Santos

Comparando as decisões

As quatro decisões regionais mais importantes do país e só uma delas com um pequeno envolvida. Números básicos dos jogos para se comparar as partidas.

Estamos driblando pouco, cruzando um pouco demais e tocando pouco a bola entre a defesa e o ataque. O caminho é curto. Tentamos num lance mais técnico do que no coletivo.

Real Madrid e Atlético de Madrid, por exemplo, teve 26 chutes a gol. Só que 20 de um time só. Teve 63 passes errados, 700 trocados. Um pouco mais do que a média de nossas finais, conforme alertei no paragrafo anterior.

28 faltas. Um pouco abaixo da nossa média também. Mas nada absurdo.

5 dribles apenas. Eis uma média que retrata legal nossa tentativa de jogo diferente do padrão do filé europeu, a Champions League.

Desmistificando uma dose das informações erradas passadas hoje na televisão de que “na Europa se faz 9 faltas num jogo”.  Mentira. A média não é essa.

Sabe porque brasileiro acredita em Papai Noel? Porque ele é do Polo Norte. Se fosse de Santa Catarina não haveria nem Natal nesse país de vira-latas.

abs,
RicaPerrone

E se os 12 grandes fossem norte-americanos?

Samir Taiar é um daqueles caras que além de talentoso tem imaginação.  Ele resolveu desenhar o logo e a camisa dos 12 grandes do futebol brasileiro naquele padrão norte-americano.

Imagine se os times de futebol do Brasil fossem americanos.  Como seriam?

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Curtiu?!

Dá uma moral no site do Samir Taiar então!

abs,
RicaPerrone

Sorria, você está na Vila

Futebol se joga sorrindo.

Se o seu time entra em campo de cara fechada, querendo “matar”, ou meramente para cumprir obrigação, ele não merece vencer.

E pouco me importa a tática, as questões técnicas e os erros de arbitragem. Time que sorri enquanto cria, que dá risada dos dribles que acerta e que comemora gols como crianças merece se classificar pra qualquer decisão.

Alegria! É lazer pra quem assiste, não só trabalho pra quem joga.

Captura de Tela 2015-04-19 às 21.39.17O contraste de Santos e São Paulo é constrangedor. Um time parece estar pagando pra estar ali, o outro sendo pago pra fazer o que não gostaria.

Um deles corre pra tentar fazer diferença e o outro se encolhe pra tentar evita-los. É um confronto desigual.

E mais curioso se torna na medida em que avaliamos ter mais qualidade o time que menos parece disposto a estar ali. Os que ganham mais são menos felizes.

Meninos, até os já vendidos, se divertem com a bola e nos divertem com sua obsessão pelo lance diferente. O óbvio parece não ser suficiente. E não é mesmo.

Um campeonato a menos pro time do São Paulo ter que entrar em campo. Ufa! Que alívio, hein?  Tava “corrido” demais essa coisa de ter que entrar em campo, olhar pra milhares de fãs, correr 90 minutos e ainda ganhar algumas centenas de milhares de reais no fim do mes.

Pro Santos, que faz o que gosta, mais 2 jogos para buscar o “algo mais”.

Justo. O Peixe merecia essa vaga por decisão unanime dos jurados se necessário. O São Paulo a “demissão” do campeonato por justa causa.

abs,
RicaPerrone

Santos, 103

Santos é o nome de uma cidade que tem um clube de futebol. Mentira! Santos é um clube de futebol que leva uma cidade ao mundo com os pés.

E não satisfeito em ter “nome de Santos”, levou logo o de todos eles.  O mais endiabrado dos clubes, veja você, “Santo”.

De branco da cabeça aos pés foi o clube mais importante da história do futebol no planeta até então.  Porque Real Madrid e Barcelona compram futebol. O Santos cria.

Não tão popular, nem muito rico. Autêntico. Um clube que, como poucos no Brasil, tem um jeito de jogar independente de treinador, elenco, o que for. O Santos joga pra frente. O Santos dribla. O Santos sempre tem um menino no banco que pode mudar o jogo, a fase, o clube e a história.

Não a toa estamos falando do time de futebol que mais marcou gols no planeta em todos os tempos. E se o gol é a alegria do futebol, o Santos é o time de futebol que mais alegrias deu em sua história.

Dinheiro é sempre um problema. Especialmente quando não se tem. No Santos, se sobrasse, boa parte da história do futebol mundial deixaria de ter sido escrita.

Por linhas tortas, as vezes campeão, outras tantas coadjuvante, nunca como figurante.

Hoje, com tanta história já escrita, qualquer clube do mundo deve olhar pro futebol e dizer “obrigado”. O futebol, se pudesse, olharia pro Santos e diria o mesmo.

abs,
RicaPerrone

O público dos pontos corridos

Desde 2003 a CBF tem as médias de público do Brasileirão publicadas oficialmente no final de cada campeonato. Com isso ficou mais fácil saber quem vai mais ao estádio na era dos pontos corridos.

