copa 2014

O gol da Copa

Uruguai x Colômbia não é o tipo do jogo que se sonha em ver numa Copa do Mundo.  Não porque é ruim, ao contrário, mas porque é pouco raro.

Rivalidade a parte, há um abismo entre o que representa o Uruguai ao futebol e a Colombia. Mesmo abismo de diferença técnica entre os dois times neste sábado, só que para lados opostos.

Com bola no chão, de pé em pé, lúcida e envolvente, a Colômbia fez 2×0 com uma facilidade irritante.  Aproveitando para que James Rodriguez, o “maestro” deles, fizesse o gol da Copa até então.

Aquele mar amarelo no Maracanã com aquele show de bola de um time da mesma cor me remetia a outros momentos.  Por diversas vezes confesso ter vislumbrado a final. Pelas cores, e acredite, até pelo futebol apresentado.

Vem aí a Colômbia. Mais forte que Chile e Uruguai  E se acho isso, porque torci por ela?

Simplesmente porque ela respeita mais o Brasil do que o Uruguai.  E na falta de bom futebol, hoje, temos na camisa boa parte da nossa chance de vencer.

Mas se não vencermos, pelo que vi até aqui, não posso sequer me dizer surpreso. A Colômbia joga o melhor futebol da Copa.

O que não quer dizer que seja o mais competitivo.

abs,
RicaPerrone

Conquistem-na!

Assisti Brasil x Chile no Maracanã. Sim, dentro do Maracanã, pela TV, esperando Colombia x Uruguai.

Eu senti um medo injustificável de perder desde cedo, quando sai de casa pra sacar dinheiro pro metrô. Não via euforia, nem fé.  O que sentíamos no ar era a mais insuportável das sensações antes de um jogo de futebol:  a obrigação.

A nossa seleção tem defeitos, não é o time de 82, não tem mais do que um jogador brilhante, e não é pior que a de ninguém. Mas também não é tão melhor assim.

Jogar em casa pode funcionar desde que entendam que Copa do Mundo se conquista. O que a seleção está fazendo até aqui é tentando não perde-la.

Como se fosse nossa de véspera…

Essa estúpida obrigação de ganhar que inventaram na mídia pra vender notícia pra retardado está fazendo mal ao Brasil. A torcida que não sabe se vaia, se cobra ou se ajuda. Aos jogadores que não sabem se partem pra dentro do Chile ou se esperam até o final na defesa sem se expor pra evitar um vexame.

Vexame é o caralho!

Jornal, meus caros, não a toa termina cagado por cachorros. E o “vexame” de hoje será o mesmo tentem arriscar ou não. Ninguém vai aliviar. E se é atrás de um “sonho” que vocês estão, então comecem a trata-lo desta forma.

Ninguém evita perder um sonho. Sonhos são objetivos, metas. Algo que vamos atrás, não que escondemos pra não perder.

Mete na caneta deles, porra! Erra, mas erra pra ganhar. Eu prefiro do que ver vocês acertando pra não perder.

Eu sei que o ambiente é insuportável. O silêncio é a pior das reações. Nem mesmo as vaias fazem tão mal, já que vaias reprovam, aplausos aprovam, silêncio não diz nada.

Não sabemos gritar pra vocês. Somos tão incompetentes quanto vocês quando pressionados a fazer o melhor em troca de não sermos massacrados. Somos iguais, brasileiros, sangue quente, adoramos nos cobrar e não temos nenhuma vontade de aliviar.

Deve ser foda olhar pra cima, pedir o grito e ouvir o adversário.  Deve ser insuportável abrir jornal pós jogo ou na véspera. Deve ser duro ter que dormir com isso nas costas todo dia.

Mas caralho! É o caminho pra glória, não uma tortura.  Perder ou ganhar é do jogo e a ignorância jornalistica sobre futebol ao tratar derrotas como tragédias, como já disse, termina sempre no cocô do cachorro.

Esquece.

Vocês não tem nada a “guardar”, mas sim a ir buscar.

