brasileiros

Brasileiros cada dia mais brasileiros

Cristiano Ronaldo doa x milhões para o combate ao Coronavirus.

“E o Neymar? Não vai doar?”

Xuxa doa 1 milhão para o SUS.

“Mas isso é bom pra sua imagem, né?”, questiona o jornal.

Neymar viaja com os mesmos 4 que estavam em sua casa na França e assim se mantém em quarentena treinando no Brasil.

“Nunca foi profissional”.

Atriz gorda surge de biquini parecendo o boneco da Michelin.

“Deusaaaaaa!!!”, “Perfeitaaaaaa!!!”.  Dizem as que temem ser como ela e passam 24h do dia tentando evitar chegar lá.

Remédio testado no Brasil dá primeiros resultados positivos.

“Bolsonaro manipulando notícia pra se reeleger! Otário! Gados!”,

Num país onde ninguém confia em ninguém, onde a crítica é esporte, onde partimos da certeza de que a má fé guia todo e qualquer ato, não há porque ser bom.

Se já culpado de véspera, porque iremos não pecar?

Um pingo de boa fé. Ou vamos nos tornar um bando de filhos da puta meramente porque é isso que o mundo espera da gente.

Dê créditos a quem acerta. Não massacre quem erra. Dê a chance do outro mudar de idéia. Não seja o idiota que acha que todos tem uma má intenção em cada ação.

Se de todos é isso que espera, talvez seja só o que tenha a dar.

Se dizer “eu avisei” te faz mais feliz do que estar enganado sobre uma má previsão, procure ajuda. É grave.

RicaPerrone

Idiotice não é machismo

Convenhamos, é  engraçado. Convenhamos também, é bastante idiota. Uma coisa não separa a outra, vide os maiores sucessos no youtube, os programas de humor da tv, etc. Você pode ser engraçado e idiota ao mesmo tempo.

Outra coisa que você pode ser ao mesmo tempo é machista e idiota.  O que acho que não é legal sermos é oportunistas. E explico nas linhas abaixo onde quero chegar.

A “brincadeira” com a russa é agressiva. Ela está sendo “zoada” mundialmente sem saber. Talvez ela tope, talvez não. A falta de ter perguntado isso torna a brincadeira idiota.

Acho que dito isso zeramos a discussão sobre certo e errado. Vamos então para a reação ao vídeo.

Existem dezenas de vídeos espalhados pela web nos últimos 10 anos onde o brasileiro faz isso com gringos. Em 95% dos casos são homens. Na maioria deles são bobagens como futebol, “palmeiras não tem mundial”, “segue o líder”, essas coisas. Mas há casos onde se reune japoneses pra gritar “peru pequeno”, outros onde juntaram vários gringos na Copa do Brasil e os fizeram cantar palavrões.

Existem vídeos e mais vídeos de brasileiros sacaneando outros homens pelo mundo. E nunca isso causou qualquer comoção em relação a  respeito e etc. Hoje, com uma mulher, a idiotice mudou de nome e virou “machismo”.

O fato dele ser idiota e da vítima ser mulher não torna uma atitude machista.  Seria se ele fizesse com mulheres apenas ou preferencialmente. Mas não, a brincadeira é feita com homens na enorme maioria dos casos, tão ofensivas quanto ou mais, e jamais causou uma virgula de polêmica.

E então eu questiono a honestidade do protesto.

Ou você briga por respeito, ou briga pela causa. Quando você só se se comove com um dos alvos, você está sendo seletivo. E isso quebra qualquer conceito das lutas por “igualdade”, que seria em tese a bandeira do feminismo.

A brincadeira pode e talvez deva ser criticada por ser debochada sem a permissão do debochado. Mas que importa se é homem ou mulher a “vítima”?

Porque os mortos de Paris em atentados nos comovem e os da Nigéria não nos causam nada? Porque na Nigéria morrem sempre. Isso torna nossa dor ilegitima? Não. Mas torna bem seletiva e um tanto quanto hipócrita.

Não é machismo, nem novidade. Aliás, não é machismo exatamente por não ser novidade.

É só idiotice.

abs,
RicaPerrone

Toma aqui seu Pedigree!

A Copa acabou. Lá se foram milhares de turistas de volta pra seus países sem entender exatamente porque somos tão cruéis com nós mesmos.

É claro, só viram o que temos de bom. Exatamente como você e eu quando vamos até lá formar nossa opinião sobre eles.

Foram 12 meses quase insuportáveis de #NãoVaiTerCopa promovidos por um grupo virtual de bitolados que terminou num estádio qualquer gritando gol.  São anos e anos de “imagina na Copa”, na mais deprimente preparação de uma festa que já tive notícias.

