seleção brasileira

Essa revanche é de 82…

Nós estamos prontos. Como jamais em toda a história da seleção estivemos. E afirmo isso com absoluta certeza, pois até algum tempo atrás a preparação era secundária e desde que se tornou fundamental passamos longe de ter o que temos hoje.

Temos um grupo, comando, um respaldo absurdo por trás do Tite e um trabalho que pouca gente tem ideia de observação e coerência.  Ele sabem de tudo, acompanham detalhadamente tudo, planejaram tudo e fizeram tudo certo.

A seleção está pronta. Os 23 são pouco contestáveis. Talvez um ou outro, como em todas haverá. Mas a linha está mantida, nenhum absurdo estará na Copa e todos estão correndo muito atrás dessa conquista.

O que vamos fazer na Russia não é o que fomos fazer em 2006, nem 2010, menos ainda em 2014.  Também não estamos indo como em 94, onde eramos duvida. Longe de 90, mais ainda dos “veteranos” de 70.

Essa seleção pode ganhar ou não. É do jogo. Mas se ela perder, será como em 82. Nós vamos chorar, não ficar putos. Vamos como favoritos, vamos brilhando, com tudo dando certo. Sim, somos os melhores 11 que a Copa tem. E isso pode não refletir numa taça.

Tem gente incapaz de entender que dentro da CBF há coisas boas e ruins. E a seleção é algo que funciona e muito bem. Tite e Edu montaram um time maravilhoso, fizeram tudo certo e agora vão virar ver qual rótulo eles carregarão nos ombros pro resto das vidas.

O futebol não é justo e se fosse ninguém assistiria. É chato, os jogos ruins são maioria, tem poucos “pontos” e é o único esporte onde a defesa se sobressai ao ataque.

Não sei se vamos ganhar. Mas eu tenho absoluta certeza de que tudo que estava ao alcance da seleção para chegar lá pronta foi feito. E agora, juntos, vamos chorar ou festejar. Mas xingar, duvido.  Duvido mesmo!

abs,
RicaPerrone

Nossos meninos de novo

Quando eu era moleque meu pai discutia a seleção de 82 com meus tios e falava dos jogadores como se fossem patrimonios nacionais. Havia respeito, carinho e admiração. A cobrança era parte do processo, mas nunca ofuscou o olhar que brilhava por eles.

Acho que passei a maior parte da minha vida ouvindo a imprensa dizer, copa sim copa não, que a seleção brasileira “não é mais aquilo”, que “o futebol não é mais aquele”, que “nunca mais vamos…”.  E, de fato, raramente temos no futebol o que tivemos um dia.

Mas desde Romário e Ronaldo eu não via o brasileiro olhar pra seleção com euforia. Repare, não falei em alegria. Nós sempre olhamos pra seleção com alegria porque ela invariavelmente vence. Mas com euforia, é raro.

Nós esperamos mais que o gol. Nós queremos vê-los e torcemos por eles. Nem mesmo o patético mimimi dos que acham que torcer contra a seleção é combater corrupção na CBF está mais se sustentando. São irresistíveis.

4×1, lá?! Pelo amor de Deus…  não chega a ser novidade, aconteceu em 2009. Mas pra quem outro dia era colocado como “dúvida” na próxima Copa? Você são malucos. Nunca duvidem dessa camisa. Também não coloquem nela o peso de ser a “única alegria do brasileiro”.  Toda vez que aconteceu, deu merda.

Eles são garotos, moram longe, mas pela primeira vez vejo uma geração de jogadores não identificados com clubes brasileiros serem “nossos”.

A gente sorri quando vocês fazem o gol. A gente xinga o Marcelo quando ele erra mas sem o “eu avisei”.  É só raiva de torcedor.  Nós temos orgulho do Neymar. Nós adoramos o Jesus, e isso se aplica a corintianos e saopaulinos.

É um momento raro. Comandado pelo Tite, o cara que explicou com trabalho como é rápido devolver a coroa a quem nasceu rei. A bola nos ama. E quando a gente sorri jogando futebol, quando temos na seleção “nosso time”, tudo está no lugar.

O futebol precisa da seleção brasileira. E nós, mais ainda.

abs,
RicaPerrone

Desempenho acima do resultado

Cobra-se do futebol um melhor critério de avaliação na hora de demitir pessoas. Eu concordo, tanto concordo que acho a demissão do Micale justa.

Porque ele não merecia créditos após o ouro olímpico? Não. Porque a seleção conquistou o ouro sem jogar um bom futebol.  Acontece? Sim, pra caralho, o tempo todo.

A gente tem “pena” de analisar qualquer coisa fora do placar do jogo e na mesma frase ainda cobramos que “resultado não é tudo”. Não é mesmo! Treinador é parte do processo, e o time precisa ter padrão, posse de bola, oferecer perigo e correr poucos riscos. É pra isso que se trabalha numa seleção brasileira.

