Santos

Fisgaram o peixe

Não foi o Grêmio, não foi o Galo, nem o São Paulo. Quem, enfim, conseguiu vencer convincentemente o Santos e anular os “malabaristas” foi o Corinthians. E não, isso não diz nada. Nem os meninos deixaram de ser ótimos, nem o Corinthians passou a jogar um grande futebol.

Mas, é um belo cartão de visitas pré-copa, sem dúvida.

Como tenho insistido, nada do que estamos vendo é muito real. Teremos 1 mes de pausa, janela, vendas, chegadas, e nada disso deve ser exatamente como é hoje. O favorito pode sumir, o azarão pode crescer. Este Brasileiro começa em agosto, com a janela e os times “treinados” pela Copa.

Mas hoje, mesmo quando o Corinthians fez um primeiro tempo ruim e de pouco futebol, alguém parou Ganso e Neymar.

Claro, sem Robinho é mais fácil. A história de que ele é coadjuvante é brincadeira, só pode. Mas, ainda assim, o Corinthians teve méritos.

Fez um bom segundo tempo, soube contra-atacar o Santos e prender bem o time do Peixe, que é um tanto quanto “imparável”, convenhamos.

Ralf teve atuação de gala. No Peixe, gostei do Arouca.

O Mano sentiu que seu time está jogando mal, e por isso se apega a resultados até a Copa. Inteligente, até.

Fecha, vence, sai pras férias bem na fita e tem 1 mes pra arrumar. É o que ele e muitos estão tentando fazer, diga-se.

O Santos hoje experimentou uma situação diferente. Depois da encrenca dos meninos com Dorival, Neymar saiu “revoltadinho”, sem ter jogado nada. Ganso ficou preso, não conseguiu sair da marcação, ainda que tenha feito alguns bons lances isolados.

Madson entrou e perdeu o gol mais feito do jogo. E há quem diga que o clima ficou meio ruim na Vila.

A goleada vai mexer com o Santos, sem dúvida. Perder um clássico é natural, de goleada não muito.

O placar não representa o jogo, porque em momento algum o Corinthians deu um baile no Santos digno de uma goleada. MAs, foi superior, teve mais vontade e foi mais organizado.

Ainda acho que este time do Corinthians é forte, e que o Ronaldo tem potencial, ainda, para mudar o rumo das coisas.

Mas, como disse, repito, insisto: Só depois da Copa. Agora é tudo “torneio inicio”, e olhe lá.

abs,
RicaPerrone

Coadjuvante?

Desde que o Santos começou a voar, sobram os urubus azedos que procuram motivos para tentar desmerecer o time da Vila. É um bla bla bla do cacete sobre a zaga, sobre arrogância, sobre cai-cai, etc.

Até conseguiram inventar o rótulo de que o “Robinho é coadjuvante” neste time, pra exaltar os meninos. Mas, em março, era o Neymar. Em maio, é o Ganso. Em junho, pode ser o Robinho. As opiniões futebolisticas mudam conforme o dia anterior.

Robinho é craque. Daqueles que pode pegar uma bola e resolver um jogo. Daqueles polemicos, que pode sair de um clube de forma nojenta.

Mas, com assistencias diversas, com gols importantes e atuações de altissimo nivel, Robinho prova que não é coadjuvante de nada. Pelo contrário, é um dos pontos de equilibrio dessa garotada encantadora do Peixe.

A bola passa pelo Ganso, até por ele ser o único meia armador do time que fica liberado pra agredir. E o sujeito joga uma barbaridade, é fato. Mas, só joga o que joga, assim como Neymar, porque tem o Robinho pra puxar marcação e ajudar.

Se fosse apenas Neymar e Ganso, uma zaga conseguiria parar.

O Robinho não apenas está jogando muito como também está tendo a humildade de aceitar não ser a estrela maior do time sem causar problemas por isso.

Ao contrário. Vive por ai pedindo os companheiros na seleção e exaltando os caras.

