2014

Review – F1 2015

Bom, dá pra começar dizendo que o jogo “é do cacete!”.  Comprem! Ponto.

O que vem a seguir são ponderações que vão detalhar o meu gosto pessoal por um game de F-1.  Mas que não mudam em nada o fato do jogo ser, no mínimo, muito bom!

Gráficos – Incrível! A grama mexe com o vento no replay. É realmente um filme.

Som – O motor da F1 ficou uma porcaria mas até que no game eles deixaram de uma forma não irritante, tal qual os motores de verdade. Gostei da solução.

Rádio – É bem legal a interatividade da equipe com você no jogo. O cara avisa diversas coisas relevantes pra corrida.

Online – Muito bom! Joguei diversas vezes e embora seja um jogo difícil de se divertir online em virtude da má fé alheia, a parte que cabe ao game funciona!

Modo carreira – Não tem. Senti muita falta. Era divertido.

Opções – Pouco configurável. O basicão tá lá. Não dá pra reclamar.

Bugs – Ainda tem vários. Natural. Mas devem consertar fácil. Em 1 semana eu ganhei uma corrida e me deram segundo lugar, o rádio me passou uma informação errada, tomei punições por alguns erros que não cometi. Mas nada que não se ajeite com uma atualização aqui ou ali.

Melhor do jogo – Os replays. São incríveis!

Diversão – Eu diria que no modo dificil, com cambio automatico e controle de tração você vai se divertir tenso. Se você diminuir as ajudas dali pra frente é um game que não relaxa, mas sim te desafia. O que é ótimo, tem pros dois gostos.

Eu gostei muito. Tenho jogado todos os dias desde então e tido as mais diferentes experiências dentro de cada corrida.

Nota – 9,0

abs,
RicaPerrone

Isso não é Palmeiras

Não sei bem por onde começar o texto. Menos ainda por onde passar e onde terminá-lo. É uma vontade tremenda de dizer aos palmeirenses que tudo acabou bem, que deu tudo “certo” e que em 2015 o clube poderá tentar sua retomada ainda na série A.

Mas é inaceitável que esse não rebaixamento seja uma vitória. Até porque, nem pra isso esse time serviu. Empataram um jogo amistoso contra 11 cones de rodinhas que no segundo tempo não estavam nem aí pro jogo. Ainda assim o Palmeiras não conseguiu vencer.

É constrangedor buscar algo a se exaltar quando o Palmeiras entra em campo pra atropelar um time reserva de férias em nome de sua honra e chega a jogar recuado, sem buscar o gol durante mais de 45 minutos.

Só não me sinto realmente estúpido em dizer isso num dia “feliz” pois quando acabou a partida e o Santos salvou o Verdão os próprios palmeirenses, a exemplo dos vascaínos no Maracanã, conseguiram controlar seu alívio e expor apenas sua revolta.

Sem vergonha, sim senhor! Time sem alma, sem referência, sem qualidade e sem capacidade pra vestir a camisa do Palmeiras. Diretoria, idem. Mas aí não chega a ser novidade.

Reeleitos, talvez por falta de opção talvez por mero gosto pela dor, o “novo Palmeiras” não tem nem rascunho ainda. Mas tem em sua torcida uma gente que não se rendeu a mediocridade recente do clube e que não comemora qualquer porcaria.

Sem vergonha, sim!

E que o Allianz Parque saiba que não foi apresentado ainda ao seu dono de fato. Como não teve seu primeiro gol, ou sequer um sonoro aplauso merecido a um de seus protagonistas.

Isso não é Palmeiras. E que bom que eles sabem.

abs,
RIcaPerrone

O time do ano

Outro dia estava num bar, fim de tarde, de chinelos e jogado na cadeira quando um amigo abriu uma cerveja e disse, como quem brinda: “E o Cruzeiro foi o time do ano de novo!”.

Eu pensei por míseros 8 segundos, olhei em volta, vi que ninguém estava prestando atenção e baixinho lhe confessei: “Foi nada!”.

E por mais estonteante que seja a campanha do Cruzeiro, por mais que eu sinta dó dele não ter esse time épico gravado na memória dos não mineiros em virtude do sistema do campeonato, eu não posso me esquivar da verdade.

E na verdade quando você fecha os olhos e lembra de futebol em 2014, tirando a Copa, nada virá tão forte a sua mente quanto as viradas do Galo e o título da Copa do Brasil.

