2018

Outra (boa) aposta

A quarta aposta seguida do Botafogo está correta. Tal qual as outras 3, diga-se.  Apostar algo dá a qualquer apostador o risco de perder muito e também de ganhar mais do que se esperava.  Vide 2016/17 com Jair. Também como a Libertadores anterior onde a aposta não funcionou.

A de 2018 foi precipitada. Uma aposta dada como perdida em 20 dias. E então a nova aposta já chega com contrato de 2 anos, o que indica convicção. Mas o histórico recente do clube atesta que não há.

Do que tem hoje no mercado, TODO time seja ele rico ou pobre, deveria buscar um novato.

Simplesmente porque o antigo está antigo demais. Porque os novatos tem uma escola mais moderna, uma cabeça mais profissional e porque entre a certeza do mediocre e a dúvida do brilhantismo, sempre a segunda.

Valentim nunca fez nada demais. Mas chega com mais moral do que o anterior. Porque? Sei lá. Mas chega. Talvez porque vem de fora.

Escolha acertada. Aposta de gente grande. Mas banque-a! Porque se em 20 dias não funcionar, talvez seja mais fácil ser mediocremente conservador do que correr riscos e não contar com eles.

abs,
RicaPerrone

O direito, a coragem e as consequências

É assustador no Brasil que alguém banque o pensa e tome um lado. Uma pena, mas é um país de covardes e isso se nota na medida em que 100% da verba publicitária está voltada para quem não acha nada sobre porra nenhuma.

O carnaval é uma festa popular. Cabe dentro dela criticas geniais como a da Mangueira pro prefeito traíra que prometeu uma coisa, foi eleito e mudou de idéia. Cabe toda posição política que bem entender. Aliás, entendo por país livre você poder ser o que bem entender.

Tuiuti fez na avenida o que Globo, Veja e 99% dos veículos de comunicação não tem peito pra fazer: assumiu quem é.

Gosto? Muito. Acho maravilhoso a escola me dizer quem ela é e me dar o direito a odia-la, por exemplo. Como ontem ela se tornou a escola de milhões de esquerdistas pelo país. É um conseqüência à coragem.

“Ah mas ela falou mal do Temer”. Não, caras. Não é isso.  Enorme parte das pessoas não entendeu que ela ser contra reforma trabalhista, por mais limitada que seja a concepção do que se está falando, é um direito dela.  O ponto foi uma ala no fim do desfile.

A ala disse claramente e sem o menor pudor que quem bateu panela ou se manifestou de verde amarelo contra a Dilma foi manipulado por alguém.  Além da alusão ao palhaço no nariz deles.

Em resumo: Se você foi a favor da saída da Dilma e protestou, você é um palhaço manipulado na opinião da Paraíso do Tuiuti.

Eu gostaria honestamente que a Globo falasse que odeia o Bolsonaro. Seria mais honesto do que fingir imparcialidade por exemplo e ter seus lados.  A Tuiuti fez, e agora vem a separação das coisas.

Direito dela em fazer. Corajoso se posicionar. E agora aguenta o tranco porque chamou enorme parte da população de palhaços manipulados. Tem uma reação. Ninguém dá tapa na cara de ninguém e sai andando. A vida é mais prática do que pregam os filósofos do “anti ódio” que odeiam quando alguém não lhes dá o status de intelectual.

A Tuiuti pode se tornar uma escola odiada. Eu particularmente, como fui chamado de palhaço pela escola, tenho enorme antipatia a partir de agora. É a conseqüência natural de quem se posiciona. Você pode se posicionar estando de um lado e/ou agredindo o outro. Ela fez os dois.

Aguente  a reação ao seu direito de “ofender” um lado.

Prefiro um inimigo declarado do que um “amigo” cuzão.  E a Tuiuti escolheu seu lado. Não é o mesmo que o meu. A respeito, embora ela não tenha respeitado quem pensa diferente dela. Mas … se cair….  sim, confesso, vou rir. Simplesmente porque é também meu direito reagir a “ofensa” deles.

E nos 3 casos, tanto da postura quanto na coragem e na reação, é preciso agir mais naturalmente do que as pessoas agem. As 3 coisas fazem parte da vida todo dia, em todo lugar.  Mas entendo que se postar, peitar uma posição e arcar com consequências pelo que pensa não são 3 hábitos brasileiros.

