Seleção Brasileira

Parceiro ou pauta?

A notícia da contusão do Neymar ser mais grave do que parecia (globo.com) é típica do terror pré Copa que todos nós vivemos a cada 4 anos. Sempre dá alguma coisa errada e a gente pensa que nada mais vai dar certo. Mas desta vez foi “cedo” e portanto não perdemos o garoto pra Copa.

O que assusta na notícia é o prazo. Se ele volta em maio, terá um mês praticamente já na Russia pra pegar ritmo e confiança em TREINO, não em jogo.

O Neymar que chega na Copa cheio de moral pelo que vem jogando já não chega mais. Não chegará jogando, logo, não pode estar jogando bem. Essa parte é muito mais da força mental dele do que qualquer outra coisa. Não é mole meter o pé após uma cirurgia. Demora um pouco pra esquece-la.

Eu imagino hoje um cenário que me dá algum receio que é a burra mídia brasileira pegar os primeiros 3 jogos e ao invés de incentivar e apoiar a volta dele, forçar críticas e descrédito se ele não voltar voando, o que seria natural.

O diagnóstico neste momento é de que teremos que ser “parceiros” do Neymar e da seleção. Precisaremos de calma com ele na preparação e também apoio nos primeiros jogos.

Será que a mídia brasileira é capaz de abrir mão de uns cliques em troca de estar do lado certo?

abs,
RicaPerrone

Luan e Geromel precisam ir à Copa

Eu nem acho o Thiago Silva tão fundamental assim. Aliás, a história prova ano após ano que sua apurada técnica não basta para ser o que ele almeja.

Acho que ele é melhor que o Geromel se você der a mesma bola na altura do joelho para ambos. O Thiago vai dominar melhor, sim.

Se der a bola nos pés de um rival frente a frente, na velocidade, possivelmente o Thiago roube a bola antes do Geromel.

Mas se você for jogar uma grande partida, fora de casa ou contra um time muito forte, eu também não tenho a menor dúvida em quem confiar mais.

Luan é a mesma coisa. Não deve jogar mais que o Jesus, Coutinho, Firmino, talvez.  Mas se você precisar jogar contra o Boca em Buenos Aires, desses todos o único que vai entrar na área dos caras andando e dar um tapa por cima é o gremista.

“Bandido”.

Não o que comete crimes. O que não tem medo de cara feia. O que adora o desafio. O sujeito que quanto pior, melhor.

Copa do Mundo são 7 jogos, 3 pedreiras, sem jogo de volta. É matar ou morrer. E toda vez que ganhamos isso tivemos em campo ou ao menos no grupo diversos jogadores que se divertiam com o pânico.

Não me interessa quem vai sair. Me interessa saber que teremos na defesa e no ataque os jogadores mais decisivos possível. E que eles não gostem tanto de brilhar no domingo a tarde.

Craque brilha na quarta-feira.

abs,
RicaPerrone

O vigésimo quarto

Tite convoca David Luis e Rodrigo Caio com alguma frequência. Isso incomoda muita gente porque é evidente que Geromel, por exemplo, merece mais que os dois.
Não concordo com quem quer eternizar a exclusão do David por 2014. Ele errou no 7×1, mas foi um dos poucos indignados no jogo. E até ali, poucos lembram, era eleito o melhor jogador DA COPA, não da seleção apenas.  Lembra? Não. Eu sei que nao.

Cadê vocês?

Todo ano eu me pergunto em dezembro onde estavam nos útlimos anos e eleições os clubes que hoje se lamentam pelo calendário.

Todo ano eu tento entender como 10 clubes podem achar ruim a cota de TV e só 2 estarem felizes sendo que 10 podem fazer um campeonato e 2 não.

Todo ano eu tento entender porque o torcedor é tão facilmente manipulado pela mídia que odeia a CBF e não percebe que tudo que está lá é meramente a representação oficial autorizada do SEU clube.

Há meses a CBF não tem presidente que possa sair do país. Algum clube foi lá cobrar da entidade o afastamento dele? Que houvesse nova eleição? Que algo fosse feito pela representação dos clubes?