Micale tem muito futuro, mas não fez o time jogar bem. Ele ganhou, é diferente.

Não adianta muito vir reclamar de “7×1” quando se faz do Muricy e seu futebol horroroso uma referência de sucesso. Ou quando se coloca Parreira, Renê Simões e outros em patamares surreais por algo que o talento dos jogadores lhes deu.

Time bem treinado joga bem. Não precisa dar espetáculo, mas joga bem.  E o Brasil do Micale não jogou bem nas Olimpiadas e ficou fora do mundial. Demissão é justa e coerente.

Ele chegou lá com justiça, mas também sai justamente.

abs,
RicaPerrone

Nós gostamos de vocês

Embora o dia-a-dia do futebol seja altamente amargo e desgastante pela cobrança, acho ainda que nem tudo é dinheiro e resultado.  Fosse eu um desses caras, me comoveria mais um garotinho de amarelo com meu nome nas costas do que um cheque por um carrão.

Nem todos são assim. Mas nesse time, hoje, nós sabemos que há algo mais do que a conta bancária.

Há anos e anos nós tentamos consertar a nossa relação e nesse processo mais agredimos do que demos suporte. Somos péssimos parceiros, tal qual diversas vezes vocês foram infiéis. Se não conosco, com nossas tradições, com nossa cultura e nossa história.

Hoje a seleção encerrou seu ano com mais uma vitória.  E de todas as análises táticas e técnicas possíveis do jogo, nenhuma delas me importa. Sei que parte dos jogadores lêem o blog, que compartilham entre vocês no whatsap o que escrevo e quando soube disso foi a maior alegria da minha vida.

Hoje, após mais uma vitória com dribles, gols, controle do jogo e euforia por aqui, quero resumir tudo numa só frase e que ela seja suficiente para vocês terem um grande final de ano com suas famílias em suas casas espalhadas pelo mundo.

Talvez não fale por todos. Mas garanto que falo pela maioria.

Nós gostamos de vocês. Obrigado!

abs,
RicaPerrone

#Paz

De todas as necessidades básicas da seleção brasileira há algum tempo venho dizendo que a mais determinante no nosso desempenho era a paz.

Explico.

O time viajava pra se reunir sabendo que ia apanhar da entrada até a saida. Que ninguem presta, que a imprensa faria da oposição a Dunga um 7×1 todo santo dia e que estar ali era pedir pro tempo passar logo pra voltar pro seu clube.

Tite deu a seleção uma dose de paz inacreditável.  O time jogou como se não perdesse há anos, driblou e brincou com a bola como se fossem os ídolos de uma geração e favoritos a golear na altitude.

Gols foram saindo naturalmente, ninguém vacilou na hora de tentar uma jogada ou decidir um bicão pro alto. Isso tudo não se deve a 3 dias de treino, porque o Tite é bom mas não é mágico. Deve-se a paz.

Ontem Tite conseguiu arrancar uma salva de palmas da imprensa porque deu o time 24h antes, como se fosse uma bobagem do treinador optar por esconder até a hora do jogo. Cena tosca, mas bem a cara da mesma mídia que fez da seleção um inferno até tirar dali quem eles não queriam.

Agora com Tite, que é “gente boa”, nem do Del Nero falam mais. A “seleção da CBF” é capaz de voltar a ser “brasileira”.  E nisso ganham todos, especialmente os imbecis que a rotulavam dessa forma antes.

Uma estréia espetacular. Com controle de jogo, de ritmo, de campo e com uma goleada merecida. Criada pelo talento individual e pela ousadia que até ontem ninguém arriscava mais por medo.

Agora sim. #Paz.

abs,
RicaPerrone

A compreensível lista de Dunga

A separar antes de qualquer coisa que gostar ou não do Dunga é uma coisa, avaliar suas ações é outra.  Então, um pouco de calma porque essa coisa de massacre de véspera, ou achar que porque não gosto de alguém tudo que ele faz é errado é um dos problemas do país atualmente.

Eu adoraria ganhar a Copa América do centenário. Seria minha prioridade porque acho Olimpíadas um evento que nem deveria ter futebol.

Porque futebol não é esporte? Não. Na verdade é porque o futebol é maior pro mundo que a soma dos outros esportes. Logo, tê-lo ali ofusca quem de fato interessa naquele evento e ainda desmerece o próprio ouro, porque é sub 23 e não os times principais.

Mas tem. E tendo, entendo que o Brasil queira ganhar em casa. Por não ter, por ser aqui, o escambau.

Assim sendo, Dunga chamou um time misto que testa garotos para as Olimpíadas enquanto disputa a Copa América.  Não vai ajuda-lo a se segurar no cargo, mas hoje ficou claro que ele não está nem aí pro cargo.

