seleção brasileira

O time que “quase” não perdeu em 2014

Acabou o  ano mais esperado, frustrante e inesquecível da história da nossa seleção.  Entramos favoritos, chegamos favoritos, perdemos como um time de juniores, retomamos rapidamente e ganhamos todos os jogos, inclusive dos vice campeões do mundo que jogaram menos do que nós a Copa toda.

Com caras novas, mais de meio time da Copa e um esquema tático idêntico, o Brasil prova que houve um descontrole emocional na Copa do Mundo muito acima de qualquer questão técnica e tática.

Era isso, com o Oscar e o Hulk trocando. Hoje troca com William, mas não mudou a formação, menos ainda o desenho do time.

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Mudam algumas peças e na verdade o que temos em campo é um time menos pesado, com muito menos pressão e com o controle emocional do que deve fazer.

Tem uma mudança na compactação da defesa com o meio, mas num geral é o time da Copa. Os resultados pré-Copa.

O 7×1, que foi um surto emocional após o segundo gol, para muita gente é reflexo disso ou daquilo. Bobagem.  Um time com 19 “europeus” e um treinador há 10 anos atuando lá não reflete porra nenhuma do que é feito aqui em nosso futebol.

Foi um apagão. Não haverá outro.

Bola pra frente. E de preferência no Neymar.

abs,
RicaPerrone

#SomosTodosComuns

É uma merda dizer isso, mas infelizmente a convocação do Dunga levou muito perto do que de fato temos de “melhor”.  E note que o que hoje é considerado melhor há pouco tempo estaria no patamar do “mediocre”.

Note também que muitos dos nossos craques não vingaram por culpa deles mesmos e que essa conta não cabe ser depositada no treinador, na CBF, na Globo ou em qualquer outro alvo fácil para se justificar qualquer coisa.

Na real, quando concordamos com a lista que fracassou na Copa e com a primeira após a Copa significa não que somos bipolares, mas que não temos mais tanta opção.

Chover no molhado é entrar no discurso vazio de que “não temos mais” isso ou aquilo, sem que ninguém consiga dizer exatamente porque. Mas não choverei nessa água.  Quero entender algo maior do que isso.

Porque nossos jogadores não são mais protagonistas? Ok, o nível mundial de “foras de série” diminuiu MUITO e hoje a seleção campeã, por exemplo, não tem esse puta craque no time.  Isso nos enfraquece, já que nosso jogo sempre foi muito mais técnico e individual do que coletivo.

Mas porque apenas Neymar é “o cara” no time dele, ao lado do Messi, enquanto os outros ou são apenas muito bons ou no máximo craques de times médios?

O Cruzeiro, líder do Brasileirão e atual campeão, não tem um fora de série. É a “Alemanha” brasileira. Jogam todos, pra todos, sem um fator de desequilibrio indvidual e previsível.

Mas se somos criados desde o primeiro chute na bola para desequilibrar, como agora dizemos pra nossos garotos todos que procuramos menos erros e riscos, e que tudo que ele fazia de melhor hoje é condenável?

Nossa geração de Robinho, Pato, Ganso e Neymar não conseguiu evoluir pra jogar junta. Mas aqui, quando juntos, deram um show de futebol recente pelo Santos que não sabemos repetir.

Eu concordo com quase toda a lista do Dunga.  Mas concordo porque o futebol me convenceu a aceitar menos brilhantismo e mais simplicidade em busca de errar pouco.

Essa seleção, que é pouco contestável, me faz imaginar uma partida contra outro time, formado por lúdicos “craques” nacionais como por exemplo Diego, Robinho, Ganso e Pato.  Que seja.

Em quem você apostaria seu dinheiro num jogo desses?

Eu sei. Eu também apostaria.

abs,
RicaPerrone

Dunga, o prato cheio

É foda falar da volta de Dunga.  Não pela contratação em si, ainda nem confirmada, mas pela circunstancia bizarra em que acontece.  Na verdade tudo foi colocado de forma tão precipitada após o 7×1 que qualquer decisão que não fosse Leonardo e Caetano na diretoria e Tite ou Guardiola como treinador seria tomada como “errada”.