A Tuiuti será esquecida amanhã cedo. É uma escola pequena e seu momento de glória foi “atacar” alguém.  Ainda assim, agredido pela escola na condição de palhaço manipulado, eu prefiro um “vai tomar no cu” do que “tem gente que poderia tomar no cu hein”.

Então… foda-se a Tuiuti!

abs,
RicaPerrone

A campeã do carnaval 2018

Domingo que vem haverá o desfile formal para o público em geral e jurados.  Talvez eles gostem, talvez não. Pode ser que o merecido título de 2017 venha em 2018 na quarta-feira de cinzas e não descobrindo um erro grotesco pelas justificativas depois.

Pode ser que a gente faça tudo errado no dia. Pode ser que a gente arraste a Sapucaí.

Pode ser.

O que já não pode ser é um fracasso. O que não será é um ano comum. E o que ninguém poderá nos tirar é a conquista do mais importante título do carnaval 2018:  pisar na Sapucaí como Mocidade.

Em 2017 fomos “surpresa”.  Ninguém achou que tão rapidamente viríamos de décimo pra campeão.  Em 2018 entraremos novamente como Mocidade. A favorita.

Foda-se se aumenta a pressão. Nós vivemos de favoritismo. Nós quebramos a banca do carnaval quando as mais tradicionais mandavam sozinhas. Nos revolucionamos, paramos a bateria, demos a ela uma rainha, enfiamos luzes e neon na festa e através do nosso líder criamos Liga, sambódromo, etc.

O carnaval é o que é hoje pela incrível história da Portela, da Mangueira, Estácio, Império, mas com a indispensável grandeza precoce da Mocidade. E quando ela é anunciada e o público não espera a campeã, algo de muito errado acontece.

Eu fui na Vintém. Nunca tinha ido. Vi o povo nas ruas invadindo a quadra antiga, a bateria espancando os instrumentos, a comunidade chorando e pulando sem ouvir o samba que era abafado pela bateria e a falta de equipamento de som.

Sambavam e cantavam se saber o trecho que a música se encontrava. E pulavam felizes, orgulhosos, como quem “volta pra casa”.

E não me refiro a voltas pra quadra não. Me refiro a ver a rua tomada, as pessoas da comunidade abraçando a escola, orgulhosos tirando suas camisas do armário e correndo pra dizer que “sou Mocidade”.

É ver o Dudu, filho do Coé, assumir a bateria do Andrezinho, filho do mestre André, e levar o trabalho ao “Dez!”novamente.  É ver as pessoas ostentando o enredo, ver “namastê” ser palavra comum em Bangu, o Marino e o Wander conduzirem a escola enquanto cumprimentam todos que os viram crescer a sua volta.

É a bateria na rua com os pais, filhos e irmãos do percussionista na calçada orgulhoso.  Porra, neguinho! “Meu pai é da bateria da Mocidade!”.

Eu não tenho um passado na Mocidade pra resgatar, contar ou me emocionar. Sou desde 1985, frequento desde que mudei pro Rio. Mas por tudo que vivemos esse ano, da apuração sofrida, ao resultado injusto corrigido, passando pelos ensaios de rua, a retomada da Vintem, a festa no campo de Golf até o ensaio técnico arrebatador de ontem….  o que os jurados vão achar é só um detalhe.

Quando a escola apontar na Sapucaí domingo, todos saberão quem tá entrando, se levantarão pra ver a possível campeã e esperar muito de quem sempre entregou algo mais.

A zona oeste vai ligar a tv e chamar de “minha escola”  de novo. E se isso vale menos que a opinião dos jurados, eu não sei mais pra que se faz carnaval.

Agora sim te conheço. Agora sim sei quem você é. E se eu já te achava tudo aquilo antes, hoje nem sei dimensionar o que sinto ao te ver passar.

Salve a Mocidade! O carnaval já valeu a pena.

abs,
RicaPerrone

Você não vai se livrar dele

No dia da eleição do Vasco devo ter ouvido uns 20 amigos dizendo que “chega!”.  Já havia sofrido demais, não aguentava mais isso e que não perderia mais tempo com o Vasco por um bom tempo.

Eu entendi. A dor de ver o Eurico vencer uma eleição é consideravelmente forte pra quem ama o clube. Mas também entendi o prazo. E ele seria determinado pelo primeiro momento digno de Vasco do clube.

“Ah mas o adversário é fraco!”.  E você faz o que contra adversários fracos?

Joga bem e goleia.

