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Estatísticas: Santos 1×0 Palmeiras

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Captura de Tela 2015-11-26 às 00.40.53 Captura de Tela 2015-11-26 às 00.41.04 Captura de Tela 2015-11-26 às 00.41.12 Captura de Tela 2015-11-26 às 00.41.22

Jogadores que mais tocaram na bola:

Lucas Lima – 83 vezes (Santos)
Zeca – 67 (Santos)
Victor Ferraz – 61 (Santos)
David Braz – 60 (Santos)
Robinho – 58 (Palmeiras)
Zé Roberto – 56 (Palmeiras)

Mapa de Calor

Santos

Santos

Palmeiras

Rolezinho

Quando um grupo de garotos corre na sua direção fazendo bagunça e te causando insegurança num lugar teoricamente seguro chamamos de “rolezinho”.

É isso que o Santos faz de melhor no Brasileirão.

Um clube com vocação pra não privilegiar nada vindo de fora. Ou é feito em casa, ou parece um estranho no ninho.  Os garotos isolados fazem muita bobagem, mas em bando ninguém segura.

Toda vez que o Santos está em situação difícil surge um monte de garotos desconhecidos para, juntos, formarem um time imprevisível, encantador e que se diverte jogando futebol.

Toda a parte pragmática do São Paulo, que tenta criar mil formas de jogar com seu bom novo treinador acaba de frente pra uma “pivetada” de branco disposta a improvisar. Não tem roteiro, manual, é arte pura.

Talento! Talvez de outra farda nem causasse tanto medo, mas parece que de branco na Vila eles ganham o direito de crescer.

Cadê o Santos que lutava pra não cair? Cadê o time em crise que ninguém “aguentava mais”?

Só conseguimos enxergar garotos, sorrisos, molecagens e o tiozão lá na frente se divertindo comandando o bando.

O Santos não tem um timaço, não tem uma torcida de massa, não é um dos favoritos ao título e a soma disso tudo lhe dá exatamente a condição que mais gosta: A de fazer molecagem.

Cuidado. Tem rolezinho no Brasileirão. E eles não tem deixado nada no lugar.

abs,
RicaPerrone

Não se preocupe. Se empolgue!

Eu gosto muito de notar como os jogos de futebol são avaliados sem o menor critério por causa de um ou outro lance que determina o placar final.  Acho divertido, tosco, mas no fundo futebol é isso.

Hoje vi vários santistas “chateados” com o empate contra o Sport. Eu entendo, empatar em casa, contra um não favorito, enfim. Mas se eu fosse santista eu teria terminado o jogo muito feliz.

Explico.

Foi de longe o melhor jogo que assisti no Brasileirão até aqui. Devo ter visto uns 20, talvez. Nenhum com 900 passes trocados, média de acerto superior a 84%, jogo intenso, veloz, com menos de 20 faltas, incríveis mais de 30 chutes a gol, dribles e velocidade.

O Sport não me surpreende. É um time bem armado e que deu pra notar logo na primeira rodada. Vai ser o “bicão” ali em cima enquanto os grandes não engrenam.  Mas o Santos, que não é cotado por ninguém a grande coisa esse ano, fez uma partida de encher os olhos.

Se o Santos não entender este jogo como tropeço pode fazer bem mais do que se espera dele no campeonato.

abs,
RicaPerrone

Fim

Era 2002, último ano que o futebol brasileiro teria um campeão que ganhava do vice. Chegava a “Era homeopática”, onde ser regular virava mais importante do que ser brilhante.

Em maio daquele ano o Santos tinha um time mediocre. Sem dinheiro, sem um treinador competente e sem perspectiva, apostou “no que dava”. Dali vieram Elano, Robinho, Diego, Renato e um time que, diria eu, foi o último campeão brasileiro que fez o país suspirar.

Das pedaladas consagradoras e constrangedoras de Robinho até 2015 foram diversos campeonatos, vendas, compras, neymar, crise, glórias, idas e voltas.

Até que um dia Elano, Renato, Robinho e Ricardo Oliveira, consagrados, ricos, veteranos, voltam a jogar na Vila Belmiro.

E veja você, caro torcedor, como o futebol é incrível. Ele poderia ter dado ao “novo Palmeiras” uma glória de boas vindas. Afinal de contas, é mesmo um prazer poder tê-lo protagonista de novo.

Mas foi saudosista, cruel, imponderável, talvez tentando nos dar um recado.  Deu ao Santos o título nos pênalits, encerrando aquele time fantástico representado por 4 dos seus protagonistas.  E juntos, de branco, na Vila, deram a que tende a ser sua última volta olímpica daquele time.