Não.

Houve algum movimento entre os clubes para que a eleição na CBF seja ANTECIPADA após a suspensão do presidente? Não. Ela será ADIADA para que ele esteja de volta ao cenário político.

Nos últimos anos qualquer analfabeto entendeu que o sistema de corrupção, má gestão e favores do governo só existe porque é sustentado de baixo pra cima.  Não notaram que o futebol brasileiro tem um sistema político muito parecido e, portanto,  tem muita gente muda porque está feliz.

Seu clube, seja ele qual for, é cúmplice e hoje um dos mais covardes pilares do futebol brasileiro. Se há 12 “grandes” que se quiserem mudam tudo, sabemos de quem são.  E eles não estão muito preocupados com nada disso, apenas com qual jogador vão tirar do rival via liminar, ou talvez como vão eleger alguem mais próximo desse ou daquele dirigente.  Ou também, “pra que se indispor com o presidente e amanhã ter um pênalti não marcado?”, como ouvi outro dia.

Não querem mudar. Não vão mudar.

A CBF passou pelo ano todo esperando uma atitude de fora pra dentro que pudesse intervir no absurdo que é ter um presidente que não pode exercer suas funções em sua totalidade e nem ter a dignidade de pedir pra sair enquanto nota ser um atraso pro futebol brasileiro.

Ninguém se mexeu. Nenhuma federação ou clube tentou mudar isso ou protestar contra o cenário.

E você realmente acha que seu clube é “vítima” de qualquer calendário, receita de TV, regras do jogo ou politicagem do futebol brasileiro?

Então tá.

abs,
RicaPerrone

Eu nunca fui fã do Kaká

Kaká se aposentou. Aos 35 anos encerra sua carreira brilhante por notar que há algum tempo não é mais o mesmo jogador e que ao contrário da maioria, pode continuar sendo ótimo profissional em outras áreas.  Kaká não limita sua capacidade aos pés, e por isso é quem ele é.

Ao contrário do que era previsível pelo meu time ser o São Paulo, eu nunca fui fã do Kaká. O que não significa que não gostasse dele, apenas que nunca o tive como referência de personalidade ou mesmo de jogador. Sempre gostei mais do perfil menos correto, e também do jogador mais fortemente identificado com um clube brasileiro.

Kaká teve tudo. E ao contrário do Ronaldinho, não teve a “sorte” de se tornar “jogador de alguém” aqui antes de parar.  Ronaldinho ia encerrar sendo o ídolo de todos, mas também o de ninguém.  O Galo lhe abriu a porta e ele levantou um caneco ao apagar das luzes que lhe deu uma camisa para ostentar por toda sua aposentadoria.

Kaká sempre vestirá a do SPFC, mas não cabe a ele o rótulo de um dos grandes ídolos do clube exatamente por não ter deixado muita coisa ali, nem mesmo muita grana. Por azar, por fase, seja lá pelo que for, faltou ao Kaká uma taça aqui dentro. Aquela imagem que eterniza o jogador num clube.

Ao final de 2010 me lembro de ter discutido com o amigo Diogo, assessor dele, que ele viria para o  São Paulo novamente. Era meio que uma esperança que eu tinha de ter um “melhor do mundo” campeão no meu time. Não aconteceu. Kaká embora tenha ido bem, passou como outros tantos.

É a hora em que uso o exemplo Kaká para refletir. Ele tem absolutamente tudo. Rico, bonito, jovem, ídolo pelo mundo, exemplo, títulos, saúde. Onde ele passa é aplaudido.  Mas eu gostaria muito de perguntar a ele se não faz falta, tendo tudo que tem, ser  um grande ídolo do “nosso time”.

Conca, que recentemente fez a estupidez de abrir mão da única coisa que ele tinha além de dinheiro que era a idolatria do Flu para ser encostado no Flamengo, que o diga.

Kaká não teve essa escolha. Não cometeu um “erro”. A vida não lhe deu esse título. Acontece.

Mas eu queria saber o que o Kaká diria para essa geração de jogadores que saem daqui em 2 semanas de profissional se vale a pena tentar marcar sua historia num clube nosso ou se não faz a menor diferença.