Se isso aí é coadjuvante eu não imagino o que é ser ator principal…

abs,
RicaPerrone

Palmas para o futebol

Torcedor gremista, não sinta raiva. Fique triste, se lamente, chore, mas não soque a mesa da sala. O que Santos e Grêmio fizeram em 2 partidas, conquistando atenção em meio a jogos decisivos de Libertadores, ganhando a mídia, a audiência dos não envolvidos e, literalmente, matando gente do coração não pode ser encarado com um mero resultado.

Desta vez, e como raramente acontece ultimamente, dois times de muita camisa entraram em campo para decidir uma vaga na final e jogaram como suas camisas merecem.

Não houve um covarde e um sortudo. Houve garra, futebol, talento, técnica, golaço, expulsão, virada, emoção, drama, tudo que o futebol tem de mais especial.

E só dois times muito especiais podem proporcionar isso. Tenha certeza: Seria inviável algo assim com Santos x Santo André. Não pelo jogo, mas pela camisa, pelo envolvimento e pelo nível do torneio.

O Santos é o melhor time do país. E não porque tem zagueiros, porque marca, porque tem jogador alto e o caralho a quatro. É, porque é! Porque joga bola, porque dribla, porque inventa e porque ousa.

E o Grêmio, hoje, é o segundo! Porque peitou o melhor time do país como poucos teriam coragem de fazer. Brigou, lutou, correu, jogou, buscou, errou, acertou. Mas foi Grêmio pra cacete!

E defendo a tese: Não existe nada mais gostoso do que ver seu time jogar conforme a tradição de sua camisa. O resultado é consequencia, é acaso, é detalhe.

Podia ter dado Grêmio, podia ter dado Santos.

Eu moro em São Paulo, e diante de uma decisão no Morumbi, só conseguia ouvir gritos nas janelas referentes ao jogo da Vila.

E pra um jogo de Copa do Brasil se tornar mais “chamativo” do que um de Libertadores, também entre dois outros gigantes, é preciso muito ingrediente.

Hoje, Santos e Grêmio foram maiores que o torneio em si.

Não existe derrotado. Existem 2 jogos a mais para a história do futebol brasileiro.

Fantásticos! Santos e Grêmio.

Parabéns. O futebol precisa disso.

abs,
RicaPerrone

“Imortal” sim senhor!

Outro dia eu falei aqui que o Grêmio era um time insuportável de se encarar num mata-mata, que era um dos mais respeitaveis clubes do mundo neste tipo de campeonato, que fazia com enorme competencia sua fama de “imortal” e um monte de gente veio dizer, como sempre dizem, que é apenas “lenda de mídia”.

Como dizem ser lenda a torcida do Fla, do Corinthians, o envolvimento do SP com a Libertadores, enfim, meros recalques.

Ontem, de novo, quase como sempre, o tal “imortal” deu as caras. Não vi ao vivo, e fui deitar as 2 da manhã com o vt começando na Sportv. Assisti enquanto arrumava pra dormir, e não consegui parar.

Sabendo do resultado, eu me perguntava, quando já estava 2×0 e o Tricolor perdia o penalti: “De onde diabos esse time tirou força pra virar isso?!!?”

Eu tinha que ver. Eu tinha que acreditar. Não era possível que encarando o melhor time do país na atualidade, abrindo contra-ataque pros caras, perdendo penalti, assustado, de cabeça baixa pela situação, o Grêmio ia reagir.

E eu, tolo, quando pensava em reação pensava em empate.

Tem gente que não aprende mesmo.  rs

Era o Grêmio, no Olímpico, numa decisão. E como sempre digo: Isso basta.

Não importa o time, o elenco, a fase. É o Grêmio, é casca.

Eram 12 do segundo tempo, o Grêmio corria muito, criava, mas não acertava. Toda vez que o Santos tinha a bola era um “deus nos acuda”, e nada poderia justificar a expectativa daquela torcida em ver algo que não fosse apenas “remédio” pro fracasso.