Vou ignorar o ataque de pânico que tiveram hoje no Mineirão.  Pra mim foi um surto de nervoso ao se sentirem sozinhos entre 200 milhões de “tamo junto …mas desde que vocês ganhem”.

Pra cima deles. E isso não é uma frase feita.

É melhor ser lembrado com tristeza do que com raiva.  Sejam a seleção que buscou o hexa, não a que não conseguiu evitar perde-lo.

#EuAcredito

abs,
RicaPerrone

Julio, seu merda!

Sabe, Julio, nós não conseguimos lidar muito bem com o “nós’.  Aqui no Brasil temos o hábito e a necessidade de vencer através de alguém e também de achar um culpado quando não vencemos.

Não vencemos sempre, mas nos cobramos como se assim fosse.

Você, o último dos vilões, pagou o mesmo preço que Zico, Barbosa, Dunga e tantos outros bons brasileiros que tiveram suas vidas “destruídas” pela mídia em 1 segundo.

Quando acabou aquele jogo, Julio,  eu temi por você.  Achei que estaria acabada a sua carreira na seleção e que nunca te perdoariam por um erro que nem considero só seu.

Quando eu vi que o único cara a sair daquele vestiário pra dar a cara e assumir a derrota foi você, Julio, eu tive dó. E quando vi uma entrevista sua dizendo que seu sonho era jogar a Copa aqui e poder apagar aquele erro, eu passei a ter uma convicção “Scolariana” de que você seria o cara certo.

Eu também achei que você andou inseguro no começo da Copa. Mas eu não esqueci da Copa América e das Confederações que você me deu. Então, no fundo, eu sempre soube que tinha mais do que um goleiro.

Tinha um cara que queria algo mais e que não brincaria com sua preparação. Que podia errar, mas que como poucos tentaria de novo no cenário mais pressionado possível.

Essa camisa é tão sua, mas tão sua, que o seu reserva te deu um terço pra carimbar sua titularidade.

Você chorou e disse que “não sabemos o que você passou”, e de fato não podemos saber porque somos pedra, não vidraça. É fácil pra caralho ser pedra, goleirão.

Um tricolor e um botafoguense que sempre te odiaram e jogaram na cara dos rubro-negros a eliminação em 2010 chorando abraçados de joelho na minha frente gritando “Ah, é Julio César!”.

Aqueles abutres que acham que jornalismo é procurar culpados olharam pra você antes dos pênaltis e prepararam a pauta: “Julio chorou antes das cobranças. É desequilibrado emocionalmente, não pode ser o titular da seleção”.

Tava escrita a frase no computador de alguns. Corto meu braço como estava.

E você deletou.

Meu goleiro, eu nunca tive dúvidas. E agora ninguém mais tem.

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!”

Chegou! Sai que é sua, Julio!!!

abs,
RicaPerrone

Acabou o ensaio!

Não tem mais continha, time já classificado, decisão no saldo, nada disso. Agora é frente a frente, no mais puro estado que o futebol pode existir.

Sem vantagem, sem ida e volta, em campo “neutro” para 14 times menos Brasil e   Chile. Uns com caminhos fáceis, outros mais complicados. Mas quem se importa?

Num esporte como estes não interessa em que fase você cai mas sim para quem. Dá pra imaginar um Brasil x Colombia, França x Alemanha de um lado, Holanda x Costa Rica, Argentina x EUA do outro.

Mas é claro que não será assim.

Se fosse, não seria futebol e portanto o mundo não estaria parado pra assistir.

Sou mais Brasil. Sou mais Colômbia, sou mais França e mais Alemanha.  Sou mais Holanda, mais Costa Rica e mais EUA.

Mais nada. #SomosTodosSuiços

A Arena Corinthians pode ser santificada caso aconteça o que todos nós desejamos com requintes de crueldade.  Mas é difícil, como era contra o Irã. E não fosse o juiz…

Enfim.

