Santos

Pode isso, Arnaldo?

Santos e Botafogo é um jogo agendado para o dia 4, portanto, daqui a 6 dias.  O Santos pediu, a CBF novamente aceitou o adiamento da partida, desta vez não apenas dando uma ajudinha ao Santos, o que é problema dele e da CBF, mas também prejudicando o Botafogo, que joga a Sulamericana e tem calendário apertado no semestre.

Você pode achar legal, pode achar ruim, pode achar bom.

Que a culpa disso tudo é da CBF que insiste em criar uma rivalidade clube x seleção, nem vou repetir. Já disse aqui.

Não vou nem entrar nessa questão, de novo.

Alertado por leitores, apenas vou reproduzir o REGULAMENTO OFICIAL DA CBF de competições e deixar a pergunta:

Pode isso, Arnaldo?

Então tá.

Abs,
RicaPerrone 

SENSACIONAL!!!

 Preparem a vodka e o açucar, porque limão não vai faltar. Os azedos terão um prato cheio pra criticar e passar a semana dizendo que o Santos ficou maluco, que isso é “patético”, “ridículo”, etc.  O Peixe quer Pelé no banco no Mundial de Clubes.

Parece estranho, mas é sensacional!

Aos 73 anos, sentadinho no banco, com uniforme, o planeta inteiro cobrindo e tirando fotos.  Isso é “ridículo”?.

Ter Pelé na preleção com aquele monte de garotos assustados com a decisão é “ridículo”?

Aos 40 do segundo tempo, 3×0, Santos classificado, jogo semifinal.  Pelé se aquece e vai entrar pra jogar 5 minutos.

É “ridiculo”?

Santos campeão. Pelé entra faltando 1 minuto e pega a tarja de capitão. A taça vai pras mãos de Pelé, que repassa a Neymar. É “ridículo”?

O Santos, brasileiro, sem marketing lá fora, tendo mais mídia do que o Barcelona de Messi na semana do mundial, é “ridículo”?

Que mal fará ao Santos ter o Pelé atraindo toda a atenção pra ele enquanto o grupo foca o jogo?

Diretoria do Peixe… SEN-SA-CIO-NAL!

Mas Muricy… se por acaso o “negão” entrar, ele não é volante, tá?

Só pra constar…

abs,
RicaPerrone 

Aê, moleque! Faz história…

Neymar é um tipo diferente. Aos 10 anos já dava entrevista sabendo que seria um craque. Aos 17, era craque. Aos 19, é seleção, cobiçado, campeão, indiscutível. Nada disso, porém, o isenta da possibilidade de não ser o que esperam que ele seja ainda.

Dizem que pra ser um galático é preciso ir até a Europa dar olé em beque do Getafe. História comum, quase batida. Se é tão diferente – e é mesmo – porque não arrisca e faz história a sua maneira?

Não, não estou “desafiando” o Neymar. Estou dando uma sugestão.

Quando moleque o Neymar deve ter visto ídolos e mais ídolos irem embora em troca de ganhar 3 vezes mais do que aqui. Hoje, lá, pagam quase o dobro. Nem isso.

Ele sofreu com a perda dos seus ídolos e se perguntava: “Quando um deles vai ficar aqui?”.

É claro, os euros do Real Madrid e a camisa deles pesam uma barbaridade. Eu iria!

Mas eu não sou Neymar, não tenho 19 anos, não passo perto do talento dele, nem do carisma.

Um moleque. É isso que ele é, o que diz ser e adora ser.

Atrevido, quase arrogante.

Pelé não foi. Está rico e ganha cada vez mais. Zico foi, voltou, e segue ganhando alto.

Neymar pode ir. Mas não PRECISA ir.

Ele vai ficar muito rico aqui e pode trocar a sua ida aos 19 por, talvez, uma ida aos 26.  Ou, quem sabe, com a Copa e o crescimento claro e evidente do futebol brasileiro, acabar nem precisando sair pra ganhar o que sonha.

Se for, trilhará o caminho de jogar num grande clube, conquistar uns 20 campeonatos nacionais que lá são patéticos e quem sabe umas 2 ou 3 Champions League. Na seleção fará sua fama ou não, pois é nela que separamos os craques dos gênios.

E, após ganhar o prêmio de melhor do mundo umas 3 vezes, volta pra fechar a conta aqui.

Esse é o caminho esperado pra Neymar. Mas ele não gosta de fazer o que todos esperam. Ele é brilhante, único, diferente.

Porque não, caro Neymar, ousar ser o melhor do mundo aqui no Santos?

É mesmo impossível? Será?

