Ronaldo

Antecipa, CBF!

Ronaldo é candidato. O povo quer Ronaldo. O futebol não tem o direito de dizer “não” pra ele, menos ainda a nossa seleção.

A CBF é menor que o Ronaldo. E pela primeira vez em sua história teria alguém a altura do que representa ou deveria representar.

Ronaldo não é um candidato. É um fato. E assim sendo, te pergunto, Ednaldo: Se a eleição será antes da Copa e a única consequencia disso é você não colher os méritos se funcionar e/ou dar a outro o prejuizo se não funcionar, quem está acima? Seus interesses ou os da seleção?

Se for a segunda opção, mesmo que da boca pra fora, antecipe a eleição. Faça o melhor pra seleção. Dê ao novo presidente tempo de ajustar o que for possível. Saia de cabeça em pé, pois o hexa, se vier, será sem você e portanto seu último ato possível de grandeza não pode ser com a bola rolando.

Entrega. Pelo bem da seleção e um planejamento mais inteligente pra 2026, dê tempo ao Ronaldo. Você não vai vence-lo, portanto, facilite por nós. Ou você é sua prioridade e não a seleção?

Marque isso pra março de 25. Dê um ano pra nova gestão. Dê uma chance pra seleção na Copa. Dê um sinal de que podemos contesta-lo por escolhas e não por prioridades.

Eu sei, você não vai fazer isso. Vai morrer atirando como todo político e sair vaiado mas abraçado pela claque. Mas é uma chance única. Nesse momento você já ligou pra 20, ouviu “veja bem” de 15 e sabe que não é uma missão muito simples recusar o Ronaldo por politicagem.

Pela primeira vez a presidencia da CBF tem torcida. Vocês são mestres em frustrar torcidas, mas acho que dessa vez é um xeque-mate. Se Ronaldo for preterido por qualquer político de carreira o futebol brasileiro assina o atestado de má índole e má intenção.

Foto: Delmiro Junior

Ronaldo é o novo presidente da CBF. O problema aqui é “quando”.

Quando você quiser, presidente? Ou quando for melhor pra todos nós e pro nosso futebol?

Nossa briga agora é outra. É quando. Quem, já temos.

Seja bem vindo, Ronaldo. Pela primeira vez o povo terá um presidente na CBF.

E você, de amarelo, convenhamos, nunca nos decepcionou. Não será agora.

RicaPerrone

Os segredos da Copa

MOSCOW, RUSSIA – JUNE 08: In this photo illustration a replica of the FIFA World Cup Trophy is seen ahead of the 2018 FIFA World Cup on June 8, 2018 in Moscow, Russia. (Photo by Dan Mullan/Getty Images)

Nós nunca saberemos o que houve em 1998, embora já tenha sido contado diversas vezes por diversos jogadores. Mas adoramos alimentar esse mistério tão revelado pelo mero prazer de tê-lo.

Vocês estão malucos

O dia que um alemão tem mais senso de humor que brasileiros chegou. E se a gente não parar de levar a sério que as pessoas do mundo virtual refletem a opinião das do mundo real, em breve eles vão começar a tocar pandeiro também.

Toni Kroos fez uma piada ótima, sacaneando o Brasil pelo 7×1 que fez na gente. Foi boa, convenhamos.

Aí temos que devolver como fez nosso Fenômeno, não com as toscas mensagens agressivas ao rapaz falando em guerra e o caralho.

Ele, mais uma vez, mostrou ser um cara que merece o futebol. Compartilhou a resposta e riu dela. Enquanto isso discute-se em redes sociais se a brincadeira do sujeito foi apropriada ou não.

Santo Deus, é sério que na cabeça de alguém um time que ganha do outro não deve brincar com isso?  Que “futebol é coisa séria”?  Vocês acreditaram nisso, fãs de esporte?

Pois saibam que não. Futebol é uma diversão e deve ser tratada como tal. E se nós, brasileiros, não conseguimos mais levar algo na brincadeira, é porque perdemos o pingo de identidade que ainda nos cabia.