Convicção. Isso é chave de qualquer sucesso.  Se Dunga convocasse hoje Ganso, Thiago Silva e Marcelo, ele mostraria que não tem certeza do que está fazendo e acabaria ali.  Ao convocar o time olímpico ele não só mostra que tem um objetivo como também se coloca como alvo em caso de uma medalha que não seja ouro no Rio.

Nos últimos anos ganharam as Olímpiadas Nigéria, Camarões com seus times sub-35.  Também México, Argentina, União Soviética, Espanha (92)… ou seja: ninguém que tenha levado algo adiante. É um título que não condiz com o futebol real.

E Dunga sabe que, se ganhar, “não será parâmetro”, e se perder “que vergonha não ganhar esse ouro”. Logo, faça o que acredita até o fim. Porque o fim é óbvio.

A lista:

Goleiros
Alisson (Internacional), Diego Alves (Valencia), Ederson (Benfica)

Zagueiros
Miranda (Internazionale), Gil (Shandong), Marquinhos (PSG), Rodrigo Caio (São Paulo)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona), Fillipe Luís (Atlético de Madrid), Fabinho (Monaco), Douglas Santos (Atlético Mineiro)

Meio-de-campo
Luiz Gustavo (Wolfsburg), Elias (Corinthians), Renato Augusto (Beijing), Coutinho (Liverpool), Lucas Lima (Snatos), Willian (Chelsea), Casemiro (Real Madrid), Rafinha (Barcelona), Douglas Costa (Bayern)

Atacantes
Hulk (Zenit), Gabriel (Santos), Ricardo Oliveira (Santos)

abs,
RicaPerrone

Tá na cara

É preciso pouca sensibilidade pra olhar em volta e perceber algumas coisas. Enquanto discutirmos tática, modernidade, estrutura, cbf e a puta que pariu, vamos passar batido pelo que de fato tem sido determinante nas dezenas de passes de 3 metros que erramos.

Convenhamos, se todos eles jogam no brilhante futebol europeu, o fato de errarem passes toscos de 3 metros não diz respeito a qualidade deles, nem a questão tática. Algo além disso ronda a seleção.

Olhe pro Chile.

O time entra sorrindo, a torcida vibrando, a imprensa gritando, os jogadores mordendo os lábios para fazer história.  Isso se chama confiança e, mais do que isso, desejo.

Qual o desejo do chileno? Fazer história.

Qual o desejo do brasileiro? Evitar vexames.

Eles entram sérios, tem medo de arriscar, fazem o mínimo possível pra não ter “culpa” numa eventual cagada. O Brasil entra em campo pra não perder.  Entra pra se defender.

Não do Chile! De mim, de você, de todos nós. A seleção pega o avião da Europa pra cá de cara fechada. Porque deixam seus clubes onde são ídolos pra vir aqui ouvir que são fracassados, a pior geração e que vamos perder.  Pra serem atrelados a dirigentes e questões políticas.

Qual o sentido de estar na seleção?

Servir seu país, ser amado, aplaudido, ter a chance de escrever história e ser notável.  Qual é a realidade imposta pra eles hoje? Venha ser vaiado, cobrado, ofendido e ouse não jogar bola pra ver o que te acontece.

Essa é a nuvem que carregam sobre eles.  Está uma merda ser convocado pra seleção. Está uma merda torcer pra seleção. Está uma merda discutir todo santo jogo do Brasil com centenas de jornalistas estúpidos e torcedores adestrados sobre se devemos ou não torcer pra seleção.

Ora, meu Deus! Que dúvida é essa?

A mesma que um deles tem quando olha pra bola e pensa em partir pra dentro. “Eu? Nem fodendo! Se eu errar sou um lixo e dependemos do Neymar”.

Do lado de fora só tem tiro voando. Ninguém vai botar a cara pra fora.

Erros táticos, técnicos e o escambau se justificam com treinamento, convocações e métodos. Erros de 3 metros de jogadores mundialmente consagrados, não.

Jogamos muito mal. Mas eles não jogam só isso. E todos nós sabemos disso.

Armas no chão, senhores. Ou terça-feira será pior, pois será literalmente na casa do nosso maior inimigo: o Brasil.

abs,
RicaPerrone

Gostei!

Não gosto de ver estreantes como titulares, mas gostei do Lucas Lima.  Não gosto de ver o Hulk titular, mas gostei demais do Douglas pela esquerda.

E que diferença faz o Douglas vir do Bayern e vir do Shaktar. As vezes, de fora, de longe do campo, o torcedor acha que é tudo mesma coisa. Mas jogar num time grande faz uma diferença gritante na confiança do sujeito e futebol é muito confiança. Tanto que é comum ver jogador bom errando tudo e perebas em grande fase.