Destrua o Barcelona em dezembro e eu quero ver eles terem muita opção de escolha além de repetirem o Messi, que é jogador de clube até aqui. É possível, em dezembro, estar na lista dos 3 melhores.

Já seria brilhante.

No centenário do Santos, ser o principe de onde reinou Pelé. Nenhum Real Madrid é maior que isso.

Os números não são mais tão assustadores. Lá se ganharia, talvez, 50% mais do que aqui. As coisas não são como antigamente.

Aqui, aos seus pés, a chance de ser único. Ser o “que ficou”, o que puxou uma geração a crescer seu campeonato e não apenas correr pro mais rico.

Ser o primeiro jogando aqui a ganhar o prêmio de melhor do mundo.

Dar ao brasileiro a possibilidade de ter um ídolo nacional, independente de clube, coisa que depois de Ronaldo e Romário, não temos.

Pra que ser Neymar, mais um craque brasileiro lá fora se você pode ser O CRAQUE brasileiro aqui dentro?

Não é mais uma questão de grana. Ela pesa, mas não é tão determinante assim em casos como o dele, que pode ganhar 1 milhão por mes AQUI.

Já virou meta. Jogador quer ir pra Europa porque quer ir pra Europa. Não importa se é na porcaria do Hamburgo ou no Real. Ele quer dizer que joga lá.

Mentira que quer conhecer cultura diferente, segurança pra família. Se fosse verdade não voltariam correndo quando dá dor de barriga.

É grife. É bonito jogar na Europa.

E, sem dúvida alguma, é mais fácil jogar lá.

Faz história. Neymar. Não a que todos esperam, mas a que só você pode escrever.

Pelé não precisou fazer gol no Getafe pra ser Rei. Você não precisa disso pra ser o que fatalmente será.

Pode até querer. Mas “precisar”, não.

abs,
RicaPerrone

Queremos mais!

Alô hipocritas da bola, alô geração playstation, alô comentaristas de almanaque! Felizes e surpresos com o jogo na Vila? Pois é, eu também.

Não porque eu duvidava que ele pudesse acontecer ou porque não sabia que futebol podia ser assim. Ao contrário, é disso que falo quando resmungo das retranquinhas por ai. Mas surpreso estou por ver tanta gente que exalta o zero a zero jogando confete pro jogão de quarta-feira.

“Viva o futebol!”,  “Que lindo!”, “Ah se todo jogo fosse assim”, diziam os azedos com leves surtos de apaixonados pela bola,  que são, mesmo que neguem.

Porque, então, não temos mais Santos x Flamengo por aqui? Porque tinhamos tantos e hoje não temos quase nenhum?

Claro, você vai dizer: “Mas nem todo jogo tem Neymar e Ronaldinho!”. É claro que não, eu sei. Mas também não é todo jogo que um técnico retranqueiro e exaltado por isso mete um time com 2 volantes que jogam bola, 2 meias, 2 atacantes. Ou é?

É todo jogo que do outro lado de um timaço tem um técnico que mete o time pra cima do Santos na  Vila e que não recua mesmo com uma goleada iminente a sua frente?

Não, não é.

E sabe porque não? Porque quando eles fazem e perdem nós, jornalistas, metemos o pau na derrota e caçamos culpados. Assim, como sempre, os caras recuam porque elogiamos apenas o 1×0, nunca a ousadia, a tentativa ou o grande jogo.

A geração “quem falhou?” venceu a “que golaço!”.

Mais do que exaltar o jogo de quarta, cabe reflexão.

É isso que gostamos? Então vamos pedir mais!

Não vejo santistas bravos, revoltados. Apenas tristes.

Porque perderam como gigantes, não como covardes. E isso era o futebol.

Seu time perdia você ficava triste. Hoje, quando derrotado, você fica louco de raiva.

Você sentiria ódio e vontade de “quebrar tudo” se seu time perdesse tentando e buscando como os dois na quarta-feira?

Jamais, aposto.

Então porque, meu Deus, exaltamos tanto a “porcaria”? Porque não aplaudir a ousadia e sim a retranca?

O que há de ruim em dizer, de fato, que os títulos do Muricy são conquistados, quase todos, com ausência cronica de futebol bem jogado? Porque não citar que muitas vezes o time que perde jogou e buscou mais? Que o resultado é do jogo, o futebol nunca foi e nem será “justo”?

O que nos credencia a ter mais voz que o torcedor se ao invés de ponderarmos entre o que vimos e o que sente o torcedor meramente lemos resultados na segunda-feira?

Futebol foi jogado na Vila.