Após comemorar Halloween, chamar time europeu de “meu”, fazer torcida organizada pra eles, entrar em campo juntos com musiquinha, padronizar campos, elitizar o futebol  e proibir a cerveja no estádio, faltava só sermos menos divertidos que alemães. Aí, realmente, é melhor parar tudo.

Parabéns, Kross.  Feliz 2054 também! Mas demora ainda. #paz

abs,
RicaPerrone

Operação R10 – Capítulo final

90%

Eurico Miranda acorda e anuncia que Ronaldinho está 90% no Vasco. A notícia é uma bomba pra mídia, uma pauta gigantesca, assunto pra 3 dias em mesas redondas. Mas não é bem verdade e não assusta Mário que conduz a negociação há algum tempo.

Ao ouvi-la, Mário manda um whatsapp para Assis que nega. Diz que tudo que foi conversado está mantido e que o Fluminense segue sendo um interessante caminho para Ronaldo.

Assis viaja pra Turquia

Enquanto o irmão/empresário de R10 viaja pra Turquia, o Fluminense segue pontuando no Brasileirão. Assis nega ter ido até lá para “negociar” Ronaldo, enquanto a mídia faz de sua viagem quase um anuncio oficial de Ronaldo na Turquia.

Ainda via whatsapp, Assis diz ao Flu que gostou da proposta e que vão conversar mais uma vez quando ele voltar ao Brasil. A coisa já não parece mais uma “sondagem”, nem mesmo um namoro.

Semana decisiva

Imagem do SMS de Mário para Assis

Imagem do SMS de Mário para Assis

São Paulo x Fluminense no Morumbi. Na concentração alguns jogadores chave ficam sabendo que seria hora de decidir com Ronaldo e entram novamente no circuito. Fred e Pierre mandam mensagens para o craque reforçando que o grupo ficaria feliz em recebê-lo. Ronaldo começa a se envolver.

Na terça, dia 7 de julho pela manhã, após a volta de São Paulo, Mário envia um whatsap a Assis com uma imagem do Cristo Redentor segurando a bandeira do Fluminense e escreve: “Roberto, Bom dia….apenas pra dizer ao Ronaldo que o Rio de Janeiro e o Fluminense já esperam ele…..” .

Reunião e vitória

Mário e Simone vão a casa de Assis na quinta-feira, dia de Fluminense x Cruzeiro, para uma conversa importante. E uma das estratégias foi levar ao craque 4 camisas para ele escolher. Eram elas:
Número 95 – Referência ao gol de Barriga e a um novo “R. Gaucho” no clube
Numero 40 – Em homenagem a maquina Tricolor de 75
Numero 10 – Óbvio
Numero 11 – Camisa que ele usou na Copa de 2002 e ano do centenário do Fluminense onde outro “R” e craque do Barcelona, Romário, vestiu a camisa do Flu.

Eles chegam na reunião e colocam para Assis que tem alguma urgência, já que o clube está subindo na tabela, Wagner foi embora, e que precisam mesmo ter decisões sobre o elenco pro restante do campeonato. Mesmo de férias ainda, eles queriam uma resposta do Ronaldo.

Assis ouve tudo, diz que liga pro advogado deles e retorna. Assis pede 6 ingressos para o jogo contra o Cruzeiro de logo mais.

“Fodeu!”, pensam os dois. Se ele aparece lá a imprensa enlouquece !!!

Ele acha as camisas lindas e comenta sobre a beleza da camisa verde que estava com o 10. Neste momento, mesmo que de maneira velada, ele escolhe a 10.

Simone e Mário chegam na rua em frente a praia, antes de entrar no carro e se olham. Simone diz: “Caralho, acho que agora foi!”. E pela primeira vez eles acreditam estar realmente próximos de ter Ronaldinho no Flu.

Mário manda outra mensagem a Assis agradecendo a recepção e a ótima conversa e Assis Responde: “ Vamos fazer história !!!”

