Inter

Onde o Flamengo está, os 11 podem estar

Talvez pra muita gente de fora seja novidade, mas sim, é verdade: temos um clube carioca levado a sério administrativamente.  E obviamente isso não implica em “perfeição”, portanto, dizer coisas como “é sério mas erra aqui, ou ali” é apenas mais do mesmo.  Diferente é o que está acontecendo lá.

Mas pouco me importa o que você acha do Flamengo e seu futuro. O meu ponto aqui é que hoje o Flamengo fatura alto, paga em dia, monta estrutura, paga dívidas e tem um grande time.  E isso sem o estádio como fonte de renda.

Onde quero chegar?

Quero que você note que aqui, onde o Flamengo sequer atingiu 60% do seu potencial, dá pra todo mundo chegar. E chegando, está bom pra todos.

Se todos os 11 grandes tivessem 100 mil sócios (e podem ter), uma receita de TV alta, uma diretoria de fora pra dentro sem muitos vícios e vinculos com politica do passado, uma direção um pouco mais profissional e focada em regularizar a situação financeira, teríamos o melhor campeonato do mundo.

E então logo alguém diz que “o Flamengo ganha mais da TV”, e eu lhes digo que não importa. Quanto mais o Flamengo ganhar, mais o seu time pode ganhar.

E se seu time hoje não ganha bem, acredite, a culpa é inteiramente dele. Porque as vendas são individuais, logo, repito, insisto, até cansar: se os 10 insatisfeitos dizem “não”,  Flamengo e Corinthians não jogam sozinhos o ano todo. Portanto, a decisão está sempre nas mãos de quem prefere chorar do que agir.

O patamar Flamengo atual, que não é o seu limite, mas é um avanço, é atingível por todos os grandes. E é extremamente importante que você, torcedor, entenda que tudo que há de bom hoje no Flamengo deve acontecer no seu time. E você deve esperar e cobrar por isso.

Não há nenhum resultado do Flamengo inatingível ainda. Todos os grandes podem sonhar com 100 mil sócios, com diretorias focadas e responsaveis financeiramente. Todos, portanto, podem ter em seus times com salários em dia, um time com Diego, Diego Alves, Everton Ribeiro, Conca, Guerrero e etc.

Talvez em 5 anos não possam ter. Aí estamos falando de um Flamengo que almeja Neymar. E sim, ele pode. Ele é maior que o PSG, que o City, que o Chelsea.  O seu time também é.

Ali, naquele momento, você não poderá ser Flamengo por não ter o número de torcedores dele. Mas será que o patamar atual de gestão dele não é suficiente para que o equilíbrio seja no alto e não permita que seu dinheiro a mais (merecido por ter mais gente)  seja tão determinante?

Dá.

O Flamengo atual é sucesso e é possível. Para qualquer um dos 12 é possível.

O de daqui alguns não será. Então corram atrás desse, ou a “espanhonalização” acontecerá mais por incompetencia alheia do que pelo Flamengo ter descoberto a roda.

abs,
RicaPerrone

Quem são vocês pra reclamar?

Na história fica a verdade e para a história fica o que vocês quiserem contar.  Um dia os clubes TIVERAM que se unir para fazer um Brasileirão e formaram nossa primeira e sonhada Liga.

A Copa União de 87 foi seguramente o melhor campeonato brasileiro que já tivemos. Durante o processo político com a CBF, os clubes se uniram e disseram “não”  a um documento assinado por Eurico Miranda, que é um dos que também reconhecem o título óbvio, claro e pouco discutível do Flamengo.

O ponto aqui não é o Flamengo. Podia ser o Inter, podia ser o Vasco, tanto faz. Naquele ano os clubes apertaram as mãos e feito homens disseram que estavam juntos e não jogariam o cruzamento político que a CBF pedia para autenticar a taça. Natural, nem condeno a entidade, pois é um conflito juridico.