Dunga mexe em 3 lados de uma mesma história, mas que precisam ser muito bem separados.

O futebol brasileiro –  A seleção, no máximo, reflete alguma coisa do futebol brasileiro. Nunca foi termômetro de merda nenhuma pois ela só tem como ser a consequência de qualquer problema e não a causa. Não será um cara treinando um time de jogadores que atuam na Europa uma vez a cada 2 meses num treino escroto de 20 minutos que fará alguma diferença nos conceitos básicos do futebol brasileiro.

Se você realmente está preocupado com o nosso futebol e entende que precisamos mudar, entenda também por onde. Não é pela ponta do iceberg. A seleção é a mais tosca forma de avaliar este resultado já que os jogadores que lá estão não fazem parte do ‘futebol brasileiro’.

Portanto, com Dunga, Mourinho, Guardiola ou Joel Santana, nada disso teria qualquer impacto no futebol praticado no Brasil. E portanto, não seria nada além de um time europeu treinado de vez em nunca pra ganhar amistosos.

O treinador – Dunga merece?  Não. Não tem feito nada pra isso.  A vez era de Tite ou Cuca.  Mas Dunga fez um trabalho ruim na seleção?  Não. Nem mesmo o Alex Escobar pode dizer isso.

Ele venceu todas as competições que participou, goleou a Argentina 2 vezes, arrebentou nas eliminatórias e na Copa perdemos pra Holanda por meio tempo ruim e por falhas individuais que “acontecem”. Isso numa geração anterior a esta que era tão fraca ou pior do que essa.

Seu trabalho na seleção foi muito bom.  Mas ele não sabe lidar com a mídia.

A escolha –  A decisão de quem será o treinador não tem relação com o que eu ou você achamos do Dunga como pessoa.  Mas é óbvio que para o bom andamento da coisa é também importante que seja um cara que consiga dialogar com a mídia, se é que alguém no mundo ainda consegue ter uma relação não animalesca com a imprensa sendo técnico da seleção brasileira e carregando no ombro birras da mídia com a CBF transferidas pro campo de jogo.

Mas tendo que ser assim, Dunga não é o cara. Não porque brigou com o Escobar, mas porque não tem paciência, tem muita magoa da mídia desde 1990 e não é o tipo do cara que vai permitir festinha no treinamento. Sabe aquelas que toda emissora usa, entra ao vivo e quando perde diz que não concorda? Então. Essa aí.

O técnico da seleção não tem absolutamente NADA a ver com a renovação do futebol brasileiro. Isso diz respeito a base, dirigentes, clubes, diretorias e mentalidade. A parte tática é o último dos nossos problemas, ainda que seja um deles.

A conclusão?

Que Dunga pode até ser o cara certo mas na hora errada. Que é um cara que não devia ser escolhido pelo momento e não pelo que foi feito quando lá esteve.  A idéia de colocar alguém que confronte brutalmente a mídia num momento desses é uma estratégia de marketing estúpida justamente na hora em que, mesmo perdendo como perdeu, o povo se reaproximou da seleção.

É um anúncio infeliz. Que eu não faria. Mas que não faria pela situação, não pelo trabalho que Dunga entregou até 2010.

E se for confirmado na terça, desejo sorte. A ele, a quem for fazer dos próximos 4 anos um inferno a cada amistoso e aos idiotas que farão disso motivo pra torcer mais ou menos pela nossa seleção.

O que tem de bom nisso tudo?

O fundo do poço é o exato momento em que você coloca os pés no chão. E é dali que você dá impulso pra subir de volta. Talvez estejamos colocando o pé e sentindo o fundo do poço.

Talvez.

Abs,
RicaPerrone

Acabou!

Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Meninos, acabou!

Tudo que vocês tinham obrigação de fazer está feito. Precisávamos ganhar de quem nos parecia inferior, e ganhamos.  Tínhamos que ir as semifinais da Copa, e lá estamos.

Toda pressão de evitar um vexame acabou hoje em Fortaleza. Não há mais vexame.

Daqui pra frente vocês entram em campo pra buscar, não pra evitar.  Pisam mais firmes em busca de algo que dá prazer, não de uma tentativa desesperada de não ser um vilão nacional.