Talvez porque ele tenha obrigado o eixo Rio São Paulo a assisti-lo, humilhando dois clubes de maior torcida no país ao vivo para suas respectivas praças. Talvez por ter sido o suspiro de emoção num momento onde o Brasileirão já parecia definido.

Talvez por ter tido a vontade, o brilhantismo e a paixão que esperávamos ter visto na Copa e não vimos.

Ele insistiu com números. Eu ouvi, pensei, olhei de novo e já desconfortável com o silêncio ele renegociou: “Talvez fique mais marcado… mas sei lá”.

E então pedi a ele, carioca, que escalasse o time do Cruzeiro.  Ele me deu 5 nomes titulares rapidamente, mais 1 pensando um pouco.  Destes, 2 eram reservas, casos de Dago e Julio Batista, nomes de peso, mas não necessariamente titulares no time campeão.

Pedi no segundo seguinte que me desse o time do Galo. E ele deu 9, rápido, sem pensar muito.

Pedi a ele 3 jogos eternos do Cruzeiro em 2014. Ele não me deu nenhum.

Do Galo, ele sorriu antes que eu perguntasse.

É mais importante ganhar o Brasileirão que a Copa do Brasil. Claro que sim.

Mas não estamos aqui discutindo relevância de taças, mas sim “o time do ano”.  E quem poderá ser esse time em 2045 quando citarem 2014 se não o Galo dos 4×1?

E com uma nova lata na mão ele disse: “Taí. Ao Galo! O time do ano!”.

E assim brindamos.

Tim-tim!

abs,
RicaPerrone

Não abandonem o Botafogo

1024px-Mão_MaracanãNão sou botafoguense, mas também não sou atleticano. E tudo que defendi pra um, defendo pra outro desde que me tornei um jornalista mais conhecido.  Tem coisas que não se compra, como uma camisa e alguns milhões de torcedores.

É claro que pro debochado rival os dois são “pequenos”.  No máximo “ex-grandes”. Mas aí o Galo cantou e em 2 anos ninguém ousa discutir mais sua grandeza.

Se um time de fato pequeno tivesse conquistado o que o Galo tem conquistado, já estaria provavelmente voltando pra série B esquecido como um azarão que fez algum grande ser derrotado e humilhado, nada mais.

O Botafogo não vai acabar. Mas poderia.

E se acabasse, talvez, do zero, lá na série D, poderia ser o primeiro e único time grande do país com camisa, torcida e possibilidade de ser vendido de fato.

Mas não vai acontecer. Ninguém vai ter coragem de fazer isso. E então o Botafogo vai trocar a diretoria, montar um time mediocre, subir pra série A.  Passar uns anos disputando vaga na Libertadores, meio de tabela e depois entrar em crise quando algum outro presidente resolver cometer todos os erros possíveis em dois anos.

E aí, vai cair novamente.

E então vai repetir tudo isso. Até que uma alma corajosa não nascida na década de 30 apareça e repense o Botafogo dentro de suas possibilidades, traçando uma meta, um perfil que possa realmente “negociar” retorno com essa gente que hoje pouco se importa.

Não fazendo propagandas na tv de “Seedorf dizendo que veio por causa da torcida”, pois nem a agencia da Dolly faria algo tão vazio e clichê.

O Botafogo não é como os outros clubes. E ele vai retomar seu tamanho quando entender isso e passar a encontrar internamente uma forma de ser grande.

Não venderão como o Flamengo, nem para o tipo de torcedor do Fluminense. Não terão a estrutura de um São Paulo, nem a regularidade de um Cruzeiro.

Não haverá 100 mil sócios torcedores em 2 anos. E a TV não vai pagar pra ele nem metade do que paga ao Corinthians.

Então, qual a solução?

Você.

Enquanto houver um número significativo de botafoguenses esperando por um motivo para consumi-lo novamente, ele terá o seu lugar entre os grandes reservado.

O que não significa que vá sempre fazer bom uso dele. Como não fez em 2014.

A queda menos dolorida é aquela que você tem muito tempo entre o erro e o chão. Essa nem doeu.

Mas humilhou.

Eu vou assistir o Botafogo campeão da Libertadores. Vocês também.

E se for impossível acreditar nisso nesta noite de domingo, assista ao Atlético x Cruzeiro na quarta e lembre-se que o Galo tinha, até maio de 2013,  o mesmo rótulo, o mesmo descrédito, a mesma cabeça baixa e uma diferença: a fé.

