carioca 2019

Saudades

Oi, filho!

Espero que esteja bem e pelos fogos no céu noto que está.

Ouvi dizer que cresceu, que nem precisa mais de mim. Fico feliz, embora saudosa.

Aqui tá tudo daquele jeito. Um dia tem tiro, no outro festa.  A gente nunca sabe pra onde vai, só de onde veio e porque estamos aqui.

Estamos pra tentar sair.

Como você, que hoje é grande, rico, forte e não precisa mais. Você nos inspira, carrega nossa fé e nos alegra como quando ainda por aqui.

Distantes, não vestindo mais a mesma roupa e nem ouvindo o mesmo som, seguimos nossos caminhos. Não te peço que volte, nem sequer que se compare.

Mas que não se esqueça.

Aqui a gente só te vê pela tv. Não dá mais pra visitar, menos ainda em dias de festa.  Mas a gente vai continuar aqui se um dia você (bate na madeira) quebrar ou tiver que recomeçar.

Bom, era só pra te parabenizar por mais essa conquista, dizer que estou orgulhosa e com saudades.  Obrigado pela homenagem. Eu sabia que era mentira a história de você me renegar.

Ah! Está tendo festa sim. Só pra confirmar.

Te amo, filho.

Ass: Favela

Suicídio público

A FERJ é uma entidade política e portanto não dá pra esperar nada muito voltado pro crescimento, lucro e resultado. Como tudo que não tem dono e nem fins lucrativos, a chance de haver um comprometimento com competência e não relacionamentos e favores é mínima, quase zero.

Ela pode errar. Pode fazer uma fórmula absurda como a deste ano. Mas não pode cometer o “suicidio” da credibilidade brigando com uma imagem.

O pênalti no Fluminense é penalti e ponto final. Não tem o que ser analisado.

E aí a FERJ vai na internet e diz que não só não foi pênalti como foi falta pro Vasco, exatamente o que o juiz marcou.

Ela não está defendendo sua arbitragem, mas sim fazendo dela motivo de piada.

Um campeonato organizado por esse tipo de mentalidade não tem a menor possibilidade de dar certo. Fato é que no futebol do Rio de Janeiro tudo que eu conheci até hoje é feito para que muita gente ganhe dinheiro. Menos os clubes.

E nessa de ir empurrando com a barriga, mais um ano onde a tradição, as torcidas e os clássicos vão salvar um campeonato que nasceu morto. E que, na dúvida, ainda se suicidou pelo caminho.

RicaPerrone