Mas… era o Grêmio.

E mesmo diante do Santos, outro gigante do futebol mundial, a tal fama de “imortal” surgiu e, minuto a minuto, foi comprovando o porque de sua existência.

Borges, 2×1. Borges, 2×2. Jonas, golaço, 3×2.

Era 30 do segundo tempo. Em 18, o drama virou uma vitória incrível! Como era possível?

A torcida fazendo festa, gente morrendo do coração (não é mentira, aconteceu), o time vibrando em campo e aí, neste momento, quem tomou um susto foi o Santos.

A frase na testa dos santistas, de quem via pela tv, de quem jogava pelo Grêmio e de cada torcedor no Olímpico era: “Como eles viraram isso!?”

E não bastasse a vitória, goleada! Gol de Borges, e o Grêmio ia pra Vila com vantagem de poder perder.

Não, aí é demais! Calma lá! Tudo tem limite! rs

O Santos fez uso de sua maior arma, o talento, e achou um golaço no fim, quando já estava meio baleado pro jogo.

O emocional pro jogo de volta ficou completamente diferente em questão de minutos.

Virar um jogo todo time vira. Virar uma decisão, poucos.

Virar em 18 minutos um 2×0, pra cima do melhor time do Brasil, fazer o quarto e levar a decisão com vantagem no jogo de volta é coisa pra “imortal”.

E o Santos favorito? Segue sendo perfeitamente viável sua classificação.

Mas, que assustou, não tenho dúvida.

Belíssima atuação do Peixe, que foi pra cima e meteu 3 lá no Olímpico, o que é tão incrível quanto a virada, e show do Grêmio, que não se abateu com 55 minutos onde tudo deu errado e foi buscar, em 18, um argumento a mais para sua eterna fama de “imortal”.

E o Sportv ganhou mais um “jogo para sempre” pro fim do ano…

abs,
RicaPerrone

Jóia rara

Neymar é o típico jogador que, em virtude da sua forma nada convencional de ser, gera polêmica. Alguns adoram, outros odeiam. Aí já surgem mil adjetivos, alguns nada convincentes, outros até que aceitaveis.

Neymar é arrogante, alguns dizem. E não faço idéia qual motivo pra alguém achar isso. Não vi o garoto desprezar um rival, não vi pisar na cabeça de ninguém, só jogar o dele. Se usa óculos, boné, cabelinho, é problema dele.

Acho que confundem irreverência com marra. Robinho idem. Cheio de graça, ótimo jogador, que já tentam chamar de “coadjuvante” neste time. Não é verdade, é o cara que deu equilibrio pro Santos.

Toca bem a bola, segura, organiza e tem dado passes incríveis pra gols. Craque. Se não se tornou o melhor do mundo que muitos esperavam, não significa que tenha dado errado. Deu muito certo, é titular da seleção há 4 anos, e lá está ha 7. Jogou bem no Real Madrid, no Santos, só deu errado no City, por problemas extra-campo, até onde sabemos.

Mas, enfim, voltando ao Neymar.

O garoto tem um perfil “folgado”. Sem dúvida que é um caso raro, até porque, o que joga também é raro.  Muito mais habilidoso que Ganso, Kaka, entre outros, o menino sabe que tem uma facilidade com a bola incomum. Pode não ser, ainda, tão cerebral quanto o PH, mas a posição ajuda, e também tem 4 anos a menos.

Agora, sobre cai-cai, sobre o jeitão moleque, sobre as vaidades, etc… vamos dar desconto.

Se você tivesse 17 anos e ganhasse 400 mil por mes, fosse aclamado no país todo, sabendo que era mesmo diferente, você seria o que é hoje?

A pessoa se perde um pouco, não tem jeito. Estão cobrando do Neymar a experiencia e a postura de um jogador de 30 anos, e isso não existe. É um garoto, como eu era com 17, e você fatalmente.