Vocês não serão. Mas podem ser heróis.

E se repetirem o primeiro tempo de hoje em 90 minutos, vamos ganhar da Alemanha e chegar na final. Se não repetirem, seremos competitivos. Mas hoje, tudo tinha que dar tão certo, os argumentos vazios estavam tão expostos, que até o Neymar não jogou nada pra matar a “Neymardependência”.

Nós podemos. Com ele, melhor. Sem ele, mais sofrido, mas nós podemos chegar.

Daqui por diante lhes desejo “boa sorte”. E daqui também agradeço pela classificação e o “dever” cumprido.

Sonhamos em poder sonhar até o fim. E até bem perto do fim já nos garantiram esse direito.

Chorem a vontade.  A obrigação acaba aqui.

Agora, enfim, divirtam-se! É sorrindo que somos melhores que os outros.

abs,
RicaPerrone

Boa noite, seleção!

Boa noite, Oscar. Que amanhã você durma mais cansado, mas muito mais feliz. Que sua noite seja de ansiedade, não de tensão. E que você tenha muita certeza que se reapresenta no sábado.

Boa noite, Felipão.

Boa noite, David! Nervoso ai, irmão? Aqui tá foda. Mas é o frio na barriga que esperamos a vida pra sentir. Vai valer a pena.

Boa noite, Julio. Sai que é sua. Sempre!

Boa noite, Neymar! Espero que tenha passado a pancada. Não esquece de tocar o terror hoje na concentração pra quebrar qualquer clima mais pesado.

Boa noite, Daniel! Teu cabelo tá feio pra caralho, viu? Mas amanhã vai ter uma falta pra você cobrar daquelas que você não erra.

Boa noite, meu capitão! Quantas noites você dormiu sonhando em dormir essa?

Boa noite, meu lateral! Tão falando que é perigoso porque eles jogam pelas pontas. Perigoso é te deixar livre. Pra cima deles!

Boa noite, Hulk!

Boa noite, Fred! Agora é pra valer. Sabe aquele jogo que só os diferentes resolvem? Então. É seu.

Boa noite, Fernandinho!

Boa noite, Paulinho! É verdade que o James amanhã não pega na bola? Levei fé!

Boa noite. E acostumem-se. Noites anteriores a decisões nesta Copa vocês ainda vão ter mais 2 pra dormir.

Estamos com vocês.

abs,
RicaPerrone

Dá pra mudar

Infelizmente não me sinto a vontade pra cagar uma regra sobre o psicológico de alguém sem conhecer tanto o assunto quanto a pessoa.  Então, me limitarei a discutir o que posso.

Porque é tão impossível imaginar uma seleção com nova formação? Qual o absurdo em pensar em Henrique pra vaga do Luiz Gustavo, por exemplo?

E será mesmo que jogar com 3 zagueiros é uma alternativa retranqueira?

O time do Brasil, ao contrário do que foi nas Confederações, tem jogado desta forma:


Com Hulk de um lado, Oscar de outro e o Neymar centralizado atrás do Fred buscando jogo.  Este desenho aparece inclusive no mapa de posicionamento estatístico das partidas do Brasil.

Como o Neymar busca muito jogo pelas beiradas, não tem meio campo. A bola é esticada pro Fred ou aberta pelas pontas. Sem Luiz Gustavo Felipão pode apenas trocar um nome ou mexer num sistema.

Abaixo o time com 3 zagueiros. Não resolveria todos os  problemas do mundo, mas ficaria menos previsível, daria liberdade aos laterais pra fazer a única coisa que sabem e empurraria Neymar e Hulk (ou Fred)  mais pro meio.

Gosto? Gosto sim.  Mas se você me perguntar o que eu mais gostaria de ver, talvez fosse o esquema abaixo.

Com 2 meias, 2 atacantes, 2 volantes, simples, sem delírios, esquemas mirabolantes e com bola no chão, que é o que nos diferencia.  Não suporto a idéia de apostar em bola aérea numa seleção que tem no improviso com os pés 90% de sua força.