O Vasco jogou o que ninguém esperava, venceu com enorme facilidade e passou de fase na Libertadores.

Mais do que obrigação? Não. Ninguém tem obrigação de nada numa Libertadores. E os que acham que tem são normalmente os que raramente chegam.  Exatamente por não compreende-la.

Não é exatamente pela vitória. Mas pela conduta. O Vasco entrou em campo como time grande que é, se postou como Vasco o tempo todo e não pediu licença.  Arrebentou o Concepcion em sua propria casa sem a menor piedade.

Vai brigar por título? Provavel que não.  É parâmetro? Não.

Então porque a euforia?

Porque o Vasco foi dormir pequeno na noite da eleição, e não é.  Vai dormir enorme hoje, e é.

Mas a maior vitória desta noite não aconteceu no Chile. Aconteceu na casa de cada vascaíno que, desiludido, puto, previamente disposto a nem se importar com uma eventual derrota, se viu novamente sorrindo em frente a tv, batendo no escudo no peito e “ganhando tempo” com seu clube de coração.

Perda de tempo é achar que um dia você pode se livrar dele. Aceita. Tu vai morrer vascaíno, seja qual for o presidente.

abs,
RicaPerrone

Quem é esse cara?

Eu serei prático ao dizer que nunca vi no Gabigol futebol pra 30 milhões de euros. Acho que o Santos deu muita sorte nessa e vendeu na hora certa.

Não serei hipocrita de dizer que acho que não dar certo na Europa aos 20 anos significa que tenha tudo dado errado e que o garoto não vale nada.

Mas aos 21 anos, e embora tenha algum tempo já de intimidade com nosso futebol, quem é Gabigol?

O menino de ouro? Mais uma cria de Neymar? Um jovem craque amadurecendo? Ou um novo Keirrison?

Não sei e acho que hoje ninguém é capaz de dizer.  Mas os 30 milhões que a Inter erradamente investiu nele não cabem hoje pra analise.  Foi uma aposta. E uma aposta perdida.

O Santos aposta de novo em seu próprio garoto. E pode recupera-lo, embora eu tenha o potencial dele como algo inferior ao que ele mesmo já atingiu um dia.

E dizer tudo isso de um jovem de 21 anos é tão estranho, tão errado, tão triste.

abs,
RicaPerrone

Quanto vale um ídolo?

O futebol cada dia mais se resume a números.  É um tal de “X gols em x jogos”, “x assistências”, como se pudessemos coloca-lo no patamar esportivo dos demais esportes e avalia-lo por dados estatísticos.

Como um dos primeiros caras a usar estatísticas no jornalismo esportivo eu lhes garanto: não! Ajuda, mas passa longe de ser o fator determinante de avaliação.

Futebol é sonho. Jogo é basquete, volei, tenis. Futebol é outra parada.

Quando o Fluminense vende o Fred e alguém diz que o clube “se livrou de um salário alto” ou fala da saída dele em cima dos números do ano anterior, está falando de outro esporte.

Ídolos sustentam o esporte, especialmente o futebol.

Ao trazer Julio César o Flamengo leva gente pra perto dele. Compra um goleiro espetacular, um dos maiores que vi na vida, e mesmo em fim de carreira e não jogando no seu nível há algum tempo, é um ídolo, identificado e que carrega gente com ele.

Ele vem da Europa pra passar 3 meses numa cidade em guerra pra ganhar quase nada só pra se despedir no clube dele de coração. E você não entende a contratação?

Trata-se disso o futebol.

Eu vou ao Maracanã na estréia dele. Talvez meu pai que nada tem com isso me ligue de SP e diga que quer ir também. Porque é o Julio César, e se você não entendeu, olha pro jogo das estrelas em dezembro o que foi o Adriano em campo.

É mais do que um goleiro.

O Flamengo anuncia ser mais Flamengo a partir de hoje.

abs,
RicaPerrone

Estaduais: Inteligencia rara

Os campeonatos estaduais são ruins. Ponto. É impossível um torneio recheados de clubes da série D e outros que nem série tem juntando com alguns tops fazerem um grande campeonato.

Politicamente existem porque o sistema quer assim. Enquanto os grandes não peitarem, nada mudará. Talvez porque esteja bom pra todos, talvez seja bom pra quem manda. Enfim. Temos estaduais longos e sem o menor apelo.