O futebol proporciona isso, e raríssimos jogadores são preparados para chegar onde ele chegou com essa idade.

Com 17 anos, eu não saberia o que fazer com tanta moral e grana no bolso. Ninguém sabe, é um acaso do acaso.

Não vejo arrogancia nenhuma. Acho, aliás, que as rarissimas coisas que ele fala ou faz e não concordo são em virtude da idade, da falta de preparo, etc.

A gente tá muito intolerante.

É só um garoto. Que na minha opinião, diga-se, tem mais potencial que Messi, Kaka, C. Ronaldo e cia. Joga uma barbaridade, algo assustador pra idade. Mas, futebol não é ciencia. Pode se perder, pode ser genio.

Só o tempo dirá.

Mais besta do que ficar procurando arrogancia no garoto todo santo dia só esta ondinha besta de desprezar o cara pra elogiar o Ganso. Como se fosse proibido ter 2 puta craques no mesmo time. Ganso é ótimo, craque! O que não faz do Neymar menos ou mais.

Pelo contrário. Com 17, Ganso não jogava nem 20% do que joga o Neymar.

abs,
RicaPerrone

Sem pelo em ovo, Santos campeão!

E para a surpresa de muitos teoricos do nosso futebol moderno, o time que joga futebol também vence campeonato. Com direito a final dramática, com o risco claro de ter uma derrota “injusta” no final e com todo sofrimento imponderável que tem direito o torcedor, o Santos é o grande campeão paulista. Campeonato chato, sem graça, sem importancia atualmente, mas que os meninos da Vila conseguiram transformar numa grande conquista.

O caneco não passará a valer mais do que um mero falido estadual. Mas a história do futebol não vive só de almanaque. Vive, também, de paixão.

Foram 4 meses do mais belo futebol. De lances mágicos, de garotos marrentos, imprevisiveis, folgados e não se amedrontaram com nada, nem mesmo com a ondinha dos “quero ver perder” que foi aumentando na medida em que os argumentos sumiam.

A cada drible, um “bla bla bla” a menos. A cada gol, morria um desacreditado e surgia um novo admirador.

Assim foi o Santos 2010, até aqui.

Time que entra em campo para peitar o jogo, honrar a camisa e principalmente: Sua história.

Time grande não pode entrar pra achar resultado. Tem que entrar pra jogar bola, e ninguém fez isso melhor que o Peixe na temporada.

Com sustos no fim, que pra muitos representam “pipocagem”, e pra mim o mero resultado de qualquer time que tenta se expor ao futebol e suas injustiças. O Santos foi um time de futebol nato, daqueles que corre o risco de perder diversas vezes, mas que tenta sempre fazer mais.

Daqueles raros hoje no mundo.

Se perdesse hoje, e torci muito pra que não acontecesse, surgiriam mais e mais Muricys e Parreiras, insistindo na tese de que futebol se ganha jogando feio e mal.

Não se ganha, não. Se ganha como homens, ousando e buscar o melhor dentro do jogo. Peitando o adversário, correndo riscos, agredindo e buscando sempre mais.

Perder é do jogo, e se o Peixe perdesse hoje não veriamos uma torcida “puta”, mas sim uma torcida “triste”.

E é exatamente isso que o futebol deveria causar. Mais nada.

Infelizmente, hoje causa muito mais do que isso.

Garotos marrentos que hoje foram homens. O expulso, era um experiente jogador. O que recuou o time, um experiente treinador. Os garotos lá estavam para dar toques de calcanhar e ver, dos pés de RObinho, Neymar e Ganso, os 2 gols do título. Como era de se esperar, ou de se torcer pra confirmar.

O juiz errou? Errou. Pros dois lados. Teve gol anulado pra lá, penalti não marcado pra cá. Teve duas expulsões idiotas que mudaram toda a cara da partida. Discutir em campo agora é pra vermelho?

E diante deste drama que se tornou o jogo, a justa exaltação ao Santo André, que foi um time valente e nada bunda mole, como a maioria dos grandes hoje se porta.