Não abandonem o Botafogo.

abs,
RicaPerrone

Sí, se puede!

O final do Brasileirão 2015 parecia ser mais um daqueles para cumprir tabela com o campeão já consagrado antes da hora.

Mas não será.

E não porque esse ano não haverá entrega-entrega, pois haverá. Mas porque a decisão da Copa do Brasil mudou o rumo do Brasileirão.

Veja você, que ironia. O São Paulo “pode” perder a Sul-americana. O Cruzeiro não pode perder a Copa do Brasil.

Perdê-la significa ser coadjuvante na própria festa em caso de título brasileiro. Terão perdido o maior clássico e a maior final da história entre ele e seu rival. Dezembro será alvinegro mesmo que o Brasileirão termine azul.

Por mais que alguns digam que “não, prefiro o Brasileirão”, é apenas uma mentira daquelas que contamos com medo de assumir o tamanho de nosso desejo. O famoso “nem queria mesmo”.

Se fizerem uma votação secreta entre cruzeirenses mandando eles escolherem entre ganhar um dos dois campeonatos, 94% deles escolherá a Copa do Brasil.

Se a votação for aberta, 94% dirá que o Brasileiro, já arrumando álibi para uma eventual derrota na final.

Ele nunca vai admitir isso, é óbvio! Seria um recibo intolerável pelos seus iguais. Mas o Cruzeiro experimenta agora o doce sabor de ter jogado um ano de forma brilhante para definir tudo em 180 minutos.

O São Paulo pode perder. O Boca e o River não são zebras e nem rivais diretos. Será só “mais uma derrota”.

O Cruzeiro joga as últimas rodadas do Brasileirão pensando na Copa do Brasil. O que não significa que vá perdê-lo, é claro.

Mas significa que não é mais sua prioridade desde as 23h51 de quarta-feira, quando soube que enfrentaria o maior clássico de sua história.

E portanto, se “tirar a diferença” era um sonho distante e pra muita gente “impossível”, hoje não é mais.

Temos uma briga pelo título sim! Em virtude de outro, é verdade. Mas temos.

abs,
RicaPerrone

O melhor Galo de todos os tempos

É difícil ter esperanças de ver a melhor parte de uma história. Normalmente elas só ganham o tamanho definitivo quando acabam e portanto, quando não estamos mais a vive-la.

O Atlético MG teve que justificar sua grandeza num passado distante e nem tão glorioso assim por longos 40 anos. Comprovante de grandeza ainda em preto e branco, num papel velho e desbotado. Incrivelmente interminável, diga-se.

Em 2013, “sorte”.  Ok. Vamos aceitar a amargura rival e determinar que aquilo foi um surto.  Sai Ronaldinho, sai o Jô, machuca o Rever, e o Galo continua sendo o dono das quartas feiras no Brasil.

Porque não é o Ronaldinho, nem o Réver, nem será o Tardelli amanhã. É o Galo! É um time, um momento, um trabalho, uma história sendo contada com a incrível perseverança de uma torcida que acreditou mesmo quando não era mais lógico acreditar.

E aqui estão, ex-sofredores.

Primeiro a Recopa, suada, sofrida, quase um roteiro de cinema. Depois os novos “milagres” da Copa do Brasil.

Alguém tem notícias de algum clube que tenha feito do futebol algo tão incrível num intervalo tão curto de tempo? Eu não me lembro. E acho que não há em toda a história uma sequência de viradas épicas como esta do Atlético.

Cinematográfico! De gerar torcedores, de fazer quem não é, ser.

Não posso de forma alguma dizer que é o melhor time do mundo, do Brasil sequer. Mas posso dizer sem risco de errar que estamos diante do melhor Atlético MG da história.

Já é o mais vencedor.  E também, de longe, o dono das mais espetaculares páginas de um livro centenário e cheio de páginas em branco.

Agora faltam páginas.

Você, ex-sofredor, insistente e esperançoso apaixonado que esperou mais do que todo mundo pra poder viver este sonho, pode acordar.

É real! É o melhor Atlético de todos. E você é parte fundamental dele.

abs,
RicaPerrone

Levou, mas não “sobrou”

Foram três ataques, três belos gols.  O intervalo no Morumbi indicava uma goleada fácil, uma vaga absolutamente definida nas mãos do São Paulo e um cenário pra lá de animador.

Sabe-se lá porque, o time volta, recua, toma 2 e transforma um 3×0 num 4×2 que dá o 2×0 pro adversário lá. Ainda assim, um grande resultado.  Mas o que fica após um jogo desses é a dúvida: Porque jogar no contra-ataque?