Fluminense x Cruzeiro

Sem alguns titulares, o Flu reage bem, vence e vira vice-líder do Brasileiro. Proposta na mesa, clube em segundo, imprensa em cima. O cenário é decisivo. Em algum momento o telefone vai tocar.

E toca! Assis manda uma mensagem para Mário empolgado com o jogo. Dizendo que viu o jogo e que Ronaldo também viu, elogia o time, a vontade e diz que amanhã a noite o advogado estará na casa dele.

No estádio a imprensa já sufoca a diretoria com perguntas. Eles não negam, nem confirmam. Muito menos dão percentual de possibilidades ao torcedor. Mário e Simone só trabalham contratações e negociações em sigilo. É muito chato tirar deles. E quando se tira, o negócio já está bem adiantado.

Sexta a noite

Casa de Assis. Lá estão Mário, Peter, Simone. O presidente se envolveu muito pouco na negociação. Há uma hierarquia muito respeitosa entre os 3. O Simone cuida do futebol e leva pro Mário o que é do Mário, que por sua vez, apesar de ser o vide de futebol, leva sempre ao presidente as situações já concretas para que ele possa dar seu aval e finalizar a operação.

Mas agora é com ele também. E lá está Peter na mesa com o advogado Sérgio e Assis. Mário se surpreende, pois quando chegam lá para uma “conversa”, talvez “mais uma”, Sérgio lhes apresenta uma minuta de contrato pronta e dentro de tudo aquilo que havia sido combinado, necessitando apenas de alguns ajustes negociais. Apesar de uma longa conversa, um longo “namoro”, Mário e Peter, advogados acostumados a participar de negociações no futebol se surpreendem novamente ao perceber a maneira simples e objetiva com que tudo acontece após o sim de Ronaldo.

Era oficial. Ronaldinho queria jogar no Fluminense. E ali mesmo, com os três advogados (Mário, Peter e Sérgio), eles ajeitam clausulas e chegam a um acordo. Mário envia pro clube, pede para providenciar aquilo formalmente e que pega no dia seguinte.

Peter

Imagine ser o presidente no momento em que o time perde o patrocinador que “bancava” o futebol há anos? Peter não deve ter vivido dias muito animadores em janeiro.  Mas o time brigando, pagando em dia, com nomes de peso e aquela contratação do R10 representariam muito mais do que um meia direita pra ele.

Nessa noite de sexta-feira, quando percebe que Ronaldinho está a uma canetada de ser jogador do Flu, ele se emociona. Revela aos amigos Mário e Simone que é uma conquista. E não está falando em título, mas em como se manter um clube em alta, forte no campo e no mercado, meses após ser rotulado como “morto” para uma parte estúpida da mídia esportiva.

 

Simone e o avião

É sábado. Mário e Peter tem a reunião final com Ronaldo as 16h. Mas o Flu precisa ir a Coritiba jogar contra o Atlético PR. O voo sai as 15h, chega as 17h. Simone portanto embarca desejando “boa sorte” e espera pisar em Curitiba com uma mensagem do Mário, que não chega.

Ansioso, ele envia: “E ai?!?!”. Mário responde: “Tudo bem”. Simone usa alguns palavrões para o amigo. Mas antes que precisasse ligar para tirar mais qualquer dúvida, Ronaldo vai ao seu twitter e anuncia pro mundo: É jogador do Fluminense.

O final feliz

Papeis assinados. Todos felizes. Mário é um sujeito que fala pra cacete, daqueles bem advogado mesmo sabe? Se você sentar do lado dele em 30 minutos ele te convence que o Pelé era ruim e o Magno Alves o novo Garrincha.

Naquele dia, após a assinatura do contrato, ele foi interrompido. Enquanto falava sobre alguma coisa do clube, do desenrolar da operação, etc, Ronaldinho o interrompe.
– Mário. Você já fez tudo que tinha que fazer. Agora é comigo. Vamos pra cima de geral !!!

Não havia frase no mundo que fizesse o vice de futebol do Flu mais feliz naquele momento.