Justa até a página dois. Pois também é de se registrar que quando fez 3×2 e teve um a mais em campo, em  momento algum foi pra cima fazer 4 e vencer. Ficou esperando, mais marcando o Santos do que tentando ser campeão;.

Natural, é um time pequeno, estava assustado com o que estava conseguindo fazer. Foi guerreiro demais, jogou o fino da bola, mas também não “quis” decidir.

Os “moleques” da Vila prenderam a bola, fizeram cera, tudo aquilo que tanto exaltam por ai. Com 8 em campo, nenhum time ia agredir o adversário. O Santos é apenas mais um deles.

A atitude de Ganso no final mudou meu conceito por completo. Até hoje eu achava que o Neymar, mesmo mais novo, tinha mais personalidade. Achava o Ganso caladão demais, com jeitão de quem poderia tremer na seleção.

Hoje, mostrou o contrário. Me enganei. É um rapaz pronto, cheio de personalidade e que chama o jogo pra ele. Coisa que o 10 da seleção, por exemplo, nunca fez, diga-se.

Atitude de muita coragem a dele de se bancar em campo. E de muito bom senso do Dorival em não interpretar como rebeldia, e sim vontade de ajudar e ganhar. Fosse outro, tiraria e amanhã ainda puniria o jogador, só pra aparecer.

O Santos foi a alma do futebol brasileiro resgatada durante 4 meses. Nosso futebol moleque, atrevido, irreverente e ousado.

Titulo mais merecido que este não há.

Parabéns, Santos!

E obrigado. Há algum tempo os amantes de futebol não viam nada parecido.

abs,
RicaPerrone

Jogo de gente grande

O Santos foi ao Mineirão encarar o que ainda não conhecia em 2010. Um time grande, casa cheia, pressão forte e um treinador, único, diga-se, que foi pra cima do Peixe ao invés de ficar se borrando de medo.

Deu Galo, como poderia ter dado empate, poderia ter dado Santos, ou até goleada do Atlético. Jogo aberto, jogo de gente grande, aquilo que o futebol tá sentindo falta hoje em dia.

O Peixe não tinha Neymar e Léo. Com a saida do atacante perdia, obviamente, uma dose grande do seu poder de improviso.

O Galo tinha Luxemburgo, repito, único técnico “macho” o suficiente pra meter o time em cima do Santos e não na retranca. Venceu por isso, e acima de tudo, mais do que vencer, fez o torcedor sair orgulhoso de campo.

Junior, que no SP já era “aposentado”, jogou de lateral. Fez tudo que tinha que fazer, criou chances e  a jogada do segundo gol. Um meio com Ricardinho, Fabiano, Correa e Zé Luis. Destes, apenas um fica preso 100%, os outros todos jogam.

Enquanto muitos fariam, e fizeram, uma retranca besta, o Galo peitou o jogo e topou o desafio. Futebol de gente grande é quem faz mais gols, não quem entra só pra não tomar.

O Peixe teve chances, jogou uma boa partida, fez bom uso da técnica nos gols e nos lances de ataque. O Galo idem.

Mesmo sem ter tanta qualidade no elenco, jogou pelo chão, criou boas jogadas, driblou, arriscou.

O resultado é perfeitamente reversível, e naturalmente o Santos ainda é favorito por ser o melhor time do pais hoje. Mas, se mantido o esquema de “peitar” o Santos, a partida se torna aberta.

Parabens aos dois. Belíssimo jogo, onde Muriqui, Ganso, Robinho e Tardelli jogaram muito bem.

E a torcida do Galo hein? Que espetáculo…

abs,
RicaPerrone

Teste não. Clássico!

Muitos colocarão este Santos x Galo como um “teste” para o Santos. Se perder, “não é tudo isso”. Se ganhar, “chupa Barcelona”.  Não é por ai.