Oremos.

abs,
RicaPerrone

Adorável cretino

Suarez é um jogador que nasceu pra brilhar e, não satisfeito, resolveu também conturbar sua própria carreira.

Entre surtos de genialidade, heroismo e estupidez, vai formando sua legião de fãs e odiadores mundo afora.  Nesta Copa, onde já brilhou, cometeu um ato de estupidez que deve deixá-lo de fora de todo o resto.

Suarez não será punido com rigor porque o Uruguai tem pouco poder político, como disse Lugano, capitão, defendendo como bom uruguaio até mesmo o indefensável.

O futebol, porém, não apenas tolera Suarez como também se alimenta dele.

chiellini-suarez-reuSe fossem todos Kakás não haveria segunda-feira. E sem ela, o futebol seria só mais um esporte.

Há quem acredite que Suarez deva ser absolvido. E isso transforma uma clara situação em polêmica, mesmo que para defender delírios apaixonados.

Eis então o futebol.

Suarez erra, acerta, se arrepende, erra de novo. Vulnerável, cheio de defeitos, é o herói moderno.  O antigo tinha super poderes, o atual tem os mesmos que você e eu.

Se você me perguntar hoje se gosto ou odeio Suarez, te diria que não sei. Porque já gostei dele, já odiei. E isso faz dele um ser adorável.

Um cretino. Mas ainda assim, adorável e fundamental ao futebol.

abs,
RicaPerrone

O time de Drogba (Costa do Marfim 1×2 Grécia)

Um dia, assistindo a um jogo de Drogba em 2005, alguém me disse que ele era “de algum lugar na África” e que não estaria na Copa por ser “tipo o Weah”.

Pra quem não sabe Weah foi jogador do Milan, um tremendo centroavante só que nasceu na Libéria e não quis se naturalizar. Nunca jogou uma Copa, pro azar da Copa.

Voltando ao centroavante em questão, fui pesquisar na web e vi que ele era da tal de “Costa do Marfim”.  Eu nunca tinha ouvido falar deste país.  Talvez por mera ignorancia, talvez por serem novos (1960) e não terem grande representatividade em nada internacionalmente.  Seja como for, era um país que eu ignorava a existência.

Tenho considerável facilidade em gostar de africanos. Me remetem a um Brasil não tão distante e que eu de alguma forma gostava. Pelo futebol, ainda mais. São irresponsáveis, divertidos, alegres. Um pouco de tudo aquilo que deixamos de ser.

As cores me deixaram curioso. Comecei a ler e vi uma história interessante de franceses, uma independencia recente, um país muito parecido com o nosso em clima e vegetação. E como tudo que brota do futebol me apaixona, simpatizei fácil.

Até ouvir dizer que dependiam de uma partida para conseguirem sua primeira vaga em Copas, e que Drogba seria o cara a levar esta seleção ao topo. Assim como colocar o país no mapa.

Se não por esporte apenas, o futebol tem uma função educacional incrível. Através dele conheço cidades, estados, países e capitais. Sei nome de bairros, tipos de gente e de clima pelo mundo todo.  Através dele hoje conheço a Bósnia, como um dia através de Milla ouvi falar de Camarões.

E eis que pelo futebol cheguei a Costa do Marfim.

Quando soube que estavam classificados tive uma reação involuntária de alegria sem conseguir imaginar o que representa pra um país ser apresentado ao mundo.  E quando saiu o sorteio da Copa, eles estreariam contra a Argentina.

O que era simpatia virou quase amor. E roubados numa partida heróica e melhores do que os argentinos nos 90 minutos, entraram na Copa com o pé na porta, como bons africanos que são.

Me encantei. Morri de dó dos caras terem a Holanda no mesmo grupo e sabia que não passariam. Mas foi uma grande estréia em Copas. Uma grande entrada no mapa mundi.

Em 2010 no grupo do Brasil. Vencemos e a Coréia entregou a rapadura pra Portugal os eliminando da Copa sem muita chance. Esperei 2014 para vê-los de perto e jurava que os encontraria no Maracanã no próximo sábado.  Comprei ingressos, os únicos que tinha pra Copa até então, diga-se.