Quando o torcedor vai ao jogo é pelo time, a fase, o idolo. Não pelo jogo ou pelo torneio. Ou você acredita que algum palmeirense está indo ao jogo porque quer ganhar o Paulistão desesperadamente?  Sabemos que não.

O Grêmio está com técnico reserva. É surreal como conseguem arrumar um calendário onde o grande destaque de 2017 tem que começar o ano prejudicado por ter ido longe demais.

Mas de curioso fui ver as formulas de disputa. Procurar alguma que não seja estúpida, que entenda que já que é ruim, que seja breve e emocionante. De fato, carioca e paranaense entenderam isso. Os demais, não.

Paulista: 12 rodadas para termos 8 classificados dos quais 4 todos nós já conhecemos. Insuportável.

Mineiro: 12 times, 11 rodadas, 8 classificados. É tão emocionante quanto dançar com a própria irmã.

Carioca: 5 rodadas, semifinal e final. 6 rodadas, semifinal e final. A bobagem fica pro final onde entre o time de “melhor campanha no geral”.  Mas ainda assim, dura menos até ter jogos decisivos.

Paranaense (melhor formato): Igual ao carioca sem a bobagem do “melhor campanha”. Jogam os campeões e ponto.

Gaúcho: Igual ao Mineiro.

Catarinense: Esse merece o prêmio “Padre Baloeiro” de idéia ruim do ano. São 10 times, DEZOITO rodadas. Ida e volta. E então os dois primeiros jogam uma final.  Se alguém não dormir até lá, é claro.

Enfim. Se é pra ser ruim e o título pouco cobiçado, é razoável imaginar que encurtar a disputa e dramatizar o cenário sejam os caminhos óbvios para se tornar menos chato.

Carioca e Paranaense entenderam isso melhor que os outros. Em 1 semana haverá decisão em ambos enquanto em algumas semanas os demais passam a cumprir tabela sabendo da classificação óbvia dos grandes.

Enquanto isso não acaba ou se limita a um mês, oremos para que sejam o menos sonolento possível.

abs,
RicaPerrone

Isso sim é Flamengo

Não foi uma grande exibição, mas isso pouco tem a ver com a “grande conquista” desta quinta-feira.  O Flamengo mais Flamengo é aquele que não é obrigado a ganhar e ganha. Mais ainda só aquele que é favorito a vencer, e perde.  Hoje, a obrigação não existia.

No Brasileirão, das 5 vezes que chegou nas semifinais do Brasileirão, foi campeão em todas. Na Copinha, das 4 finais que disputou, venceu as 4.  Na Copa do Brasil não vence sempre, mas chega quase sempre pelo menos nas semifinais. É um time de chegada em mata-mata.

Curiosamente sua diretoria prefere hoje os pontos corridos. Também não chega a ser curioso considerando a diferença entre o Flamengo de 100 anos e o que a diretoria atual projeta.

Mas o antigo e o novo tem algo em comum: fazem em casa. Infelizmente a lenda de fabricar craques foi virando piada quando alguns dos seus eram trocados ou perdidos por centavos e iam brilhar fora. Flamengo faz craque… pros outros.

E mais uma vez a vida lhe oferece a chance de usar suas crias. De parar de olhar pro mercado e “monitorar” o próprio berço.  Se ali não tem um Neymar, eu garanto que tem muita gente melhor que Gabriel, Mancuello, Vaz, Cuellar, entre outros do time principal.

Esses meninos jogaram uma final irritante.  Pra mim, saopaulino, especialmente.  Sabiam fazer cera, prender a bola, truncar o jogo e como disse mais um Silva, “final não se joga. Se ganha”.

Eu não sou maluco de discordar desse moleque.  Por mais que eu ame futebol bem jogado, a final é a final. E dali se quer a taça, nada mais.

O São Paulo ficou com os aplausos, o bom futebol, a imagem de que “não merecia perder”, mas… a taça ficou na Gávea. Acho que todo saopaulino trocaria o bom futebol por ela. Entao Silva tem razão.

Flamengo marrento, folgado, decisivo e vencedor. Coletivo, esforçado, surpreendente e promissor. Flamengo que canta o hino no vestiário antes do jogo, que corre pra nação no final, que chama ela quando o jogo aperta.

Flamengo mais Flamengo que isso, pode “monitorar” o mercado do mundo todo. Não haverá.

