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O final “feliz” de uma aposta infeliz

Passa da uma da manhã, Ronaldinho e Fluminense acabaram de “romper” o namoro.  Serei bastante direto pra não fazer firula em jogo encerrado.

Não gosto do Ronaldinho.  Acho um profissional frouxo, pipoqueiro em decisões, de uma personalidade fraquíssima e controlado feito marionete pelo irmão.

Não conheço o Ronaldinho.  O que pode fazer enorme diferença na minha avaliação sobre ele. O que acho, acho do jogador. O sujeito, só ouço coisas boas.

Acho que ele foi um tremendo canalha com o Grêmio e um cara covarde com o Flamengo.  Acho que ele não foi “o cara” na Libertadores do Galo, embora tenha tido seu valor.

Acho, no entanto, que na sua melhor fase jogou mais que o Messi. Um gênio, um absurdo de jogador. Raríssimo.

Ele foi uma aposta do Fluminense. Riscos são proporcionais aos índices de acerto. Era mais fácil não dar certo, por isso muito arriscado. E não deu.

Ronaldinho e Fluminense entendem que é melhor pra ambos acabar com isso e não gerar nenhuma dívida de parte alguma. Ponto. Melhor impossível.

Um acordo bem tramado que termina sem prejuízo. Ou, se você for otimista, com o lucro de 10 mil sócios torcedores.  Ou, se pessimista, com 2 salários jogados fora.

A manchete de que saiu bom pra todo mundo não vende, logo, veremos alguns absurdos nas próximas horas. Mas no planeta que eu imagino ideal, quando duas partes não estão se entendendo não há nenhuma solução melhor do que um fim em comum acordo.

Segue a vida.  Sem teorias mirabolantes.

abs,
RicaPerrone

C.R. Perdidos

Dá pra dizer que o Flamengo é um time perdido em campo. A tabela indica isso com considerável folga pra interpretações ainda piores.  Mas fora dele, acreditem, parece estar tanto quanto ou ainda pior.

Não desconfio da boa fé de quem assumiu o clube, menos ainda da boa gestão financeira dos caras. Mas da capacidade de gerenciar futebol, tenho absoluta convicção que  não é a deles.

André Santos está mal desde que chegou. Anda em campo, se arrasta, parece estar fazendo o favor de jogar.  O clube tem 40 dias pra enxergar o óbvio do óbvio. Não enxerga, se faz de bobo, volta, vê tudo acontecer conforme previsto, espera uma agressão a um jogador para, então, tomar providencia.

E não me diga que não tem a ver. Claro que tem! André é cobrado há meses. Só no momento em que toma um pontapé covarde de um grupo é demitido?

E o diretor de futebol dando coletiva dizendo não saber do assunto enquanto o jogador já fala com a imprensa e conta da sua demissão? É um teatro dos mais patéticos que há.  Não tem necessidade alguma de chegar a esse ponto sabendo desde maio qual seria o roteiro de julho.

A demissão mais justa do Flamengo nos últimos anos acontece no único momento em que ela poderia ser injusta.

E acabou sendo.

André Santos tem agora 8 jogos, não pode atuar por outro clube, teve 1 mes pra ser dispensado, não foi e agora, agredido covardemente, está sem clube pra jogar.

Isso, em outros tempos, seria rotulado de amadorismo. Mas num ambiente que arrota profissionalismo fica parecendo “detalhe”.

As vezes eu acho que o Flamengo é aquele moleque de rua que mesmo quando tu dá um salário, um terno e uma gravata ele tira o sapato pra jogar descalço. Porque é só assim que ele sabe jogar.

abs,
RicaPerrone