Não é preciso lembrar que todos jogaram o mesmo número de partidas, embora alguns de férias, outros festejando. Ainda que com as obras da Copa tirando os estádios de seus clubes, é possível ter uma noção suficiente para elogiar as torcidas de Flamengo e Corinthians, sendo que neste período, diferente dos paulistas, o rubro-negro só esteve perto de título duas vezes.

Já o Santos, que teve neste período as safras Robinho e Neymar… deixa a desejar.

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O capitão

Basta um jogador querer e seu time pode perder 3 pontos por jogo no Brasileirão que vem aí. A idéia para que clubes paguem em dia é boa, a forma, no entanto, é contestável.

Simplesmente porque você não pode do dia pra noite pegar clubes que devem 5 meses e pedir que não atrasem mais 1 mes sob pena de perder pontos, cair, e então nunca mais acharem um meio de equalizar as contas.  Acho que pode ser parecido, mas não exatamente assim.

E aí vou na figura mais inútil do futebol brasileiro: o capitão.

Porque diabos o líder de um grupo é determinado pelo chefe dele e não pelo grupo?  Começa o erro ali. Normalmente o capitão é imposto ao time, não escolhido. E então, tem uma liderança muitas vezes contestada.

Ele é fechamento do treinador, não necessariamente do grupo.

Porque não damos um valor e uma responsabilidade ao capitão do time?  Por exemplo:

Todo ano o grupo se reune e elege um capitão. Isso não passa pela comissão técnica, nem pela diretoria. É o líder do grupo.  E este, como representante legal do time, se reporta ao Bom Senso, a CBF e a direção do clube.

Quando então o capitão do time for na CBF denunciar atraso de salários, aí sim, o clube perde pontos.  Quando um jogador qualquer, contra o restante do grupo, o fizer, não deve ter o mesmo valor.

Porque?

Porque o futebol é um meio sujo tanto quanto qualquer outro onde muito dinheiro esteja envolvido. Você pode encontrar um jogador que brigou com a diretoria disposto a acabar com o trabalho de um ano de um clube. O problema é que perder pontos no campeonato reflete também para os jogadores e seu futuro.

É uma relação de quem tem pouco a perder. Ou você acha que o Fred pediria a perda de pontos do Flu e seria rebaixado? Já o grupo do Botafogo em 2014, ha 5 meses sem receber, este sim, poderia coletivamente dar a cara a tapa.

Jogar tudo isso nas costas de um atleta é uma tremenda covardia.

Talvez tenham encontrado uma forma do capitão do time ser oficial e relevante perante o grupo e a torcida. Não apenas o cara que fala com o juiz e carrega uma tarja no braço.

A idéia é bem vinda, a CBF está tentando melhorar as coisas, reconheço. Mas é muito mal pensada e dá margem a muito mais discussão, STJD, Tapetão, ou seja, tudo que não queremos no futebol.

Dá pra fazer melhor.

abs,
RicaPerrone

Sr. Olhão avalia os reforços do Santos

Bom dia meu povo, seguindo com nossas analises de reforços, acho que ate o fim do ano eu termino, hehehe, hoje falarei do Alvi negro da Vila Belmiro, o grande Santos Futebol Clube, time que atualmente foi enterrado pelo imprensa por não viver bom momento financeiro. Ah mas eles esquecem que não time no Brasil que saiba colocar os garotos para jogar como Santos FC, e por isso sempre veem forte.

Vamos lá, assim como Corinthians o Santos trouxe poucas peças e em sua maioria jogadores que se adequam a nova politica financeira do clube:.

Vanderley – goleiro – é um goleiro experiente e seguro, não faz atuações espetaculares mas também não costuma entregar jogo. Considero uma melhora sobre o antigo titular, Aranha, além de ser um goleiro com espirito de liderança.

Werley – zagueiro – Veio na linha de homem de confiança do treinador, quando surgiu no Atlético Mineiro oscilava muito, no Grêmio se estabiliziu chegou a ser titular absoluto com o Luxa, com a chegada de Felipão perdeu espaço. É um zagueiro com bom posicionamento, não o vejo muito técnico e nem veloz. Chega firme em divididas e muitas vezes é driblado com facilidade.

Marquinhos Gabriel – meia – outro que veio por indicação do Enderson, que treinou Marquinhos na base do Inter. É uma eterna promessa, surgiu como grande jogador e aos poucos perdeu espaço. Rodou alguns clubes no Brasil, teve passagem apagada pelo Palmeiras e foi para fora do país. Tem boa velocidade e condução de bola, exagera no individualismo e tende a sumir por boa parte de jogos. Jogador para compor elenco.