Pra ser oficial, tem que ser seguindo os rebaixados e promovidos do ano anterior. E a CBF só poderia fazer isso criando essa fórmula. Só que o campeonato não era dela, e os clubes bancaram isso. Foi lindo. Um momento raro que não mais se repetiu de união e caráter.

Passados 30 anos, onde vocês estão?

Se escondendo pra evitar polêmica, rasgando documento para fingir que não viram ou com vergonha da época em que foram homens de prometer e cumprir mesmo podendo passar a rasteira no outro de madrugada?

Cadê os 12 dos 13?  Porque vocês estão se omitindo diante de algo que todos vocês criaram juntos e, porque só um ganhou, perderam o interesse em bancar?

Meu São Paulo, enorme, criador da Copa União, um dos pilares daquele acordo… você vai rejeitar pra pedir taça de bolinhas? É sério? Agradar um bando de conselheiro fanático é mais importante do que honrar sua história, seus feitos e sua assinatura?

É mais importante e melhor pro seu marketing ter uma taça idiota sem sentido dentro da sua sede do que pega-la e mostrar palavra e postura pro mundo levando pro dono?

O clubismo das pessoas é aceitável, porque o futebol é isso. A gente enxerga qualquer merda pra ver nosso time certo e o rival fodido. Mas quando pedimos caráter, postura, um país mais honesto e transparente, a gente vai apoiar que se vire as costas pra tudo que foi feito e acordado em troca de tacinhas, birrinhas e memes?

Eu não sei bem quem se posiciona de que lado nisso. Mas sei que esses clubes não podem reclamar da CBF, das Federações, da Globo, da puta que pariu.

Nós fizemos o campeonato! Nós não temos o direito de rejeitarmos o campeão do que criamos. Sejam maiores.  Tá na hora da gente crescer.

abs,
RicaPerrone

Enfim, o que acho do caso Inter x Vitória / CBF?

Eu esperei até o fim porque quando se trata de uma documentação obscura, de informações desencontradas e de guerra por interesses próprios e não por “justiça”, a coisa se desvirtua e nos confunde.

Eu achei a decisão razoável.  O Internacional não foi rebaixado porque alguém fez uso de algo irregular. Ele procurou algo irregular para tentar não ser rebaixado. São coisas um pouco diferentes.

Ao contrário do Fluminense, que quando teve o seu “tapetão” foi parte interessada mas jamais o autor do processo. O Inter foi lá e fez o tumulto pela “justiça”. E eu entendo algo simples:  Se a CBF deu ao Vitória o aval pro Vitor Ramos, então ele está apto a jogar.

Ah mas a CBF errou. Ok! E vai rebaixar a CBF? Não. Vai rebaixar o Vitória que tem o aval nas mãos? Não. Então vai fazer o que,  Colorado?

Colocar 24 na série em 2017? Só porque cair é uma tragédia e o Inter não quer aceitar?  Ninguém aceita.

Mas é preciso entender que a queda foi tão merecida quanto os seus títulos recentes. A irregularidade no jogador do Vitória condenaria, no máximo, a CBF por ter autorizado. E não se rebaixa confederação.

Tu não caiu por causa do Vitor Ramos. Você procurou nele uma forma de se manter. É diferente.

Eu prefiro assim.Pro Inter, pro campeonato, pro Vitória. Acredite: Sairam todos menos manchados do que se tivesse acontecido a virada de mesa.

Cair não é uma vergonha desde que você suba de volta. E o Inter subirá da mesma forma que caiu: jogando futebol.

abs,
RicaPerrone

Era esse o seu melhor?

Sabe, eu costumo tratar a queda de um time grande com mais pesar do que qualquer outra coisa. É ruim pra todos, não tem como achar “legal”, a não ser pra série B que ganha um atrativo a mais.  Mas honestamente, dane-se a série B. Nós queremos é a série A forte, não a B.

Essa imagem acima me mata.

Porque quando você vê isso atrelada a um time derrotado em campo,  você entende. Faz parte do jogo que amamos. Mas quando vê essas carinhas de quem viajou mais de mil quilometros pra ver um time andar em campo no jogo que definiria a dignidade de um clube, parte de sua história e um dos seus pilares de grandeza, aí revolta.