Vira-latas por vocação, esperamos tudo que podia dar errado. Nos preparamos até para um vexame, talvez até mais do que para o sucesso.  A paixão nacional pelo “eu avisei” é insuportavelmente maior do que a vontade de ver algo melhorar de fato.

Todos vieram, se divertiram, não passamos nenhum vexame, não houve caos nos aeroportos e cidades. Não houve arrastão, força policial desproporcional ou a malandragem brasileira sobrepondo os bons e cordiais brasileiros dispostos a receber bem.

Não houve nada que um país de primeiro mundo pudesse se envergonhar. Mas o que mais me impressiona é que as pessoas de fora o tempo todo diziam que o metrô é parecido, que o shopping é igual, os restaurantes os mesmos, enfim. Mas eles se apaixonavam mesmo era pelo que nós mais temos vergonha: o brasileiro.

Que diabos de povo é esse que não se enxerga quando bem vestido e tira foto pra eternizar quando mulambo?

Porque é tão difícil aceitar que não somos a merda que imaginamos, nem o paraíso que eles enxergam. Mas que podemos receber Copa, pessoas, investimentos, o que for. Afinal, somos diferentes da maioria, mas não piores por isso.

E agora, meu caro pessimista? Está com vergonha?

Duvido. Porque o mundo aplaudiu nosso evento e eu não estou nem aí se ele foi organizado por PT, PSDB ou pela puta que pariu. Eu quero ver dar certo, não me importa sob a batuta de qual maestro.

Qual o legado?

Você escolhe. Talvez você não consiga enxergar nada, ou talvez só uma plataforma de metrô mais moderna te satisfaça. Mas se quiser, se tiver um pingo de vontade de ver este país melhor, o legado desta Copa pode ser uma nova forma de nos enxergar.

Com mais orgulho, mais noção do que de fato temos ou não que melhorar, com a certeza que somos queridos, educados quanto queremos e que sim, podemos estar diante do planeta e não fazer nenhum vexame.

Talvez porque nosso maior vexame seja exatamente a mania de achar que somos sempre os vira-latas da história.

Mas se isso nos acompanhou por toda a vida e elegemos a Copa como a consagração do nosso vira-latismo, então aceitem as consequencias.

Deu tudo (certo) errado!

Toma aqui seu Pedigree! E vê se pára de correr atrás do próprio rabo.

abs,
RicaPerrone

Odeie-os!

Sim, senhor! Odeie a seleção argentina como você odeia seu maior rival no futebol.  E não seja tão burro quanto quem contesta essa rivalidade, entenda o que é, até onde pode ir (trecho fundamental para imbecil não achar que isso sai do futebol) e porque ela não pode acabar.

Desmerecer o ódio esportivo entre brasileiros e argentinos é um caso de ignorancia cultural considerável.  Tentar fazer com que se vejam como bons vizinhos e sejam até simpáticos uns aos outros é mais do que isso. É burrice.

O futebol vive de rivalidade. A seleção brasileira, se hoje não tem musiquinha e não sei mais o que, é muito porque não tem adversário. Os que tem, ficam na Europa bem longe daqui.

Quando de frente para os nossos, aqueles que devem nos gerar ódio, paixão, vontade de vencer e abraçar nossa causa, aparece uma geração de jornalistas imbecis que não satisfeitos em tentar destruir a mais espetacular rivalidade do mundo ainda manipulam parte dos seus seguidores a torcer pelos rivais.

É tão estúpido, sem sentido e sem vergonha que me deixa constrangido.

Ora, mas eu torço pra quem eu quiser. Sim, filho. A bunda é sua.

A questão é qual o argumento pra fazer da mais deliciosa rivalidade deste mundo algo comum e que não cause mais nada?

Você acha que não tem motivos pra odiar a Argentina? Pois eu facilmente te lembro aqui que compraram uma Copa pra nos tirar da final em 1978 e que em 1990 DOPARAM nossos jogadores em campo pra nos eliminar.

Não posso acreditar que você seja tão cachorro ao ponto de achar graça de ser roubado e chamado de macaco na capa de jornais locais.

A Argentina é nossa vitamina pra amar a seleção. É o Grêmio do Inter, o Real do Barça, o Milan da Inter.

Se você não é estúpido de tentar dizer a um destes para torcer e simpatizar com o rival, porque diabos pretende fazer isso com a sua seleção e seus torcedores?

Odeie a argentina! Sempre. Com toda sua força. E acredite: Ao fazer isso, estará levando o esporte ao seu ponto  mais alto.

Que sejam eliminados! E se vencerem, encontraremos meios de contestar.  Pois é disso que vive o futebol.

abs,
RicaPerrone