Valencia – volante – sempre foi um jogador que me chamou a atenção pela dinâmica, força e boa marcação. Porem tem um grande problema, vive machucado ou seja, é um jogador que não se pode contar sempre. Se jogar ajudara e muito a suprir a ausência do Arouca.

Elano – volante – veterano com grande identificação com o clube, ótima técnica, mas muito lento e pouco dinâmico, deve ser mais uma opção para o lugar do Renato quando necessário. E será bom como liderança no vestiário

Ricardo Oliveira – atacante – grande jogador, em final de carreira, sabe fazer gols, e ajudara os jovens que estão subindo. Creio que levara algum tempo para se adaptar ao futebol brasileiro novamente, mas é uma boa contratação de um 9 com histórico de artilheiro.

Chiquinho – Meia/Lateral – nunca foi um jogador que me chamou atenção, tem boa velocidade e condução, é muito fominha e seu cruzamento é mais ou menos. É uma aposta, não acredito que vá vingar.

 

Bom, como vocês podem ver, o Santos trouxe alguns veteranos para contrabalancear a garotada que tem por ali. Duvidas, opiniões e criticas mandem lá @guimisantos.

Quem é o Sr. Olhão?

Guilherme Momensoh
10 anos de experiência no mercado do futebol
Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing

Quando o gol é um “detalhe”

Faltou apenas a bola entrar para que Santos x São Paulo tivessem o resultado que mereciam após 90 minutos intensos na Vila Belmiro.

Um empate com gols, ou talvez uma vitória do Santos por um gol a mais, por ter tido mais chances claras. Mas o improvável zero a zero hoje é “culpa” dos goleiros, especialmente de Rogério Ceni.

Jogo quente na  Vila

Jogo quente na Vila

Do Santos que pouco espero em 2015, uma atuação muito boa. Do Tricolor, que na semana que vem tem o Corinthians pela Libertadores, menos.

Quando se olha para os dois times antes da bola rolar você espera que o São Paulo tenha o controle do jogo, o que não significa que vá ganhá-lo. Apenas, em tese, por ter um time mais forte, ter mais a bola nos pés.

Característica dos times de Muricy, o SPFC não muda conforme o jogo. E não, não acho isso bom.

Entra em campo contra o Santos exatamente igual como entra contra o Mogi. E então notamos que o Santos não enfrentou o SPFC como enfrentou o Capivariano. Portanto, aí o equilíbrio do clássico.

O Tricolor se prepara para um campeonato onde a apatia e a falta de “pegada” não são detalhes. É preciso jogar bola, ser frio, mas também é preciso “algo mais”.

Eu não vi esse “algo mais” no time do Muricy ainda. No Santos, hoje, consegui ver.

abs,
RicaPerrone

Brasileiríssimo

Quando o Botafogo precisa focar no Brasileirão pra não cair e coloca o time titular na Copa do Brasil, corre-se o risco de dificultar ainda mais o projeto série A 2014.  Afinal, convenhamos, por mais incrível que seja o futebol, não há um “projeto Libertadores” no clube.

Mas no Santos pode haver. E se houver, é via Copa do Brasil.

Inspirado, Robinho aproveitou um erro da defesa do Botafogo e fez 1×0. Fez uso de todo seu talento para entrar tabelando e marcar o segundo.

Ah, Robinho! Sabemos porque não foi na Europa o que esperávamos que fosse. Simplesmente porque és um brasileiro nato.  O que dribla, dá risada, se arrisca, erra, acerta, mas joga bola se divertindo.

Enquanto o Botafogo perdia Jefferson e Emerson num jogo que não deveria ter levado como prioridade,  o time que restou fazia de tudo para equilibrar um jogo perdido. E quase o fez.

Com muita dignidade de quem sequer recebe salários o time do Botafogo honrou a camisa que veste.  Quase empatou, e até merecia. Pelo empenho, não pelo futebol.

E do outro lado, protagonista, tão moleque quanto quando dribla, Robinho simulava uma falta e era expulso, dando mais uma chance ao Botafogo.

E não, não vou discursar sobre Robinho e sua queda cinematográfica.  Se fosse um argentino fazendo isso contra um brasileiro diríamos que é “malandragem”, “catimba”, “experiência”.

Não funcionou. Mas não tentou fazer nada que o mundo do futebol não tente no final de um jogo duro, fora de casa com o placar a seu favor.

Como se esperava, o Santos sai favorito. Como não esperava, o Botafogo piorou a moral do seu time titular e conseguiu ainda 2 desfalques importantes.

E dizem que tem coisas que só acontecem ao Botafogo. Mesmo as que ele implora pra que aconteçam.

abs,
RicaPerrone