Rodada 25

Normal

Custo a entender o dia seguinte de certas partidas na mídia.  Qual a surpresa no Inter, em casa, vencer alguém?  E o Corinthians, de atuação muito respeitável, perder um jogo pra um time grande, fora de casa, por 2×1 depois de 17 incríveis rodadas invicto?

Porque diabos é tão difícil olhar pro lance do Paulão ou pro jogão em si do que procurar um culpado, uma crise ou uma “possível queda” do líder na manhã seguinte?

Que país de fracassados. Que mania de ter que falar de algo ruim, de desmerecer o vencedor pra procurar defeitos no derrotado.

Senhores, o Corinthians fez boa partida. O Inter fez melhor.

“Perdeu pra ele mesmo”.  Haja paciência! Quem perde pra si mesmo quando é campeão ganhou de quem?

Segue o Inter em retomada para busca de um G4 e o Corinthians em campanha incrível no campeonato. Aliás, vou além, a partida de ontem só confirmou o bom momento de ambos. Jogaço de bola, intenso, rápido, pegado e disputado.

Bom dia pra você também.

abs,
RicaPerrone

A adorável incerteza do resultado

Caros tricolores, eu não sei se vamos ganhar da Chapecoense na quinta-feira.  Não fazia idéia do que esperar na Vila, menos ainda da vitória hoje no Sul.

Sei que cansei de saber o que iria acontecer. Que nunca concordei em ver o nosso São Paulo pragmático, idolatrando zaga, vivendo de bola parada e comemorando regularidade em pontos corridos enquanto passava vergonha em mata-mata.

Sei que não saber o que esperar causa algum desconforto, mas enorme expectativa.  E o que é o futebol se não os dias que antecedem aqueles 90 minutos?

Futebol se trata de expectativa. O que você sonha em ver, a discussão do que viu, o quanto é diferente o que você queria do que está lhe sendo entregue.  E quando seu time é pragmaticamente regular, chato, previsível e covarde, você convive até com glórias, mas nunca com a expectativa.

Esse São Paulo que não conhecemos é tão excitante quanto uma garota nova e misteriosa.  Você quer descobri-la, espera pelas suas reações e avalia mil possibilidades enquanto, sem notar, se apaixona.

E mesmo que não dê, tanto faz. Na vida, como no futebol, a única coisa que realmente importa é ter pelo que esperar. Uma chegada, uma viagem, uma estréia, uma data, uma festa, um gol. Tanto faz. Desde que você possa não ter certeza de como será.

E esse São Paulo não nos dá certeza de nada. O que não é tão bom. Mas é bem melhor do que a certeza de ser mediocre.

abs,
RicaPerrone

O alvo, a euforia e a conquista

Longe de mim querer dizer pra um torcedor, ainda mais o rubro-negro, para não sonhar tão alto.  Na verdade a cada rodada os números dizem pro Flamengo sonhar cada vez mais alto.

O que me preocupa é a troca de alvo repentina sem permitir nem que curtam a primeira conquista e tornem isso, no fim, um fracasso quando na verdade trata-se de uma grande vitória.

Explico: Chegar ao G4 era algo impensável há algumas semanas. E o Flamengo chegou.  Antes mesmo de se confirmar ali, muda-se o alvo pra título e começam a especular uma briga que ainda não existe.

O Flamengo hoje disputa com São Paulo, Inter, Santos, Palmeiras, Fluminense e Atlético PR uma vaga no G4.

Ele pode disputar o título? Pode, claro!

Mas se antes de garantir um “quase impossível” G4 a meta se tornar o título, o final do ano vitorioso e com uma arrancada história pode se tornar um “fracasso”.

Você acredita?

Não. Dessa vez eu não acho que vá acontecer.  Porque? Porque o Flamengo tem Galo, Corinthians, Grêmio e Santos fora. A tabela não é boa para se tirar 10 pontos. Talvez para uma briga de igual pra igual até fosse, mas para tirar 10, acho complicado.

Possível? Óbvio que sim.  Mas não deve ser, neste momento, o alvo.  Porque? Porque se em 2 rodadas ele ficar inviável, toda a comoção rumo a G4 se tornará uma tentativa frustrada de título e não mais uma conquista de vaga.

O Flamengo não pode “dobrar a meta” antes de atingi-la. E neste caso, diferente da dona da frase célebre, havia uma meta.

O G4 primeiro, depois, quem sabe, o hepta.  Mas agora, o G4.

abs,
RicaPerrone