Que time é esse? Por mais que a diretoria tenha cometido todos os erros do mundo e a queda seja mais do que merecida, quem são esses caras para “andar” em campo num momento tão decisivo?

O que era o Inter ontem diante do Flu jogando “o que dava”?

É inaceitável aos olhos do torcedor que uma queda seja disputada como um jogo qualquer. E embora as lágrimas dos jogadores insinuem o contrário ao fim do jogo, o que vimos em campo não justificam o choro.

Roth, Argel… pediram! Mas se não pelo diretor, pelo técnico, então pela torcida.

O que vi o Inter fazer ontem foi pior que a queda.  Cair, quase todos já cairam e quem não foi um dia irá.  Você joga, sobe de volta e segue a vida.  Mas cair sem luta?

Achava justo. Hoje acho até necessário o rebaixamento.

E você, Colorado, que nada tem com isso, mantenha sua paixão intacta, aproxime-se do clube porque é agora que ele precisa de ti, e não na final da Libertadores. Vá aos jogos, cobre, empurre, traga-o de volta.

O Inter é seu. Não de pra quem “tanto faz” .

abs,
RicaPerrone

Joguem pelo Inter

Eu não vou entrar na pilha de generalizar o Inter como “um time sujo”, como já fazem por aí e muito Colorado fez com o Flu em outros momentos.  Vou tentar separar as coisas.

STJD: O que o Inter está fazendo é o que quase todos os clubes fazem em novembro quando percebem risco de queda. Eles ligam pro juridico e pedem pelo amor de Deus uma brecha. As vezes acham, outras não. Mas quase todos eles procuram.  E se acharem, TODOS eles iriam adiante. Assim como todos os torcedores desses times diriam: “Mas regra é regra, ué! Não é tapetão”.

É assim que é.

Quanto a oportunidade de não jogar a última rodada, de ser o time mais “abalado” e o que reagiu mais cheio de idéias, é claro pra mim que trata-se de uma desesperada tentativa de jogar idéias ao vento pra ver se cola. Mas diretoria do Inter, meus caros, especialmente Carvalho por quem tenho enorme respeito…  Cai em pé.

Pode até ser que não caiam dia 11, e faço votos! Mas se cair, como tudo indica, caiam como o grande Inter que um dia “quase caiu” e foi ao Japão ser campeão do mundo.  Não prestem-se a esse papel de revolta a todo custo sendo o Inter um exemplo de clube até outro dia.

Vocês ostentam uma das mais dignas atitudes do futebol brasileiro que foi não ir ao jogo em 87 e portanto manter o decidido entre os grandes. Vocês podiam ter “roubado” o título do Flamengo numa viagem ao estádio. E não foram por honra ao combinado.

Agora, com a Chapecoense neste momento, o menor dos problemas é o Inter e a série B. Que diferença faz? Tu cai, joga, volta, e segue.  É só isso.  Ninguém morre.

Do outro lado, morreu.

Não soa bem interromper a dor pra encontrar alternativas legais de rever a sua dor menor. O Inter na série B é coisa do jogo, faz parte, acontece com todos, e com quem não aconteceu ainda, um dia acontecerá.  Mas o Inter odiado, não. Esse não é parte do jogo e nem da história escrita até aqui.

Vamos relevar o STJD porque sempre existiu e sempre existirá, seja qual for a cor da camisa. Se houver uma brecha, todo mundo quer entrar ali.  Mas joga, Inter. Joga e ganha do Fluminense feito Internacional. Feito o campeão do mundo.

Esse Inter que está pensando em como escapar pode até não cair de divisão. Mas cai de patamar de grandeza.  Rebaixamento moral é muito pior que jogar a série B.