Infelizmente o Itália x Costa do Marfim que planejei não vai acontecer. Como ver Drogba numa Copa também não mais.  Por um pênalti imbecil, consequência de um contra-ataque de 4 contra 2 que conseguiram não transformar em gol. Digno do futebol africano.

Há 3 Copas eles estão lá. Hoje, em qualquer lugar do mundo, conhecemos a Costa do Marfim.  Hoje, no Ceará, o nome de Drogba foi cantado pela torcida como se fosse um dos nossos. E Gervinho, apaixonado pelo Brasil e nosso futebol, aplaudido em pé por nós.

A Costa do Marfim é o meu “xodó” em Copas desde 2006, e hoje me deixou chateado com o duro golpe no fim.

Não porque perdeu. Mas porque eu a perdi e não poderei vê-la pessoalmente.

Quem sabe na Russia?

Valeu, CIV!

abs,
RicaPerrone

O melhor jogo ruim da Copa (Itália 0x1 Uruguai)

Itália e Uruguai contrariaram a lógica e resolveram classificar a Costa Rica.  Após perderem para a campeã do grupo, transformaram o que poderia ser um amistoso no “jogo da Copa”.

E foi, mesmo que o futebol não tenha aparecido.

Hoje, dia em que o mundo devia ter decretado feriado pra ver Uruguai x Itália disputando vaga numa Copa no Brasil, não estava em jogo uma partida de futebol. Os dois times jogam outra coisa bem parecida, muito mais baseada na vontade do que no talento.

Talento que as vezes sobra a Suarez, junto de sua estupidez.  Injustiça? Porque não dizer que sim com uma expulsão discutível e uma outra merecida não marcada?  Talvez. Mas agora tanto faz.

O Uruguai encontrou mais um gol de raça, sufoco, do jeitinho que eles gostam. A Itália, que na primeira rodada eu vi na final, cumpriu a previsão.  Ou sai na primeira fase, ou vai pra final.

Esqueci da Costa Rica. E ficou na primeira fase o meu finalista.

Em jogo de Balloteli e Suarez o menos notável é a bola. Um saiu machucado, o outro ficou merecendo sair. Mas sairá, porque a FIFA vai ver as imagens e suspende-lo, lamentavelmente  e com toda justiça.

A Copa América foi antecipada. E agora é quase oficial:   eles não são tão bons assim jogando em estádios com gente pulando e contra times que levam a campo mais do que futebol e tática.

E nós, que esperamos pra ver os heróis do outro continente, estamos descobrindo que os nossos são mais fortes.

abs,
RicaPerrone

O som da vitória (RJ)

Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, dia 23 de junho de 2014.  No final da tarde Brasil x Camarões se enfrentam pela Copa do Mundo e ninguém passa na rua.

A Barra, que é um bairro tranquilo e de pouco barulho, não resiste a seleção e também transforma os gols do Brasil em som ambiente na cidade.

Ouça a vitória do Brasil no Rio de janeiro.

 

Ufa! Ufa?! (Brasil 4×1 Camarões)

Acabou! São 18h53 minutos e o Brasil está na próxima fase contra o Chile, tradicional freguês em sua melhor fase desde sempre.  Mas o Chile não pode ser mais do que um problema, afinal, o problema é nosso.

Não seria se fosse a Holanda. Não sendo, responsabilidade ainda maior. De todas as qualidades do Chile a mais notável é disparado a vontade que eles tem em cada bola.  E se não dá pra dizer que este time brasileiro não tem vontade, dá pra garantir que tem menos tesão do que em 2013 e sim, falta alguma coisa.

Além do tático, técnico, os olhos não brilham. Eles não sorriem. O time está preso e com medo.

Medo de que, afinal? Não sonharam estar aí?  Pois estão! Qualé o nosso problema?

A torcida que não canta, o meia técnico que mais briga do que brilha ou o atacante cujo maior atributo é a bunda?

