apito amigo

Tá bom, eu falo!

É o que há de mais irritante na vida de quem trabalha com futebol.  A rodada termina, tem golaços, jogos incríveis, resultados polêmicos, erros de arbitragem e… “você não vai falar nada do roooooubo…?”.

E eu normalmente nunca falo. Porque? Porque no dia que eu achar que é roubo eu sou maluco de fazer o que faço.  E no dia que eu achar que você, torcedor, friamente, acha que tudo isso é armado, eu perco o respeito por você. Afinal, só um tremendo imbecil perderia a calma e a noite de quarta-feira pra vibrar e torcer por algo armado.

Partindo do princípio que você é inteligente, eu não sou irresponsável e que os arbitros do futebol mundial são caixas de banco de segunda a sexta, os erros se tornam normais. A favor dos times de maior torcida, mais ainda, pois a pressão do erro é maior. E quanto melhor estiver um time na tabela, mais ajudado ele será, meramente porque ganha seus jogos e assim sendo só se nota os erros quando ele venceu.

Em 2012 eu não concordei com a “CBFlu” do Galo. Porque? Porque você também não concordou. Mas porque não foi contra você, principalmente.

Eu entendo a canalhice que há dentro do torcedor quando ele passa a amar um clube. Somos todos assim, só enxergamos 11 cones e nossa camisa do lado de cá. É sempre contra nós, somos contra tudo e todos, a mídia nos odeia, nós sempre perdemos jogos no fim, etc, etc, etc.  Na real, é só você olhando pro seu time como TODOS os outros olham os deles.

Na cabeça do corintiano, saiba, o Fluminense virou a mesa 2 vezes e é o time mais “sujo” do país.  Na do Tricolor, hoje, o Corinthians é o time mais ajudado do mundo. E segue o jogo

Não tava impedido!

Se isso faz da sua noite tão mais feliz, tricolor, eu digo de novo:  Ele errou! Não tava impedido!

Quer mais uma?

O que cabe a mim é afirmar que não houve impedimento e em seguida perguntar: Será que são erros de arbitragem que fazem o Fluminense jogar mal há mais de 10 jogos e perder 7 dos últimos 9 jogos?

Se você acha que sim, pouco temos a conversar. Se não, volte amanhã, mais calmo, onde poderemos discutir inclusive a irresponsabilidade de um presidente que prezo, como Peter, de ir na rede social jogar o imaginário popular contra algo que ele mesmo ergue orgulhoso em dezembro quando “ninguém erra contra”.

Pronto, tá falado sobre “o impedimento”.

abs,
RicaPerrone

Vasco x FlaPress

Durante toda essa semana notei que o vascaíno brigou com muita gente pedindo “justiça” com seu clube.  Da revolta natural contra o claro erro que lhe tirou um título no domingo aos surtos coletivos anti-imprensa, muita coisa ficou distorcida.

Muitos torcedores do Vasco me xingaram entendendo que eu estava “defendendo o Flamengo” contra eles. E noto que não está muito clara qual é a minha causa nessa polêmica toda.

Se muita gente entendeu desta forma, talvez a culpa seja minha. Ou talvez mero otimismo meu em achar que todos leram todos os posts para saber do que o seguinte “retrucava”. Mas, enfim. Vamos aos fatos.

O meu único ponto sobre toda polêmica do Vasco é a injusta perseguição a nós, jornalistas. E que fique claro que acho a imprensa esportiva atual uma tremenda bosta. Não estou sendo “coleguinha” de ninguém até porque sou um dos caras que mais tenho vergonha do que se diz “jornalismo” hoje.

Mas as insistentes acusações de “vendidos”, ofende. E ofende muito.

Quando vocês dizem isso estão nos chamando de corruptos sem sequer sugerir o corruptor, mas também sem pensar que com um microfone aberto nas mãos nenhum de vocês faria o que vocês querem que façamos.

E provei isso quando abri um post no facebook pedindo as tais “denuncias”  que tanto nos sugerem. Ninguém enviou denuncia alguma.

Porque? Porque não tem nada pra se denunciar. E porque quando você é vidraça, não se age da mesma forma do quando pedrinha.

Não estou debochando da dor de vocês, muito menos ironizando a situação pró-Flamengo. Estou contestando exageros. Rótulos injustos e ofensas absolutamente maldosas.

Não, nós não sabemos de “esquema” algum contra o Vasco. Se soubéssemos, denunciaríamos. Nos daria audiência, credibilidade. Todo jornalista sonha em desvendar uma filha da putagem de interesse popular. Dá retorno.

Esquece. Ninguém sabe de nada.

E não, a maioria das pessoas não vascaínas não acha que o juiz esperou 45 do segundo tempo num lance pouco provável para “cumprir ordens” e roubar o Vasco.

Mas vocês acham. E como disse em meu primeiro texto sobre o jogo, entendo e se fosse vascaíno fanático também acharia.

Estou ironizando e “desafiando” vocês na única intenção de provar que ninguém faria o que vocês estão nos pedindo pra fazer, que é “falar do esquema pro Flamengo”, sendo que somos mil vezes mais responsaveis pelo que dizemos do que um torcedor no facebook.. E, portanto, temos responsabilidades que vocês não tem.

Ao insinuar isso, estou acusando a moral de um arbitro, um bandeira, ofendendo a família dele e indiretamente de quem o escala. Sem provas, eu não posso dizer mais do que “acho um erro ter mantido o arbitro após a polêmica da esposa dele”.

Porque ele “errou” aos 45.  E ninguém, nem você, vai pegar um microfone e dizer algo diferente de “errou”.   E é só isso que estou contestando com vocês desde domingo.

Ouvir e ler que somos “vendidos” durante dias e dias por não repetir um discurso apaixonado e irresponsável é bastante incomodo.  Não somos vendidos. Temos apenas regras no que fazemos e não estamos aqui pra ecoar a imaginação alheia. Mas sim para passar fatos.

Fato: O arbitro errou e o Vasco teve um título perdido no apito.

O resto, não dá pra publicar, insinuar, afirmar. Os que fizerem, estes sim, estão fazendo média com vocês.

abs,
RicaPerrone