Sem Ronaldinho e Neymar, óbvio que cairia a qualidade do espetáculo. Mas não teria mudado o fato dos dois times terem entrado em campo pra GANHAR o jogo, fazer mais gols que o adversário e não meramente evitar os gols do rival.

Se gostamos, porque menosprezamos?

Aplausos ao Vasco, que foi pra cima ontem e a bola não entrou. Criticas ao Bahia, mediocre, sem atacar e jogando como um nanico. Mas não! É “proibido” criticar quem consegue um resultado aceitavel, mesmo que ele seja fruto da covardia ou da sorte.

É assim que é.  O resultado não precisa de analise, o almanaque não sugere “comentaristas” pra ponderar nada.

Aplaudimos o que não gostamos, crucificamos o que adoramos e nos fazemos de “surpresos” quando acontece.

Que diabos queremos, afinal?

Perder, ganhar e empatar é do jogo. Não jogar ou não buscar o jogo é covardia.

Aplaudir e exaltar isso é tão mediocre quanto.

abs,
RicaPerrone

O show da Vila

Sonhei que assistia a um jogo de futebol.  Nele, duas das mais pesadas camisas do planeta se enfrentaram no campo dos sonhos, a Vila de Pelé.  Cheio de garotos de talento incomum, o Santos fazia 3×0 num Flamengo recheado de grandes jogadores e que buscava o ataque mesmo sendo goleado.

Curiosamente o que vencia pouco agredia. Mas quando o fazia, com gênios em sua linha de frente, era fatal.

Com 25 minutos um garoto sub-20 mostrava a todos nós, brasileiros viuvos do futebol de verdade, que ainda podemos  acreditar. Sozinho ou tabelando, o garoto driblava, corria, fazia gols e ainda mostrava personalidade.  Neymar tinha até um cabelo diferente no sonho. Mas só o cabelo.

Ainda no primeiro tempo, onde curiosamente os 25 primeiros minutos foram dominados pelo Flamengo com 3×0 pro Santos, a coisa ficaria ainda mais maluca.

Ronaldinho (lembra dele?) fez um, Thiago Neves outro e no final do primeiro tempo Deivid empatou. Mas antes disso teve mais uma coisa curiosa.

Foi pênalti pro Santos. Na cobrança, Elano fez a cavadinha, e o Felipe defendeu, devolvendo com embaixadinha.

Tudo em casa, divertido, sem violência. Aliás, o jogo terminou no primeiro tempo com 3×3, pênalti perdido e menos de 15 faltas na partida.

Eu vibrava, o santista vibrava, o rubro-negro vibrava.

Torcedores comendo unha numa décima segunda rodada de pontos corridos, só em sonho.

Mas lá estavam eles, de volta pro segundo tempo.

E se já me espantava o fato do Muricy ter escalado um time tão ofensivo e leve, não estranhei ver o Luxemburgo ir pra cima do poderoso Santos em plena Vila Belmiro.

Aquela tendência suicida de quem ainda acredita em futebol bem jogado.  Mas isso é só um sonho, é claro.

O Santos fez mais um. O monstrinho do Neymar fez o quarto e tudo parecia ir pro mesmo lugar que ameaçou ir no primeiro tempo.

Mas o Flamengo não entrou em desespero. Ao contrário. Tocou, tocou, agrediu, pensou, buscou.

O Santos? Mesmo menos ofensivo, naturalmente, tentou e teve suas chances.  Enquanto de um lado o Peixe jogava tudo no garoto gênio de 20 anos, do outro eu via algo surreal.

O tal do Ronaldinho, o “pipoqueiro”, lembra? Corria, pedia a bola e jogava uma partida, com todo respeito, de Neymar.

Ou seria o Neymar jogando uma partida de Ronaldinho?

Ou seria, talvez, os dois times jogando uma partida de futebol brasileiro, o legítimo?

Sei lá. Sei que o dentuço fez o gol de empate e, brilhante, capitão, inspirado e afim de jogo, fez o gol da virada.

Era um 3×0 virando 5×4, fora de casa, com atuações mágicas de 2 malabaristas da bola.

Era um sonho impossível.

O Santos ainda em formação com as chegadas de novos talentos já com sintomas de um time histórico.

O Flamengo? “O Flamengo é o Flamengo”, lembra? Se você não tinha entendido na primeira, taí a legenda.

Não me belisquem, por favor.

RicaPerrone

O melhor possível

Não há, e não é de hoje, um segundo volante (quase meia) melhor que Ibson no futebol brasileiro. Ao lado de Tinga na sua melhor fase foram os dois melhores que vi atuar na posição por aqui na última década. Por coincidencia ambos ficaram fora da seleção em seus melhores momentos.

