sub 17

Reinier e o nosso futebol

É o momento mais emblemático de todos. Um jogador que sonhou a vida toda em chegar na seleção e ser titular do Flamengo. É evidente, embora não aceitem os fanáticos pouco informados sobre mercado, que estar na seleção o valoriza mais.

Mas é a sub-17! Sim, é assim que os europeus gostam. Mais novo, ainda sem estourar. É mais barato.

O campeonato é em Brasília, terra dele. O garoto vai jogar um mundial na terra de seus amigos, parentes, etc. Ele quer muito, é óbvio.

Mas ser titular num Fla-Flu também é algo que esse garoto sonhou. E a CBF não tem duas opções pra ele.

O clube se banca e diz que ele fica. A CBF não aceita. O clima pro menino fica ruim na entidade que comanda a seleção e, sim, ele tem voz. Mas se usa-la ficará queimado.

Que cenário devastador pra honra do nosso futebol. Uma jóia que alcança dois objetivos e tem que odiar ter feito isso porque graças a seu bom desempenho ele desagradará seu clube ou sua seleção. Sabendo que  no futebol ninguém é muito correto e portanto qualquer posição que tome acarretará em represálias.

Mudo, ele assiste amargurado sua vida ser decidida por politica. E seus sonhos de garoto serem disputados como se pertencessem a terceiros.

Veja você, torcedor. Nosso futebol chegou ao dia que o garoto não sabe se preferia não ter sido convocado ou estar no banco sem ser utilizado pra que possa realizar um sonho.

RicaPerrone

Quem revela mais?

É uma pergunta difícil, embora bem comum. Os times pequenos que tinham essa função perderam espaço para os clube/empresários e para os esquemas de propina que impedem o talento de entrar num time sem ter que pagar um dirigente qualquer.

Nem todos trabalham desta forma. Pelo contrário. A minoria queima a imagem da maioria que tenta fazer algo de bom.

E em alguns clubes os resultados surgem mais rapidamente do que em outros. Como medir? Impossível achar um número exato. Mas talvez haja uma forma de exemplificar isso.

Em 2015 as seleções de base do Brasil sub 20, sub 17 e sub 15 foram convocadas ao menos uma vez. Pegamos então a última lista de cada uma delas e somamos quantos representantes cada clube tem hoje na “base” da nossa seleção.

O resultado é que Cruzeiro e Fluminense são hoje os maiores fornecedores de talento das seleções de base, com 6 cada um.

Flamengo é o terceiro com 5 jogadores.

Palmeiras, Coxa, Santos, CAP, São Paulo, Corinthians, Galo e Botafogo tem 4.

Grêmio 3, Bahia, Vasco, Inter e Red Bull 2 cada.

O Criciuma fecha a lista com um representante.

Faltam 5. E para nossa tristeza podemos constatar que eles jogam fora do país já. Mas ainda que tenha alguns, é enorme maioria os que atuam por aqui.

abs,
RicaPerrone