Douglas agora está apto a ser titular. Se pela esquerda, direita ou mais atrás pra volta de Neymar, não sei. Tanto faz. O importante é irmos preenchendo o time com protagonistas de times grandes pelo mundo, pois é assim que a seleção se parece com seleção.

Segundo tempo, algumas mexidas e eu gostei mais do time do que no primeiro. Kaká pela tranquilidade que dá aos companheiros, pelo toque calmo e por ser um meia “meia”! Não esses que agora viram pontas quando fazem 22 anos. Parece religião essa porra.

Eu arriscaria um terceiro zagueiro ali pra ver Daniel e Marcelo lá na frente sem se preocupar com marcação. Um teste, um só teste. Aproveitando ser amistoso.

Mas num geral, gostei. O time ainda precisa de mais nomes de peso, especialmente lá na frente. Mas Douglas no Bayern ajudou muito e a volta de Kaká, embora seja uma convocação pra amanhã e não pra 2018, tem seu sentido.

Dunga não é meu preferido. Mas isso não faz dele meu pior inimigo. Exageros a parte, há uma direção. E hoje gostei dela.

abs,
RicaPerrone

A melhor Copa América

Durante muitos e muitos anos nós olhamos pra Copa América como um torneio de time reserva.  Nunca nos importamos, assim como a maioria dos nossos vizinhos.

Talvez faltasse ao torneio a “sorte” de ter numa edição todas as seleções com seus times principais para, enfim, termos uma grande Copa América e voltarmos a dar valor a ela.

Aconteceu.

Em 2015, muito provavelmente motivados pelas revanches da Copa e pela boa campanha dos sulamericanos, teremos uma Copa América com 5 times capazes de conquista-la.

Argentina, Uruguai, Colombia, Chile e o Brasil, óbvio.

Seleções que na Copa do Mundo foram protagonistas. Que reúnem alguns dos maiores craques do mundo, inclusive o maior deles na atualidade.

Sabemos que ela será avaliada de duas formas: Se perdemos, será uma grande Copa América. Se ganharmos, um torneio sem importância.

Fato é que quem decide a importância do torneio é o time. No caso, as seleções. E se elas toda dizem que vale força máxima, não sobra muito pra contestar.

Teremos nossa Copa do Mundo sem Itália e Alemanha!  Não é assim que eles chamam a Eurocopa? Uma Copa sem Brasil e Argentina?

Nossa vez de fazer um grande torneio sem eles.

abs,
RicaPerrone

Coerente e previsível

Dunga não é o perfil do treinador que inventa um nome bombástico 2 dias antes da lista final. Pelo menos até hoje não foi. E mais uma vez foi coerente com suas convocações anteriores, manteve todos os convocados e o grupo que formou.

É bom? É. É o que tem.

Faltam protagonistas. Isso me incomoda. Mas aí não é culpa dele, é o momento. Num futebol onde cada vez mais importa o coletivo nós temos que readaptar a mentalidade e cultura de um povo até equilibrarmos isso. Leva tempo.

Destes todos, acho que Robinho, Neymar, Elias  e Coutinho são protagonistas em times grandes. O restante ou joga em time menor ou joga em grande sem o papel de destaque.

No time que eu imagino em campo, Robinho e Neymar atuam de titulares. Elias, idem.

Cabe um Fred ali? Por mérito, cabe. Artilheiro de tudo que disputou desde a Copa. Aliás, assim como costumava fazer antes dela. Mas tirar o Tardelli, que vem bem na seleção, também seria sacanagem. Então segue o jogo.

É time de transição. Safra mediana, longe de ter cara de Brasil. Mas o futebol não é mais técnico, não privilegia mais a qualidade e menos ainda a individualidade. Vamos ter que nos adaptar a um novo conceito de seleção, buscando grupo e não mais 23 nomes incríveis fazendo o torcedor sonhar com um futebol de 1982/1970.

Dá pra ser campeão. Aliás, onde não há Alemanha e Itália, o Brasil é sempre favorito.

Goleiros: Jefferson (Botafogo), Diego Alves (Valencia) e Marcelo Grohe (Grêmio);
Zagueiros: David Luiz, Marquinhos, Thiago Silva (Paris Saint-Germain) e Miranda (Atlético de Madrid);
Laterais: Marcelo (Real Madrid), Filipe Luís (Chelsea), Danilo (Porto) e Fabinho (Monaco);
Volantes: Luiz Gustavo (Wolfsburg), Fernandinho (Manchester City), Elias (Corinthians) e Casemiro (Porto);
Meias: Everton Ribeiro (Al Ahli-EMI), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk), Willian (Chelsea) e Philippe Coutinho (Liverpool);
Atacantes: Neymar (Barcelona), Diego Tardelli (Shandong Luneng), Robinho (Santos) e Roberto Firmino (Hoffenheim).

abs,
RicaPerrone