Mas, ainda novo, com 27, um ano a mais que Hernanes por exemplo, Ibson volta em definitivo e podendo confirmar toda fama que faz dele um ídolo na gávea.

Jogador que sabe sair jogando como poucos. Tem visão de jogo, sabe passar a bola e chuta bem a gol.

Se adapta fácil a qualquer situação no meio-campo, seja ele mais avançado ou recuado. É diferenciado, e só não tem a grife que deveria ter porque escolheu mal seus destinos na Europa.

Aliás, pra que ir pra Europa quando se tem status de diferenciado aqui? Pra que ser “mais um” lá?

Eu sei, a grana. Mas Ibson não é jogador pra Russia. É jogador pra time grande europeu, e não sendo para um deles, não deveria ter ido.

Muricy ganha um “trio” de meio-campo que beira a falta de educação. Arouca, Henrique, Ibson.

Já tendo Elano e Ganso.

E o Ibson são 9 milhões muito bem investidos.

Assim, Muricy é o Vettel do futebol.

Eu não sei de fato o quanto ele é bom. Mas guiando uma Red Bull todo ano…  o resultado é quase garantido.

abs,
RicaPerrone

Santos vice em 2012?

Não, não é uma secada.  O leitor Fábio Laudonio me alertou pra algo interessante e, nesta sexta-feira morta, resolvi compartilhar.  “Eu não fumo ha 7 meses e…” Brincadeira!

Você notou que em 93 o campeão da Libertadores foi o São Paulo. Em 99, o Palmeiras.  Em 2005, o São Paulo. Em 2011, o Santos. Isso signicia o que? Nada.

Mas, como curiosidade, note que a cada 6 anos um paulista ganha a Libertadores desde 93.

Isso em si já é curioso. Mas o nosso leitor foi além e percebeu outra curiosidade.

Todos estes, no ano seguinte ao título, foram vice.

Em 94 o São Paulo perde pro Velez.

Em 2000 o Palmeiras perde pro Boca.

Em 2006 o São Paulo perde pro Inter.

E em 2012…

Será?

Interessante, no mínimo.

abs,
RicaPerrone

Sustentabilidade é isso

 O Santos é o novo clube-modelo do futebol mundial.  No que diz respeito a gestão e sustentabilidade, o time da Vila dá show e mesmo sem ter uma enorme torcida consegue colher os frutos.  Dizem que é preciso lançar craques para vendê-los e sobreviver. O Peixe ensina que não é este o único caminho.

Boas peças podem ser vendidas ou produzir  para venda. É o que faz o Santos de Neymar e Ganso.

Imagine você que dois meninos surgem no seu clube e o mundo todo fica de olho. O que fazem os “normais” e pouco criativos? Vendem os dois, fazem uma grana, compram um monte de porcaria e passam os próximos 5 anos comentando: “Ah se eles estivessem aqui…”

O que faz o Santos?  Usa as duas peças para gerar uma terceira, que dá uma receita suficiente para manter as outras duas por mais uma temporada. É genial.

Neymar e Ganso custam X. Eles criam André, um atacante comum que se não fosse eles não valeria 10% do que vale.  Então, ao invés de vender o criador, o Santos vende a critatura.

André gera receita para o Peixe pagar e manter Ganso e Neymar por mais um ano.

Passado este ano, já sem André, a dupla inventou outro. Zé Love, que é pior ainda, mas que já tem europeu bobo achando o máximo, e nem me espantará se lá naquele mar de enganadores se der bem.

Vendem, pegam a receita e assim pagam Ganso e Neymar pra ficar mais tempo.

É genial! Um tanto quanto involutario talvez, mas é genial.

Um exemplo de sustentabilidade brilhante, que poderia ser exemplo para empresas do mundo todo.

O uso de seus melhores produtos para a criação de um terceiro, que é feito em casa e sai por milhões, evitando que as peças de produção sejam caras demais pra você manter.

Assim já aconteceu com outros clubes, mas não me lembro de alguém ter feito isso em sequencia tão clara e na mesma posição.

Será Borges o “lançamento” da Vila pra 2012?

abs,
RicaPerrone

Santos não dá samba

A idéia foi ótima, a escola escolhida nem tanto. O Santos procurou a Mangueira para oferecer um valor (cerca de 4 milhoes) e ter seu centenário como tema da escola em 2012. Foi ouvido, discutido e recusado.

