Santa Fé

Flamengo, o “mete-fofo”

A Libertadores é uma vadia.

Daquelas que a gente olha, vê o problema e se enfia nele mesmo assim. É mais forte do que nós.

Ela joga sujo, aparece seduzindo, não deixa você esquecer dela e no menor indício de desinteresse ela aparece flertando com seu pior inimigo. E aí você vai lá igual um cachorrinho se submeter as mais absurdas condições só pra “estar com ela”.

Você sabe quem ela é e mesmo apaixonado por uma vadia parece não entender o que ela quer.

A Libertadores gosta de tapa na cara, Mengão. Pára de mandar flores, ela quer sexo. Só sexo.

Com amor você conquista o Brasileirão. Aos poucos, sem impacto, devagarinho. Essa aí é outra parada. Se tu não fizer, alguém faz.

Então, meu ex-malandro favorito, tira esse sorrisinho de cara, deixa a barba crescer e não chora quando goza.

Para de abrir a porta do carro pra ela. Ela acha você babaca quando faz isso, não um lorde. E pior: ela odeia lordes.

Tem conquistas fazendo amor e tem conquistas “trepando”.

Hoje você é um tremendo “mete-fofo”, Flamengo.
E pensar que tu já foi o malandro…

abs,
RicaPerrone

Se todos fossem iguais a você…

Não minta pra mim. Aliás, vou além: Não minta pra você mesmo!

O Internacional tem sido protagonista desde 2005, tendo conquistado 13 títulos desde então.

Tem um dos mais belos estádios do Brasil, hoje disparado o melhor elenco do país, um dos grandes que menos “deve” e ainda por cima um dos que mais revela jogador.

É o clube de maior engajamento de seu torcedor com mais de 100 mil sócios.

A maior folha salarial do país. O melhor brasileiro na Libertadores de 2015, o campeão gaúcho, o time que dos últimos 10 Brasileiros terminou metade entre os 5 primeiros. O time que esteve em 6 Libertadores das últimas 10. E também o único que disputou a decisão de todos os torneios possíveis na última década.

O Inter hoje vê Valdívia no banco, Vitinho e Anderson pedindo vaga.  Vê um mar vermelho no Beira-Rio repetir história e coroar como em 2006 o “perseguido” da sua própria torcida.

No Inter de He-Mans e Gabirus sobram motivos para sorrir.

Se todos fossem iguais a você, como seria fácil torcer.

Não são. E você destoa. Não a toa.

Sem os elogios que merece, pois aqui o que dá certo a gente esquece.

Mas você, Inter, nesse futebol que padece, é o exemplo prático que time grande também cresce.

abs,
RicaPerrone

Na conta do treinador

Diego Aguirre é o cara que tinha data marcada para ser demitido, venceu de goleada uma partida fora de casa e acertou o time do Inter.

Desde então o treinador conseguiu mostrar que tinha um plano e que ele funciona. Sem mais pressão, passou pelo Galo em dois grandes jogos e foi a Colômbia enfrentar o Santa Fé.

Ontem, especificamente ontem, o Aguirre teve uma noite de juvenil.

Qualquer pessoa que já tenha visto um jogo de Libertadores sabe o que são os primeiros 15 minutos e os últimos 10 se você aceitar a pressão adversária.  Eles te empurram pra trás, jogam bola na área ate achar alguém que empurre pro gol.

Aguirre tirou um atacante e um meia pra colocar um volante e um zagueiro, com um 0 a 0 no placar, seu time tendo espaço no contra-ataque, e sabendo que transformaria um jogo difícil num ataque x defesa por 10 minutos finais.

Parecia roteiro adaptado. Você sabe o que vai acontecer, todo mundo sabe.  O Inter perdeu poder de contra-ataque, liberou mais gente do Santa Fé pra ir pra cima e tomou o gol no final.

Nada irreversível. O jogo mesmo permitiu uma vitória do Inter ou do Santa Fé. Os dois tiveram chances, embora o Inter tivesse chutado 3 bolas no gol e o Santa Fé 13.

Aguirre escolheu o sufoco e o risco de tomar o gol. Tomou. Será cobrado justamente por isso.

Mas dá pra reverter. Não com facilidade, pois o time colombiano não é uma galinha morta. Mas dá. O Inter tem hoje o melhor elenco da Libertadores. O que não quer dizer que vai saber o que fazer com isso.

abs,
RicaPerrone