Após a frase, sabendo que o grupo está concentrado para o Jogo contra o Atlético PR,

 

Mario pede a Ronaldo que grave um vídeo de incentivo ao grupo. Ronaldo imediatamente aceita e mando o mesmo recado que havia dado ao Vice Presidente.

Eles saem da reunião, staff, marketing, comunicação, diretoria… e não fazem uma festa, nem tomam um porre. Apenas se olham orgulhosos por terem dado mais um grande passo a provar, pra quem ainda é cego e duvida, que o Fluminense é enorme por si só.

Ah! O Flu venceu o Atlético no dia seguinte por 2×1, aos 47 do segundo tempo.

Fim

Casting:
Peter – Peter Siemsen, presidente
Mário – Mario Bittencourt, vice de futebol
Simone – Fernando Simone, diretor executivo de futebol
Assis – Roberto Assis, empresário de Ronaldo
Vitor – Vitor Leal – Amigo de Ronaldo e empresario de futebol
Ricardo – Ricardo Correa – Scout do Fluminense
Sergio – Sergio Queiroz – Advogado de Ronaldo

 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

Operação R10 – Capítulo 1

A idéia

Há algum tempo Mário Bittencourt comentava que esse time do Flu precisava de mais um medalhão para blindar a garotada. Informalmente já pensou em muita gente, mas nada viável. Até que um dia, conversando com Victor, um empresário que por coincidência também é amigo do R10, surgiu a informação de que Ronaldinho poderia deixar o Queretano no meio do ano. 

Foi o suficiente para tirar o sono de Mário. Com seus botões passou parte da madrugada imaginando o que significaria ter, talvez, quem sabe, um dia, o Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. 

Seria a maior contratação da história do clube ao lado do Romário, Deco e Fred. Seria um tapa na cara a quem ousou dizer que sem Unimed o Flu estava fora do mercado.  Fred ficou, Ronaldinho chegando, a resposta era clara.  Em diversos fatores, pro bem e pro mal, seria “foda”. 

No outro dia Mário conversa com Simone, diretor de futebol. Ele reage com surpresa, mas obviamente gosta da idéia.  Conversam com Ricardo, do scout do clube, e é mais um que concorda que Ronaldinho ainda tem muito a acrescentar. 

A partir dali Mário cria uma missão pra si mesmo: viabilizar o projeto R10.  

O risco

Ronaldinho custa caro. É um para-raio de jornalista maldoso, uma notícia ambulante. Conforme o Fluminense começa a ganhar jogos, Ronaldinho passa de um arriscado negócio a uma possibilidade bem encaixada. 

O time já briga por G4, pensa alto, sobe muitos garotos e sente cada vez mais a necessidade de ter outra referência além do Fred.  A marca Fluminense precisa romper as fronteiras nacionais e ninguém daria mais cartaz ao Flu do que Ronaldinho.

É quando Mário e Simone começam a somatizar a importância do negócio.  É marketing, é técnico, é uma resposta ao flui “sem Unimed”, é uma possibilidade de título no primeiro ano sem o patrocinador, é a marca lá fora, passar o Vasco em títulos nacionais…  

Ronaldinho já não é mais um sonho. Agora é alvo. 

O primeiro contato

Victor, o empresário que é amigo de Ronaldinho e fez este processo começar, vai nas Laranjeiras e conversa pessoalmente com o Flu. Eles lhe entregam uma apresentação feita pelo marketing do clube tentando explicar para o Ronaldinho e seu staff o porque desse flerte. 

Na apresentação tem Libertadores, sócio torcedor, onde o clube quer chegar, o ambiente que ele teria e um trunfo bastante interessante: O Maracanã. 

Ronaldinho nunca jogou no Maracanã como “casa”. Quando no Flamengo era Engenhão, e portanto o craque não tem seu nome marcado no maior estádio do mundo. 

O Fred vai te buscar

Na cozinha do clube, Simone e Mário resolvem abrir para o capitão do time a idéia.  A reação de Fred, embora não seja oficial, é muito relevante. Ninguém conhece o grupo como ele e, portanto, o termômetro Fred é fundamental num projeto desses.