Felipão não vai fazer isso. Por coerência, conceito, seja o que for. Mas quanto mais ele se aproximar disso, acho que aumenta a bolas nos pés, as jogadas menos diretas e um time menos previsível.

Prender o Oscar a uma ponta é desperdício. Ele sozinho no meio não aguenta.  É duro ser Felipão também.

Mas ainda assim, mais duro é ser adversário do Brasil.

E nós vamos passar pela Colômbia.

abs,
RicaPerrone

Não foi uma entrevista

Quando Felipão chamou meia duzia de jornalistas num canto pra bater papo, ele não fez uma entrevista coletiva, nem mesmo abriu espaço para matérias exclusivas.  Tolo quem acha que isso foi pra dar preferência a um ou outro.

Se fosse dar, jamais chamaria gente da ESPN, jornais ou Fox, com todo respeito. O faria com Globo, Band e Sportv, que são os que de fato podem manipular a opinião da massa pelas audiências que tem.

Chamou os caras pra pedir ajuda.

Não tática, nada disso. Mas para aproximar. Tentar dizer pra eles que a pressão tá forte demais e, quem sabe, notando isso, pudessem diminuir as pancadas nos garotos.

Não adiantou. Quem não é inteligente o suficiente pra entender o futebol só resta entender “DE futebol”.

Ao invés de entender aquilo como uma aproximação e sim, um pedido de ajuda, alguns jornalistas optaram por colocar o jornalismo acima de tudo. Eu respeito, mas acho uma bosta.

Não era pra expor. Não era pauta. Não era pra isso. Mas e a vontade de ir a público dizer que “foi um dos 5 chamados”?  Irresistível ao ego que nos acompanha desde o diploma.

Felipão não chamou Globo e Sportv porque são canais que naturalmente, ou por contrato, jogam junto da seleção.  Outros, que por falta de contrato ou conceito jornalístico, jogam contra pra dizer “eu avisei”.

A seleção está pedindo força. É isso! Só isso.

Mas pedindo num país onde infelizmente ser “jornalista” é mais importante que ser brasileiro. Onde a seleção é a “seleção da CBF”, ou “time do Felipão”,  e não “nossa seleção”, como deveria ser.

As vezes acho que precisamos perder mais. Torcida coxinha é ingresso caro. Jornalismo coxinha e vira-latas é mera falta de inteligência.

Agora o Felipão sabe. Se não vai poder dizer: “Eles confiam em vocês!” na preleção, já pode encher a boca pra dizer: “Vamos calar a boca desses filhos da puta que acham que vocês não tem estrutura emocional pra estarem aqui”.

São menos bocas pra apoiar. Mais bocas pra calar.

abs,
RicaPerrone

 

Conquistem-na!

Assisti Brasil x Chile no Maracanã. Sim, dentro do Maracanã, pela TV, esperando Colombia x Uruguai.

Eu senti um medo injustificável de perder desde cedo, quando sai de casa pra sacar dinheiro pro metrô. Não via euforia, nem fé.  O que sentíamos no ar era a mais insuportável das sensações antes de um jogo de futebol:  a obrigação.

A nossa seleção tem defeitos, não é o time de 82, não tem mais do que um jogador brilhante, e não é pior que a de ninguém. Mas também não é tão melhor assim.

Jogar em casa pode funcionar desde que entendam que Copa do Mundo se conquista. O que a seleção está fazendo até aqui é tentando não perde-la.

Como se fosse nossa de véspera…

Essa estúpida obrigação de ganhar que inventaram na mídia pra vender notícia pra retardado está fazendo mal ao Brasil. A torcida que não sabe se vaia, se cobra ou se ajuda. Aos jogadores que não sabem se partem pra dentro do Chile ou se esperam até o final na defesa sem se expor pra evitar um vexame.

Vexame é o caralho!

Jornal, meus caros, não a toa termina cagado por cachorros. E o “vexame” de hoje será o mesmo tentem arriscar ou não. Ninguém vai aliviar. E se é atrás de um “sonho” que vocês estão, então comecem a trata-lo desta forma.

Ninguém evita perder um sonho. Sonhos são objetivos, metas. Algo que vamos atrás, não que escondemos pra não perder.