Abs,
RicaPerrone

Vocês precisam chegar num acordo

O Flamengo montou o time de 2017 e não havia um torcedor rubro-negro pessimista. Era “timaço”, obrigação de títulos e os caralho. O ano foi passando e o “timaço” foi chegando em tudo, menos na Libertadores onde tradicionalmente o clube vai muito mal mesmo.

Termina o ano. O time é mantido. Você não consegue falar com um rubro-negro sem ouvir dele o desespero pela falta de reforços.

E eu lhes pergunto: o time é um timaço ou uma merda que precisa de reforços desesperadamente?

Vocês todos erraram a avaliação durante 2017, portanto? Quando montado, agradava. Após o resultado, não mais. Então quem montou o fez com a mesma lógica da maioria, já que todos criaram a mesma expectativa.

Quando troca-se meio time de ano pra ano é loucura e falta de planejamento. Quando se espera pra contratar um ou dois pra ajustar o que deu errado, é falta de ousadia.

Dirigir o Flamengo deve ser a coisa mais difícil do futebol mundial. Porque se num dia nada pode ser melhor, no outro nada presta. E isso mesmo sem a bola rolar, o que torna ainda mais surreal.

Veja, meus caros. Um time forte como o Flamengo tem –  tem, queira você ou não – não precisa sair na janela de transferencias comprando Deus e o mundo. Ele precisa de fulano aqui, ciclano ali e ponto final.  Moreno é uma aposta muito boa, pois sempre foi muito bom jogador.

Ah vai vingar?

Sei lá, ué! Quer garantia compra uma maquina de lavar, não um ser humano.  Fosse assim era só o time mais rico anunciar o elenco e davam a taça pra ele.

Wallace é muito bom jogador. Muito mesmo.  Se vier também resolve e qualifica o meio campo.

“Ah mas eu não quero o Pará!”

O que você quer é o time de 81.  Eu também queria vê-lo de novo. Mas não existe mais. E sua referência de time competitivo deve ser por definição básica a competição.  Olhando em volta nota-se que o Flamengo está no nivel de seus principais rivais sim. E portanto, montou um time competitivo.

Encher esse time de reforços é um atestado de que não sabiam o que faziam em 2017. E se sabiam, estão ajustando os problemas e não começando tudo de novo.

Vocês querem pagar dívida, construir um estádio, ganhar o campeonato, usar a base, seguir um planejamento e contratar meio mundo.

Acho que vocês sentem saudades do Flamengo décimo sexto com 5 meses de salário atrasado comprando estrela sem pagar em dezembro pra diminuir a pressão…

abs,
RicaPerrone

Será só jogador?

Acaba um jogo do SPFC, mais uma atuação ridícula, e “queremos jogador”.  Eu sei, também acho que faltam peças pra ser o time que nos acostumamos a ver brigando por títulos. Mas… será que só falta isso?

Não é hora de contestar um pouco também a qualidade do treinador? Que padrão esse time teve o ano passado além do Hernanes salvando tudo individualmente? Qual a jogada? Qual é a característica?

É realmente desesperador um time ter Hernanes, Petros, Jucilei, Cueva, M. Guilherme, Pratto, R. Caio em seu elenco? Quanto é corneta e o quanto esse time é mesmo ruim?

Será que por blindagem ao ídolo Ceni não se jogou nas costas do time um rótulo que ele não merece por completo? Será que quem veio a seguir não herdou essa blindagem de alguma forma?

O Dorival já dirigiu em 10 anos 8 dos 12 grandes.  Ele ganhou uma Copa do Brasil com aquele Santos absurdo de Danilo, Felipe Anderson, Neymar, Robinho e Ganso.  E só estaduais por aí.

Fez alguns trabalhos “ok”, outros bem ruins. Mas num geral passa longe de ser um treinador top, incontestável ou mesmo uma referência de estilo. Dorival é ainda uma aposta.

E todo ano que passa por um time grande e não se consagra passa a ser menos aposta.

Eu não vejo NADA no time que ele arma pro São Paulo.  Vejo muito choro em cima da falta de peças mas olhando em volta, quem tem tanta peça assim? Talvez Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro.  Talvez.

Mas Corinthians foi campeão com um time sem estrelas e que nós todos consideramos abaixo do SPFC quando montado.  O Botafogo jogou muito mais futebol que o SPFC o ano todo de 2017 com Pimpão e Roger.

E eu lhes pergunto novamente: será que só falta jogador ao São Paulo?

abs,
RicaPerrone