O capitão ouve, estende a mão e pega o celular. Eles ligam pro Assis. 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

Ronaldo x Klose

Ronaldo e Klose agora são os recordistas de gols em Copas do Mundo. 15 pra cada um.

Pois é.

É inevitável a comparação, por mais tosca que seja tecnicamente. Klose é um centroavante quase brucutu, de muita presença na área, ótimo posicionamento mas basicamente um empurrador de bolas pro gol.

Ronaldo foi um gênio. E por mais que a marca diga que são iguais, a comparação é tão inevitável quanto injusta.

Diria que se  a bola pudesse escolher, escolheria Ronaldo.

Veja os 15 gols de cada um nas Copas do mundo.

 

Manipuladores manipulados

“A Globo manipula”.  Com absoluta certeza você ouviu essa frase pelo menos uma vez nas últimas 72 horas. Afinal, a repetem o dia todo, todo dia, como ótimo argumento de defesa para justificar a “ignorância do povo”.

Eu não odeio a Globo. Ao contrário, acho uma puta emissora com defeitos e qualidades como qualquer outra. Mas sobre a manipulação, me perdoem, quem somos nós pra falar deste assunto?

Desde a criação das redes sociais também temos o poder de inventar, espalhar, julgar e manipular.  E desde então, fazemos muito pior que a Globo.

A manipulação da opinião alheia não é uma maldade. É um instinto. Podendo, naturalmente você coloca as coisas da forma que lhe interessa.  Você, a Globo, quem for.

Nada mais emblemático do que os rótulos dados a Ronaldo e Pelé, eleitos pelo povo e parte da mídia (não a Globo) como os ícones de um momento onde o povo é feito de bobo.

Quantos de vocês já tiveram a curiosidade de ir ver se Pelé e Ronaldo realmente disseram aquilo que lhe contaram? Quantos viram, ouviram e ainda assim entenderam a maldade que colocaram na frase solta quando contextualizada com a pergunta?

Pelé nunca disse pra parar manifestação alguma. Ele pediu apenas, e com razão, que não confundissem os problemas do país e revolta popular com o governo com o time de futebol que está em campo. E foi até claro, mas deu brecha para que covardemente criassem um ícone para desmoralizar a troco de nada.

Pediu que não vaiassem o time. Que soubessem separar as coisas.

Só isso.

Mas ouve-se o que convém, espalha-se o que interessa. Isso sim, meus caros, é manipulação.  Tão feia quanto as que insinuam partir da emissora X ou Y, só que mais cruel ainda, já que a verdade está na sua frente e nos negamos a ver pra ter com o que se revoltar.

Ronaldo, questionado numa pergunta imbecil sobre hospitais e estádios, disse o óbvio do óbvio:  Pra fazer uma Copa precisa fazer estádios, não hospitais. Ele foi chamado pra cuidar da Copa, não pra ser ministro da saúde.

E sim, mil vezes sim: “Não se faz uma Copa com hospitais”.  Se faz mil coisas muito boas. Mas uma Copa, não. Pra isso precisa fazer estádios de futebol.

Só que a filha da putagem alheia elevou a frase simples de Ronaldo a uma filosofia que discute se é mais importante um estádio ou um hospital.  E então, com uma frase solta e muita má fé, transformaram mais uma resposta comum e lógica num motivo de revolta virtual.

Se por acaso você nunca viu a entrevista toda, nunca leu, pode ler a de Pelé aqui e a de Ronaldo aqui.  Ambas reduzidas, mas já com a frase seguinte e a anterior, o que muda em 99,8% o contexto do que foi dito.

Mas talvez não mude a má fé de quem as interpretou com raiva para manipular quem está a sua volta. Os mesmos caras que, coitadinhos, se sentem parte especial da sociedade não manipulada pela Globo.

Entendo, cada dia mais, que nada é mais insuportável a um brasileiro do que alguém fazendo sucesso. E então, o menosprezamos até estar no mesmo patamar que nós.  Já que subir até o dele é muito mais difícil.

abs,
RicaPerrone