Algumas pessoas ligadas a escolas do Rio tentaram levar o enredo para outras escolas grandes, mas todas elas recusaram. Conhecendo como conheço os dois mundos, a melhor decisão foi tomada.

O Santos não é enredo pra escola de samba, muito menos no Rio de Janeiro. A mais popular das escolas, e mais carioca delas, não poderia vir falando de um clube do litoral paulista. O enredo seria pobre, fácil, vazio.

Assim como Flamengo e Vasco, escolas da cidade, foram péssimos enredos para Estácio e Tijuca, respectivamente.

Porque não tem história? Claro que tem. Não é nada disso. A questão é outra.

Imagine você 8 carros alegoricos sobre o Santos.

Imaginou? Não. Porque não tem como. Um clube de futebol oferece um estádio, títulos, ídolos e uma cidade sede. Você não tem o que dizer além disso.  São, por exemplo, 30 alas. O que você coloca nelas? Uma pra cada ex jogador? É tosco, pobre demais.

Um clube dificilmente voltará a ser enredo no Rio depois de Flamengo e Vasco terem comprovado não ser um enredo farto. O Santos, paulista, de menor torcida entre as 4 de SP então, menos ainda.

A recusa foi imediata e interessante. Pois veio com uma pergunta que ofendeu alguns dirigentes do Peixe, mas… que cabia.

“Não pode ser sobre o Pelé?”.

Na avaliação de alguns membros de algumas escolas grandes o Rei do Futebol teria mais enredo e apelo do que o Peixe, o que não é nennhuma mentira. Assim como Roberto Carlos, que também gerou dificuldades a Beija-Flor para completar seus 8 carros, tanto que vendeu um navio pra colocar lá, Pelé seria uma homenagem internacional e não regional.

O Santos não se propôs a ajudar com isso.  Nem se colocou contra.

O que ele queria era ser enredo de escola grande em 2012. Não será.

Pra sorte das escolas, que não aceitaram a grana e a proposta, e do Santos, que não será rebaixado no segundo mes do seu centenário.

abs,
RicaPerrone

A vítima

O Santos pediu adiamento de seus jogos pelo motivo mais razoável que pode existir. A CBF, por sua vez, parece disposta a concorda com isso e abrir um precedente imbecil para que todos os demais façam o mesmo pedido e, então, o Brasileirão vire uma zona perfeita.

Daqui 10 dias não saberemos o líder por pontos conquistados, mas sim por “pontos perdidos”. Lembra dessa época? Pois é. O Santos quer retoma-la e a CBF parece apoiar.

Com jogadores convocados na sub 20 e na principal, o Peixe se diz “vítima” e por isso não quer jogar sem eles. Ok, é verdade, o clube perde.

Mas o clube dá uma parte da venda do jogador pra CBF quando ele é vendido por ter sido convocado? Não, não dá.

Porque só o Santos?

Ah, porque ele é quem pediu. E sem Neymar e Ganso, perde demais.

E quem joga contra ele, sem estes dois, perde quanto em renda e público?

Porque não se programa, acaba de vez com essas porcarias de estaduais, estica o Brasileiro, dá Copa do Brasil pra todos jogarem e pára quando tem que parar?

Pra que Brasileirão na Copa América?

Deixa a gente curtir a seleção. Depois a gente pensa nos clubes. Vai ter torcedor, além daqueles babacas que torcem contra o Brasil por acharem a CBF ruim, que vai torcer pra perder pro seu jogador voltar logo.

Que puta marketing é esse? O torcedor ao invés de querer seu jogador na seleção agora torce pra ele não ir?

O Santos está de chororô, com alguma razão, mas é chororô.  Sempre foi assim, todo ano acontece isso, nunca ninguém ficou adiando jogo por jogador convocado.

E a CBF está aceitando enrolar um campeonato chato por natureza e por formato europeu. Nem olhar a tabela dos pontos corridos e saber a real situação poderemos. E desta vez nem é culpa de um Pan que tirou o mando de clube, mas sim de uma seleção que virou vilã para aquele que, amanhã, venderá seus jogadores bem mais caro só pelo fato deles terem jogado lá.

Se fosse pro Corinthians, diriam que é esquema do Andres. Se fosse pro Flamengo, é “o time da mídia”. Se fosse adiado um jogo contra o SPFC, diriam que é “pra ferrar o Tricolor”.

Mas é o Santos, e nem os inventores de complôs acharam um ainda.

Ou seja, é mera falta de planejamento. Do Santos, da CBF e de quem assina isso tudo, no caso, o seu clube, seja ele qual for.

abs,
RicaPerrone