Cadê meu time de 2013? Cadê meu time que disputava tudo com raiva nos olhos e rindo enquanto driblava? Desde quando estamos “cumprindo obrigação” em campo?

Eu quero sofrer, não tem problema!  Mas me faça sofrer pela sua ousadia, não pela sua responsabilidade quase insuportável de não poder errar.

Cornetar 4×1? Não dá.

Mas vai ter que dar.

Porque foi nossa pior atuação, nosso pior adversário, e nosso mais claro relatório de que é preciso mudar.  Hulk, Paulinho, Daniel. Os três estão em outro lugar, mas não no campo com a seleção.

Os gols perdidos e os sofridos eu jamais vou deixar de entender. A falta de ousadia e alegria quando um jogador de amarelo pega na bola, eu não me permito aceitar.

Sorriam! A Copa não é obrigação. E se for, entreguem-na. Estamos aqui para conquistá-la, não para evitar perdê-la.

Obrigado, Neymar.

abs,
RicaPerrone

O futebol que juramos entender (Alemanha 2×2 Gana)

Porque os sustos, afinal? Não somos nós, jornalistas, que achamos que um diploma de 4 anos aprendendo a colocar virgula no lugar certo nos faz entendedores de futebol?

Na verdade, meus caros, não há diploma pra isso. Essa Copa, como quase todas as outras, como quase toda semana, só serve pra confirmar que não sabemos tanto assim, ou, mais radicalmente, não sabemos “porra nenhuma”.

Quando a gente olha o futebol atual e não entende que ele foi moldado para equilibrar jogos impossíveis diminuindo espaço, campo, aumentando físico e valorizando a parte tática, fingimos não notar que tudo isso fez efeito.

Que hoje o resultado não significa exatamente o melhor preparo, melhor time nem melhor esquema tático. Significa que um conseguiu fazer mais gols que outro e se fechar, fechar espaços, possibilidades e etc. Não tem, nunca teve, e hoje tem menos ainda, a ver com o futebol praticado.

Porque a Alemanha massacraria Gana, que não foi a semifinal da Copa passada por um surto genial/escroto de Suarez?

Porque mesmo achamos que a Costa Rica não faria nada se quando ela jogou contra a seleção brasileira taxamos de fiasco e vexame? Porque não assumimos que de fato não nos informamos o suficiente as vezes e que nossa soberba é tão clara quanto a que cobramos do “futebol brasileiro”?

Não, eu não sabia quem era Costa Rica.  Desconfiei de Gana, achei que podia complicar, mas não esperava por exemplo uma Argentina tão tosca, nem mesmo um Portugal tão morto em campo.

Talvez porque como todos nós, ouvi e fui formando opinião repetindo coisas em alguns casos. Não dá pra ver tudo, então, seguimos a maré.

Fato é que o futebol mudou, não é mais um esporte que privilegia a técnica, mas sim o conjunto entre defender e ser oportunista com velocidade e força física.  E isso pode ser feito na Zambia, no Brasil ou na Bósnia. Ainda mais quando falamos de 23 caras e não de um torneio com 20 clubes e 300 jogadores.

Esta Copa nos ensinou até aqui mais futebol do que sonhamos em ter aprendido até então. Inclusive pra nos dizer que sim, eles tremem quando jogam contra torcidas barulhentas e que pulam.  E que não, não deixamos de ser a inspiração do mundo com a bola nos pés.

Até aqui, também, que não sabemos porra nenhuma de política, engenharia, meio ambiente e outras mil coisas que nos tornamos especialistas para julgar a Copa e prever o que teríamos.

Porque não acertamos nada. Nem dentro de campo, nem fora dele.

Porque? Porque não há uma aula sobre futebol na faculdade. E o fato de ser “jornalista” não dá a ninguém o poder ou o rótulo de entendedor de porra nenhuma.  Aprendemos a escrever, não sobre o que escrevemos.

E nesta Copa, até aqui, escrevemos muita merda.

abs,
RicaPerrone