roger machado

Indecentes

Vou resumir rapidamente o que penso sobre a troca de treinadores antes de entrar onde quero de fato.  O Roger é um treinador que faz seu time ter posicionamento, toque de bola e padrão. E nenhum tesão pela vitória.

O Felipão é o contra-ponto. Métodos não tão atuais, mas é o cara que mete o time em campo babando pela vitória. A troca é de estilo, de conceito. Mais do que qualquer outra coisa.

Aí vem a segunda questão: O Felipão anunciado, a reação de parte da mídia e consequentemente de torcedores.

Você pode não gostar do Felipão. Pode achar sua contratação uma merda. Mas não pode, por decência, amor ao que faz e respeito as conquistas alheias, jamais desmerecer ou debochar de Luis Felipe Scolari.

É um dos maiores da história. Um nome notável no futebol mundial, com derrotas como todos os demais, mas com vitórias que quase nenhum dos demais.

Menosprezar e fazer piada com Felipão é a prova de que o erro e o desrespeito tosco da imprensa que acha que sabe tudo com Zagallo não mudou.  Trocaram o Zagallo. Mas não as mentes arrogantes e os perfis estúpidos de microfone nas mãos que se acham no direito de mensprezar um sujeito como Felipão.

Se o Palmeiras erra ou acerta, vamos ver com o tempo. Quem com certeza erra é quem trata um patrimonio do futebol brasileiro com chacota ou a tentativa frustrada de desmerecer um campeão do mundo milionário do alto de sua mediocridade jornalística.

Bem vindo, Felipão! Sempre.

abs,
RicaPerrone

Quem é Roger, afinal?

Quando Roger deixou o Grêmio levou com ele os méritos de ter montado um time que tocava bem a bola, fazia contra-ataques fulminantes e perdia pouco.

Pois então os gremistas diziam nas redes sociais: “Ele é bom. Mas o time dele é morto. Não tem tesão de jogar bola. Não define”.

Achei que pudesse ser papo de ex.

Então Roger ficou pra mim e muitos como a melhor opção nova no mercado de 2016 para 2017. E o Galo, melhor time, o contratou.  A expectativa não poderia ser melhor.

Passados 7 meses o Atlético alternou momentos, jamais se firmou, e sofre de “falta de tesão crônica”. E aí pode ser coincidência,  quem sabe?

Mas o Grêmio recebeu o Renato no lugar do Roger e melhorou o que já era bom, tornou todo potencial de controle e posse de bola em gols e ainda vibra.

Teria o gremista uma visão mais clara do professor? Seria o Roger um frígido comandante de times protocolares e sem aquele “algo mais”?

Veremos.

O Roger que imaginamos está mais pro  que os gremistas viram do que nós, de longe.  Mas só o próximo trabalho dele e a sequência do Galo sem ele nos dará essa resposta.

Demissão é justa. O time do Galo pode, e deve, no mínimo, estar entre os 3 primeiros do Brasileirão.

abs,
RicaPerrone