Joguem.  Joguem domingo, joguem a série B se precisar. Mas joguem feito Internacional e sua história.  Não humilhe seu torcedor por um ano de série A.

abs,
RicaPerrone

Missão cumprida

O que queria o Inter quando chamou Celso Roth era óbvio. Você coloca o acertador de defesas a curto prazo, pontua um pouco em no máximo 10 jogos e em seguida é queda livre.  Os 10 dessa vez foram 4, o Inter voltou a despencar e esperaram quase um turno inteiro pra demitir Roth, que em 2001 era ultrapassado, hoje tomou 2 voltas da maioria.

Se na matemática é simples –  basta superar o Vitória – na realidade a coisa não é tão agradável. Faltam 3 jogos, o Inter deve enfrentar um Corinthians que ainda olha pro G6 enquanto o Vitória pega time já rebaixado em casa.

Depois, em casa, o Cruzeiro. Mas o Vitória pega o Coxa, também de férias.

Na última rodada, onde tudo indica que o Palmeiras estará de ressaca, o Vitória joga em casa e resolve sua vida. O Inter pega o Flu, fora, talvez ainda brigando por algo.  Imaginemos que os 2 times ganhem as 3 partidas, o que é difícil imaginar pra quem não bate Santa Cruz e Ponte em casa.

O campeonato seria resolvido no saldo. Hoje, por menos gols pró, o Inter cairia. E infelizmente após Argel, Falcão e Roth, não dá pra chamar de “azar” e nem se fazer de assustado.

O Inter fez escolhas que o levaram até onde está. E boa parte delas foi feita exatamente por não acreditar ser possível viver o que está vivendo.

O que mais dá esperança não é tabela, jogador, centroavante, treinador e nem macumba. É a camisa.  Se não pelo peso dela, o Inter hoje não tem nenhum motivo para fazer seu torcedor acreditar que continuará sendo um dos “incaíveis”.

abs,
RicaPerrone

Pela memória da expectativa

O Atlético Mineiro de 2016 é o time que todos queriam ver jogar. Robinho, Pratto, Fred, Fabio Santos, Rafael Carioca, Rocha, Leo Silva, Cazares… é muita gente junta. E sob a batuta do treinador bicampeão brasileiro, o que poderia dar errado?

Pois é. E o Galo que nunca aconteceu em toda a temporada está perto da final da Copa do Brasil e ainda briga por título no Brasileiro. E então qualquer desentendido me perguntaria: “Não tá bom?!”.

E eu lhes digo que não, não está.

Porque bolas entram e deixam de entrar com as mais esfarrapadas desculpas o tempo todo. Mas o time apresenta em campo durante o jogo algo que te faça merecer ou não aquela bola que entrou. O Galo vence, é claramente mais time que os outros, mas não convence.

A expectativa era brilhante, e por zelo a tudo que sonhamos em ver deste Atlético fico até feliz que de alguma maneira se eternize com uma decisão de campeonato.  Mas foi um sonho, ainda é.  Em momento algum acordamos e lá estava ele, real, brilhante, estonteante.

O Internacional fez tudo que se espera do Galo e a bola não entrou porque não tem o talento que o Atlético tem em campo. O Atlético não fez quase nada, e a bola entrou porque mais uma vez o individual sobra.

Até aqui tem sido “suficiente”. Talvez seja até o caneco e então nada disso mais existirá, pois no minuto seguinte a um título não existe mais qualquer avaliação.

O Galo que sonhamos para 2016 nunca existiu. Mas em memória da expectativa causada por ele, que fiquem os resultados. E a frustração por ter visto tão pouco de quem poderia entregar tanto.

abs,
RicaPerrone

Logo você?

Logo você, Flamengo? Estranhando o que houve hoje no Beira-Rio sob qual argumento? De desconhecer o que um time grande em casa quando inflama sua torcida é capaz não deve ser, afinal, te conhecemos de longa data.

Não era imprevisto. O Inter em casa jogaria a vida, e mesmo jogando pouco, seria muito duro.  Casa cheia, torcida entre a pressão e o empurrão, e eis que o gol do Flamengo gera tudo que já cansou de gerar a favor do rubro-negro no Maracanã.