Eu sinto falta de tê-lo como ídolo.  Embora ele não precise disso, acredito que ele também tenha essa vontade guardada com ele de ter sido o ícone de uma grande conquista no São Paulo.

Parabéns Kaka! Você foi brilhante. Pena que sempre tão distante.

abs,
RicaPerrone

“O que se espera dele”

Assisti atentamente alguns programas de TV nos últimos 3 dias em virtude de uma merda de pneumonia que arrumei. Fazia tempo que não fazia isso. Me arrependi, óbvio.  Mas algo me chamou atenção.

De dia tinha um pessoal comparando Messi, Cristiano e Neymar, algo que toda vez que não há assunto pra mesa é convocado com urgência. Um dizia que  era “messista”. Fiquei com pena, mas deixa ele.  A outra fez um discurso sobre o que ela “cobra do Neymar”, porque “espera dele ser um ídolo assim assim, assado “.

A noite, Bem Amigos. Mais horas de debate sobre como ele deve ser. Que tipo de pessoa ele precisa ser, onde ele erra por não ser a pessoa que o comentarista de futebol (??)  gostaria que ele fosse.

E eu fico imaginando que mania de grandeza tem o jornalista que acha que os maiores ícones do mundo no que fazem devem ser “a pessoa que eles esperam que ele  seja”.

E outra: quem é que vocês querem que ele seja? O Messi, porque vocês acham fofo alguém que nunca acha nada sobre nada?

O Kaká? A Sandy? Ou ele pode ser o Neymar sem que isso seja “um defeito” pra vocês?

“Ah ele revida”.  Pois é.  Que bom, né? Um frouxo a menos pra fazer nosso time passar vergonha.  Porque quando a crise estoura no seu time, jornalista, tu vira fora do ar e fala “falta bandido nessa porra!”.  Né? Não. Aí não. Microfone no ar, outro ser humano.

Ele no campo é o ser humano que erra. Mais acerta do que erra. Mas veja que absurdo, Neymar sai com amigos, peita o companheiro de equipe, tem opinião, faz alguns desafetos e não é o novo Kaká.

Porque ele deveria? Porque os jornalistas (também conhecidos como Jeová, Jesus, Alá, entre outros) acham que ele deveria ser de tal forma. Não como ele de fato é.

Porque é tão difícil aceitar que quanto mais enlatados nossos ídolos, mais idiotas a sociedade se torna?  Precisamos de gente de verdade, que erra, pede desculpas, exagera, tem dor de barriga, defeitos e caractetísticas únicas.

 

Se Neymar fizesse “o que se espera”, jamais teria dado um drible num zagueiro.  É por fazer o que você, mortal, não espera, que ele é ele, você é você.

Não há nada mais humilhante do que ser sommelier de genio.

abs,

RicaPerrone

Nós, a seleção!

Uma das coisas que eu mais amo na vida é ver a cara de merda de quem duvidou de mim ou me desmereceu.  O prazer da “vingança” é natural, é instintivo e pobre do sujeito que se considera evoluído ao ponto de não ter esse gostinho.

Esse time do Brasil foi um saco de pancadas. Nós ouvimos pós Copa de 2014 diversas vezes que seria difícil classificar, que pela primeira vez existia um risco real da seleção ficar fora da Copa.

Que eram mimados, irresponsáveis. Que não fabricávamos mais talentos.  Que só queriam dinheiro, que não se importavam.

Ouviram que a favorita era a Argentina, o Chile, não nós. E ouvir isso jogando futebol deve ser ainda mais revoltante do que o conhecendo, porque é tão absurdo que chega a motivar.

Esse time atropelou todo mundo e terminou uma eliminatória de 18 jogos com 10 pontos na frente do segundo colocado. Brincando nas rodadas finais, dando olé, chapéu e ganhando de time motivado.

Somos favoritos em 2018. E não, sua anta! Não é porque a fase é boa. É porque somos nós, o Brasil. A seleção mais foda do planeta, os donos da porra toda, o time do mundo, a referência de todos.

