real Madrid.

Quando ele se posiciona como o novo Bayern do Brasil, até ser campeão brasileiro vira obrigação. E se sua glória é obrigação, sua vida se tornou um lixo.  Ser flamenguista tem sido buscar o básico, o alívio, não a consagração de tanto que juraram que ela viria.

O menosprezo ao que tem em volta torna sua vitória menor e seus fracassos ainda mais contundentes. A diretoria anterior se achava capaz de sobreviver com treinos entendendo e vendendo pra torcida que não precisava dos rivais pra ser enorme.

O rubro-negro comprou tudo isso, óbvio. E agora vê a fase 2 dessa auto destruição de noções de realidade com as novelas dos reforços expostas na mídia todo dia.

Você fica feliz com o Elias se não passarem semanas te dizendo que vem o Pogba. O Flamengo é o clube que frustra sua torcida até quando acerta, de tanto que vendeu sonho antes dos fatos.

Hoje o Flamengo e o flamenguista são exatamente o que foram São Paulo e os saopaulinos em 2008. Delirando numa soberba sem sentido, auto-destrutiva e que só serve para transformar glória em alívio. Ou fracassos em tragédias.

Só que em 2008 o São Paulo cometeu esse erro sendo campeão do mundo, da América e tri brasileiro. O Flamengo está cometendo sem ter ganhado nada recente.

O segredo do “bom filme” é a propaganda moderada.  O “bom Flamengo” está sendo anunciado há 6 anos todos os dias, em todos os lugares, de todas as formas. É óbvio que o “bom” se tornará “ruim” e que as glórias, quando vierem, serão apenas “missão cumprida” e não mais as deliciosas obras rubro-negras do imponderável.

Talvez Dedé, Renato e tantos outros escolham o que muitos escolheriam, mas que na cabeça recém domesticada com doses cavalares de megalomania injustificada do rubro-negro cause um sentimento de derrota.

A torcida que jurou ser favorita a tudo em 2018 começa 2019 louca por reforços. Percebe como é incoerente e hoje se registra com fatos que o favoritismo não era esse?

Os títulos virão. É óbvio que virão com essa nova era administrativa. Mas eles tem que ser um prazer, não um alívio.  Título se conquista, não se defende. Até porque eles não são seus.

RicaPerrone

Não dá pra sair

Se o Zico fosse treinador do Grêmio hoje ele permaneceria. E não por qualquer demérito ao interessado, mas porque o Tricolor gaúcho segue escrevendo páginas absolutamente incríveis para sua história.

Se o Renato preferisse sair do Grêmio agora e ir pro Flamengo para ganhar igual ou menos, meramente por amor a cidade do Rio de Janeiro, eu tiraria o Cristo e colocaria a estátua dele lá em cima.

O Renato é Flamengo no Rio. Poucas coisas irritam mais a alma do tricolor carioca, mas é um fato. O negócio dele sempre foi o rubro-negro, ele fala abertamente que sonha em estar lá, e até quando fala da final de 95 exalta a torcida dos caras.

É o clube que ele quer, porque no Grêmio ele já é Deus. Normal querer ser perto de casa onde quando ele foi absolutamente brilhante, havia alguem maior que ele. Talvez venha daí a vontade de ser “o cara” no Flamengo.

Mas hoje, quando o Grêmio conquista mais um título, passa o trator em tudo que vê pela frente, mantém a base campeã da América e é portanto favorito ao bi, porque diabos Renato abriria mão disso pra tentar salvar um clube onde em 10 jogos ele pode ser humilhado pela torcida?

No Grêmio ele é Deus. No Flamengo ele é dúvida.

O Grêmio hoje é o time onde qualquer um queria estar. E ele está. A tentativa é honesta, não vejo qualquer falta de ética em se oferecer algo pra alguém empregado.  O não é também ético, transparente e muito bem justificado.

Esse casamento vai acontecer. É evidente que vai.

Mas agora ele tá muito bem acompanhado pra pensar em se aventurar “com outra”.  Mesmo sendo “a outra” quem é…

abs,
RicaPerrone

O estranho foi em Abu Dhabi…

Uma vez é sorte, duas talvez ainda seja. Por 2 meses pode ser fase. Por 6 é muito provável que seja trabalho.  Por mais de um ano torna-se indiscutível.  E então os resultados começam a flertar com a divino.

O Gremista gosta de Copas.  Ganhou as 3. Gosta de ser colocado em dúvida, montou um time de excluídos e os incluiu em sua história.

Trocou de estádio e carregou a alma na mudança.

Deu ao seu povo o que ele mais almejava: a América.

Gremista odeia o Inter, e ele esteve na série B. Quando de volta fez um campeonato estadual melhor até em virtude do Grëmio estar de ferias quase.  E no sonho mais perfeito do tricolor apaixonado ele sabia: vou chegar no sufoco, pego o Inter e os elimino.

Mais do que isso. Cruel, a vida fez com que o Inter pudesse evitar em casa até mesmo o confronto. Mas o Grêmio ganhou de novo e levou a decisao pras quartas.

Em casa, com baile de Jael, a ex-piada agora miss, o Tricolor atropela o Inter, dá olé, faz 3×0, vê o Arthur voltar a campo e fazer o dele.

Quando passa por Geromel, o Grohe salva. Quando todos esperam um chute, o Ramiro toca.  Quando o Jael parece que vai dominar de testa, passa de peito e de costas.

Que sonho é esse, gremista?

São fatos. Historia escrita e eternizada.  Diante disso tudo não paro de me perguntar: como que o Real Madrid conseguiu ganhar aquele jogo?

Sim, pois dentro do que o divino tem preparado para os tricolores o natural seria um 3×0 com expulsão do Cristiano e dois gols do Luan.

Fico feliz em ver tal história ser escrita. E com profunda pena de quem vier depois.  Eu nunca vi um Grêmio que dá tao certo como esse. Se combinar não sai tão bom. E se melhorar, acho que estraga.

abs,
RicaPerrone