Eu sinceramente não consigo engolir a idéia de futebol que o Muricy tem. Especialmente na questão de jogar por uma bola e de entender que o time deve entrar em todo jogo igual, sem motivação extra em alguns, levando mata-mata como pontos corridos e sempre sendo eliminado.

Vamos a um exemplo universal. Porque o Barcelona tocava a bola na frente o jogo todo e não devolvia?  Porque seu pior setor era o defensivo. Com muita gente boa na frente, se prende a bola, prende os defensores e meias adversários na defesa e se diminui a chance de tomar gols.

Mas o conceito do Muricy é totalmente o contrário. Ele acredita que tendo qualidade na frente você fecha o time e os caras vão achar gols. Fato, vão mesmo, ninguém na América do Sul sonha em ter 5 jogadores do nível que o SPFC tem na frente.

Mas porque a opção mais covarde? Porque um timaço técnico desses tem que achar lampejos e bolas esticadas?  Porque ela não é do São Paulo o tempo todo?

Eu não tenho dúvida que estou falando do favorito a Sulamericana e de um time que pode ser campeão brasileiro. Mas também não tenho dúvidas que esse time joga e rende metade do que poderia se tivesse a bola.

Pra cima deles, Tricolor! Não tem ninguém pra te parar, a não ser que você continue os convidando.

abs,
RicaPerrone

Brasileiríssimo

Quando o Botafogo precisa focar no Brasileirão pra não cair e coloca o time titular na Copa do Brasil, corre-se o risco de dificultar ainda mais o projeto série A 2014.  Afinal, convenhamos, por mais incrível que seja o futebol, não há um “projeto Libertadores” no clube.

Mas no Santos pode haver. E se houver, é via Copa do Brasil.

Inspirado, Robinho aproveitou um erro da defesa do Botafogo e fez 1×0. Fez uso de todo seu talento para entrar tabelando e marcar o segundo.

Ah, Robinho! Sabemos porque não foi na Europa o que esperávamos que fosse. Simplesmente porque és um brasileiro nato.  O que dribla, dá risada, se arrisca, erra, acerta, mas joga bola se divertindo.

Enquanto o Botafogo perdia Jefferson e Emerson num jogo que não deveria ter levado como prioridade,  o time que restou fazia de tudo para equilibrar um jogo perdido. E quase o fez.

Com muita dignidade de quem sequer recebe salários o time do Botafogo honrou a camisa que veste.  Quase empatou, e até merecia. Pelo empenho, não pelo futebol.

E do outro lado, protagonista, tão moleque quanto quando dribla, Robinho simulava uma falta e era expulso, dando mais uma chance ao Botafogo.

E não, não vou discursar sobre Robinho e sua queda cinematográfica.  Se fosse um argentino fazendo isso contra um brasileiro diríamos que é “malandragem”, “catimba”, “experiência”.

Não funcionou. Mas não tentou fazer nada que o mundo do futebol não tente no final de um jogo duro, fora de casa com o placar a seu favor.

Como se esperava, o Santos sai favorito. Como não esperava, o Botafogo piorou a moral do seu time titular e conseguiu ainda 2 desfalques importantes.

E dizem que tem coisas que só acontecem ao Botafogo. Mesmo as que ele implora pra que aconteçam.

abs,
RicaPerrone

Que bonitinho!

Lá vem ele.  Olha como anda, que fofinho! Ele faz biquinho, óóóóó…..!

Vem com o titio, vem!

Jogou coco na parede! Ai que lindo!!!!  Mamãe limpa.

Vem com a titia, então! Derrubou o telefone. Todos rindo muito, é tão “fofo”.

Agora a mamãe vai trocar a fralda.  Nossa, ele bateu na mamãe.  Que lindo!!!

Olha o vovô gritando seu nome! Ele te ama!

Não! Não cospe no vovô….  Ai meu deus.

– Tudo bem, filha. Vovô tá aqui pra ser cuspido.  Ne meu tchutchuquinho? Guti guti do vovô….!

Vejam! Ele está puxando o rabo do cachorro! Que incrível!!! Olha! Olha!

18 anos depois….

Seu filho está preso. Destruiu um orelhão, bateu em 2 pessoas e dirigiu bêbado.

“Meu Deus, onde foi que eu errei?!?!”.

Adivinha.

abs,
RicaPerrone