Mete na caneta deles, porra! Erra, mas erra pra ganhar. Eu prefiro do que ver vocês acertando pra não perder.

Eu sei que o ambiente é insuportável. O silêncio é a pior das reações. Nem mesmo as vaias fazem tão mal, já que vaias reprovam, aplausos aprovam, silêncio não diz nada.

Não sabemos gritar pra vocês. Somos tão incompetentes quanto vocês quando pressionados a fazer o melhor em troca de não sermos massacrados. Somos iguais, brasileiros, sangue quente, adoramos nos cobrar e não temos nenhuma vontade de aliviar.

Deve ser foda olhar pra cima, pedir o grito e ouvir o adversário.  Deve ser insuportável abrir jornal pós jogo ou na véspera. Deve ser duro ter que dormir com isso nas costas todo dia.

Mas caralho! É o caminho pra glória, não uma tortura.  Perder ou ganhar é do jogo e a ignorância jornalistica sobre futebol ao tratar derrotas como tragédias, como já disse, termina sempre no cocô do cachorro.

Esquece.

Vocês não tem nada a “guardar”, mas sim a ir buscar.

Vou ignorar o ataque de pânico que tiveram hoje no Mineirão.  Pra mim foi um surto de nervoso ao se sentirem sozinhos entre 200 milhões de “tamo junto …mas desde que vocês ganhem”.

Pra cima deles. E isso não é uma frase feita.

É melhor ser lembrado com tristeza do que com raiva.  Sejam a seleção que buscou o hexa, não a que não conseguiu evitar perde-lo.

#EuAcredito

abs,
RicaPerrone

Tá rindo de quê?

Daniel Alves joga no Barcelona. Campeão de tudo, cobra bem faltas, dá muito passe pro Messi, virou uma lenda no futebol por comer uma banana e é um sujeito carismático.

Em momento algum em qualquer descrição sobre Daniel há uma grande referência sobre o fato dele ser lateral direito.  Até porque, ele não é.

Daniel joga na “Zona Beckham”.  Entre a defesa e o ataque, sempre no setor direito, lançando e cruzando na área, as vezes driblando e arriscando algo mais. Mas sempre pra frente. Nunca como um marcador, no que aliás, é péssimo.

Só que na seleção ele joga de lateral. Ele cobre Paulinho, que sobe muito. Ele teria que levar o jogo a sério e evitar coisas como tentativas de chapéu na defesa empatando jogo de estréia de Copa. Ou, talvez, perceber após alguns anos jogando futebol quando e onde o adversário vai tentar a jogada.

Daniel perde todas as bolas lá atrás. Joga se divertindo, como se fosse contra o Getafe no poderoso Barcelona de 2 anos atrás que não perdia pra ninguém.

Isso aqui é Copa do Mundo, não a porcaria do campeonato espanhol onde se cobra alguma responsabilidade 2 vezes por ano no máximo em clássicos com o Real Madrid.

O que fez Daniel na estréia beira o deboche. Enquanto todos tentavam se virar pra conseguir empatar e virar o jogo, ele tentava enfeitar jogadas e não tomava conhecimento do que acontecia nas suas costas.

Um emblemático lance no primeiro tempo ele desiste da jogada e o jogador croata chega e consegue cruzar. É inaceitável.

Daniel veio a passeio, talvez pra falar de bananas. Talvez pra mostrar sua roupa nova divertida ou pra ser o amigão do Neymar. Mas ao contrário do craque da camisa 10, ele parece estar bem mais focado em “ser da seleção” do que fazer parte de um grupo vencedor.

Inaceitável a postura de Daniel Alves na estréia. Nunca confiei muito, agora então, já sairia com Maicon de titular na terça-feira.

Enquanto Oscar muda seu jeito de jogar para conseguir estar no time, Daniel brinca de ser lateral direito.

O pior em campo. O único jogador da seleção que conseguiu tirar a torcida do sério.  Não porque errou, já que todos podem errar. Mas porque se divertia errando.

Se liga, Daniel. Essa camisa amarela é coisa séria. Bem mais séria que a do Barcelona.

abs,
RicaPerrone