Uma coisa é estar pressionando pra virar. Outra pra ganhar ou segurar uma liderança. O Inter tinha medo de perder até a hora que esteve perdendo. Ali, o Inter passou a ter que conseguir o “milagre de ganhar”.  E então toda pressão virou força, toda corneta virou canto e o Internacional assumiu sua condição de Internacional.

Demérito do Flamengo? Não, ele mesmo faz isso com frequência no Maracanã. O próprio veneno, a imposição da força da camisa em sua casa pelo grito. Os gols sabem-se lá como.  “Isso é Flamengo!”.  É, mas é também Inter.

O Colorado fez uma partida dentro do que pode jogar hoje. O Flamengo em queda livre de rendimento está claramente sentindo o desgaste da temporada. É físico, há algumas semanas o time rende menos a cada jogo. É compreensível, não teve casa, viajou 200 vezes mais que os outros.

Os outros não tem nada com isso. E se tantas vezes “foi dia de Flamengo no Maracanã”,  é dia de saber se coadjuvante em “Dia de Inter no Beira-Rio”.

abs,
RicaPerrone

O perrengue é fundamental

Ontem estive no Fluminense. Mário Bittencourt lançou a candidatura dele a presidente e e fui abraçar o amigo neste dia especial pra ele. Antes de qualquer coisa, quero registrar que sequer conheço os candidatos do Fluminense, não estou nem aí pra disputa eleitoral, e me senti sim na “obrigação” de prestigiar um amigo. Portanto, se você acha que eu não deveria ter ido, foda-se.

Esclarecido este ponto, vamos ao que importa.

 

Eram centenas. Senhores, jovens, mulheres, torcedores fanáticos, amigos dos candidatos que talvez nem fosse tricolores.  No salão nobre, cercado de história por todos os lados e de gente que briga, discute e perde horas por semana tentando melhorar aquilo que ama.

Eu olho em volta, vejo exatamente o mesmo cenário de qualquer clube grande do país. Mudam as cores, o local, mas as pessoas são quase as mesmas. Senhores que ajudaram a fundar o clube, netos entrando na política, turma jovem engajada, esposas que fizeram turmas, gente de terno, gente de camiseta. Todos apaixonados por aquele clube.

E naquele cenário caótico onde disputa-se um cargo não remunerado que destruirá sua vida pessoal, eu tenho mais e mais certeza de que os clubes, hoje, deveriam ter dono. Sim, ser vendidos como empresas. Embora odeie a idéia, é o que tenho hoje como sustentável.

E então eu no mesmo momento que penso isso com a razão, meu coração olha para aquelas pessoas todas e se pergunta “o que as moverá se alguém que não elas puder gerir este clube?”.

A razão logo me diz que torcedor quer ganhar e, portanto, se estiver ganhando ele não quer saber de nada. Mas eu fui um torcedor desses. Nas mais diversas esferas desde os meus 93 dias de vida, onde entrei no meu clube pela primeira vez e nunca mais sai.

Eu costumo defender uma tese racionalmente indefensável. Mas que todo torcedor de arquibancada acima de 30 anos me entenderá. “O perrengue é fundamental”.

A fila, o caos, o aperto. A participação, a oposição, a perda de tempo. A briga com a esposa, a dificuldade de estacionar. Sem isso, não suamos para vencer. Apenas assistimos alguém fazer isso por nós. O que nos faz parte é exatamente “o perrengue”.

Como isso pode coexistir? Profissionalismo é o fim do perrengue.

Mas quem disse que eu não quero pegar a fila? Que graça tem se esses caras não tiverem que ser voluntários numa campanha que acreditam numa terça-feira a noite na cidade? Será que é mesmo um problema pra mim essa dificuldade de estacionar meu carro?

Ser “parte” é o que move muita gente. A crença de que o clube “precisa de você” é o que nos faz passar o perrengue, e toda vez que invertemos essa lógica para algo “teatral” onde devemos ir se “o espetáculo for bom” e ponto final, estamos minando essas pessoas e dando espaço a um futebol que funciona, que dá lucro, mas que não sei se eu amaria.

abs,
RicaPerrone