Não vou me alongar e ser repetitivo com relação ao que penso sobre os 12 grandes. Pra mim, entre eles, não há zebras.  Um dos clubes que PODEM parar o Peixe 2010 é o Galo, e os motivos são diversos.

Mas, antes, vamos por partes.

O Peixe joga a bola mais redonda do país, e isso não vai mudar com um resultado.

O Galo cresce desde 2009 e isso pode ser um passo enorme para confirmar isso.

O Santos jogará no Mineirão contra um Atlético motivado, com um treinador top, com uma torcida incrível, sem 2 titulares.

Pode, perfeitamente, perder o jogo. Como, se acontecer o contrário, o Galo terá perdido para o melhor time do país, que inclusive é melhor que ele hoje.

O time do Galo não é nada encantador, mas é arrumadinho. Faltam peças, não sobra banco, nem tem um talento fora do normal na frente. Mas não chega a ser ruim um ataque com Renan Oliveira, Ricardinho, Tardelli e Muriqui. Seria o Obina, mas machucou.

Não gosto do Tardelli, mas, não é o pior jogador do mundo. Quando quer, até joga alguma coisa.

Este jogo está perdendo parte da sua relevancia em virtude do Corinthians x Flamengo, e até sugeriria que fosse no dia seguinte. Mas, será junto, logo, terá menos mídia do que merece. Nada que apague a importancia dele.

O Peixe terá que encarar uma situação nova. Vai jogar fora de casa contra um time de massa, uma decisão, uma torcida muito forte. Estes meninos desconhecem isso, e não será nenhum absurdo se sentirem a diferença.

Acho que aí, na base da pressão, da grandeza do confronto, o Luxemburgo vai tentar “assustar” o Santos. E pode conseguir.

Ele não costuma ser burro, e por isso acho que agredirá o Peixe. Se não fizer, vai acabar como todos, perdendo.

E o Dorival, que perde Léo e Neymar, pode optar por manter o André e o time ofensivo, ou talvez recuar e perder poder ofensivo. O que seria uma enorme cagada com o “gol fora” valendo 2.

Jogaço, com leve favoritismo ao Santos pelo que vem jogando. Mas a camisa do outro lado pesa muito, e mata-mata não é pontos corridos.

Nele, não ganha o prêmio Sebrae melhor empresa e melhor planejamento. Ganha quem fizer mais gols, só.

Eu só não condicionaria uma analise ao Galo 2010 e nem ao Santos 2010 em virtude deste resultado. Acho injusto, pois qualquer resultado será absolutamente normal.

abs,
RicaPerrone

Fim de papo! Santos campeão!

O jogo no Pacaembu era de “mando” do Santo André. Mas, mesmo se postando como tal, honrando suas cores e jogando como grandes, o time do ABC não aguentou o tranco. Simplesmente porque “não tem como”. Só por isso.

O Santos jogou um primeiro tempo ruim. O time do Santo André fez tudo que muito grande se borrou de medo de fazer e foi pra cima deles. Jogou de igual pra igual, e naturalmente perdeu, pois é inferior mesmo, sem grandes teorias.

O Peixe perde seu principal jogador e, em 26 minutos, desmonta o adversário.

No fim o Sto André ainda desconta, mas… não vencerá o Santos por 2 gols na próxima final. Se acontecer, terá que ser na base do milagre, jogador expulso, gol espírita, etc.

Não acredito nesta possibilidade.

Fica interessante ver o Santos jogar assim porque quando saiu Robinho, continuou vencendo. Saiu Neymar, virou o jogo. Não é apenas o brilhantismo destes 3 craques, mas também a postura do time, a alegria de jogar e a forma corajosa que se coloca em campo.

O mais merecido dos últimos 14 campeonatos paulista.

E registro um enorme parabéns ao Santo André, que sendo pequeno, quase insignificante pro cenário nacional, entrou em campo para peitar o adversário e não pra “perder de pouco”.

Aprendam, gigantes. É assim que se joga futebol.

abs,
RicaPerrone