Esses meninos dormem hoje com a seleção recolocada no seu óbvio lugar na mais torturante fase para ser um deles. Eles pagam por algo que nem participaram, pela desconfiança de uma geração que ainda não venceu e pelo ódio jornalístico nacional que se nega de toda forma a assumir um lado. E que deveria ter sido, desde o primeiro dia, ao lado deles!

Com Tite, Dunga, a puta que pariu. Tanto faz. O nosso LADO é o da seleção.  Eles nos deram o ouro, nos deram a vaga pra Copa, nos deram a dignidade de volta. Nos deram o favoritismo.  Nos deram alegria e orgulho.

E nós, porrada. Hoje, aplausos.  Merecidos, os dois. Mas é preciso ter um lado.

Dá pra aplaudir do lado deles. Dá pra criticar também.  Mas do lado deles. Sempre, todo dia, até o último jogo da Copa. “Nosso time”, “nossos meninos”. Não tem CBF, dirigente, nada.

Eu tenho orgulho desse time. Tenho orgulho da seleção e especialmente de ter sido um dos que não mudou de lado em momento algum, nem mesmo na noite após o 7×1.

Aconteça o que acontecer daqui pra frente, fique do lado certo. E não corra pro outro na primeira turbulência. Seja parte da vitória e da derrota. Aprenda a usar com dignidade o “nós”. Ou em 2018, se campeão, diga “eles”.

Obrigado meninos. E desculpa qualquer coisa.

abs,
RicaPerrone

Nada justifica

Sob qualquer angulo que desejar analisar, não faz o menor sentido um brasileiro torcer pela Argentina. Queira você ou não, o próprio respeito e admiração pelo futebol deles lhe faria no mínimo incoerente.

Pois se gosta do que eles fazem, então repita. Eles não torcem por nós. Eles amam sua seleção. Estão com ela na alegria e na dor. E não vestem a camisa do “rival”.

Se respeita vosso patriotismo, seja como eles.

“Ah mas a Copa sem Messi…”, o Messi, na Copa, é “inimigo”. Tal qual sempre fomos a todos eles, que nunca fizeram questão de ver o Rei Pelé.

A rivalidade que há entre Brasil e Argentina é o futebol em estado puro, digno e honesto.  Devemos nos odiar perto do limite que separa o futebol da vida. Ou seja, antes que algum burro interprete mal, devemos viver o nosso Grenal sulamericano em sua plenitude. Ou torcer pro Juventude e não encher o saco de quem está afim de disputar taças.

Time grande tem rival. Torcedor de time grande seca, odeia, adora, muda de idéia, chora, xinga, mas não torce pro rival nem sob tortura.

Nós, jornalistas do meio, aprendemos a não torcer mais contra nossos rivais de clube porque vivemos deles, temos amigos em todos eles e tal qual os jogadores, não enxergamos mais da mesma forma. Mas a seleção é o único momento onde o clubismo nos dá uma brecha pra vivermos nosso lado torcedor. E o que fazemos?  Mimimi.

“Ah mas nossos Hermanos…”, Hermano é o caralho. A gente se odeia quando calçamos chuteiras. E ponto final. A graça é essa. Deixa o amor pro churrasco de domingo, pra ouvir tango, tomar vinho, viajar a Buenos Aires e eles invadirem Buzios.

Em campo, não.

Não faz sentido. Se por amor ao estilo deles, adote-o.  Eles jamais torceriam por nós, entregariam o jogo pro Chile rindo e ainda fariam piada no jornal segunda-feira.

Aqui, se empatarmos e eles ficarem fora, vai ter jornalista com lágrimas nos olhos na tv.

Nós precisamos nos odiar. Torcer contra um ao outro. Viver a terça-feira de decisão com paixão, que é o motivo dessa merda toda. Ou então viramos logo liga de baisebol americana onde nego vai ao jogo do Time x com boné do time Y e os dois aplaudem o mesmo lance.

Isso é futebol. E ninguém faz isso melhor que nós, sulamericanos. Exatamente porque temos algo mais do que dinheiro em jogo. Ou, pelo menos, já tivemos.

Que se foda a Argentina.