Porque aquele Santos de 2002/03 encerra seu ciclo hoje. E o futebol nos faz pensar, como sempre usando seu filho mais querido, o Santos, que nestes últimos 12 anos não conseguimos repetir nada igual.

Talvez ele queira nos dizer algo. Talvez seja mera coincidencia.

Eu acredito em coincidencias. Mas não na que insinua que o futebol e o Santos tenham uma relação comum.  É lá que tudo começa a mudar.

Que seja eterno o Santos de 2002. E que se repita. Sempre. O maior número de vezes que conseguirmos.

abs,
RicaPerrone

Sorria, você está na Vila

Futebol se joga sorrindo.

Se o seu time entra em campo de cara fechada, querendo “matar”, ou meramente para cumprir obrigação, ele não merece vencer.

E pouco me importa a tática, as questões técnicas e os erros de arbitragem. Time que sorri enquanto cria, que dá risada dos dribles que acerta e que comemora gols como crianças merece se classificar pra qualquer decisão.

Alegria! É lazer pra quem assiste, não só trabalho pra quem joga.

Captura de Tela 2015-04-19 às 21.39.17O contraste de Santos e São Paulo é constrangedor. Um time parece estar pagando pra estar ali, o outro sendo pago pra fazer o que não gostaria.

Um deles corre pra tentar fazer diferença e o outro se encolhe pra tentar evita-los. É um confronto desigual.

E mais curioso se torna na medida em que avaliamos ter mais qualidade o time que menos parece disposto a estar ali. Os que ganham mais são menos felizes.

Meninos, até os já vendidos, se divertem com a bola e nos divertem com sua obsessão pelo lance diferente. O óbvio parece não ser suficiente. E não é mesmo.

Um campeonato a menos pro time do São Paulo ter que entrar em campo. Ufa! Que alívio, hein?  Tava “corrido” demais essa coisa de ter que entrar em campo, olhar pra milhares de fãs, correr 90 minutos e ainda ganhar algumas centenas de milhares de reais no fim do mes.

Pro Santos, que faz o que gosta, mais 2 jogos para buscar o “algo mais”.

Justo. O Peixe merecia essa vaga por decisão unanime dos jurados se necessário. O São Paulo a “demissão” do campeonato por justa causa.

abs,
RicaPerrone

Quando o gol é um “detalhe”

Faltou apenas a bola entrar para que Santos x São Paulo tivessem o resultado que mereciam após 90 minutos intensos na Vila Belmiro.

Um empate com gols, ou talvez uma vitória do Santos por um gol a mais, por ter tido mais chances claras. Mas o improvável zero a zero hoje é “culpa” dos goleiros, especialmente de Rogério Ceni.

Jogo quente na  Vila

Jogo quente na Vila

Do Santos que pouco espero em 2015, uma atuação muito boa. Do Tricolor, que na semana que vem tem o Corinthians pela Libertadores, menos.

Quando se olha para os dois times antes da bola rolar você espera que o São Paulo tenha o controle do jogo, o que não significa que vá ganhá-lo. Apenas, em tese, por ter um time mais forte, ter mais a bola nos pés.

Característica dos times de Muricy, o SPFC não muda conforme o jogo. E não, não acho isso bom.

Entra em campo contra o Santos exatamente igual como entra contra o Mogi. E então notamos que o Santos não enfrentou o SPFC como enfrentou o Capivariano. Portanto, aí o equilíbrio do clássico.

O Tricolor se prepara para um campeonato onde a apatia e a falta de “pegada” não são detalhes. É preciso jogar bola, ser frio, mas também é preciso “algo mais”.

Eu não vi esse “algo mais” no time do Muricy ainda. No Santos, hoje, consegui ver.

abs,
RicaPerrone

Voltou!

A Vila Belmiro só faz sentido se houver um negro vestido de branco humilhando a simplicidade com os pés.

Se não for Pelé, que seja Neymar. Que seja Robinho. Mas que haja sempre um jogador digno de fazer com a camisa do Santos o que a eternizou: ser genial.

Pouco me importa se Robinho venceu na Europa, se soube ou não dar passes rápidos e curtos por lá. O Robinho que me interessa dá risada, pedala, dribla meio time e mesmo quando perde a bola faz ter valido a pena a tentativa.

Se há no futebol brasileiro um lugar onde não tentar o drible deveria ser pecado é a Vila Belmiro.

E então, a volta do driblador Robinho faz todo sentido.  Pelo ídolo, pela referência, pelo passado e pelo futuro que o espera.

O Santos não precisa ser campeão, nem ter uma multidão lotando estádios por onde passa. O Santos precisa ser brilhante, ousado, “moleque” e nos fazer gostar de futebol.

Robinho me faz gostar de futebol.

abs,
RicaPerrone