arena

Devotos de Portaluppi

O gremista tem seu super herói.  Renato não usa capa, nem tem super poderes, mas é o maior exemplar da espécie masculina alpha plus já encontrada.

O cara tem mais de 50 anos, campeão de tudo, ídolo de 3 ou 4 clubes grandes num só país, bonitão, vive tomando chopp em Ipanema, pai da Carol, trabalha quando quer, e quando trabalha faz história.

A história o persegue, eu diria.

Hoje a Arena tinha tudo para viver uma noite comum, até melancólica. Até que Grohe assumiu parte do roteiro pra si e falhou.  Pronto, estava desenhado o drama.  E nada poderia ser mais marcante do que Renato e Espinosa juntos de volta ao Tricolor, com pênaltis épicos e intermináveis na Arena.

O vilão virando herói, o herói de lá virando vilão.  Grohe deu ao Grêmio uma vaga que sua má fase quase tirou. E Renato já chegou fazendo do Grêmio mais Grêmio.  Suado, sofrido, quase impossível.  Copeiro! Classificado.

Salve Portaluppi! O quanto ele é bom treinador, não sei.  O quanto ele é parte do futebol brasileiro, incontestável!

abs,
RicaPerrone

O mais previsível dos jogos

Se o Brasileirão é um campeonato absolutamente encantador pela falta de previsibilidade, o jogo deste domingo na Arena do Grêmio não seguiu a média.

Pelo contrário, se esperávamos algo deste jogo era uma vitória dos mandantes, sem grandes espetáculos, placar magro, um Flamengo mais esforçado porém ainda insuficiente.

Era exatamente o esperado.

Diz o rubro-negro mais apaixonado que é “vacilo”, como se o normal fosse ganhar do Grêmio lá. Não é. O resultado é comum pra este Flamengo, pro de 2009, pra qualquer Flamengo.  A forma de jogar, nem sempre.

Mas como digo desde janeiro, prevendo um cenário de simples vislumbre, o Muricy tentaria adequar o time ao seu esquema. Treinador bom adequa o esquema ao elenco que tem.

O Flamengo, ao contrário do Grêmio, é mal treinado e tem algumas peças.  O Grêmio tem poucas, mas sabe onde consegue ir com elas.

Em 2015 o Grêmio foi onde foi por entender sua limitação técnica. Em 2016 o Brasileirão começa sugerindo algo parecido ao tricolor gaúcho.

Até terça decide-se o futuro do Flamengo na questão Muricy. Mas seja ele, Jayme ou quem for, é mais do que claro que o Flamengo precisa ter mais de uma forma de jogar. Ou, pra ser ainda mais objetivo,  que tenha sequer uma. Porque não tem.

abs,
RicaPerrone

Grêmio perde pro juiz, SPFC ganha do Grêmio

Grêmio e São Paulo não se dão tão bem na obrigação de atacar.  Na de contra-atacar, porém, se destacam. Um pelo poder de fogo, o outro pelo poder de não levar gols.

Hoje, numa Arena que viu um escândalo de arbitragem que não consegui ver a olho nu, o São Paulo teve o detalhe a seu favor.  Poderia ser diferente caso o bandeira não tivesse cometido o erro bizarro no impedimento do Barcos? Poderia.  Mas este foi o único grande erro que vi no jogo. Os demais, faltinhas, lances sem tanta relevância.

O pênalti aconteceu. E através dele o SPFC conseguiu fazer um gol que naquele momento sequer merecia. Mas Rogério merecia.

Pelas defesas que fez, sua tarde “cenística” merecia uma cereja no bolo. E o gol serviu pra isso.

A partir do momento que o Grêmio elegeu o árbitro como adversário, o São Paulo não teve mais tanto problema.  Era uma tentativa desesperada de achar um roubo ou cavar um pênalti contra uma defesa postada com 11 caras pra evitar o gol de empate.

O lance de Zé Roberto no final é emblemático.

Não que eu ache que o torcedor não deva se importar com os erros do arbitro. Mas durante o jogo, se for dado o recado que a culpa é dele, jogadores tendem a perder o foco no gol e buscar mais cenas que os vitimizam.

Ganhou o São Paulo. Talvez com alguma sorte, mas hoje não no apito.

abs,
RicaPerrone