 

abs,
RicaPerrone

Quando não se pode acertar

Os jornais de Barcelona e a mídia local chegam a dar pena. Quando a gente acha que a mídia esportiva brasileira é ruim – e é mesmo – as vezes não imagina o quanto a de outros países consegue ser tão tosca quanto ou pior.

Crucificando um jogador e jogando a torcida contra um cara que ganhou 2 Espanhois, 3 Copas do Rei, 1 Champions e um Mundial.  Porque? Porque ele cumpriu o contrato dele.

Ora, meus caros, o que fez Neymar de errado?

Pagou o combinado, saiu sem polemizar, não deu qualquer declaração contra o clube, cumpriu TODOS os compromissos e viagens até o último dia de clube.

O que Neymar não fez que vocês, mortais, cobram que ele deveria ter feito?

“Deveria ter sido mais transparente e falado”.

Ah saquei. Tu queria a coletiva pro jornal ter assunto, não a postura mais profissional possível.  E se ele fala que quer ir e amanhã o PSG não paga? Ele se precipitou.

Se ele diz que quer ficar e sai, mentiu.

Se ele diz estar em dúvida, é mercenário.

Ou seja, sejamos práticos: não há nada que agrade a imprensa quando ela quer foder a imagem de alguém.

O seu Deus, Ronaldinho, chegou ai na Europa driblando quem o fez.  E vocês nunca reclamaram ou o condenaram por isso. O Neymar está saindo pagando a multa, cumprindo contrato e dando a vocês o maior retorno financeiro da história. Além de tudo que deu em campo.

E não, ele não presta.

Ah, Kfouris espanhois… deixem de ser hipócritas. Por 200 euros a mais vocês todos trocariam de jornal. Neymar foi absolutamente profissional, sério e correto.

Usar o poder do microfone para inflamar pessoas contra alguém por paixão clubistica local é tosco e covarde.  Neymar só trocou de emprego e não lhes deve picas.  Pelo contrário, graças ao talento dele vocês estão lucrando 3x mais do que lucrariam se ele fosse birrento e fizesse esforço pra sair vendido.

abs,
RicaPerrone

Neymar e o PSG

O PSG não é nada.

Nada bobo, nada pobre, nada no cenário histórico do futebol e nada pra enorme maioria das pessoas que amam futebol.  O PSG não é causador de emoções, não carrega multidões, logo, é um negócio com um fundo de paixão mínima, não o contrário.

Neymar é o Maradona. O PSG é um Napoli. A brutal diferença é que o Napoli era um clube, o PSG é um negócio.

Se Neymar fará do PSG um campeão da Champions? Possível.  E se fizer, se torna uma referência, um ídolo de muitos, o maior da história de “ninguém”.  O estádio não pulsa, não tem gente envolvida pra fazer daquilo grandioso. Será um negócio de sucesso, jamais uma história de futebol, paixão, suor e lágrimas.

É frio. 5% dos franceses torcem pro PSG.  É a terceira torcida no país, com 1% a mais do que o Saint Etiene.

Dá pra recusar?

Não me refiro a dinheiro. Neymar é ousado, sabe o que quer, onde ir, onde se desafiar.  Mas e o campeonato?

Passará 90% do ano jogando o insignificante campeonato Francês.  Se for eliminado da Champions, ano morto. Pra ser melhor do mundo ali, só campeão de Copa ou Champions.

É mais que um desafio. É a uma escolha entre o futebol com sangue e o futebol como negócio simplesmente.

Dar ao Messi o protagonismo de ser a estrela de um gigante, deixar o Barça sem tê-lo superado e encarar que vai pra um clube que é menor que ele. Neymar movimenta mais gente do que o PSG.  Neymar é mais relevante ao futebol que o PSG.

O clube está tentando comprar grandeza. Neymar, vendendo a dele.  A possibilidade do equilíbrio do negócio ser a desvalorização do Neymar e valorização do clube é enorme. É até tendência.

Mas esse moleque é tão diferente, mas tão diferente, que talvez saiba o que está fazendo.  Se é que o fará de fato.

abs,
RicaPerrone