Simeone

O creme de avelã raiz

Veja você que loucura. O Cristiano sacaneou o Atlético, Simeone fez um gesto “obsceno” e o melhor do mundo o repetiu em campo após atuação de gala. Lá, foi “rivalidade”. Aqui, seria 2 horas num mesa redonda qualquer de debate sobre o limite do entusiasmo após um gol.

O futebol é tão lindo quando tratado como futebol.

Comemorações como essas não são pra entender, são pra você guardar. Mais estúpido ainda se você tentar discuti-la do alto do seu estúdio como se tivesse idéia do que se sente quando o mundo é jogado aos seus pés pelo seu esforço.

Não, não estou comparando com Felipe Bastos ou com Diego Souza imitando arma na eleição.  Menos ainda com o escândalo que se faz quando o Felipe Mello diz uma palavra. Me refiro apenas ao quanto isso “incomoda” quando se quer criticar e o quanto passa batido quando se quer exaltar.

Eu adorei o que fez o Simeone, mais ainda a resposta do Cristiano. Mas se o Felipão ganha do Corinthians e faz aquele gesto, está morto. Se na semana seguinte após condenado por toda bancada moralista brazuca o Romero vira e responde, seria duplamente massacrado.

Ignorariam o clássico. Fariam dele apenas argumento pra explorar o mimimi. Lá, no entanto, ficou a bela imagem do show de Cristiano.

Na real o que brigo nem é pra que se trate mal o futebol europeu. Apenas para que se dê o mesmo critério do que pode ou não lá e cá.

Em 2019 o Viola não imitaria o Porco. O Edmundo não rebolaria e, se fosse brasileiro jogando no Cruzeiro por exemplo, o Cristiano apontaria pro céu e dedicaria o gol pra Jesus.

Se for aprender com eles, aprendam também que show é show. E futebol não passa de um espetáculo.

RicaPerrone

Os gênios

Basta uma palavra em outra língua para brasileiros acharem que trata-se de um ser superior. Os dois técnicos finalistas da Champions são cheios de mídia, badalo, referências e no entanto foram os piores em campo.

Um por escalar Coentrão no lugar do Marcelo, sob a justificativa tática do português marcar melhor. Como se houvesse alguém do outro lado, covarde por instinto, para ser marcado.

Num jogo onde iriam atacar e ver o rival esperar um gol achado, porque o lateral menos criativo e técnico?

E Simeone, um dos mais desleais sujeitos que vi na vida, agora “exemplo” e já na nossa mídia como “desejo” de muitos jornalistas que se deliciam com um terno preto vestido num gringo.

Escalou Diego na maior burrice do mundo e perdeu na prorrogação porque seu time estava morto e não podia mais mexer.

Pobre Zagallo quando fez isso sob o aval médico e com o melhor do mundo.  Foi “ousado e corajoso” o jumento que fez isso para ter no Tuta com grife uma arma “fatal” e decisiva.

Fala sério!

Os dois treinadores fizeram de tudo pra inventar moda e no final, pra sorte do futebol, ganhou o que pelo menos não é tão covarde.

O Atlético de Madrid não joga futebol. Faz uso dele pra ganhar pontos. E time que faz isso não precisa ser rebaixado, mas menos ainda ser premiado.

Um jogo daqueles didáticos, que explica a qualquer ser humano porque o futebol é apaixonante, intenso e porque a tal “justiça” que se busca nos pontos corridos é uma tremenda imbecilidade, tratando-se de um produto cujo maior chamativo é a emoção.

abs,
RicaPerrone